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domingo, 12 de dezembro de 2021

Bolsonaristas pedem Moro na cadeia por ligação do ex-juiz com doleiro Youssef

 


Um vídeo em que um youtuber apoiador de Jair Bolsonaro mostra uma relação entre o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e o doleiro Alberto Youssef está causando a indignação de bolsonaristas que pedem a prisão de Moro.

Bolsonaro usou as suas redes sociais para divulgar o vídeo, fazendo um apelo aos apoiadores para assistirem e divulgarem algo que é conhecido e divulgado – inclusive pela defesa do ex-presidente Lula – desde 2015 como se fosse uma grande novidade.

“Você tem que assistir e repassar para você entender de vez o que eu passo, a minha função e o que querem para o nosso Brasil”, disse Bolsonaro, afirmando ainda que teria sido vítima de uma tentativa de  arapuca por parte de Deltan Dallagnol pouco antes da indicação do procurador-geral da República, em 2019.

O vídeo do youtuber bolsonarista, que está sendo turbinado nas redes de apoio pelo próprio presidente, conta uma história que já é conhecida desde 2015 e em grande parte foi confirmada pelo advogado Tacla Duran e pelo próprio Alberto Youssef até mesmo em depoimento na Câmara dos Deputados

O conluio que, entre outros blindou o senador Álvaro Dias (Podemos), já foi amplamente divulgado, mas só agora, com Moro, seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, como eventual candidato do Podemos e com Lula disparado nas pesquisas, ele resolveu falar.

 


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O Twitter me bloqueou por causa do Augusto Nunes, Zé de Abreu, Bolsonaristas e a Record

 


Na manhã dessa segunda-feira tive uma surpresa ao acessar meu Twitter, pois percebi que ele estava bloqueado, com um aviso da plataforma, que alegou ter me bloqueado porque eu teria postado discurso de ódio. Não me lembrava o motivo, até que vi no email que foi por causa de um comentário que fiz numa postagem do ator Zé de Abreu. Nessa postagem o Ator Zé de Abreu respondia a um ataque do comentarista Augusto Nunes, no qual ele afirmava que quem votava no PT e candidatos de esquerda no Rio de Janeiro, era apenas os cafajestes. Bem, foi ai que eu comentei dizendo que quem votava no Bolsonaro é que era cafajeste e só um canal como a Record, para dar voz a um comentarista patético como o Augusto.. Vejam abaixo qual foi o comentário:




Eu confesso que não gosto muito de ataques, ms, na hora fiquei indignado e postei. Se tivesse pensado um pouco mais nem teria comentado. E não recomendo ataques, mas, a hipocrisia e demagogia dos comentaristas bolsonaristas tiram qualquer um do sério. O que me irrita também e me dá certeza a cada dia é a atitude das plataformas que mandam nas redes sociais, especialmente o Facebook, o Instagram e o YOUTUBE, inclusive o próprio Twitter, pois fingem não vê os ataques bolsonaristas. Já foi xingando de todas as formas e nunca vi, nenhum bolsonarista ser bloqueado. Influencer de extrema direta, ganham rios de dinheiro fazendo vídeos mentiroso e com discurso de ódio e as plataformas nunca fazem nada, só tomou alguma atitude, recentemente por causa da ação do Supremo. Mesmo assim, não desmonetizam, pois mesmo quando bloqueadas, o dinheiro está juntando numa conta que o Supremo ordenou.. Enfim, ainda estou sem minha conta do Twitter, pois pede um código e na minha região não tem sinal de operadora. Tenho essa conta desde 2009 e nunca tinha sido bloqueado - mas bastou ofender os bolsominions, o Todo Poderoso Augusto Nunes e a Record, para o Twitter se doer. As ofensas que Rodrigo Constantino e outros bolsonaristas fazem todos os dias passam despercebidos.



