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domingo, 1 de maio de 2022

Energia solar pode ajudar humanos a manter colônia em Marte, segundo pesquisa

 


Uma equipe de cientistas estudou cenários com uso de diferentes fontes energéticas em Marte, concluindo que, embora a energia nuclear possa ser útil em vários contextos, há outras energias que podem ser usadas.

A energia solar pode ser mais eficiente para sustentar uma colônia de humanos em Marte do que a energia nuclear, afirmaram cientistas, citados na quarta-feira (27) pelo jornal Daily Mail.
Após examinar diferentes tecnologias com base nos seus níveis de produção de energia, a equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA, explicou que o Sol poderia gerar a energia necessária para dividir as moléculas de água a fim de produzir hidrogénio, ao mesmo tempo que o último pode ser usado com nitrogênio para produzir fertilizantes de amoníaco.
Ao mesmo tempo, o estudo publicado na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences tem em conta o fato de que os geradores solares devem ser colocados em áreas específicas, devido a fatores como a intensidade solar, temperatura do solo e outros.
Marte (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 04.01.2022
Sociedade e cotidiano
Cientista da NASA sugere como Marte e Vênus deveriam ser terraformados para os tornar habitáveis
Os cientistas acabaram descobrindo que a solução ideal para uma colônia em Marte seria uma matriz fotovoltaica que usa hidrogênio comprimido para armazenamento de energia. Geograficamente, o resultado não é o mesmo em todo o planeta.

"Mais perto do equador, o solar vence; mais perto dos polos, vence o nuclear", comentou Aaron Berliner, um dos autores principais do estudo.

Esse sistema poderia usar eletricidade para dividir moléculas de água e produzir hidrogênio, que depois pode ser armazenado em recipientes pressurizados, e reeletrificado em células de combustível para ter energia em momentos em que não há sol.
Os cientistas esperam chegar a um modelo completo do sistema, com todos os componentes incluídos. Isso ajudará a “planejar uma missão a Marte, avaliar a escolha de opções, identificar riscos, e chegar a estratégias de mitigação de antemão ou durante a missão".
A agência espacial norte-americana NASA está planejando enviar uma tripulação espacial para Marte nos anos 2030, após a primeira aterrissagem na Lua. Elon Musk, fundador do SpaceX, também tem relatado seus planos de estabelecer uma colônia marciana, tendo esse objetivo apontado para os anos 2050.

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domingo, 8 de agosto de 2021

Exército dos EUA vai manter locais na Europa que seriam devolvidos à Alemanha e à Bélgica

 


Os EUA deixaram claro que veem a China como o principal desafio à segurança nacional. Washington está revendo sua "postura global", que pode envolver movimento adicional de tropas para a região do Pacífico.

Exército dos EUA comunicou na sexta-feira (6) que vai manter seis locais que estavam programados para serem devolvidos à Alemanha e à Bélgica em meio à crescente demanda por instalações no continente, reporta a agência Associated Press.

Os locais foram originalmente anunciados para fechamento em 2015. Mas a decisão foi reavaliada à medida que a demanda por instalações superou a construção e reforma.

Os locais mantidos na Alemanha são Barton Barracks, em Ansbach, Pulaski Barracks, em Kaiserslautern; o quartel de Husterhoeh, em Pirmasens, Coleman Barracks, em Mannheim, os depósitos de Weilimdorf, em Stuttgart, e o Centro Amelia Earhart, em Wiesbaden.

A presença militar norte-americana na Alemanha, inclusive, aumentou nos últimos meses. Os soldados dos EUA e suas famílias superaram os 35.000 no fim de março, distribuídos em 21 bases militares ao longo do país europeu.

Na Bélgica, o Exército norte-americano está mantendo o quartel Daumerie, de Mons, que será usado para apoiar as atividades dos EUA no quartel-general da OTAN.

O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021
© REUTERS / KEVIN LAMARQUE
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021

Revisão da 'postura global'

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou em janeiro uma revisão da "postura global", que deve ser concluída nos próximos meses.

