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domingo, 11 de outubro de 2020

Líder de Nagorno-Karabakh responsabiliza autoridades de Israel pelo 'genocídio' na república

 


Araik Arutyunyan, presidente da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh, disse que as autoridades israelenses que fornecem armas ao Azerbaijão "são responsáveis pelo genocídio em Karabakh".

Arutyunyan respondeu assim a um jornalista durante uma coletiva de imprensa sobre o fato de as autoridades de Israel afirmarem não ter conhecimento da utilização dos drones fornecidos ao Azerbaijão não para fins defensivos, mas para fins ofensivos e ataques contra a população civil.

"Durante a guerra de abril [a escalada do conflito em 2016] as autoridades de Israel não só sabiam que as armas fornecidas ao Azerbaijão não eram utilizadas para fins defensivos, mas sim ofensivos, elas eram usadas por especialistas que vieram de Israel. Por isso, fazer essas declarações é estar zombando das pessoas. Claro que eles sabem e continuam fornecendo. As autoridades de Israel, país que sofreu um genocídio, são também responsáveis por este genocídio", afirmou Arutyunyan.

presidente de Nagorno-Karabakh disse ainda que as medidas tomadas pela liderança israelense provam que "no mundo, os valores humanos e espirituais são espezinhados por causa do dinheiro".

"Não só as autoridades israelenses, mas também as de outros países sabem tudo e continuam fornecendo armas para o Azerbaijão", lamentou Arutyunyan.



© REUTERS / NKR INFOCENTER/PAN PHOTO
Destroços em rua após ataque contra localidade da região de Nagorno-Karabakh

Nagorno-Karabakh se encontra mergulhada em um intenso conflito desde o final do mês passado, com ambos os lados acusando o outro de ser o responsável pela nova escalada de violência na região, alvo de disputas desde que a república autônoma decidiu se separar da então República Socialista Soviética do Azerbaijão, há 32 anos.

Na sexta-feira (9), o chanceler russo Sergei Lavrov anunciou que Erevan e o Baku concordaram em um cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, que entrou em vigor no sábado (10), desescalando o conflito.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Explosões são ouvidas na capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert

 


Na noite da quarta-feira (7), diversas explosões foram ouvidas na capital da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh, Stepanakert, segundo informou um correspondente da Sputnik.

As explosões ocorreram por volta das 5h00 no horário local (22h00 no horário de Brasília). Em meio às explosões, as autoridades da região acionaram sirenes de alerta de ataque aéreo, que soaram por cerca de 15 minutos. A maioria da população tem preferido passar a noite em porões e abrigos antiaéreos, ainda segundo as informações do correspondente da Sputnik.

Anteriormente, as autoridades da cidade relataram que entre 30% e 40% dos residentes, principalmente mulheres, crianças e idosos, deixaram Stepanakert. Mas moradores das aldeias localizadas na linha de contato, onde o conflito está ocorrendo, se refugiaram na capital.



© REUTERS / MINISTÉRIO DA DEFESA DA ARMÊNIA
Soldado de etnia armênia dispara uma peça de artilharia durante combate contra forças do Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh

Os conflitos na região de Nagorno-Karabakh começaram em 27 de setembro. Armênia e Azerbaijão se acusam mutuamente de desencadear as hostilidades, que já deixaram centenas de mortos e feridos.

Os líderes da Rússia, dos Estados Unidos e da França pediram aos lados que o conflito seja encerrado e que negociações sejam abertas. A Turquia, por sua vez, tem demonstrado apoio ao Azerbaijão.

A região de Nagorno-Karabakh, de maioria Armênia, anunciou sua secessão da República Socialista Soviética do Azerbaijão em 1988, o que foi seguido de um confronto armado entre 1992 e 1994, quando o Azerbaijão perdeu o controle de Nagorno-Karabakh. Desde 1992, estão em andamento negociações para uma solução pacífica do conflito.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Azerbaijão atinge Nagorno-Karabakh com foguetes Smerch, afirma Defesa da Armênia



Nesta sexta-feira (2), as Forças Armadas do Azerbaijão atingiram com foguetes Smerch a cidade de Hadrut, na região de Nagorno-Karabakh, segundo o Ministério da Defesa da Armênia.

