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quarta-feira, 19 de junho de 2024

PF e CGU desarticulam esquema criminoso na Bahia em Jacobina, Capim Grosso, Filadélfia, Várzea Nova e Ourolândia

 


Juazeiro/BA. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (18/6), a Operação Piemonte, que visa combater um grupo criminoso especializado em desvio de verba pública, fraude em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.



No total, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia, nas cidades de Juazeiro, Ourolândia, Capim Grosso, Várzea Nova e Filadélfia/BA, além do sequestro de diversos bens, bloqueio de contas e afastamento dos servidores públicos envolvidos.


O esquema criminoso era formado por ex-gestores, vereadores, funcionários públicos, empresários, políticos e particulares das cidades de Jacobina, Capim Grosso, Filadélfia, Várzea Nova e Ourolândia.


As investigações revelaram um intrincado esquema de fraude em licitações, principalmente no ramo de locação de veículos, com pagamento de propina a servidores e pessoas politicamente expostas, por meio de um elaborado esquema de lavagem de capitais, compra de veículos de luxo e até mesmo transferências de quantias vultuosas a laranjas e testas de ferro.


Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude à licitação, desvio de recursos públicos, sonegação de impostos e lavagem de capitais.


Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia

WhatsApp: (71) 3319-6002

E-mail: cs.srba@pf.gov.br


sexta-feira, 5 de abril de 2024

Bahia: Respiradores fantasmas: Câmara deve convocar Rui Costa

 

PF avança nas investigações sobre escandalosa compra de respiradores (R$48 milhões), autorizada por Rui Costa, que nunca foram entregues

Ministro é suspeito de pressionar a PF contra inquérito em que é alvo

O deputado Sanderson (PL-RS) protocolou na Comissão de Segurança Pública requerimento de convocação do ministro Rui Costa (Casa Civil) para falar sobre suposta interferência na direção-geral da Polícia Federal, que investiga o escândalo dos respiradores fantasmas.

“Considerando a gravidade dos fatos noticiados na imprensa, que remetem a uma direta intervenção de um Ministro de Estado em um inquérito policial que apura práticas delituosas durante sua gestão no Governo do Estado da Bahia, bem como a competência desta Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado de receber, avaliar e investigar denúncias que afetem a segurança pública”, diz trecho do requerimento de convocação.

O ofício se refere a suposta manifestação de descontentamento do ministro com Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que não estaria interferindo contra o avanço do inquérito que pode implicar Rui Costa. 

A oposição tem maioria na Comissão de Segurança da Câmara, que é presdida pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF).

Os respiradores foram comprados no auge da pandemia de covid-19 em um processo repleto de irregularidades. A empresa contratada, que vendia produtos a base de maconha, sequer tinha autorização para comercializar equipamentos hospitalares e muito menos expertise neste tipo de negociação.

A Hempcare, empresa que assinou o contrato com o Consórcio Nordeste, apesar do pujante contrato, tinha capital social de R$100 mil e apenas dois funcionários registrados. A empresa recebeu R$48 milhões e nunca entregou um único equipamento. O pagamento foi autorizado pelo petista Rui Costa, então governador da Bahia e presidente do Consórcio Nordeste.

Em delação homologada no Superior Tribunal de Justiça, a dona da empresa relatou que a negociação foi intermediada por homens que se identificavam como amigos e emissários de Rui Costa e de Aline Peixoto, esposa do petista.


“Achei que as tratativas para celebrar o contrato com o Consórcio Nordeste fizeram de forma muito rápida, mas entendi que eu estava sendo beneficiado porque havia um combinado de pagar comissões expressivas aos intermediários do governo”, diz trecho da delação de Cristiana Taddeo, dona da Hempcare.


