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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Rosa Weber autoriza inquérito contra Bolsonaro por prevaricação no escândalo da Covaxin

 




A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta sexta-feira, 2, a abertura de inquérito contra Jair Bolsonaro no caso de corrupção envolvendo a compra superfaturada de vacinas Covaxin no Ministério da Saúde, após pedido de abertura da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“A hipótese criminal aventada envolve a suspeita de prática, pelo Chefe do Poder Executivo da União, de crime funcional contra a Administração Pública, consistente no possível retardamento indevido de ato de ofício, para efeito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, a sugerir o enquadramento dessa eventual conduta no tipo penal descrito no art. 319 do CP”, disse Rosa Weber.

“A pretensão investigativa apoia-se em elementos iniciais coletados no âmbito de Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado da República (CPI da Pandemia), a exemplo dos testemunhos prestados pelo Deputado Federal Luis Claudio Fernandes Miranda e por seu irmão, Luis Ricardo Miranda, cujo teor indiciário embasa a hipótese criminal a ser investigada, porquanto indicativo de possível conduta que, ao menos em tese, se amolda ao preceito primário de incriminação tipificado no artigo 319 do Código Penal, sem prejuízo de outros ilícitos que possam vir a ser desvendados no curso das apurações”, continuou.

“Defiro o pedido da Procuradoria-Geral da República, para autorizar (i) a instauração de inquérito destinado à investigação penal dos fatos noticiados na peça inicial (evento 01), relacionados ao Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; bem como (ii) a realização das diligências indicadas na promoção ministerial”, concluiu.

A PGR quer ouvir Jair Bolsonaro no inquérito, mas a forma de depoimento ainda é incerta.

No documento em que pediu a abertura de inquérito, a PGR listou uma série de providências necessárias, entre elas "ouvir os supostos autores do fato". Apesar de não haver citação, o UOL apurou que se trata de Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, embora outras pessoas também devam ser ouvidas.

Inquérito

A PGR pediu nesta sexta-feira, 2, a abertura de um inquérito no STF para investigar Jair Bolsonaro por crime de prevaricação no caso de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor da pasta Luís Ricardo Miranda, alertaram Bolsonaro sobre suspeita de corrupção na contratação da vacina indiana Covaxin. O presidente não atuou após ter sido informado das irregularidades.

No pedido, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, defende que as circunstâncias do aviso dado ao presidente sejam esclarecidas. 

Rosa Weber autoriza inquérito contra Bolsonaro por prevaricação no escândalo da Covaxin

 


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta sexta-feira, 2, a abertura de inquérito contra Jair Bolsonaro no caso de corrupção envolvendo a compra superfaturada de vacinas Covaxin no Ministério da Saúde, após pedido de abertura da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“A hipótese criminal aventada envolve a suspeita de prática, pelo Chefe do Poder Executivo da União, de crime funcional contra a Administração Pública, consistente no possível retardamento indevido de ato de ofício, para efeito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, a sugerir o enquadramento dessa eventual conduta no tipo penal descrito no art. 319 do CP”, disse Rosa Weber.

“A pretensão investigativa apoia-se em elementos iniciais coletados no âmbito de Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado da República (CPI da Pandemia), a exemplo dos testemunhos prestados pelo Deputado Federal Luis Claudio Fernandes Miranda e por seu irmão, Luis Ricardo Miranda, cujo teor indiciário embasa a hipótese criminal a ser investigada, porquanto indicativo de possível conduta que, ao menos em tese, se amolda ao preceito primário de incriminação tipificado no artigo 319 do Código Penal, sem prejuízo de outros ilícitos que possam vir a ser desvendados no curso das apurações”, continuou.

“Defiro o pedido da Procuradoria-Geral da República, para autorizar (i) a instauração de inquérito destinado à investigação penal dos fatos noticiados na peça inicial (evento 01), relacionados ao Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; bem como (ii) a realização das diligências indicadas na promoção ministerial”, concluiu.

A PGR quer ouvir Jair Bolsonaro no inquérito, mas a forma de depoimento ainda é incerta.

No documento em que pediu a abertura de inquérito, a PGR listou uma série de providências necessárias, entre elas "ouvir os supostos autores do fato". Apesar de não haver citação, o UOL apurou que se trata de Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, embora outras pessoas também devam ser ouvidas.