Carlinhos Lima


Augusto Nunes reage sobre possível candidatura de José de Abreu, que rebate crítica

José de Abreu deu o que falar na semana passada ao anunciar que vai abandonar a carreira de ator e se candidatar ao cargo de deputado federal, pelo PT, no Rio de Janeiro. Em seguida, Augusto Nunes criticou o famoso e levou uma resposta.

No programa Os Pingo nos Is, da rádio Jovem Pan, o jornalista ainda alfinetou o artista, durante a edição da última quinta-feira (14). “Ele interpreta o José de Abreu da vida real, na novela. Ele repete. Ele acha que vai se eleger, olha, essa é uma chance preciosa que o eleitorado carioca não vai perder. Eleitorado do Rio de Janeiro tem aposentado gente finíssima para a elite da cadeira”, iniciou ele.

Augusto Nunes completou: “Esses caras merecem uma temporada atrás das grades e eles vão fazer bonito lá. Alguns têm currículo de dar inveja a chefão do PCC. Vamos ver o José de Abreu, vamos ver ele na eleição. Vamos ver se ele convence alguém, só cafajeste volta nele”.

Em resposta ao vídeo do jornalista, o petista comentou: “A reedição do Jornal da Tosse! Me lançaram em rede nacional!”. Filiado ao PT há anos, José de Abreu tomou uma decisão importante envolvendo a sua carreira de ator. O famoso declarou que abandonará a atuação para sair como candidato a deputado federal do Rio de Janeiro no próximo ano.

A informação foi divulgada pelo veterano à coluna de Mônica Bergamo, da Folha. Ele ressaltou que está animado com uma possível chapa envolvendo o Lula para presidente e Marcelo Freixo, que é do PSB, para governador do estado no próximo ano.

“A junção de Lula e Freixo é irresistível”, declarou o famoso. José de Abreu, porém, ressaltou que o ex-presidente é contra a ideia. “Ele acha que hoje, como ator da TV Globo, eu calço 47 [em influência e importância]. Se for deputado, vou calçar 33 pois serei do baixo clero do Congresso [ao se integrar a um colegiado em que será um entre 513 parlamentares]”, contou.migo José Dirceu, que também tem muita força dentro do PT, votou a favor da candidatura. “Ele diz que, além de seguir calçando 47, vou somar os 33″, disparou o ex-contratado da Globo.

“Vou abrir mão da minha carreira, do que eu mais amo fazer ,que é representar, para ajudar o Lula a reconstruir o Brasil e o Freixo a reconstruir o Rio de Janeiro”, completou Zé de Abreu, que vai aparecer em breve na Globo.      

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sábado, 4 de setembro de 2021

Bolsonaristas usam robôs para impulsionar 7 de setembro nas redes sociais

 


Bolsonaristas usam robôs para impulsionar 7 de setembro nas redes sociais

Por Débora Ely e João Barbosa

Um único usuário de Twitter, sem imagem de perfil e com o slogan “200% Bolsonaro” no nome, publicou 1.164 mensagens com a hashtag #Dia07VaiSerGigante em apenas uma semana, média de uma mensagem a cada oito minutos, sem tempo para dormir. Outro perfil, que se intitula como robô patriota, compartilhou uma postagem usando uma hashtag idêntica de 14 em 14 minutos no mesmo período.

Comportamentos assim indicam que a convocação para as manifestações pró-Bolsonaro de terça-feira (7) tem sido artificialmente inflada na rede social, concluiu o Radar Aos Fatos em análise feita a partir de 332.927 tweets e retweets com hashtags dos atos. O material coletado foi classificado segundo metodologia do DFRLab (Digital Forensic Research Lab) que identifica quando um pequeno grupo de usuários tem peso desproporcionalmente grande no debate online, o que indicaria ação coordenada para gerar interações artificiais.

