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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Mais de 2 mil prefeitos pedem ajuda ao governo federal contra avanço da Covid e Influenza

 



Um grupo de mais de 2 mil prefeitos enviou um documento ao Ministério da Saúde na última quarta-feira solicitando apoio da pasta na estruturação do atendimento ambulatorial, compra de testes rápidos de Covid-19 e de remédios para enfrentar o aumento dos casos de coronavírus e influenza no país. 

Os gestores municipais fazem parte do consórcio Conectar e são responsáveis por uma população de cerca de 150 milhões de pessoas, equivalente a 65% do território nacional.

“Estamos assistindo a um crescimento vertiginoso do número de casos de Covid e influenza. Pedimos ao Ministério medidas emergenciais e apoio aos municípios. O governo federal não pode se omitir se os municípios não têm estrutura para atender a uma demanda inesperada”, afirmou ao jornal o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, ao jornal O Globo. 

Médicos pedem abertura de processo ético contra Queiroga no CFM

 



Rede Brasil Atual - Médicos que foram secretários municipais de Saúde e que exerceram a função de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) encaminharam ao Conselho Federal de Medicina (CFM) uma solicitação para abertura de processo ético-profissional contra o ministro da Saúde Marcelo Queiroga. A alegação é que o titular da pasta no governo Bolsonaro teria cometido infrações éticas graves no exercício da medicina.

A representação, assinada em 30 de dezembro, destaca que, embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tivesse aprovado o uso da vacina Pfizer/BioNTech em crianças de 5 a 11 anos em 16 de dezembro, o ministro da Saúde não tomou as medidas cabíveis para a execução da imunização, com a justificativa de ouvir a opinião de especialistas, alegando “razões totalmente inconsistentes”, de acordo com o texto. “A vacinação desta parcela significativa da população viria em hora apropriada, face ao risco que neste momento representa a emergência da variante ômicron, e também em função do retorno das aulas.”

Os médicos lembram que a justificativa inicial para não implementar a vacinação, relacionada à segurança da vacina, é uma “inverdade que contraria absolutamente ao que se observou em milhões de doses desta vacina já aplicadas nessa faixa etária em outros países, inclusive nos EUA e países da Europa”.

Para os integrantes do Cosems-SP, a posição de Queiroga é “incoerente com sua obrigação ética como médico de utilizar o melhor do conhecimento e da ciência para beneficiar o indivíduo e a sociedade”.

Vacinação e ‘interesses políticos e ideológicos’

A tentativa de impor a exigência de prescrição médica para aplicação das vacinas em crianças também é outro fato mencionado no documento, que classifica a iniciativa como uma “limitação ao exercício do direito das crianças quanto à vacinação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente”. Nesta quarta-feira (5), a pasta divulgou ter aberto mão da exigência de receita médica para imunização na faixa etária dos 5 aos 11 anos.

As posições adotadas por Queiroga na condição de ministro da Saúde evidenciam ainda, para os médicos, que ele “atende, acima de tudo, aos interesses políticos e ideológicos do governo federal, e mais especialmente, do Presidente da República, que deixou absolutamente clara sua posição contrária à vacina em várias manifestações públicas”.

O Ministério da Saúde informou ontem ter encomendado 20 milhões de doses da vacina da Pfizer para crianças, quantidade que seria suficiente para a aplicação apenas da primeira das duas doses recomendadas para o imunizante.

domingo, 12 de dezembro de 2021

Bolsonaristas pedem Moro na cadeia por ligação do ex-juiz com doleiro Youssef

 


Um vídeo em que um youtuber apoiador de Jair Bolsonaro mostra uma relação entre o ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, e o doleiro Alberto Youssef está causando a indignação de bolsonaristas que pedem a prisão de Moro.

Bolsonaro usou as suas redes sociais para divulgar o vídeo, fazendo um apelo aos apoiadores para assistirem e divulgarem algo que é conhecido e divulgado – inclusive pela defesa do ex-presidente Lula – desde 2015 como se fosse uma grande novidade.

“Você tem que assistir e repassar para você entender de vez o que eu passo, a minha função e o que querem para o nosso Brasil”, disse Bolsonaro, afirmando ainda que teria sido vítima de uma tentativa de  arapuca por parte de Deltan Dallagnol pouco antes da indicação do procurador-geral da República, em 2019.

O vídeo do youtuber bolsonarista, que está sendo turbinado nas redes de apoio pelo próprio presidente, conta uma história que já é conhecida desde 2015 e em grande parte foi confirmada pelo advogado Tacla Duran e pelo próprio Alberto Youssef até mesmo em depoimento na Câmara dos Deputados

O conluio que, entre outros blindou o senador Álvaro Dias (Podemos), já foi amplamente divulgado, mas só agora, com Moro, seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, como eventual candidato do Podemos e com Lula disparado nas pesquisas, ele resolveu falar.

