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terça-feira, 7 de setembro de 2021

'Todos os ministros da Educação foram um desastre', diz presidente da APLB

 


Presente no ato contra o presidente Jair Bolsonaro (em partido) no Campo Grande, na manhã desta terça-feira (7), o coordenador-geral do Sindicato dos Professores da Bahia (APLB), Rui Oliveira, classificou como um ‘desastre’ a atuação dos ministros da Educação que passaram pelo governo até o momento. 

“Todos os ministros de Educação que passaram pelo governo Bolsonaro foram um desastre. Um não sabia falar nem português, o outro dizia que tinha um currículo, mas era falso. E esse último tá dizendo que a educação não é para pobre, que universidade é pra rico, ainda quer acabar com o Enem, queria acabar com o Fundeb e não conseguiu, e estão tentando agora via reforma administrativa desmontar a educação. Eles não vão conseguir, nós vamos para a rua”, exclamou o sindicalista. 

Até o momento, quatro ministros da Educação já passaram pelo governo Bolsonaro, foram eles: Ricardo Vélez Rodríguez  de janeiro a abril de 2019; Abraham Weintraub  de abril de 2019 a junho de 2020; Carlos Alberto Decotelli de 26 de junho a 1º de julho 2020 e o atual Milton Ribeiro, que assumiu em julho de 2020.

por Lula Bonfim / Anderson Ramos


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Ministros do STF reagem à nota de Aras e temem golpe de Bolsonaro

 


Há temor no STF de que a nota de Augusto Aras sobre Estado de Defesa seja a senha para uma tentativa de golpe de Estado de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal ouvidos pela jornalista Andréia Sadi,  nesta quarta-feira (20) reagiram com preocupação e espanto à nota do procurador-geral da República, Augusto Aras, em que sinaliza a possibilidade de decretação do Estado de Defesa, o que representaria, na prática, o golpe de Estado antecipado por Jair Bolsonaro com sua declaração de que as Forças Armadas decidem se o país terá democracia ou ditadura.

Previsto na Constituição, o estado de defesa pode ser decretado pelo presidente da República quando há necessidade de restabelecer a "ordem púbica e a paz social" se estas são ameaçadas "por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza". Com Bolsonaro na Presidência, será  fim da democracia no Brasil.

O ministro Marco Aurélio Mello disse “não ver com bons olhos” o movimento de quem precisa ser visto como fiscal da lei, referindo-se ao Ministério Público. Em meio à crise de saúde, lembrou uma declaração que deu em 2017. Na ocasião, ele afirmou que, se o então deputado federal Jair Bolsonaro fosse eleito, “temia” pelo Brasil: “Onde há fumaça há fogo. Crise de saúde, crise econômica, crise social e agora crise, aparentemente, política. Não vejo com bons olhos esse movimento de quem precisa ser visto como fiscal maior da lei. Receio pelo Estado de Direito. Volto à palestra que fiz no encerramento de Curso de Verão na Universidade de Coimbrã, em julho de 2017. Disse que, ante a possível eleição, como Presidente da República, do então Deputado Federal Jair Bolsonaro, temia, esse foi o vocábulo, pelo Brasil. Premonição? Certamente não”.

Outro ministro ouvido por Sadi, reservadamente, afirmou que se surpreendeu com a nota de Aras. Ele avalia que o PGR “respondeu a uma pergunta que não foi feita”, a respeito do estado de defesa e que, ao contrário do que diz, cabe sim ao PGR a responsabilidade de uma eventual investigação criminal, tanto do presidente da República como do ministro da Saúde.

Segundo esse ministro, no começo de 2020 havia estudos entre militares para decretar o estado de sítio. Uma das hipóteses nos bastidores é a de que Aras teria sinalizado com anuência para uma eventual medida nesse sentido por parte do Executivo- o que é rechaçado pelo STF.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bolsonaro contraria Teich, defende cloroquina e declara que ministros devem estar “afinados” com ele


No Twitter, Nelson Teich alertou sobre os riscos e efeitos colaterais do uso da cloroquina. Bolsonaro respondeu afirmando que todos os ministros são indicações políticas e devem estar “afinados” com ele


Após o ministro da Saúde, Nelson Teich, alertar sobre riscos da cloroquina no tratamento do novo coronavírus, Jair Bolsonaro defendeu o remédio nesta quarta-feira (13) e reafirmou que seus ministros devem estar "afinados" com ele. A informação é do portal G1
Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre as declarações de Teich, na saída do Palácio da Alvorada, respondendo que "todos os ministros têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo”
Teich publicou no Twitter, na terça-feira (12), que “a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o ‘Termo de Consentimento’ antes de iniciar o uso"

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Professor bolsonarista ameaça ministros do STF e diz que eles devem ser contidos “na bala”


“A elevação de ministros do STF a semideuses não está prevista na Constituição e esses canalhas têm de ser contidos, se necessário na bala”, escreveu Leopoldo Grajeda