Com base em métricas públicas dos tweets; é calculado o chamado CMT (Coeficiente de Manipulação de Tráfego) de determinada hashtag ou termo. Quanto maior o seu número, maior a suspeita de comportamento artificial. Em seguida, é possível comparar o índice da hashtag em estudo com o de outras com baixa probabilidade de serem manipuladas.

Para a análise, o Radar usou tweets e retweets com as hashtags #Dia07VaiSerGigante, #7deSetembroVaiSerGigante e #Dia7VaiSerGigante e, como parâmetro de comparação, usou as tags #TBT (Throwback Thursday, mencionado quando fotos antigas são publicadas às quintas-feiras), #TheMaskedBrasil (do programa The Masked Singer Brasil) e o termo “sextou”. O gráfico abaixo mostra como a pontuação das hashtags dos atos pró-governo é significativamente maior do que a das outras três, que não são relacionadas a política:



“Há muitas formas de manipular uma conversa no Twitter. Robôs são uma delas. Mas isso também pode ser feito com pessoas reais que falam muito sobre um assunto o tempo todo. Dando a sensação de que uma discussão é muito relevante”, afirma a pesquisadora do DFRLab Luiza Bandeira. “Nesse caso, a impressão é que muitas pessoas estão aderindo à mobilização para os protestos, que eles serão muito grandes e que [Jair] Bolsonaro tem muito apoio. Mas parece que nem tanta gente assim está usando as hashtags”, completa.

O resultado apresentado pelo Radar não significa que toda a convocação para os atos tem sido reproduzida de maneira artificial — o impulsionamento também foi replicado organicamente na plataforma, porém, os dados sugerem que parte dela pode ter sido inflada por robôs (perfis automatizados) ou por outros tipos de comportamentos coletivos de usuários, como a publicação em série de posts citando as hashtags.

Depois de ser procurado para comentar o resultado da análise, o Twitter informou que suspendeu mais de 100 perfis “por violações à sua política contra spam e manipulação”. “O Twitter tem trabalhado cada vez mais com melhorias em ferramentas internas e treinamento das equipes para identificar proativamente comportamentos suspeitos, mas esse tipo de denúncia das pessoas sobre potenciais violações às regras continua sendo uma contribuição de extrema importância para nossos esforços. Qualquer pessoa pode denunciar uma potencial violação de nossa política contra spam e manipulação da plataforma”, acrescentou.

DEBATE MANIPULADO

O cálculo aplicado pelo Radar considera três dados para medir o índice de contaminação de um debate no Twitter por comportamentos que inflam artificialmente a relevância do assunto.

  1. O número médio de tweets por usuário; quando uma conta é responsável por muitas mensagens, há mais a chance de haver manipulação;
  2. A relação entre o volume de mensagens originais e o número de retweets; campanhas manipuladas, segundo o DFRLab, costumam ter muitos RTs e um número relativamente baixo de mensagens originais;
  3. O peso de 1% dos usuários que mais tweetaram no total da conversa online; quando uma porcentagem significativa de uma campanha veio de um número tão baixo de usuários, há mais um indício de comportamento suspeito. Antes, esse critério considerava o peso das 50 contas mais ativas, mas foi revisado.

A tabela abaixo mostra como as hashtags analisadas pontuam em cada um desses critérios:



POUCOS USUÁRIOS E MUITO BARULHO

A análise confirma ainda que um pequeno número de perfis foi responsável pelo impulsionamento da convocação para as manifestações. Além de dar uma impressão equivocada de que determinada discussão é maior e mais espontânea do que na realidade; esse comportamento faz com que os algoritmos levem o tópico aos assuntos mais comentados do Twitter, o que também direciona a atenção de mais usuários para o tema.

No caso da #Dia07VaiSerGigante, por exemplo, apenas 1% das contas publicou 20% dos tweets e retweets com a hashtag. Já nos demais marcadores dos atos pró-governo, o mesmo percentual de usuários postou 16% e 17% de todo o conteúdo coletado.

