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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

PGR: Senadores apresentam notícia-crime ao STF contra Augusto Aras por prevaricação

 


Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) protocolaram no final da manhã desta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o procurador-geral da República, Augusto Aras, por prevaricação. 

“O comportamento desidioso do Procurador-Geral da República fica evidente não só pelas suas omissões diante das arbitrariedades e crimes do presidente da República, mas também pelas suas ações que contribuíram para o enfraquecimento do regime democrático brasileiro e do sistema eleitoral e para o agravamento dos impactos da Covid-19 no Brasil, além de ter atentado direta e indiretamente contra os esforços de combate à corrupção no país. O conjunto de fatos demonstra patentemente que o Procurador-Geral da República procedeu de modo incompatível com a dignidade e com o decoro de seu cargo”, argumentam os senadores.

O pedido foi enviado ao gabinete da ministra Cármen Lúcia, que deverá encaminhar o caso ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Cármen Lúcia já é relatora de um processo sobre os ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral e, por esta razão, recebeu nesta quarta-feira a manifestação dos senadores.

O pedido é motivado, de acordo com os senadores, pela omissão de Aras em relação aos ataques ao sistema eleitoral brasileiro, além das recusas do PGR de atuar em relação ao dever de defender o regime democrático brasileiro e ao dever de fiscalizar o cumprimento da lei no enfrentamento à pandemia da Covid-19.

sábado, 14 de agosto de 2021

Conselho da PGR dá prosseguimento a pedido para investigar Aras por blindagem a bolsonaristas

 


Uma representação feita por um grupo de subprocuradores-gerais da República foi impetrada no Conselho Superior do Ministério Público Federal pedindo investigação criminal contra o atual procurador-geral Augusto Aras por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de blindar Jair Bolsonaro.

Dentre os subprocuradores que assinam o documento está o ex-PGR Cláudio Fonteles. De acordo com reportagem de O Globo, a manifestação foi apresentada no dia 9 de agosto e teve prosseguimento na sexta-feira (13). O subprocurador-geral José Bonifácio Borges de Andrada determinou o prosseguimento do caso e o sorteio de um relator para analisar o pedido.

“O procurador-geral da República Antônio Augusto Brandão de Aras, por si próprio ou por intermédio de pessoa da sua mais estreita confiança, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, vem, sistematicamente, deixando de praticar ou retardando a prática de atos funcionais para favorecer a pessoa do presidente da República ou de pessoas que lhe estão no entorno”, aponta o documento.

Além do ex-PGR Cláudio Fonteles – que ocupou função entre 2003 e 2005 -, assinam o documento contra Aras os subprocuradores-gerais aposentados Wagner Gonçalves, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa, Paulo de Tarso Braz Lucas e o desembargador aposentado Manoel Lauro Volkemer de Castilho. Esse é o primeiro pedido de investigação criminal feito contra Aras.

Em nota, Augusto Aras diz que atua com “independência funcional”. ” Apesar de a divergência jurídica ser ínsita à atuação de qualquer profissional do Direito, os membros do Ministério Público por vezes são alvos de toda sorte de reação a sua atuação livre e independente, chegando alguns detratores do MP a usar expedientes políticos, midiáticos e jurídicos extremos para expressar sua discordância ou insatisfação”, disse.

domingo, 4 de julho de 2021

Senadores pedem investigação contra Aras e causam impasse no Conselho do MPF

 


Após os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabiano Contarato (Rede-ES) pedirem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o procurador-geral, Augusto Aras, um conflito, segundo o jornal O Globo, foi gerado dentro do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), órgão máximo que teria a competência legal para investigar Aras. 

Os parlamentares querem uma apuração acerca da conduta de Aras, por omissões na fiscalização de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Os senadores citam nota em que o PGR transfere ao Poder Legislativo a reponsabilidade de investigar a conduta de autoridades públicas na pandemia. Aras abre mão de suas funções “ao pretender indevidamente transferir a pretensão de responsabilização dos agentes políticos de cúpula ao Poder Legislativo”, segundo o grupo.

