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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Ricardo Barros irrita senadores, Omar Aziz encerra sessão e diz que líder volta à CPI como convocado

 


Após o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), atacar e irritar senadores na CPI da Covid nesta quinta-feira (12), a sessão foi encerrada. Com isto, em vez de convidado, ele voltará ao colegiado como convocado para depor sobre supostas irregularidades na compra de doses da vacina Covaxin contra a Covid-19. Em coletiva após a sessão, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), demonstrou irritação com Barros. “A estratégia ficou muito clara. Numa deferência e respeito aos parlamentares, nós trocamos a convocação por um convite. Esperávamos que o deputado viesse aqui com todo respeito, mesmo respeito que nós tivemos para com ele, trocando a convocação por um convite, ele não teve logo no início da CPI”, disse.

“Ele foi alertado por mim eu lá na minha terra, o tucunaré morre pela boca. O grand finale dele foi querer fazer uma narrativa de que a CPI que está atrapalhando a compra de vacina. Aí não dá. A própria empresa chinesa já desmentiu em dois minutos depois o que ele falou”, acrescentou. Aziz ainda afirmou que está comprovado que o líder do governo Bolsonaro na Câmara cometeu crimes durante a pandemia. “Hoje, em pouco tempo ficou provado que o deputado Ricardo Barros está no radar de todo mundo que vende vacina por intermediação. Isso é uma prova concreta, fora os outros crimes que ele cometeu em relação a imunização de rebanho, ao negacionismo, dizendo que se imunizasse 60% da população não teria mais ninguém para se infectar”, declarou.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Servidora que teria atropelado processo de importação da Covaxin foi indicada por Ricardo Barros, líder bolsonarista

 


(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | ABr)

Em depoimento à CPI da Covid nesta sexta-feira (25), o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmou que uma colega - Regina Celia Silva Oliveira - teria dado o aval para a importação da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19, ao Brasil, sendo que tal prerrogativa é de Miranda.

O jornalista Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, revelou pelo Twitter que Regina Celia foi indicada para cargo no Ministério da Saúde pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

A CPI apura o motivo pelo qual, segundo denúncias de Luis Ricardo Miranda e de seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), o governo federal teria tido preferência e pressa pela Covaxin, sendo que demonstrou desinteresse por outros imunizantes.

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou requerimento de convocação de Regina Célia à CPI.


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Bolsonaro nomeia mulher de líder do governo para conselho de Itaipu

 


Jair Bolsonaro nomeou a esposa do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), para o cargo de conselheira de Itaipu. Cida Borghetti, ex-governadora do Paraná, terá mandato até maio de 2024 na estatal. A informação é do jornal O Globo. 

A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira. Também foi publicada a exoneração do ex-ministro Carlos Marun do conselho de Itaipu. Nomeado pelo ex-presidente Michel Temer, Marun foi reconduzido ao cargo por Bolsonaro no ano passado e teria mandato até 2024.

Segundo a reportagem, Cida Borghetti publicou no dia 22 de abril, em suas redes sociais, uma foto de um encontro com Bolsonaro no Palácio do Planalto. A reunião não foi registrada na agenda oficial. No mesmo dia 22, contudo, Ricardo Barros esteve com o presidente.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Vice do líder nas pesquisas em Goiânia, internado na UTI, também testa positivo para a covid

 



A coisa está feia para os candidatos do MDB e coligados nestas eleições.

O candidato a vice-prefeito pela Coligação Pra Goiânia Seguir em Frente (MDB/Republicanos/Patriota/PTC/PMB/PC do B/PL), Rogério Cruz, fez um novo exame de diagnóstico da Covid-19 e testou positivo. O vereador e candidato a vice de Maguito Vilela (MDB) encontra-se em casa, desde a tarde desta quinta-feira, 29, seguindo o protocolo médico indicado para este caso.


Além do teste, Rogério realizou uma tomografia que acusou uma alteração no pulmão em menos de 10%. No dia 21 de outubro, após o candidato a prefeito Maguito Vilela testar positivo, Rogério fez o exame, mas deu negativo.


Após Maguito Vilela testar positivo para a Covid-19, Rogério Cruz fez um primeiro teste e deu negativo. Com a feitura de novo teste por conta de uma dor de garganta, foi diagnosticado com a Covid-19.


