Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador Procuradores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Procuradores. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2022

STJ determina que TCU siga investigando Dallagnol e procuradores pela farra das diárias na Lava Jato




O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins cassou, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, decisão da Justiça Federal de Curitiba e ordenou que o Tribunal de Contas da União (TCU) retome as investigações contra o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) e mais quatro colegas que atuaram sob sua coordenação na Lava Jato.

O TCU investiga o pagamento de diárias a Dallagnol e outros procuradores que, somadas, chegam ao valor de R$ 2,2 milhões.

Em abril, em decisão unânime, o TCU responsabilizou Dallagnol e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pelo pagamento das diárias.  À época, o Ministério Público junto ao TCU entendeu que procuradores da força-tarefa poderiam ter usado opções mais econômicas de diárias e passagens. Em vez de serem transferidos para Curitiba, os procuradores recebiam ajuda para trabalhar na capital, como se estivessem em uma situação transitória.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Corregedoria do MP pede demissão de onze procuradores da Lava Jato do Rio

 

Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A Corregedoria Nacional do Ministério Público, segundo a CNN Brasil, pediu a demissão de onze procuradores da Lava Jato no Rio de Janeiro. São eles: o procurador regional da República, José Augusto Simões Vagos, e os procuradores Eduardo El Hage, Fabiana Schneider, Marisa Ferrari, Gabriela Câmara, Sérgio Luiz Dias, Rodrigo da Costa e Silva, Stanley Valeriano da Silva, Felipe Leite, Renata Baptista e Tiago Martins.

Todos faziam parte da Lava Jato no Rio, grupo que foi desfeito após mudanças promovidas pelo Procurador-geral da República, Augusto Aras. 

Eles são acusados de publicar no site do MP informações sigilosas de uma investigação contra o ex-senador Edison Lobão e seu filho, Márcio Lobão, além de Romero Jucá, ex-senador e ministro de Michel Temer.

Cabe ao plenário do Conselho Nacional do Ministério Público decidir sobre o pedido de demissão, o que deve ocorrer somente em agosto. A pena pode ser revertida em suspensão.

Em nota, os procuradores afirmam que o pedido de demissão "tem efeito deletério que transcende a injustiça do caso concreto, devendo ser acompanhado de perto pela sociedade e por todo MP Brasileiro. Todas as denúncias que comportam matéria de interesse público são de regra publicizadas desde sempre por todo MP brasileiro, e é interesse da mídia e da sociedade ter conhecimento do seu conteúdo".

Leia a nota na íntegra: 

"1. A proposta de abertura de PAD pelo corregedor, contra os membros da extinta Força-Tarefa do Rio de Janeiro, ainda não foi apreciada pelo Plenário do CNMP;

2. Todas as denúncias que comportam matéria de interesse público são de regra publicizadas desde sempre por todo MP brasileiro, e é interesse da mídia e da sociedade ter conhecimento do seu conteúdo; a divulgação, no presente caso, não fugiu da praxe de divulgação de outros casos por todos os ramos do MP no Brasil, incluindo as divulgações da própria PGR;

3. De fato, a juíza do caso afirmou de forma peremptória que “não houve decretação de sigilo pelo Juízo nos autos dos processos nº 5014916-47.2021.4.02.5101 e 5014902-63.2021.4.02.5101, tampouco houve pedido do Ministério Público Federal nesse sentido” e que “a menção à manutenção de sigilo na decisão de recebimento da denúncia se deu única e exclusivamente como forma de dar efetividade à medida cautelar de indisponibilidade de bens, não havendo na inicial acusatória qualquer dado ou informação de natureza sigilosa que exigisse algum nível de sigilo, dada a natureza pública das ações penais”;

4. Apesar disto, sem qualquer justificativa ou fato novo, e sem analisar as informações prestadas pela juíza, a respeitável decisão proferida pelo Exmo. Sr. Corregedor Nacional em 15 de julho de 2021 retificou de ofício, e apenas para os membros do Ministério Público Federal Reclamados, a penalidade sugerida anteriormente – a conversão da pena de demissão, por proporcionalidade, em suspensão por 30 dias – para pena de demissão sem conversão.

5. A modificação da penalidade sugerida para outra consideravelmente mais gravosa, ou seja, a demissão de onze membros do Ministério Público Federal, foi realizada sem a apresentação de qualquer fato novo ou de fundamentação mínima, em que pese a exigência constitucional de fundamentação das decisões.

6. As informações foram divulgadas por meio oficial (assessoria de comunicação do MPF) e limitaram-se a dar publicidade a fatos que já eram públicos, em razão de integrarem a formal acusação contra os réus; esses fatos, inclusive, já haviam sido objeto de publicação na imprensa, em razão de denúncia oferecida pela PGR, em relação a outros denunciados, no bojo do Inquérito 4326/STF;

7. Por exemplo, um dos dados considerados sigilosos e que teriam sido supostamente vazados pelo MPF seria o valor da propina paga aos agentes públicos, o que, por óbvio, é uma informação de relevância social sobre a qual jamais deve recair qualquer tipo de sigilo;

8. Diante desse cenário, a abertura de PAD em face de membros do Ministério Público, com proposta de demissão, por divulgar, nos canais institucionais, ações penais públicas, tem efeito deletério que transcende a injustiça do caso concreto, devendo ser acompanhado de perto pela sociedade e por todo MP Brasileiro".

domingo, 31 de maio de 2020

Procuradores do MPF pedem ao Ministério da Saúde pela suspensão do uso da cloroquina



Após a queda de dois ex-ministros da Saúde, médicos que deciriam não ceder às pressões de Jair Bolsonaro para a liberação do uso da cloroquina, MPF envia pedido ao Ministério da Saúde


Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe e Pernambuco pediram ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Conselho Federal de Medicina pela suspensão do documento que permite o uso da cloroquina na rede pública de saúde. A informação é do portal Correios Braziliense. 
A procuradoria alega que a decisão do governo federal, que estende o uso do fármaco para pacientes com casos leves da Covid-19, foi adotada pelo Ministério da Saúde sem qualquer respeito ao processo legal de registro de medicamentos estabelecido pela Anvisa e de incorporação de tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS). Os procuradores também apontam que a nova abordagem não atende aos critérios mínimos de segurança, eficácia e monitoramento de pacientes durante o uso, contrariando a resolução da agência.
O debate sobre a liberação do uso da cloroquina foi motivo para queda de dois ex-ministros da Saúde, ambos médicos que decidiram não ceder às pressões de Jair Bolsonaro. No último sábado (30), cerca de 500 mil casos e mais de 28 mil mortes por coronavírus foram registrados pelo balanço do Ministério da Saúde.   

POSTAGENS MAIS VISITADAS

Minha lista de blogs