O clima de tensão e pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) vinda de bolsonaristas aumenta à medida em que Jair Bolsonaro perde apoio e enfrenta ameaça de impeachment. 
Ministros do STF têm sido alvos constantes de ataques nas redes sociais. No último domingo, 3, o matemático Leopoldo Grajeada, professor vinculado à PUC de Minas Gerais, defendeu que os magistrados deveriam ser contidos "na bala". 
“A elevação de ministros do STF a semideuses não está prevista na Constituição e esses canalhas têm de ser contidos, se necessário na bala”, escreveu o bolsonarista em uma discussão no Facebook, como mostrou o Metrópoles. Grajeda, além de professor, é político. Em 2016 ele se candidatou a vereador em Belo Horizonte pelo PEN, mas não foi eleito.
Os ataques de bolsonaristas ao Supremo aumentaram depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes que barrou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a Direção Geral da Polícia Federal.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Enquanto pessoas morrem, Bolsonaro discute com ministros e secretários volta do futebol

Bolsonaro com camisa do Flamengo. Foto: Reprodução


O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira (27) esperar que o Ministério da Saúde produza um parecer com a recomendação que permita a volta gradual de treinos e jogos de futebol, inicialmente com portões fechados.

“Fui procurado por algumas autoridades do futebol, está sendo trabalhado neste sentido [de liberação gradual]. Conversei com um técnico de futebol neste final de semana, lá no Rio Grande do Sul, que foi favorável primeiramente a não ter [jogos], porque a contaminação acontece no vestiário, e agora é favorável [ao retorno]”, disse o presidente, sem revelar o nome do técnico. “É só você não deixar tanta gente no vestiário”, argumentou.

“Flamengo e Palmeiras têm folha próxima de R$ 15 milhões. Times de segunda divisão, uma parte vai ser extinta. Pelo que me consta, já estão fazendo acordos para jogador ganhar 60%, 50%, 40% do que ganham. Não tem receita, bilheteria, não tem televisão”, afirmou.

O assunto está sendo discutido com o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães, segundo o presidente, e poderá avançar em breve.

(…)
Da Folha

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Ministros do STF enxergam crimes de Bolsonaro em discurso de Sérgio Moro



Os ministros do Superior Tribunal Federal (STF) enxergaram diversos crimes do presidente Jair Bolsonaro nas declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro nesta sexta-feira (24). A informação é da coluna da jornalista Mônica Bergamo.


De acordo com Moro, o presidente queria ter acesso a relatórios de inteligência da Polícia Federal, o que significa advocacia administrativa. Com isso, ele pode ser enquadrado no artigo 321 do Código Penal, que prevê até três meses de prisão para quem "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário".


Um segundo crime seria o de falsidade ideológica por dizer que demitiu o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. De acordo com Moro, isso não aconteceu e a decisão de saída foi do próprio Bolsonaro.


O artigo 299 do Código Penal prega que é crime "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante".


A OAB vai pedir um relatório à sua comissão de estudos constitucionais para saber se Bolsonaro cometeu algum crime de responsabilidade, o que pode gerar um pedido de impeachment.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

'Ameaça não dá', desabafa Mandetta em telefonemas a ministros

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante entrevista na última sexta-feira (3) — Foto: Adriano Machado/Reuters


O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta desabafou a interlocutores depois de tomar conhecimento de uma fala do presidente Jair Bolsonaro para apoiadores na noite de domingo na portaria do Palácio do Alvorada.

Bolsonaro disse que alguns ministros viraram "estrelas" e falam "pelos cotovelos". O presidente afirmou também que a caneta dele funciona. Sem mencionar nomes, disse que "a hora deles [em referência a esses ministros] ainda não chegou. Vai chegar".

"Ameaça não dá. O presidente tem de tomar uma decisão", afirmou Mandetta, segundo interlocutores, em telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) depois da manifestação de Bolsonaro, transmitida ao vivo por uma rede social.

Aos dois ministros, Mandetta teria afirmado que, se na entrevista coletiva diária desta segunda-feira sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma "dura".

O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os ministros convocados para uma reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

Bolsonaro e Mandetta tiveram divergências públicas em razão das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavírus. O presidente defende o que chama de "isolamento vertical", ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia. O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham em casa.

De forma reservada, Mandetta tem se declarado "magoado" com ataques a ele e a familiares nas redes sociais bolsonaristas.