(…)


domingo, 11 de outubro de 2020

Líder de Nagorno-Karabakh responsabiliza autoridades de Israel pelo 'genocídio' na república

 


Araik Arutyunyan, presidente da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh, disse que as autoridades israelenses que fornecem armas ao Azerbaijão "são responsáveis pelo genocídio em Karabakh".

Arutyunyan respondeu assim a um jornalista durante uma coletiva de imprensa sobre o fato de as autoridades de Israel afirmarem não ter conhecimento da utilização dos drones fornecidos ao Azerbaijão não para fins defensivos, mas para fins ofensivos e ataques contra a população civil.

"Durante a guerra de abril [a escalada do conflito em 2016] as autoridades de Israel não só sabiam que as armas fornecidas ao Azerbaijão não eram utilizadas para fins defensivos, mas sim ofensivos, elas eram usadas por especialistas que vieram de Israel. Por isso, fazer essas declarações é estar zombando das pessoas. Claro que eles sabem e continuam fornecendo. As autoridades de Israel, país que sofreu um genocídio, são também responsáveis por este genocídio", afirmou Arutyunyan.

O presidente de Nagorno-Karabakh disse ainda que as medidas tomadas pela liderança israelense provam que "no mundo, os valores humanos e espirituais são espezinhados por causa do dinheiro".

"Não só as autoridades israelenses, mas também as de outros países sabem tudo e continuam fornecendo armas para o Azerbaijão", lamentou Arutyunyan.



© REUTERS / NKR INFOCENTER/PAN PHOTO
Destroços em rua após ataque contra localidade da região de Nagorno-Karabakh

Nagorno-Karabakh se encontra mergulhada em um intenso conflito desde o final do mês passado, com ambos os lados acusando o outro de ser o responsável pela nova escalada de violência na região, alvo de disputas desde que a república autônoma decidiu se separar da então República Socialista Soviética do Azerbaijão, há 32 anos.

Na sexta-feira (9), o chanceler russo Sergei Lavrov anunciou que Erevan e o Baku concordaram em um cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, que entrou em vigor no sábado (10), desescalando o conflito.

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segunda-feira, 22 de junho de 2020

Mandetta diz que Bolsonaro é único líder a manter discurso inadequado e “falta de respeito às vítimas”