Entre essas contas superativas, estão os perfis citados na abertura da reportagem. Mas há outros exemplos. Como usuários que publicaram mensagens contendo as hashtags entre 316 e 746 vezes ao longo do período analisado.

Com uma metodologia diferente; um levantamento do Núcleo Jornalismo chegou a conclusão semelhante ao apontar que apenas 12% dos perfis que tweetaram sobre os atos de 7 de Setembro impulsionaram mais de dois terços dos tweets sobre as manifestações.

O Radar também investigou as 50 contas mais ativas na campanha de cada hashtag convocatória. Sessenta e duas delas (47% do total, uma vez que parte dos usuários se repetiram entre os termos) apresentaram alta probabilidade de automação — ou seja, de serem robôs, segundo o Pegabot, ferramenta do ITS Rio (Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio) que calcula a chance de uma conta ser automatizada segundo critérios como perfil de usuário, distribuição do conteúdo e linguagem empregada nos posts.

METODOLOGIA

O Radar coletou, via API pública do Twitter, tweets e retweets que mencionam três hashtags relacionadas ao atos pró-governo; (#Dia7VaiSerGigante, #Dia07VaiSerGigante e #7deSetembroVaiSerGigante) e três hashtags ou termos com baixa probabilidade de manipulação (#TBT, #TheMaskedBrasil e “sextou”).

Depois aplicou aos dados o CMT (Coeficiente de Manipulação de Tráfego), a metodologia descrita acima que foi desenvolvida por um pesquisador ligado ao The Atlantic Council’s DFRLab (Digital Forensic Research Lab) e publicada pelo Computational Propaganda Research Project, da Universidade de Oxford. Em seguida, analisou as 50 contas mais ativas de cada hashtag em defesa das manifestações no Pegabot.

(Texto originalmente publicado em AOS FATOS)

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

TSE quer saber valores recebidos por canais bolsonaristas nas redes sociais, diz mídia

 


Encontro entre representantes da Justiça Eleitoral, da PF e das gigantes Twitter, Facebook, YouTube e Instagram aconteceu no TSE e serviu para desvendar a origem de notícias falsas e saber valores acumulados por quem as propaga.

Nesta quinta-feira (19), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luis Felipe Salomão, a delegada da Polícia Federal, Denisse Ribeiro, se reuniram com representantes do Twitter, Facebook, YouTube e Instagram para falar da investigação em andamento sobre a live em que o presidente Jair Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

O encontro no Tribunal Superior Eleitoral levou investigadores a questionarem as redes socais sobre o funcionamento das plataformas com relação à arrecadação de dinheiro com publicidade e doações.

A investigação pretende ter acesso à dados de interesse para a apuração dos casos investigados e viabilizar um relatório com os valores recebidos a partir da monetização das páginas e canais de apoiadores de Jair Bolsonaro.

A pedido da PF, o TSE bloqueou o repasse de dinheiro para os canais bolsonaristas investigados. Segundo a reportagem, a PF chegou a solicitar também o bloqueio de repasse de monitorização de canais dos filhos de Bolsonaro; Carlos, Eduardo e Flávio, mas Luis Felipe Salomão negou o pedido.

O vereador Carlos Bolsonaro (direita) com o seu irmão Flávio, senador, em cerimônia de confirmação da vitória do seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018
© AP PHOTO / ERALDO PERES
O vereador Carlos Bolsonaro (direita) com o seu irmão Flávio, senador, em cerimônia de confirmação da vitória do seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2018

Outra finalidade do encontro desta quinta-feira (19) é descobrir a origem dos conteúdos de desinformação sobre as urnas eletrônicas e como evitar o faturamento de quem espalha fake news.

sábado, 14 de agosto de 2021

Conselho da PGR dá prosseguimento a pedido para investigar Aras por blindagem a bolsonaristas

 


Uma representação feita por um grupo de subprocuradores-gerais da República foi impetrada no Conselho Superior do Ministério Público Federal pedindo investigação criminal contra o atual procurador-geral Augusto Aras por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), com o objetivo de blindar Jair Bolsonaro.