Um aliado de Aras no Conselho Superior do MPF bloqueou o processo, proferindo despacho secreto, que acabou paralisando a tramitação. Enquanto isso, outros conselheiros tentam destravar o julgamento do caso. Aras não tem maioria no Conselho Superior. 

O vice-presidente do conselho, o subprocurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, adversário de Aras, havia determinado o prosseguimento do processo. A secretaria do Conselho Superior, porém, enviou o caso para o subprocurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, aliado do PGR, que proferiu um despacho sigiloso ao qual nenhum dos conselheiros nem funcionários do conselho tiveram acesso. 

José Bonifácio Borges de Andrada, então, tomou uma ação inédita ao entrar com um mandado de segurança na Justiça Federal na tentativa de obrigar que o despacho secreto de  Humberto Jacques de Medeiros seja tornado público e o teor seja anulado.

"A postura do conselheiro vice-procurador-geral da República viola todos os princípios constitucionais ou legais dos atos da administração pública e da Justiça. A regra é a publicidade dos atos", diz a ação de Bonifácio sobre Humberto Jacques de Medeiros.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

PGR: Aras abre mais 8 apurações sobre conduta de Bolsonaro na pandemia

 


O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando ter aberto mais oito apurações preliminares sobre a conduta de Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus.
Na quinta-feira, 4, a PGR abriu uma para analisar a conduta de Bolsonaro em relação à crise da Covid-19 no Amazonas e no Pará, onde houve falta de oxigênio para tratar os pacientes com a doença.

As apurações são para avaliar elementos apresentados em ações contra o governo federal e apenas ocorrem após Aras ser alvo de diversas críticas por sua omissão em relação aos desastres de Bolsonaro e sua não atuação diante das denúncias apresentadas contra e do governo.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ministros do STF reagem à nota de Aras e temem golpe de Bolsonaro

 


Há temor no STF de que a nota de Augusto Aras sobre Estado de Defesa seja a senha para uma tentativa de golpe de Estado de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos pela jornalista Andréia Sadi,  nesta quarta-feira (20) reagiram com preocupação e espanto à nota do procurador-geral da República, Augusto Aras, em que sinaliza a possibilidade de decretação do Estado de Defesa, o que representaria, na prática, o golpe de Estado antecipado por Jair Bolsonaro com sua declaração de que as Forças Armadas decidem se o país terá democracia ou ditadura.

Previsto na Constituição, o estado de defesa pode ser decretado pelo presidente da República quando há necessidade de restabelecer a "ordem púbica e a paz social" se estas são ameaçadas "por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza". Com Bolsonaro na Presidência, será  fim da democracia no Brasil.

O ministro Marco Aurélio Mello disse “não ver com bons olhos” o movimento de quem precisa ser visto como fiscal da lei, referindo-se ao Ministério Público. Em meio à crise de saúde, lembrou uma declaração que deu em 2017. Na ocasião, ele afirmou que, se o então deputado federal Jair Bolsonaro fosse eleito, “temia” pelo Brasil: “Onde há fumaça há fogo. Crise de saúde, crise econômica, crise social e agora crise, aparentemente, política. Não vejo com bons olhos esse movimento de quem precisa ser visto como fiscal maior da lei. Receio pelo Estado de Direito. Volto à palestra que fiz no encerramento de Curso de Verão na Universidade de Coimbrã, em julho de 2017. Disse que, ante a possível eleição, como Presidente da República, do então Deputado Federal Jair Bolsonaro, temia, esse foi o vocábulo, pelo Brasil. Premonição? Certamente não”.

Outro ministro ouvido por Sadi, reservadamente, afirmou que se surpreendeu com a nota de Aras. Ele avalia que o PGR “respondeu a uma pergunta que não foi feita”, a respeito do estado de defesa e que, ao contrário do que diz, cabe sim ao PGR a responsabilidade de uma eventual investigação criminal, tanto do presidente da República como do ministro da Saúde.