À época da revelação da delação, Rui Costa negou as irregularidades. Diz que determinou que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia abrisse investigação e os autores do desvio acabaram presos. Sobre o pagamento dos equipamentos antes do recebimento, o petista disse que “no mundo inteiro [as compras] foram feitas com pagamentos antecipado”.


sexta-feira, 23 de setembro de 2022

PF fecha TV bolsonarista ligada a Ciro Nogueira no Piauí; apresentador estava ao vivo (vídeo)

 



A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (23), mandado de busca e apreensão na sede da TV Piauí, canal de internet bolsonarista criado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. A informação é do portal  Piauí Hoje.

A operação foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE/PI) a fim de para apurar denúncia de crime eleitoral protocolada pelo Ministério Público Federal. O canal é acusado de criar e espalhar mentiras, calúnias e ataques à honra de adversários de Jair Bolsonaro.

De acordo com o Piauí Hoje, a TV Piauí foi criada após o rompimento de Ciro Nogueira com o grupo do ex-governador Wellington Dias, do PT. O canal tinha como propósito político atacar adversários de Jair Bolsonaro (PL) no estado, especialmente os candidatos do PT ao Governo, Rafael Fonteles, e ao Senado, Wellington Dias.

A TV estava ao vivo na internet no momento em que a Polícia Federal cumpriu o mandado de busca e apreensão. O vídeo abaixo mostra o momento em que o jornalista Douglas Ferreira é interrompido enquanto lia um comentário defendendo a punição para os institutos responsáveis pelas pesquisas eleitorais:


Ainda segundo o Piauí Hoje, a decisão judicial também ordena a remoção dos conteúdos da TV Piauí das redes sociais e do YouTube. Até o momento da publicação desta matéria, os conteúdos estão no ar.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

PF apura novo foco de corrupção no governo Bolsonaro

 

Jorge Kajuru, Elias Vaz, Polícia Federal e o Palácio do Planalto (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado | ABr | Billy Boss/Câmara dos Deputados)


A Polícia Federal instaurou inquérito com o objetivo de apurar superfaturamento nos gastos do governo de Jair Bolsonaro com propaganda. O delegado José Augusto Campos Versiani ficou responsável pelo Inquérito Policial 2022.0030159, em consequência de uma representação feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) ao Ministério Público Federal em outubro do ano passado. A informação foi publicada pela coluna Radar, de Veja, nesta quarta-feira (29).

Os parlamentares identificaram gastos milionários para a produção de vídeos por empresas contratadas pelo governo federal. 

Segundo Elias Vaz, "as irregularidades vão desde a cobrança de serviços que não foram prestados, passam por altos salários e número elevado de profissionais, equipamentos pagos e que não foram utilizados e o pagamento de valores muito acima dos de mercado". 

"É dinheiro público usado de forma indevida, enquanto o povo sofre para colocar comida na mesa. O correto seria que os responsáveis devolvessem os recursos para os cofres públicos", afirmou. 

Escândalo no MEC

A PF investiga um esquema de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação. A corporação iniciou as apurações após a divulgação de um áudio, em março, quando Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, liberava dinheiro do MEC por indicação de dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Santos.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a informação de que Jair Bolsonaro (PL) tinha avisado o ex-ministro sobre uma operação no MEC. O STF pediu um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que decidirá na próxima semana sobre o pedido de instalação da CPI do MEC protocolado pela oposição ao governo nessa terça-feira (28). 

sábado, 7 de maio de 2022

Bolsonaro tenta barrar relatório sobre assessor após ordem de Alexandre de Moraes à PF

 



A Advocacia-Geral da União contestou, nesta sexta-feira (6), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mandar a Polícia Federal produzir um relatório sobre o coronel Mauro Cid, ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira (2), Moraes determinou à PF que seja feita em até 15 dias uma análise detalhada sobre a quebra do sigilo telemático de Cid, informa a Folha de S.Paulo. 

Para a AGU, sem qualquer pedido formulado pela Procuradoria ou pela polícia, o ministro insiste em diligências desnecessárias e parece estar pautado na estratégia da apuração genérica que busca elementos incriminatórios aleatoriamente, sem qualquer embasamento prévio.