Inquérito

A PGR pediu nesta sexta-feira, 2, a abertura de um inquérito no STF para investigar Jair Bolsonaro por crime de prevaricação no caso de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor da pasta Luís Ricardo Miranda, alertaram Bolsonaro sobre suspeita de corrupção na contratação da vacina indiana Covaxin. O presidente não atuou após ter sido informado das irregularidades.

No pedido, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, defende que as circunstâncias do aviso dado ao presidente sejam esclarecidas. 

quarta-feira, 30 de junho de 2021

PF e MP vão investigar suspeitas envolvendo compra da vacina Covaxin pelo governo federal

 


Procuradoria decidiu pela instauração do inquérito para apurar suspeita de irregularidades no acerto entre o Ministério da Saúde e a empresa Precisa Medicamentos.

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito nesta quarta-feira (30) para investigar se houve crime nas negociações para aquisição da vacina indiana Covaxin contra a COVID-19, informa o jornal O Globo.

O pedido de investigação foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) depois que a CPI da Covid levantou indícios de problemas envolvendo a compra do imunizante indiano, o mais caro contratado pelo Ministério da Saúde. A empresa intermediária dessa venda no Brasil, a Precisa Medicamentos, é alvo de outras investigações em andamento.

O contrato da Covaxin se tornou alvo da CPI depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram "pressão atípica" dentro da pasta pela aceleração da compra da vacina.

Homem é inoculado com uma dose da vacina Covaxin contra o novo coronavírus na Índia (foto de arquivo)
© AFP 2021 / MANJUNATH KIRAN
Homem é inoculado com uma dose da vacina Covaxin contra o novo coronavírus na Índia (foto de arquivo)

Anvisa suspende avaliação de vacina

Nesta quarta-feira (30), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o prazo de análise do pedido de autorização de uso emergencial da vacina Covaxin.

A farmacêutica Precisa fez a solicitação na terça-feira (29), mas não apresentou todas as informações demandadas pela agência reguladora. A Anvisa cita oito documentos exigidos no processo que não foram enviados pela empresa.

"De acordo com o rito do processo administrativo, não são aceitos documentos encaminhados por links externos à Anvisa, uma vez que não se pode assegurar a integridade do que foi apresentado no momento da submissão", diz a nota da Anvisa, citada pela mídia.

Na terça-feira (29), o governo Bolsonaro anunciou a suspensão do contrato de compra da vacina indiana para uma "revisão do processo" a fim de identificar eventuais irregularidades. A vacina da Covaxin foi mais cara contratada pelo Ministério da Saúde, custando US$ 15 (aproximadamente R$ 74,56) por dose.

Ministério Público abre investigação criminal sobre contrato do governo Bolsonaro para aquisição da Covaxin


 Ministro da Saúde da Índia, Harsh Vardhan, segura ampola da Covaxin 16/01/2021 REUTERS/Adnan Abidi (Foto: Reuters)


A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação criminal sobre as negociações do Ministério da Saúde para aquisição da vacina Covaxin, por decisão do 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa da Procuradoria.

O órgão aponta “temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde” na compra da vacina indiana Covaxin. O MPF já havia apontado corrupção do governo Bolsonaro na compra superfaturada da vacina.

A dose foi negociada a US$ 15 dólares, preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional.

Segundo a procuradora Luciana Loureiro, não há justificativa para as inconsistências na negociação “a não ser atender a interesses divorciados do interesse público”.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Servidora que teria atropelado processo de importação da Covaxin foi indicada por Ricardo Barros, líder bolsonarista

 


(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado | ABr)

Em depoimento à CPI da Covid nesta sexta-feira (25), o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmou que uma colega - Regina Celia Silva Oliveira - teria dado o aval para a importação da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19, ao Brasil, sendo que tal prerrogativa é de Miranda.

O jornalista Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, revelou pelo Twitter que Regina Celia foi indicada para cargo no Ministério da Saúde pelo deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

A CPI apura o motivo pelo qual, segundo denúncias de Luis Ricardo Miranda e de seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), o governo federal teria tido preferência e pressa pela Covaxin, sendo que demonstrou desinteresse por outros imunizantes.

O senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou requerimento de convocação de Regina Célia à CPI.


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