Segundo esse ministro, no começo de 2020 havia estudos entre militares para decretar o estado de sítio. Uma das hipóteses nos bastidores é a de que Aras teria sinalizado com anuência para uma eventual medida nesse sentido por parte do Executivo- o que é rechaçado pelo STF.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Miriam Leitão: Aras quer fazer crer que agiu sem ter agido


A jornalista Miriam Leitão faz referência ao fato de o chefe da PGR, Augusto Aras, ter solicitado ao STF abertura de inquérito para apurar atos pró-intervenção militar, mas Jair Bolsonaro não foi citado. "Na verdade, mais parece que Augusto Aras, o PGR, quer fazer crer que agiu sem ter agido. O famoso para 'inglês ver' do Brasil", afirma


"A Procuradoria-Geral da República justifica a não inclusão do presidente no inquérito que investiga os atos antidemocráticos de domingo com a explicação de que ele apenas 'participou'", escreve Miriam Leitão em sua coluna publicada no jornal O Globo. "Ora, Jair Bolsonaro não é um cidadão comum, nem estava lá desavisado. Na verdade, mais parece que Augusto Aras, o PGR, quer fazer crer que agiu sem ter agido. O famoso para 'inglês ver' do Brasil".
A jornalista acrescenta que "o procurador-geral tem se notabilizado por ser um ajudante do governo, em vez de fazer o papel que a Constituição determina". 
"Diante da afronta grave demais à Constituição, ele precisava agir. Aras preferiu fazer de conta que não viu o principal no evento de domingo, que foi a participação do presidente", continua. 
"Ao menos se ao final do inquérito ele chegar a alguma conclusão sobre quem financiou e organizou estará ajudando. Melhor isso do que atrapalhar, que é o que ele mais tem feito".

STF: Moraes atende Aras e abre investigação para apurar atos pró-golpe



O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e abriu um inquérito para apurar "fatos em tese delituosos" envolvendo a organização de atos que pediam intervenção militar. Jair Bolsonaro participou de uma manifestação em Brasília (DF)


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu nesta terça-feira (21) atender ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e abriu um inquérito para apurar "fatos em tese delituosos" envolvendo a organização de atos antidemocráticos. São atos que pediam intervenção militar e um novo AI-5. A informação sobre a decisão de Moraes foi publicada no blog do Fausto Macedo.

Ao acionar o Supremo, Aras não citou Jair Bolsonaro, que participou de um ato em Brasília (DF), mas justificou o pedido ao STF dizendo que os atos foram cometidos "por vários cidadãos, inclusive deputados federais". Cabe ao Supremo investigar pessoas com foro, como deputados.
Vale ressaltar que Bolsonaro indicou Aras para a PGR desrespeitando a lista tríplice do Ministério Público.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Blindagem de Aras a Bolsonaro provoca clima de levante interno no MPF



Associação dos procuradores deve ir ao Supremo contra o PGR por causa de um ofício ao ministro da Saúde sobre coronavírus


A blindagem que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tem feito de Jair Bolsonaro na pandemia de coronavírus provocou um clima de sublevação no Ministério Público Federal (MPF). Há boas chances de a revolta materializar-se em um mandado de segurança contra Aras no Supremo Tribunal Federal (STF) por parte da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

A entidade, segundo CartaCapital apurou, estuda acionar a corte contra um ofício enviado pelo procurador-geral ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em 8 de abril. No documento, Aras pede para ser informado sobre todas as recomendações “a respeito do enfrentamento da pandemia do coronavírus” que membros do MPF tiverem encaminhado a órgãos federais.

A iniciativa de Aras pode ser interpretada como uma tentativa de impedir procuradores de agir para que funcionários do Ministério da Saúde resistam à pressão de Bolsonaro pelo relaxamento das quarentenas. “Esse ato dele [Aras] fere a independência funcional dos [procuradores]”, diz um subprocurador-geral. “A Casa [o MPF] está se sublevando.”

Em comunicado público nesta terça-feira 14, a ANPR informa que Aras enviou o mesmo ofício a 20 ministros, não só ao da Saúde. E reclama: “O PGR indica que poderá haver o reexame do conteúdo das recomendações, sob o pretexto de preservar a atribuição dos órgãos superiores do MPF, em flagrante violação à garantia constitucional da independência funcional, garantida aos membros do MPF”.