Autorizada por Moraes a pedido da PF, a quebra do sigilo telemático do coronel Cid contribuiu com informações que levaram a seu indiciamento pela delegada Denisse Dias Ribeiro, encarregada do inquérito. A policial atribuiu conduta criminosa a Bolsonaro.

A delegada enquadrou o ajudante de ordens pela prática do crime de violação de sigilo funcional, "considerando que, na condição de funcionário público [o coronel] revelou conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências".

quarta-feira, 23 de março de 2022

Preso falso delegado da PF que escravizava mulheres e as fazia tirar fotos nuas

 


Everton Lamartine Matte, um homem que se apresentava como delegado federal, foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (23) por policiais da 35ª DP (Campo Grande), em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, Região Metropolitana do Rio. Ele é acusado de manter três mulheres em cárcere privado e de obrigar as vítimas a fazerem fotos nuas. As mulheres eram mantidas prisioneiras no apartamento de Everton, em Icaraí. Marco Antonio Esch Gomes também foi preso na operação.

Segundo a polícia, para atrair as vítimas, Everton oferecia emprego, inclusive uma proposta de trabalho como atrizes em um filme. Everton então se passava por delegado da Polícia Federal para “aterrorizar as vítimas e impedir que elas tentassem fugir”. Ele dizia que era filho de general do Exército para intimidar as vítimas. 

A prática só foi descoberta porque a última vítima escapou escondida após pegar as chaves e pedir ajuda na delegacia.  Ela contou, em depoimento, que conheceu a suposta agência do criminoso em um anúncio na internet e entrou em contato.

“Além de controlar todos os horários e até mesmo a alimentação delas, também as intimidava constantemente dizendo ser filho de um general do Exército Brasileiro e que possui fortes contatos e ligações com policiais daquela região, se dizendo ainda muito influente socialmente”, alegou uma das vítimas.

Falso delegado já havia sido absolvido pela Justiça

Everton e Marco Antonio vão responder por cárcere privado, trabalho escravo, estupro de vulnerável e estelionato. Everton já foi absolvido na Justiça por venda de fotos pornográficas.

Em uma postagem de 2013, uma outra jovem, de nome Karine Amorim, informa que havia denunciado Everton e convida outras mulheres a fazerem o mesmo.

“Ele usava essa figura de delegado para intimidar, para forçá-las a não tentar fuga porque ele sendo policial, conhecia todos os policiais de Icaraí. As armas (encontradas no apartamento) não são verdadeiras”, disse o delegado Túlio Pelosi, titular da 35ª DP.



As mais vistas da semana

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Bolsonaro cometerá crime de responsabilidade se não comparecer na PF para depor

 



Jair Bolsonaro poderá ser enquadrado no crime de responsabilidade caso ele descumpra a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que o chefe de governo preste depoimento à Superintendência da Polícia Federal de Brasília nesta sexta-feira (28). Bolsonaro terá que chegar pontualmente, às 14h, no prédio. A delegada Denisse Dias Rosas Ribeiro já foi comunicada oficialmente. O apontamento foi feito pela coluna Radar, na Veja.

A decisão de Moraes responde a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que Bolsonaro não comparecesse ao depoimento. O inquérito, aberto pelo STF e cujo relator é o ministro Moraes, apura possível vazamento de documentos sigilosos de uma investigação da PF a respeito de ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os documentos foram divulgados por Bolsonaro nas redes sociais durante transmissão ao vivo em julho do ano passado.

Conforme a Constituição Federal, Art. 85., "são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;

IV - a segurança interna do País;

V - a probidade na administração;

VI - a lei orçamentária;

VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais".


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Delegado da PF que denunciou Ricardo Salles aponta fraude em alocação de agentes na Amazônia

 


Delegado da Polícia Federal (PF), Alexandre Saraiva afirmou que uma portaria do Ministério da Justiça publicada no final de novembro manipulou a alocação de agentes na Amazônia.

