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sábado, 12 de junho de 2021

Netanyahu previu que Bolsonaro seria investigado no Tribunal de Haia por genocídio dos povos indígenas

 


O ex-embaixador do Brasil em Israel, Paulo Cesar Meira de Vasconcellos, afirmou em telegrama sigiloso enviado ao Itamaraty em 2020 que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu via "risco real" do presidente Jair Bolsonaro ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional, também conhecido como Tribunal de Haia, por genocídio de povos indígena". A informação é da TV Globo. Derrotado nas eleições locais de março último, Netanyahu prepara-se para deixar o poder. Em dezembro passado, a Procuradoria da corte deu início a uma investigação contra Bolsonaro por denúncias de graves violações contra o meio ambiente e os povos indígenas no Brasil.

A correspondência, que está em posse da CPI da Covid, é datada de 7 maio de 2020, quando Vasconcellos ainda chefiava a Embaixada brasileira no país. O documento foi classificado com prioridade "urgentíssima". Vasconcellos foi substituído no cargo pelo general Gerson Menandro Garcia de Freitas no fim de 2020.

Paulo Cesar Meira de Vasconcellos cita no documento uma reunião, ocorrida em dezembro de 2019 entre uma autoridade política brasileira em visita à Israel e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na qual o primeiro-ministro de Israel "deixou claro" que Israel gostaria de contar com "firme apoio" brasileiro a processos no Tribunal Penal Internacional, já que "quando todo mundo estava contra o Brasil durante incêndios da Amazônia, Israel apoiou o Brasil" -informam os jornalistas Yasmim Perna e Alexandro Martello.

No encontro Netanyahu teria dito, segundo o ex-embaixador, que o apoio seria mútuo "uma vez que há risco real de que o presidente Bolsonaro venha a ser investigado naquele Tribunal por genocídio de povos indígenas".

De acordo com o documento, o primeiro-ministro teria dito que acredita que o governo brasileiro poderia vir a ser responsabilizado "internacionalmente" por "omissão na proteção da Amazônia" e "por crimes internacionais no que se refere à proteção de povos indígenas".

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Rosa Weber determina que PGR avalie se Bolsonaro cometeu crimes de genocídio e charlatanismo

 


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie se Jair Bolsonaro cometeu os crimes de genocídio e charlatanismo durante a pandemia. Após a manifestação da PGR, a ministra irá avaliar a petição. 

O despacho de Rosa Weber é uma resposta à ação impetrada pelo advogado Jefferson de Jesus Rocha, que não apresentou fatos concretos, mas também destacou outros dois possíveis crimes de Bolsonaro: “perigo para a vida ou saúde de outrem” e “fraude processual”. 

A determinação para que a PGR avalie a petição é considerada meramente protocolar, uma vez que compete à Procuradoria se posicionar. Como  o documento não apresenta fatos concretos, a ministra poderia ter recomendado o arquivamento da ação, mas optou para que a PGR se manifestasse antes. 

domingo, 11 de outubro de 2020

Líder de Nagorno-Karabakh responsabiliza autoridades de Israel pelo 'genocídio' na república

 


Araik Arutyunyan, presidente da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh, disse que as autoridades israelenses que fornecem armas ao Azerbaijão "são responsáveis pelo genocídio em Karabakh".

Arutyunyan respondeu assim a um jornalista durante uma coletiva de imprensa sobre o fato de as autoridades de Israel afirmarem não ter conhecimento da utilização dos drones fornecidos ao Azerbaijão não para fins defensivos, mas para fins ofensivos e ataques contra a população civil.

"Durante a guerra de abril [a escalada do conflito em 2016] as autoridades de Israel não só sabiam que as armas fornecidas ao Azerbaijão não eram utilizadas para fins defensivos, mas sim ofensivos, elas eram usadas por especialistas que vieram de Israel. Por isso, fazer essas declarações é estar zombando das pessoas. Claro que eles sabem e continuam fornecendo. As autoridades de Israel, país que sofreu um genocídio, são também responsáveis por este genocídio", afirmou Arutyunyan.

O presidente de Nagorno-Karabakh disse ainda que as medidas tomadas pela liderança israelense provam que "no mundo, os valores humanos e espirituais são espezinhados por causa do dinheiro".

"Não só as autoridades israelenses, mas também as de outros países sabem tudo e continuam fornecendo armas para o Azerbaijão", lamentou Arutyunyan.



© REUTERS / NKR INFOCENTER/PAN PHOTO
Destroços em rua após ataque contra localidade da região de Nagorno-Karabakh

Nagorno-Karabakh se encontra mergulhada em um intenso conflito desde o final do mês passado, com ambos os lados acusando o outro de ser o responsável pela nova escalada de violência na região, alvo de disputas desde que a república autônoma decidiu se separar da então República Socialista Soviética do Azerbaijão, há 32 anos.

Na sexta-feira (9), o chanceler russo Sergei Lavrov anunciou que Erevan e o Baku concordaram em um cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, que entrou em vigor no sábado (10), desescalando o conflito.

NOTÍCIAS MAIS ACESSADAS

sexta-feira, 27 de março de 2020

Ciro Gomes: campanha de Bolsonaro por volta às ruas é genocídio


Ex-ministro Ciro Gomes criticou a campanha do governo para chamar o povo a voltar ao trabalho e às ruas em plena pandemia do coronavírus. "É genocídio! O @PDT_Nacional vai entrar na Justiça pedindo a suspensão desta aberração! É o ÚNICO governante no MUNDO a fazer isto...", afirmou


O ex-ministro Ciro Gomes criticou Jair Bolsonaro nesta sexta-feira, 27, por conta da política defendida por ele em relação ao combate à pandemia do novo coronavírus. 


"Bolsonaro está preparando uma campanha publicitária para chamar o povo para voltar às ruas! É genocídio! O @PDT_Nacional vai entrar na Justiça pedindo a suspensão desta aberração! É o ÚNICO governante no MUNDO a fazer isto...", afirmou Ciro pelo Twitter. 
A campanha em defesa do isolamento vertical, que traz o slogan “O Brasil não pode parar”, está orçada em R$ 4,8 milhões e foi realizada sem licitação por ter sido classificada como emergencial. Escolha do material foi feita pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro (leia mais no Brasil 247). 
Leia reportagem da agência Sputnik Brasil sobre o assunto:
O governo federal está preparando campanha publicitária O Brasil Não Pode Parar, após Jair Bolsonaro criticar "confinamento em massa" e defender "isolamento vertical" em meio ao coronavírus. A campanha está dando o que falar no Twitter.
Um vídeo começou a circular na web do que seria a campanha publicitária a favor do "isolamento vertical", sugerido pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em meio à COVID-19. A campanha pontua em um dos trechos:
"Para dezenas de milhões de brasileiros assalariados e suas famílias, seus filhos e seus netos, seus pais e seus avós, o Brasil não pode parar. Para os pacientes das mais diversas doenças e os heroicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil definitivamente não pode parar", diz o narrador, que repete inúmeras vezes o slogan da campanha O Brasil Não Pode Parar.

Bolsonaro está preparando uma campanha publicitária para chamar o povo para voltar às ruas! É genocídio! O @PDT_Nacional vai entrar na Justiça pedindo a suspensão desta aberração! É o ÚNICO governante no MUNDO a fazer isto...

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