"Agora mesmo, um [foguete] Smerch atingiu a cidade de Hadrut. Há feridos entre civis", escreveu o porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Artsrun Ovannisyan, no Facebook.
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Armênia afirmou estar pronto para iniciar conversações com a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para acordar um cessar-fogo em Nagorno-Karabakh.
Nesta quinta-feira (1º), os líderes russo, norte-americano e francês condenaram veementemente a escalada de tensões na região e apelaram a um cessar-fogo imediato, bem como à retomada das negociações sem condições prévias.

Operações militares em Nagorno-Karabakh

Primeiro-ministro da Armênia afirma que Erevan tem provas de que o comando militar turco controla as operações militares em Nagorno-Karabakh.
A Armênia tem evidências de que o comando militar turco está controlando as operações militares do Azerbaijão em Nagorno-Karabakh, afirmou o premiê armênio Nikol Pashinyan, segundo o jornal francês Le Figaro.
O premiê armênio afirmou que a Turquia deveria ser excluída da OSCE devido a agressão e postura tendenciosas na região de Nagorno-Karabakh.
No domingo (27), militares armênios atacaram assentamentos na linha de contato em Nagorno-Karabakh, provocando vítimas civis e militares, declarou o Ministério da Defesa do Azerbaijão. Por sua vez, o Ministério da Defesa da Armênia afirmou que a região sofreu ataques aéreos e de mísseis, e que Baku começou uma ofensiva.
O conflito em Nagorno-Karabakh começou em fevereiro de 1988, quando a Região Autônoma de Nagorno-Karabakh anunciou sua separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão.
Baku perdeu o controle sobre Nagorno-Karabakh e sete distritos vizinhos entre 1992 e 1994 como resultado do confronto armado. Desde 1992, as negociações para a solução pacífica do conflito têm sido conduzidas pelo Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, liderado por três países: Rússia, EUA e França.

Nagorno-Karabakh abate 3 aviões e 2 helicópteros do Azerbaijão, afirma Defesa da Armênia



Hoje (1º), o Ministério da Defesa da Armênia reportou que as Forças Armadas da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh abateram três aviões e dois helicópteros azeris na região do conflito.

"Divisões da defesa antiaérea da Armênia em Nagorno-Karabakh abateram" as aeronaves, no sul e sudeste da contestada região, escreveu a porta-voz do Ministério da Defesa armênio, Shushan Stapanyan, em publicação no Facebook.
Ela declarou que o helicóptero caiu em território controlado pelas forças armadas de Nagorno-Karabakh.
As forças armadas da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh abateram um avião e um helicóptero azeris, segundo Ministério da Defesa da Armênia, que anteriormente reportou o abate de um avião e um helicóptero azeris.
Anteriormente, a porta-voz declarou que suas forças atingiram um helicóptero militar do Azerbaijão, que caiu no Irã, próximo de Varazatumb, no sudeste da zona de conflito entre Nagorno-Karabakh e Azerbaijão.
O Ministério da Defesa do Azerbaijão negou que o helicóptero tenha caído após ser atingido pelas forças inimigas.

Conflito na região

O conflito em Nagorno-Karabakh começou em fevereiro de 1988, quando a Região Autônoma de Nagorno-Karabakh anunciou sua separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão.
Baku perdeu o controle sobre Nagorno-Karabakh e sete distritos vizinhos entre 1992 e 1994 como resultado do confronto armado. Desde 1992, as negociações para a solução pacífica do conflito têm sido conduzidas pelo Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, liderado por três países: Rússia, EUA e França.

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