 


domingo, 4 de julho de 2021

Senadores pedem investigação contra Aras e causam impasse no Conselho do MPF

 


Após os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Fabiano Contarato (Rede-ES) pedirem que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o procurador-geral, Augusto Aras, um conflito, segundo o jornal O Globo, foi gerado dentro do Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), órgão máximo que teria a competência legal para investigar Aras. 

Os parlamentares querem uma apuração acerca da conduta de Aras, por omissões na fiscalização de Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Os senadores citam nota em que o PGR transfere ao Poder Legislativo a reponsabilidade de investigar a conduta de autoridades públicas na pandemia. Aras abre mão de suas funções “ao pretender indevidamente transferir a pretensão de responsabilização dos agentes políticos de cúpula ao Poder Legislativo”, segundo o grupo.

Um aliado de Aras no Conselho Superior do MPF bloqueou o processo, proferindo despacho secreto, que acabou paralisando a tramitação. Enquanto isso, outros conselheiros tentam destravar o julgamento do caso. Aras não tem maioria no Conselho Superior. 

O vice-presidente do conselho, o subprocurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, adversário de Aras, havia determinado o prosseguimento do processo. A secretaria do Conselho Superior, porém, enviou o caso para o subprocurador-geral Humberto Jacques de Medeiros, aliado do PGR, que proferiu um despacho sigiloso ao qual nenhum dos conselheiros nem funcionários do conselho tiveram acesso. 

José Bonifácio Borges de Andrada, então, tomou uma ação inédita ao entrar com um mandado de segurança na Justiça Federal na tentativa de obrigar que o despacho secreto de  Humberto Jacques de Medeiros seja tornado público e o teor seja anulado.

"A postura do conselheiro vice-procurador-geral da República viola todos os princípios constitucionais ou legais dos atos da administração pública e da Justiça. A regra é a publicidade dos atos", diz a ação de Bonifácio sobre Humberto Jacques de Medeiros.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

'Atitudes criminosas': profissionais de Saúde pedem impeachment de Bolsonaro

 


A epidemiologista Ethel Maciel, que assinou o documento, cita uma série de fatores que considera inaceitáveis para o cargo, dentre eles os incentivos ao uso de medicamentos ineficazes contra a COVID-19, como a cloroquina.

Nesta sexta-feira (5), um grupo de oito profissionais de Saúde protocolou na Câmara dos Deputados um novo pedido de impeachment contra o presidente da República Jair Bolsonaro. A base para o documento é a atuação do mandatário durante a pandemia de COVID-19.

O pedido diz que Bolsonaro "viola incessantemente a dignidade, honra e decoro da presidência, o mais elevado cargo político da República, para disseminar mentiras, propagar desinformação sanitária e projetar dúvidas sobre a higidez de vacinas, também para o que julga ser seu benefício político pessoal".

O texto tem a assinatura de Gonzalo Vecina, fundador e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e de José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde no governo Lula.

"Em meio à maior emergência de saúde pública dos últimos cem anos, o Sr. JAIR MESSIAS BOLSONARO, para sua conveniência política pessoal, usou seus poderes legais e sua força política para desacreditar medidas sanitárias de eficácia comprovada e desorientar a população cuja saúde deveria proteger", diz ainda o pedido.


© FOLHAPRESS / JORGE ARAUJO
Em São Paulo, o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participa do Fórum de Tecnologia e Acesso à Saúde, promovido pelo jornal Folha de São Paulo no teatro Tuca Arena, em 31 de agosto de 2015

A epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que também integra o grupo, afirmou, em entrevista à Sputnik Brasil, que Bolsonaro teve "atitudes criminosas" neste período da crise sanitária.

A pesquisadora citou uma série de fatores que considera inaceitáveis para o cargo, dentre eles os incentivos ao uso de medicamentos ineficazes contra a COVID-19, como a cloroquina.

"Eu diria que, frente à maior crise sanitária dos últimos 102 anos, as ações para disseminar desinformação, incitar o descumprimento de medidas sanitárias, como o distanciamento e uso de máscaras, e disseminar a ilusão de 'tratamentos precoces', podem ser apontadas como muito críticas na atuação dele, de fato atitudes criminosas, em face ao conhecimento científico no momento", disse a epidemiologista.

Este foi o primeiro pedido de impeachment protocolado contra Bolsonaro na gestão de Arthur Lira (PP-AL), aliado do presidente da República, que assumiu o comando da Câmara na última segunda-feira (1º). O antecessor, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou o cargo com mais de 60 pedidos na gaveta.

Ethel Maciel diz que entende que "a independência dos poderes precisa ser preservada e "os crimes de responsabilidade investigados conforme os ritos democráticos".

A pesquisadora afirma que o presidente é "um protagonista do movimento antivacinas" em um dos momentos mais críticos já vividos pelo país.