No início da tarde desta segunda-feira, segundo informou a agenda oficial, Bolsonaro se reuniu no Planalto com quatro ministros (Braga Netto, da Casa Civil; Ernesto Araújo, das Relações Exteriores; Jorge Antonio de Oliveira, da Secretaria-Geral; Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional; e com deputado Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania, que é médico e compartilha da tese de Bolsonaro, contrária ao isolamento social amplo como forma de combater o coronavírus.

domingo, 5 de abril de 2020

Em meio à crise mais brutal, Bolsonaro ameaça seus ministros, especialmente Mandetta: "Vai chegar a hora dele"



"Algumas pessoas no meu governo algo subiu à cabeça deles. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora dele" - assim Bolsonaro ameaçou seu ministros na tarde deste domingo, num recado aparentemente voltado a Henrique Mandetta, da Saúde


Em meio a uma das maiores crises da jhistória brasileira, senão a maior, Jair Bolsonaro usou o domingo (5) para ameaçar seus ministros. Apesar de não mencionar nomes, aparentemente o ministro da Saúde, Henrique Mandetta parece ter sido o alvo de uma manifestação de enorme agressividade à sua própria equipe:
"Algumas pessoas no meu governo algo subiu à cabeça deles. Eram pessoas normais, mas, de repente, viraram estrelas, falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles."
"E a minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu", afirmou Bolsonaro a um grupo de religiosos que se aglomerou diante do Palácio da Alvorada para uma celebração fundamentalista.
Nos últimos dias, Bolsonaro vem se estranhando com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e chegou a afirmar que seu auxiliar não tem humildade, anotou o jornalista Daniel Carvalho, da Follha de S.Paulo, que colheu as palavras de Bolsonaro no final da tarde deste domingo. 

domingo, 29 de março de 2020

Ministros pedem a Bolsonaro um alinhamento de discurso com ações do governo




Em reunião no Palácio da Alvorada no último sábado (28), ministros pediram ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) um alinhamento de discurso sobre as ações governamentais contra o novo coronavírus. Os ministros avaliaram com o presidente que não é hora de um novo pronunciamento e receberam a sinalização de que Bolsonaro não voltaria a falar em cadeia nacional de rádio e TV neste fim de semana, como estava sendo programado. A avaliação feita por aliados ao presidente é que o pronunciamento da última terça-feira (24), apesar de ter conseguido mobilizar sua rede de apoiadores, elevou a fervura do campo oposicionista. A fala, em que o presidente chamou o novo coronavírus de "gripezinha" e "resfriadinho", intensificou os panelaços pelo país e inflou um debate sobre impeachment. O texto foi construído pelo presidente com a ajuda do gabinete do ódio, que cuida de suas redes sociais, e dos filhos dele, em especial do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O presidente recebeu o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres e 8 de seus 22 ministros: Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Sergio Moro (Justiça), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Walter Braga Netto (Casa Civil), Fernando Azevedo (Defesa) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional). Durante a reunião, que teve duração de cerca de duas horas, ministros e presidente chegaram a um acordo sobre o tom a ser adotado pelo governo no combate à Covid-19. Os ministros avaliaram com o presidente que é preciso maneirar no discurso por haver um distanciamento entre o que Bolsonaro e seus filhos dizem nas redes sociais e as ações propostas por sua gestão, como fechamento total das fronteiras aéreas do país para estrangeiros, isolamento social e medidas de auxílio econômico para minimizar os danos da crise. O radicalismo foi adotado pelo presidente para inflar a militância bolsonarista. Integrantes do gabinete digital da presidência haviam detectado um enfraquecimento do discurso pró-governo nas redes sociais, onde Bolsonaro tem forte apoio. Além do pronunciamento, o governo fez circular nas redes sociais um vídeo com o slogan "O Brasil não pode parar", que sustenta o discurso de Bolsonaro de que uma paralisação total do país para o combate à doença terá prejuízos fortes à economia. Embora a peça publicitária não tenha sido publicada em contas oficiais do governo, ela foi espalhada na rede bolsonarista e divulgada pelo senador Flávio em suas redes. Com a repercussão negativa, a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), que até então não respondia as demandas da imprensa sobre se tratava-se de um vídeo oficial, divulgou nota dizendo que o vídeo era um experimento. A ação teve o resultado esperado por Bolsonaro: reascendeu a militância das redes, levou carreatas de apoio à reabertura dos comércios a algumas cidades brasileiras e diminuiu o tom dos panelaços contra o presidente. Os ministros também fizeram um balanço de suas ações e apoiaram as medidas adotadas por Mandetta na crise. O ministro da Saúde tem sido alvo de ataques internos da ala mais ideológica do governo, que se alinhou ao discurso de Bolsonaro contra o confinamento. Técnicos da área ouvidos pela reportagem relataram desconforto na pasta com a tentativa recente de interferência em decisões e com declarações do presidente que minimizam o impacto do novo coronavírus, sobretudo a ocorrência de mortes - ao todo, 92 pessoas já morreram pela doença, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (27) Em entrevista ao Programa Brasil Urgente, Bolsonaro chegou a lançar suspeita sobre os dados oficiais de mortes por coronavírus em São Paulo, mas não mostrou evidências. A preocupação foi levada ao presidente e chegou-se a um meio termo entre a defesa das ações que serão mantidas e as falas direcionadas às redes.

por Folhapress

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