Dentre os subprocuradores que assinam o documento está o ex-PGR Cláudio Fonteles. De acordo com reportagem de O Globo, a manifestação foi apresentada no dia 9 de agosto e teve prosseguimento na sexta-feira (13). O subprocurador-geral José Bonifácio Borges de Andrada determinou o prosseguimento do caso e o sorteio de um relator para analisar o pedido.

“O procurador-geral da República Antônio Augusto Brandão de Aras, por si próprio ou por intermédio de pessoa da sua mais estreita confiança, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, vem, sistematicamente, deixando de praticar ou retardando a prática de atos funcionais para favorecer a pessoa do presidente da República ou de pessoas que lhe estão no entorno”, aponta o documento.

Além do ex-PGR Cláudio Fonteles – que ocupou função entre 2003 e 2005 -, assinam o documento contra Aras os subprocuradores-gerais aposentados Wagner Gonçalves, Álvaro Augusto Ribeiro da Costa, Paulo de Tarso Braz Lucas e o desembargador aposentado Manoel Lauro Volkemer de Castilho. Esse é o primeiro pedido de investigação criminal feito contra Aras.

Em nota, Augusto Aras diz que atua com “independência funcional”. ” Apesar de a divergência jurídica ser ínsita à atuação de qualquer profissional do Direito, os membros do Ministério Público por vezes são alvos de toda sorte de reação a sua atuação livre e independente, chegando alguns detratores do MP a usar expedientes políticos, midiáticos e jurídicos extremos para expressar sua discordância ou insatisfação”, disse.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A mamata não ia acabar? Youtubers bolsonaristas faturam mais de R$ 100 mil com informações do governo

 


Inquérito dos atos antidemocráticos, conduzido pelo STF, revela elos do “gabinete do ódio” com assessores da Secom. Entre os blogueiros abastecidos com informações privilegiadas, está o bolsonarista Allan dos Santos


Rede Brasil Atual - O governo de Jair Bolsonaro transformou os atos fascistas e pró-ditadura, do início deste ano, em uma indústria lucrativa para seus apoiadores e um canal, quase que oficial, contra as instituições democráticas. É o que mostra reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, divulgada nesta sexta-feira (4). De acordo com a publicação, youtubers bolsonaristas, investigados por promover essas manifestações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, usam de informações privilegiadas, saídas de dentro do Palácio do Planalto, para alimentar seus canais. O tráfico de informações garantiu a eles um faturamento superior a R$ 100 mil por mês. 

A “convivência harmoniosa”, que expôs essas ligações entre youtubers bolsonaristas e o governo, é parte da conclusão do inquérito sigiloso – no qual o Estadão teve acesso – sobre os atos antidemocráticos. Aberto em abril pelo STF, o inquérito investiga a organização e o financiamento dessas manifestações. O documento sustenta que assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) são interlocutores de youtubers que disseminam os discursos do “gabinete do ódio”. 

Em depoimento à Polícia Federal, o assessor especial da Presidência Tércio Arnaud Tomaz, que tem acesso privilegiado a Bolsonaro, contou, por exemplo, que é o responsável por repassar vídeos do presidente a youtubers bolsonaristas. Ele também participa de um grupo no WhatsApp com influenciadores para “discutir questões do governo”. O nome de Tércio é ligado ao chamado “gabinete de ódio”, ala parlamentar acusada de estar por trás das chamadas fake news, discursos de ódio e ameaças nas redes. As investigações apontam o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) como o comandante da ala. 

O lucro da militância digital

O também assessor especial Coronel Mauro Cesar Barbosa Cid admitiu ainda à Polícia Federal que, como “mensageiro de Bolsonaro”, ele leva e traz recados dos youtubers. O jornal o descreve como um “representante das demandas dos demais canais”. 