President Jair Bolsonaro fired Luiz Henrique Mandetta in April AFP


Publicado no site da RFI
POR FANNY LOTHAIRE, correspondente da France24 em São Paulo
O ex-ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, não poupa críticas à gestão de crise do presidente Jair Bolsonaro. Demitido durante a pandemia do coronavírus, Mandetta afirma que a gestão de Bolsonaro choca o mundo por manter o discurso da economia em detrimento às vidas e pela “falta de respeito às vítimas”. Em entrevista à televisão francesa France24, o médico disse que o Ministério da Saúde está “sob ocupação militar”.
Com mais de 50 mil vítimas da Covid-19, o Brasil chama a atenção do mundo por não ter adotado a política de confinamento e manter a população nas ruas com o vírus circulando.
Mandetta estava à frente do ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro quando a pandemia começou a fechar os países da Europa. Naquele momento, enquanto o ministério da Saúde dava recomendações de isolamento social para a redução do contágio, o presidente brasileiro seguia dizendo que a doença não era grave e estimulava a população a sair para trabalhar.
“O presidente da República claramente optou por dar mais importância para o aspecto econômico que para o aspecto de saúde. Ele caiu em um falso dilema, como se essas coisas pudessem ser tratadas em separado, quando elas estão juntas,” disse Mandetta.
Em 16 de abril de 2020, o médico foi demitido por Bolsonaro. Seu substituto, o também médico de Nelson Teich, ficou no cargo por menos de um mês. Desde 15 de maio, o Brasil não tem um ministro da Saúde, e a pasta é comandada pelo interino general Eduardo Pazuello.
Para Mandetta, não existe mais um ministério da Saúde. O médico considera que a pasta está sob tutela militar e não segue nenhuma orientação de saúde.
“Nós, que somos oriundos da saúde, trabalhamos sobre três pilares: proteção incondicional à vida, proteção ao nosso sistema de saúde, o SUS, e uma defesa intransigente da ciência como método principal de tomada de decisões. Lá no Ministério da Saúde tiraram os técnicos de segundo e terceiro escalão, e colocaram no lugar militares seguindo uma norma militar. Nós não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde.”
Política em detrimento da ciência
Na entrevista, o médico avaliou como um falso dilema o discurso de ter de optar pela saúde ou pela economia.
“Não existe isso de sair forte de uma epidemia. Na história da humanindade, isso não é possível. Se tivéssemos optado pelo cuidado, nossa recuperação econômica seria muito mais precoce, como é demonstrado por qualquer análise econômica que é feita de qualquer tipo de epidemia. É uma questão muito mais pensando em 2022, quando acontecem as eleições.”
O ex-deputado considera que as decisões de Bolsonaro foram tomadas por motivações políticas: “É uma forma de se retirar desse assunto, deixando [o desgaste] para prefeitos e governadores”, considerou.
Ele voltou a criticar o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, remédio tratado como milagroso por Bolsonaro, mesmo após a decisão da OMS e de países como Estados Unidos de deixarem de testá-lo. O remédio, usado para malária, oferece riscos cardíacos aos pacientes e não tem efeito provado contra a Covid-19.
“Eles queriam liberar para uso em domicílio, sem monitoramento”, denuncia o médico. “[Bolsonaro] opta pela política em detrimento da ciência”.
Falta de respeito às vítimas
Questionado se o político acha que Bolsonaro poderá ser julgado no futuro por sua má gestão da crise sanitária, Mandetta afirmou que o presidente é o único líder mundial a seguir com o discurso inadequado e falta de respeito às vítimas.
“É uma condução [de crise] que choca os outros países porque o mundo optou primeiro por vidas e depois recuperar a economia. E ele vai na contramão e vai falar assim: ‘não, não vamos suspender a economia porque a economia vai ter mais danos do que essa doença’. E acabou sendo o único líder mundial a adotar esta linha. O Trump volto atrás, Boris Johnson voltou atrás, o presidente do México voltou atrás. Somente o presidente do Brasil permaneceu e permanece até hoje com esse tratamento inadequado, e essa falta de respeito às vítimas”, assinalou.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Allan Santos, líder do gabinete do ódio e íntimo de Eduardo e Carlos Bolsonaro, é alvo da PF


A Polícia Federal está na casa do blogueiro Allan dos Santos e em outros endereços para cumprir ordens de busca e apreensão do inquérito que investigação a disseminação de fake news a favor de Jair Bolsonaro





A Polícia Federal está na casa do blogueiro Allan dos Santos, em brasília (DF), e em outros endereços para cumprir ordens de busca e apreensão do inquérito que investigação a disseminação de fake news a favor de Jair Bolsonaro. São 29 mandados de busca e apreensão no processo presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Vale ressaltar que a corporação já havia identificado o vereador Carlos Bolsonaro como um dos articuladores do esquema de fake news. 
A disseminação das fake news voltaram a ganhar destaque no noticiário nacional em 2018, com a eleição de Bolsonaro. Naquele ano, houve uma campanha ilegal contra o então presidenciável Fernando Haddad (PT) com base na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp para prejudicá-lo. 
Conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo. A matéria apontou, ainda, que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Polícia Federal (PF) participou nesta segunda-feira (13) da prisão de "Fuminho", uma das lideranças do PCC, em Maputo, capital de Moçambique.



A Polícia Federal (PF) participou nesta segunda-feira (13) da prisão de "Fuminho", uma das lideranças do PCC, em Maputo, capital de Moçambique.

Fuminho estava na lista de procurados há mais de 20 anos e sua detenção foi uma operação que contou com a participação da PF,  Itamaraty, da DEA [Drug Enforcement Administration], do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do Departamento de Polícia de Moçambique, informa a PF em seu site. 
Gilberto Aparecido dos Santos, nome de Fuminho, era figura central das rotas milionárias de tráfico de cocaína do PCC e, segundo a PF, "supostamente financiaria" um plano de resgate de Marco Camacho, o Marcola, líder do PCC que está atrás das grades.
A prisão de Fuminho foi comentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que anunciou a intenção das autoridades brasileiras de trazer a liderança do PCC para responder por seus crimes no Brasil

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