A revisão avalia como os EUA podem organizar e apoiar melhor sua rede mundial de tropas, armas, bases e alianças para se alinhar às mudanças na política externa e às ameaças à segurança.

Os EUA deixaram claro que veem a China, e não grupos militantes como a Al-Qaeda e Daesh (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países), como o principal desafio à segurança nacional. E a revisão de postura pode envolver movimento adicional de tropas e bens dos EUA para a região do Pacífico.

No entanto, a mídia observa que, no momento, não está claro como esses últimos movimentos do Exército dos EUA na Europa se encaixam nessa revisão global.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Vídeo em que Pazuello é humilhado foi exigência de Bolsonaro para manter ministro no cargo

 


Vídeo da visita que Jair Bolsonaro fez ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi uma exigência do próprio ex-capitão para que o militar permanecesse à frente da pasta. “É simples assim, um manda e outro, obedece”, diz Pazuello no vídeo

O vídeo da visita que Jair Bolsonaro fez ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi uma das exigências feitas pelo próprio ex-capitão para que o militar permanecesse à frente da pasta. No vídeo, Pazuello aparenta dificuldade para respirar em função da Covid-19 e é alvo de uma humilhação pública por parte de Bolsonaro. 

Segundo reportagem da coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, “no auge de sua irritação com o episódio que envolveu Eduardo Pazuello, João Doria e a vacina chinesa, Jair Bolsonaro determinou uma condição básica para manter o ministro da Saúde no cargo: ele teria que se retratar publicamente”. 

Horas antes, Bolsonaro havia cancelado o acordo de intenção de compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa produzida em parceria com o Butantan e exigiu a gravação do vídeo como um espécie de pedido de desculpas por parte de Pazuello.

O conhecimento liberta. Saiba mais

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Mandetta diz que Bolsonaro é único líder a manter discurso inadequado e “falta de respeito às vítimas”

President Jair Bolsonaro fired Luiz Henrique Mandetta in April AFP


Publicado no site da RFI
POR FANNY LOTHAIRE, correspondente da France24 em São Paulo
O ex-ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, não poupa críticas à gestão de crise do presidente Jair Bolsonaro. Demitido durante a pandemia do coronavírus, Mandetta afirma que a gestão de Bolsonaro choca o mundo por manter o discurso da economia em detrimento às vidas e pela “falta de respeito às vítimas”. Em entrevista à televisão francesa France24, o médico disse que o Ministério da Saúde está “sob ocupação militar”.
Com mais de 50 mil vítimas da Covid-19, o Brasil chama a atenção do mundo por não ter adotado a política de confinamento e manter a população nas ruas com o vírus circulando.
Mandetta estava à frente do ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro quando a pandemia começou a fechar os países da Europa. Naquele momento, enquanto o ministério da Saúde dava recomendações de isolamento social para a redução do contágio, o presidente brasileiro seguia dizendo que a doença não era grave e estimulava a população a sair para trabalhar.
“O presidente da República claramente optou por dar mais importância para o aspecto econômico que para o aspecto de saúde. Ele caiu em um falso dilema, como se essas coisas pudessem ser tratadas em separado, quando elas estão juntas,” disse Mandetta.
Em 16 de abril de 2020, o médico foi demitido por Bolsonaro. Seu substituto, o também médico de Nelson Teich, ficou no cargo por menos de um mês. Desde 15 de maio, o Brasil não tem um ministro da Saúde, e a pasta é comandada pelo interino general Eduardo Pazuello.
Para Mandetta, não existe mais um ministério da Saúde. O médico considera que a pasta está sob tutela militar e não segue nenhuma orientação de saúde.
“Nós, que somos oriundos da saúde, trabalhamos sobre três pilares: proteção incondicional à vida, proteção ao nosso sistema de saúde, o SUS, e uma defesa intransigente da ciência como método principal de tomada de decisões. Lá no Ministério da Saúde tiraram os técnicos de segundo e terceiro escalão, e colocaram no lugar militares seguindo uma norma militar. Nós não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde.”
Política em detrimento da ciência
Na entrevista, o médico avaliou como um falso dilema o discurso de ter de optar pela saúde ou pela economia.
“Não existe isso de sair forte de uma epidemia. Na história da humanindade, isso não é possível. Se tivéssemos optado pelo cuidado, nossa recuperação econômica seria muito mais precoce, como é demonstrado por qualquer análise econômica que é feita de qualquer tipo de epidemia. É uma questão muito mais pensando em 2022, quando acontecem as eleições.”
O ex-deputado considera que as decisões de Bolsonaro foram tomadas por motivações políticas: “É uma forma de se retirar desse assunto, deixando [o desgaste] para prefeitos e governadores”, considerou.
Ele voltou a criticar o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, remédio tratado como milagroso por Bolsonaro, mesmo após a decisão da OMS e de países como Estados Unidos de deixarem de testá-lo. O remédio, usado para malária, oferece riscos cardíacos aos pacientes e não tem efeito provado contra a Covid-19.
“Eles queriam liberar para uso em domicílio, sem monitoramento”, denuncia o médico. “[Bolsonaro] opta pela política em detrimento da ciência”.
Falta de respeito às vítimas
Questionado se o político acha que Bolsonaro poderá ser julgado no futuro por sua má gestão da crise sanitária, Mandetta afirmou que o presidente é o único líder mundial a seguir com o discurso inadequado e falta de respeito às vítimas.
“É uma condução [de crise] que choca os outros países porque o mundo optou primeiro por vidas e depois recuperar a economia. E ele vai na contramão e vai falar assim: ‘não, não vamos suspender a economia porque a economia vai ter mais danos do que essa doença’. E acabou sendo o único líder mundial a adotar esta linha. O Trump volto atrás, Boris Johnson voltou atrás, o presidente do México voltou atrás. Somente o presidente do Brasil permaneceu e permanece até hoje com esse tratamento inadequado, e essa falta de respeito às vítimas”, assinalou.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Mandetta humilha Bolsonaro, diz que vai manter isolamento e que cloroquina só por cima da ciência



