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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Parceria Rússia-Índia é pilar da paz e estabilidade global, diz comunicado após encontro bilateral

 


Moscou e Nova Deli continuam desenvolvendo suas relações estratégicas bilaterais, que os dois países consideram benéficas também para o resto do mundo

A Rússia e a Índia reafirmaram seu compromisso com a parceria bilateral, que é um pilar da arquitetura política mundial, disse o Kremlin, citando a declaração conjunta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia.

"Os [dois] lados confirmaram seu compromisso com a parceria estratégica especialmente privilegiada e sublinharam que estas relações importantes entre Rússia e Índia, como grandes potências com responsabilidades comuns, seguem sendo um pilar da paz e estabilidade global", indica o comunicado.


Para isso, a Rússia e a Índia decidiram estudar possíveis áreas de cooperação em outros países.

"Os lados concordaram estudar áreas de cooperação mutuamente aceitáveis e benéficas em países terceiros, especialmente no centro e sudeste da Ásia, e também na África", refere o documento do acordo, que destaca o Afeganistão como área de prioridade.

"Os líderes sublinharam que o território do Afeganistão não deve ser usado para encobrimento, preparação ou planejamento de operações ou financiamento de quaisquer grupos terroristas, incluindo o Daesh, Al-Qaeda, Lashkar-e-Taiba [todas organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países] e outros."

O documento também instou ao aumento dos esforços para restaurar o acordo nuclear do Irã, ou Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), e ao seguimento do trabalho em prol do estabelecimento de uma "paz sólida e estabilidade" através da desnuclearização da península coreana.
A declaração bilateral também abordou as relações entre os dois países, instando a uma otimização e aceleração do processo de despacho aduaneiro nas trocas comerciais entre a Rússia e a Índia e acordos de cooperação em diferentes áreas, como o espaço, propriedade intelectual, diplomacia, geminação de cidades ou o desenvolvimento mútuo das línguas russa e hindi.
Ministro da Defesa russo Sergei Shoigu e seu homólogo indiano Rajnath Singh se cumprimentam antes de iniciarem a reunião da 21ª Cúpula Anual Índia-Rússia, 6 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 06.12.2021
Panorama internacional
Ante encontro de Putin e Modi, Rússia e Índia assinam acordo de cooperação militar até 2030


No acordo estão também incluídas provisões para simplificar investimentos na área da construção naval, o investimento de empresas indianas no Extremo Oriente da Rússia, além do fornecimento de dois milhões de toneladas de petróleo à Índia em 2022 pela empresa estatal russa Gazprom.
Moscou e Nova Deli afirmaram querer aumentar o nível de comércio entre os dois países.
"Os lados referiram que o atual volume de comércio bilateral não corresponde ao potencial da parceria estratégica entre a Rússia e Índia. Os líderes dos dois países sublinharam a necessidade de aplicar esforços para conseguir um indicador alvo no valor de US$ 30 milhões [R$ 170,95 bilhões] até o ano 2025", aponta a declaração.

domingo, 8 de agosto de 2021

China rebate EUA sobre 5G da Huawei no Brasil: 'Querem sabotar a parceria sino-brasileira'

 


Reagindo ao pedido dos EUA ao Brasil para que o país desabilite a tecnologia 5G da Huawei no país, Embaixada da China diz que Washington tem objetivo de difamar Pequim, e que o país estadunidense é o "maior império de hackers" do mundo.

Neste sábado (7), a Embaixada da China no Brasil respondeu à visita do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, ao país, após o mesmo dizer que para ser parceiro da OTAN, o Brasil deveria abrir mão da tecnologia 5G da Huawei.

A embaixada chinesa afirmou em um comunicado que os ataques dos EUA são mal-intencionados e infundados, e que têm real objetivo de difamar Pequim, cercear as empresas chinesas de alta tecnologia e preservar os "interesses egoístas da supremacia norte-americana".

"A esse tipo de comportamento que busca publicamente coagir os outros países na construção do 5G e sabotar a parceria sino-brasileira, manifestamos forte insatisfação e veemente objeção", afirmou o texto do comunicado.