O ofício surgiu dois dia depois de a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, ter emitido uma nota técnica que ilustra o poder de pressão, na forma de ameaça velada de processos judiciais, que procuradores têm sobre agentes públicos na pandemia. Uma nota de autoria da procuradora Deborah Duprat, que tem sido perseguida por Aras por defender os direitos humanos.

Para Deborah, gestores municipais e estaduais “não estão autorizados a adotar quaisquer medidas que, de algum modo, causem impacto no isolamento social recomendado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde”. Mais: em uma pandemia, esses gestores têm “espaço acanhado” para definir o que é serviço essencial; o poder de definir seria do Ministério e do presidente.

Em outras palavras, enquanto houver recomendação de quarentenas pelo Ministério e pela OMS, estados e municípios que relaxarem o isolamento social correm risco de tomar processo judicial do MPF. Em Brasília, por exemplo, o governador Ibaneis Rocha decidiu recentemente incluir dois setores como “essenciais” e permitir que voltem a funcionar: lojas de móveis e de eletroeletrônicos.

Aras mandou o ofício a Mandetta um dia depois de informar o Supremo Tribunal Federal (STF), através de seu vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros, que não vê motivo para processar Bolsonaro, com base em crimes comuns que teriam sido cometidos na pandemia, como pediam queixas levadas ao tribunal.

Segundo essas queixas, o presidente violou o Código Penal ao ir às ruas em 15 de março festejar com seus apoiadores mesmo suspeito de infecção pelo coronavírus; ao pregar em cadeia de rádio e TV em 24 de março que as pessoas voltassem às ruas e à vida normal; ao passear pelo comércio da periferia de Brasília em 29 de março; entre outras coisas.
Dias antes de a Procuradoria engavetar essas queixas, Aras já tinha arquivado um pedido de processo contra Bolsonaro, também por atos a palavras na pandemia, que tinha sido formulado por 18 colegas subprocuradores.
Em outro gesto governista, Aras enviou ao Supremo nesta segunda-feira 13 parecer a favor de o presidente passar por cima das decisões de governadores e prefeitos e acabar com o isolamento social. O STF tem ao menos duas ações que tratam disso e em ambas os juízes dos casos tomaram decisões liminares a favor de estados e municípios, Marco Aurélio Mello e Luis Roberto Barroso.
Enquanto seu parecer ia ao tribunal, Aras dava entrevista ao jornalista José Luiz Datena, na Radio Bandeirantes. Bolsonaro gosta de Datena e volta e meia fala com ele. Na entrevista, Aras adotou um discurso semelhante ao do presidente. Defendeu que é preciso levar em conta o impacto econômico das quarentenas, e não olhar só para a saúde.
 Fonte: Carta Capital

terça-feira, 31 de março de 2020

Aras também confronta Bolsonaro e diz que Mandetta é quem lidera combate ao coronavírus



Procurador-geral da República, Augusto Aras, voltou a confrontar Jair Bolsonaro e disse que qualquer decisão que tomar, caso o ex-capitão descumpra as determinações das autoridades sanitárias, terá como base o ministro da Saúde, Henrique Mandetta. “Vou ouvir o ministro Mandetta. Quem determina política de saúde no Brasil é o ministro Mandetta”


O procurador-geral da República, Augusto Aras, voltou a confrontar Jair Bolsonaro e disse que qualquer decisão que tomar, caso o ex-capitão baixe um decreto pelo isolamento vertical da população no enfrentamento ao coronavírus, terá como base a posição do ministro da Saúde, Henrique Mandetta. “Vou ouvir o ministro Mandetta. Quem determina política de saúde no Brasil é o ministro Mandetta”, disse Aras ao blog da jornalista Andrea Sadi. 


Aras já havia dito, em entrevista ao Globo, que poderá recorrer à Justiça se Bolsonaro “baixar um decreto contrariando a orientação da horizontalidade”. O isolamento social tem sido adotado por prefeitos e governadores, com a oposição de Jair Bolsonaro, que defende o isolamento apenas dos chamados grupos de risco, como idosos, e o retorno imediato ao trabalho

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