"Espero que uma mobilização de pesquisadores e profissionais com experiência na área da Saúde possa ser um fator de fortalecimento para que seja pautado o impedimento e a investigação dos crimes cometidos", disse.


© AP PHOTO / ERALDO PERES
Manifestante segura cartaz durante manifestação em apoio ao impeachment de Jair Bolsonaro, Brasília, 24 de janeiro de 2021

Além de Ethel Maciel, Gonzalo Vecina e José Gomes Temporão, também assinam o documento os seguintes profissionais da Saúde: Eloan dos Santos Pinheiro, ex-diretora da Far-Manguinhos (Fiocruz) e especialista em em tecnologia farmacêutica e saúde pública; Reinaldo Ayer de Oliveira, médico e 1º secretário da Sociedade Brasileira de Bioética; Daniel de Araújo Dourado, médico, advogado e pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da USP; Ubiratan de Paula Santos, pneumologista; e Ricardo Oliva, médico sanitarista.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sábado, 11 de julho de 2020

Médicos franceses pedem mais respeito ao uso da máscara



Um grupo de 14 médicos da França pediu neste sábado (11) o estabelecimento de medidas mais duras para o uso de máscaras, em meio a receios de um novo aumento no número de contaminações pelo novo coronavírus no país.

Em carta aberta publicada no jornal Le Parisien-Aujourd'hui e citada pela AFP, os profissionais, de diferentes áreas, chamaram a atenção para um crescimento da negligência dos franceses no uso desse acessório, considerado fundamental para os esforços de contenção do surto da COVID-19. 
​"Usar a máscara não é apenas para proteger a si mesmo, mas também para prevenir a disseminação do vírus, desde que todos a usem", diz o texto reproduzido pela agência.
Segundo o Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, a França contabiliza 208.015 casos de pessoas contaminadas pela COVID-19 e 30.007 mortes provocadas pela doença no país desde o início da pandemia.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Bahia: Sete médicos do Hospital Regional de Juazeiro pedem demissão



Sete dos 57 médicos do Hospital Regional de Juazeiro, no norte da Bahia, pediram demissão na última quarta-feira (3). A informação é do Sindicato dos Médicos do Estado (Sindimed), que afirma também que os profissionais estão com salários atrasados.
O hospital é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Em nota, a Sesab informou que a entidade que administra a unidade é responsável pela gestão integral, o que inclui aquisição de insumos e mão de obra. A secretaria acrescenta que fez pagamentos superiores a R$ 4,9 milhões nos últimos 30 dias à entidade e que, “em virtude das reiteradas denúncias”, abriu sindicância para apurar os fatos.
Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, Ana Rita de Luna Freire Peixoto afirma que os atrasos de remuneração dos médicos no Hospital Regional de Juazeiro são recorrentes. Ela afirma que, em muitas situações, a unidade só efetuou o pagamento em após indicativo de greve e ameaça de paralisação.
Ana Rita Peixoto acrescenta que, só após receber pedido de demissão dos médicos, a gestão do hospital passou a se mobilizar para tentar dar sinais de que havia recebido recursos financeiros para proceder com os pagamentos.
O Sindimed informou que foi expedido ofício, no dia 20 de maio, aos gestores do hospital cobrando solução para o atraso no pagamento dos salários. Como a situação não foi resolvida, o sindicato afirma que, na última terça-feira (2), emitiu novo ofício ao secretário municipal de saúde reiterando pedido de solução do problema.
O G1 tentou contato com a prefeitura de Juazeiro, mas não obteve êxito.
G1/BA


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domingo, 31 de maio de 2020

Procuradores do MPF pedem ao Ministério da Saúde pela suspensão do uso da cloroquina



Após a queda de dois ex-ministros da Saúde, médicos que deciriam não ceder às pressões de Jair Bolsonaro para a liberação do uso da cloroquina, MPF envia pedido ao Ministério da Saúde


Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe e Pernambuco pediram ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Conselho Federal de Medicina pela suspensão do documento que permite o uso da cloroquina na rede pública de saúde. A informação é do portal Correios Braziliense. 
A procuradoria alega que a decisão do governo federal, que estende o uso do fármaco para pacientes com casos leves da Covid-19, foi adotada pelo Ministério da Saúde sem qualquer respeito ao processo legal de registro de medicamentos estabelecido pela Anvisa e de incorporação de tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procuradores também apontam que a nova abordagem não atende aos critérios mínimos de segurança, eficácia e monitoramento de pacientes durante o uso, contrariando a resolução da agência.
O debate sobre a liberação do uso da cloroquina foi motivo para queda de dois ex-ministros da Saúde, ambos médicos que decidiram não ceder às pressões de Jair Bolsonaro. No último sábado (30), cerca de 500 mil casos e mais de 28 mil mortes por coronavírus foram registrados pelo balanço do Ministério da Saúde.   

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