A nota afirma que a Huawei tem boa cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e fornece equipamentos a quase metade das redes de telecomunicação do país, atendendo a 95% da população brasileira.

Adicionalmente, a embaixada apontou os EUA como o "maior império de hackers" do mundo, dizendo que o país é que representa uma verdadeira ameaça à segurança cibernética global.

Sobre a postura do Brasil, a embaixada declarou que não acredita que o governo brasileiro vá excluir os chineses de futuros contratos no setor e manterá um bom ambiente de negócios.

"Acreditamos que o Brasil vai fornecer regras de mercado em sintonia com os parâmetros de transparência, imparcialidade e não discriminação para empresas chinesas e de qualquer outra nacionalidade, bem como continuar a manter um bom ambiente de negócios para a cooperação econômico-comercial sino-brasileira", disse a nota.

O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan (à direita) acompanhado do Ministro da Defesa do Brasil, Walter Braga Netto, deixa a sede do Ministério da Defesa em Brasília, 5 de agosto de 2021
© AP PHOTO / ERALDO PERES
O Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Jake Sullivan (à direita) acompanhado do Ministro da Defesa do Brasil, Walter Braga Netto, deixa a sede do Ministério da Defesa em Brasília, 5 de agosto de 2021

Na sexta-feira (6), Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA visitou o Brasil para tratar diversos assuntos, entre eles combate à pandemia.

Em reunião com ministro da Defesa, general Braga Netto, Sullivan disse que o país pode ser parceiro da Aliança Atlântica se desabilitar a tecnologia chinesa 5G da Huawei no país, conforme noticiado.

sábado, 10 de abril de 2021

Erdogan e Zelensky confirmam parceria estratégica entre Turquia e Ucrânia

 


O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou, após conversas com seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, que Ancara e Kiev concordaram em continuar sua "parceria estratégica", tendo como prioridade a garantia da segurança na região do mar Negro.

Os dois líderes se encontraram neste sábado (10) na cidade turca de Istambul, onde ocorre o nono encontro do Conselho de Cooperação Estratégica de Alto Nível Turquia-Ucrânia.

"Tendo em mente as questões de defesa nacional e segurança, nós começamos a trabalhar no formato 2+2 [ministros da Defesa e chanceleres dos dois países]. Portanto, vamos intensificar a cooperação entre nossos países", disse Erdogan em coletiva de imprensa. 

O presidente turco aproveitou a ocasião para reafirmar sua posição de não reconhecer a reintegração da Crimeia à Rússia, ocorrida há sete anos após um referendo no qual a maioria esmagadora da população local decidiu pela separação da Ucrânia com o objetivo de voltar a fazer parte do território russo. 

​Sobre os enfrentamentos no leste ucraniano, o chefe de Estado da Turquia disse que ele e Zelensky acreditam que a instabilidade em Donbass pode ser resolvida através de esforços políticos e diplomáticos. Desde 2014, a região se encontra mergulhada em um conflito entre grupos independentistas e as forças de Kiev, e, nesta semana, testemunhou uma nova escalada da violência, em meio a um aumento da presença de tropas do Exército da Ucrânia naquela área.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A Polícia Federal (PF) participou nesta segunda-feira (13) da prisão de "Fuminho", uma das lideranças do PCC, em Maputo, capital de Moçambique.



A Polícia Federal (PF) participou nesta segunda-feira (13) da prisão de "Fuminho", uma das lideranças do PCC, em Maputo, capital de Moçambique.

Fuminho estava na lista de procurados há mais de 20 anos e sua detenção foi uma operação que contou com a participação da PF,  Itamaraty, da DEA [Drug Enforcement Administration], do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do Departamento de Polícia de Moçambique, informa a PF em seu site
Gilberto Aparecido dos Santos, nome de Fuminho, era figura central das rotas milionárias de tráfico de cocaína do PCC e, segundo a PF, "supostamente financiaria" um plano de resgate de Marco Camacho, o Marcola, líder do PCC que está atrás das grades.
A prisão de Fuminho foi comentada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que anunciou a intenção das autoridades brasileiras de trazer a liderança do PCC para responder por seus crimes no Brasil

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