Entre os blogueiros abastecidos com informações privilegiadas, está o bolsonarista Allan dos Santos, responsável pelo canal Terça Livre. Assim como o criador do canal Foco do Brasil, Anderson Azevedo Rossi, e o Folha Política, de Ernani Fernandes Barbosa e Thaís Raposo.

Rossi confirmou, em depoimento, que recebe ajuda de Tércio Tomaz para abastecer a página. Segundo o Estadão, entre março de 2019 a maio de 2020, ele faturou US$ 330.887,08. O equivalente a R$ 1,7 milhão. Na condição de “sócio”, Allan dos Santos disse receber R$ 12 mil por mês com o canal. Enquanto a Folha Política informou que o rendimento fica em torno dos R$ 50 mil a R$ 100 mil por mês. Ao todo, 11 canais são investigados pela disseminação de conteúdos contra as instituições. 

Ainda segundo o Estadão, entre o período de manifestações antidemocráticas, de 1º de março e 30 de junho, os 11 canais aumentaram seus números de inscritos em 27%. Passando de 6,7 milhões para 8,5 milhões. Enquanto que de julho até o fim de novembro, quando já não havia mais protestos, os canais cresceram apenas 6%. 

Em relatório de 9 de julho, a Polícia Federal constatou que “a propaganda de conteúdo extremista no campo digital culmina, de fato, em ações subsequentes: as manifestações reais contra o Estado Democrático de Direito, criando um ciclo que se realimenta, com a difusão das manifestações pelos canais de internet dos produtores, que, por sua vez, são alardeados e replicados em perfis pessoais de redes sociais de agentes do Estado, gerando mais visualizações (difusores)”, reproduziu o jornal. 

Uso do dinheiro público

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), a investigação “revela como funciona o lucrativo esquema da disseminação de fake news, ódio e ameaças na rede”, afirmou em seu Twitter. O senador Jean Paul Prates (PT-RN) anunciou também em suas redes que irá cobrar a apuração de “mais esse escândalo” na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News. 

A deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) avaliou que há um “aparelhamento da Secom”, que chama de “absurdo”. A antropóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB), Debora Diniz, ironizou que os “youtubers monetizam nos canais, ganham mais dinheiro e promovem mais ódio. O investimento inicial? Nossos impostos”. “O gabinete do ódio financia Youtubers odiosos com dinheiro público”, comentou também pelo Twitter.

No bastidores, as investigações estariam “atormentando” o presidente Bolsonaro, por “fechar o cerco à sua militância digital”. O inquérito ainda segue aberto.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Bolsonaristas arrependidos dão novo sobrenome a Jair Bolsonaro e ganham topo do Twitter

 


Após abraço entre Bolsonaro e Toffoli, o presidente do Brasil começou a perder muitos fãs, que não param de ver defeitos em tudo que envolve o então idolatrado capitão reformado.





Como uma cascata de defeitos, os últimos dias estão deixando fluir toda a indignação de bolsonaristas arrependidos por terem apoiado o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O abraço de Bolsonaro com Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), desagradou muitos bolsonaristas, que estão sem paciência até mesmo para elogios de "inimigos" em relação ao presidente do Brasil.

Falando com William Waack, do canal CNN Brasil, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) elogiou aos montes o "legado" de Jair Bolsonaro que, segundo ele, está desmontando "o estado policialesco".

Tocou na Lava Jato, deixou ex e atuais bolsonaristas insatisfeitos.

​Mais um abraço, agora entre Renan Calheiros e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

​Quando as promessas – e o rosto – acabam mudando no meio do mandato.

​Jantar da irmandade.

​Para bolsonaristas arrependidos, tudo é possível.

​Ex-bolsonarista quer saber onde fica a gratidão da agradecida deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

​O que Bolsonaro poderia não ter feito para agradar os fãs?

​A escolinha do mito.

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