A reviravolta de Mandetta aos 44 minutos do segundo tempo contra Jair Bolsonaro teve requintes de humilhação.

O ministro que, a despeito de Jair, permaneceu no cargo por causa de uma pressão que envolveu sociedade civil, STF, Congresso Nacional e especialmente o comando militar da presidência, jogou o presidente na vala comum do baixo clero, que é de onde ele veio.

‘Não tenho medo de crítica”, fustigou Mandetta na coletiva que deu no início da noite. ‘Elas são sempre bem vindas, o problema é quando chegam não para construir, e sim para atrapalhar”.


Sobre o uso da cloroquina, disse que vai fazer a utilização mas com base em dados científicos, e não em achismo.

Em outro recado direto a Bolsonaro, disse que o que o ministério da Saúde precisa neste momento, na luta contra o coronavírus, é de “paz e tranquilidade para trabalhar”.

No depoimento, o ministro mostou apoio institucional e recursou-se a pronunciar o nome de Jair.

Paraíba: Prefeitura decide manter comércio de Campina Grande fechado até 13 de abril


Decisão foi tomada em reunião entre o prefeito Romero Rodrigues, representantes do Ministério Público e empresários do setor


A prefeitura de Campina Grande decidiu o que, visivelmente, parece ser mais sensato e seguro: manter o comércio do Centro da cidade, shoppings e galerias fechados por conta da pandemia do coronavírus. A decisão de manter as lojas fechadas até o dia 13 de abril foi tomada há pouco, após uma longa reunião entre o prefeito Romero Rodrigues (PSD), representantes do comércio, Ministério Público e autoridades da Saúde municipal. O encontro aconteceu por meio de uma videoconferência e foi o segundo realizado para discutir o tema.
Prevaleceu o bom senso e o entendimento de que reabrir as portas, nesse instante, poderia elevar os riscos de transmissão do coronavírus entre a população do município. Mais cedo, o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (Fiep-PB), Buega Gadelha, já havia defendido a manutenção das medidas de isolamento social e a permanência da suspensão das atividades no comércio. Uma nova reunião deverá acontecer na próxima quinta-feira para reavaliar o cenário da doença na cidade.

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