O delegado Alexandre Saraiva, responsável pela investigação que denunciou o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles por envolvimento em contrabando de madeira, apresentou uma nova denúncia nesta segunda-feira (13).
De acordo com informações publicadas pelo Congresso em Foco, o delegado sustenta que uma determinação do Ministério da Justiça, publicada no final de novembro, manipulou a alocação de agentes da PF na Amazônia.
Queimada em área desmatada no seringal Albracia, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri - Sputnik Brasil, 1920, 13.12.2021
Queimada em área desmatada no seringal Albracia, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri. Foto de arquivo
A mudança de critérios faz com que policiais recém-formados evitem postos de fronteira e outros locais mais distantes e inóspitos da floresta, facilitando o encaminhamento para outros postos burocráticos, em Brasília e outros lugares.

Antes, a escolha de vagas se dava pela classificação no concurso. Os mais bem classificados podiam escolher onde queriam trabalhar, e os demais eram alocados conforme a necessidade.
Segundo o delegado, a mudança pode comprometer o preenchimento de postos onde se investiga, por exemplo, o desmatamento e o garimpo ilegal.
De acordo com Saraiva, há um déficit de funcionários nessas áreas, problema que agrava que tais crimes não sejam combatidos como se deveria.
A senadora Kátia Abreu apresenta painel durante evento sobre agronegócio, realizado em Lisboa - Sputnik Brasil, 1920, 26.11.2021
Notícias do Brasil
'O Brasil cometeu o equívoco de minimizar a questão do desmatamento', diz Kátia Abreu à Sputnik


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Bahia: PF prende três por fraude em benefícios do INSS; esquema vinha de Senhor do Bonfim e Filadélfia

 



Três pessoas foram presas durante uma ação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (3). Os acusados foram flagrados em uma tentativa de saque fraudulento de benefício do INSS em uma agência da Previdenciária no bairro do Bonfim, em Salvador.

Segundo a PF, as investigações preliminares apontam que o esquema era coordenado por ex-candidatos a vereador em Filadélfia e Senhor do Bonfim, cidades da região do Piemonte Norte do Itapicuru. Os ex-concorrentes a vereador eram responsáveis por listar e levar pessoas às unidades do INSS na Bahia.

No flagrante, os três presos estavam com documentos médicos falsos, tentando, de forma fraudulenta, obter benefícios previdenciários por incapacidade.

Ainda segundo a PF, os presos vão responder, a princípio, por estelionato previdenciário, com penas estipuladas de um a cinco anos.

Bahia Notícias


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Paulo Maiurino, Diretor-geral da PF comprou e quitou em um ano imóvel de luxo em Miami


 


Por Guilherme Amado, no Metrópoles - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Paulo Maiurino, comprou e quitou 16 meses depois um apartamento de US$ 675 mil (R$ 3,5 milhões) em Miami Beach. O financiamento foi de US$ 337,5 mil, ou R$ 1,9 milhão no câmbio de hoje. O expediente é incomum porque, ao escolher esse caminho, Maiurino acabou pagando mais entre taxas do banco e juros. Por outro lado, a operação desperta menos a atenção das autoridades financeiras dos EUA encarregadas de fiscalizar a origem do dinheiro de compras feitas à vista. A existência do apartamento foi revelada pelo repórter Allan de Abreu.

Mas não só isso causa estranheza na transação imobiliária, feita por Maiurino em 2016. O salário de um delegado de classe especial da PF, degrau atual de Maiurino na corporação, é de R$ 31 mil brutos. Em valores líquidos, são cerca de R$25 mil. Já sua companheira, a funcionária pública Renata Veit, é assessora parlamentar no gabinete do deputado Bacelar, do Podemos da Bahia, desde abril deste ano e teve em outubro um rendimento líquido, já com auxílios, de R$ 6,2 mil.

Leia a íntegra no Metrópoles.


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