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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

EUA fecham contrato com empresa privada para combater armas hipersônicas de China e Rússia

 


Com atraso na produção de armas hipersônicas reconhecido pela própria ala militar, a Agência de Defesa de Mísseis dos EUA faz parceria com empresa privada para equiparar e derrotar as armas hipersônicas chinesas e russas.

De acordo com o Asia Times, um contrato de pesquisa firmado no dia 8 de dezembro entre a Agência de Defesa de Mísseis dos Estados Unidos (MDA, na sigla em inglês) e a empresa aeroespacial Stratolaunch visa igualar e derrotar as armas hipersônicas russas e chinesas.

"O estudo utilizará nosso serviço de teste para aumentar os recursos de teste de vôo do Departamento de Defesa, a fim de entender como engajar e interceptar ameaças hipersônicas", disse o comunicado da empresa.

Em 15 de dezembro, Stratolaunch divulgou recentes atualizações sobre o novo projeto. A empresa está se preparando para concluir seu próximo conjunto de voos de teste de aeronaves porta-aviões Roc.
Fizemos algumas atualizações no anúncio do contrato da semana passada com a Agência de Defesa de Mísseis. Esperamos que essas atualizações esclareçam a natureza do estudo.

O dr. Daniel Millman, diretor de tecnologia da Stratolaunch, afirmou que o objetivo da empresa é fornecer à MDA "um alvo representativo e replicador de ameaças que lhes permita entender como engajar e interceptar ameaças hipersônicas".
Um B-52H Stratofortress do 419º Esquadrão de Testes de Voo decola da Base Aérea de Edwards, Califórnia - Sputnik Brasil, 1920, 18.12.2021
Panorama internacional
EUA falham 3º lançamento consecutivo de míssil hipersônico devido a 'problema desconhecido'
O contrato da MDA e da Stratolaunch é o mais recente movimento nos esforços dos Estados Unidos para desenvolver armas hipersônicas e contramedidas.
Em 28 de outubro, os EUA testaram com sucesso um motor de reforço hipersônico, após uma série de testes de armas hipersônicas que falharam. Isso inclui um teste em 21 de outubro, quando um foguete de reforço carregando uma arma hipersônica falhou.
Sendo assim, as recentes reveses levaram o general da Força Espacial dos EUA, David Thompson, a admitir que os EUA ficaram atrás da China e da Rússia no desenvolvimento de armas hipersônicas.
Lançamento de míssil hipersônico desde o cruzador Pyotr Veliky da Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 12.12.2021
Rússia lidera no desenvolvimento de novas armas, especialmente hipersônicas, diz Putin
Entretanto, segundo a mídia, o Exército dos EUA não está programado para lançar sua primeira arma hipersônica até 2024, enquanto a Marinha dos EUA pretende armar um destróier com armas hipersônicas em 2025 e equipar seus submarinos da classe Virginia com as mesmas em 2028.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Ministério Público abre investigação criminal sobre contrato do governo Bolsonaro para aquisição da Covaxin


 Ministro da Saúde da Índia, Harsh Vardhan, segura ampola da Covaxin 16/01/2021 REUTERS/Adnan Abidi (Foto: Reuters)


A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação criminal sobre as negociações do Ministério da Saúde para aquisição da vacina Covaxin, por decisão do 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa da Procuradoria.

O órgão aponta “temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde” na compra da vacina indiana CovaxinO MPF já havia apontado corrupção do governo Bolsonaro na compra superfaturada da vacina.

A dose foi negociada a US$ 15 dólares, preço superior ao da negociação de outras vacinas no mercado internacional.

Segundo a procuradora Luciana Loureiro, não há justificativa para as inconsistências na negociação “a não ser atender a interesses divorciados do interesse público”.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Ministério da Saúde impõe sigilo de 10 anos sobre segundo contrato com a Pfizer, que é mais caro do que o primeiro

 


O Ministério da Saúde impôs sigilo de 10 anos sobre os documentos do segundo contrato para comprar vacinas da Pfizer, segundo o portal O Antagonista. O contrato custou quase R$ 1 bilhão a mais do que o primeiro, apesar da quantidade de doses ser a mesma, 100 milhões.

Através da Lei de Acesso à Informação, O Antagonista pediu ao ministério os pareceres que embasaram a dispensa de licitação para a segunda compra das vacinas. A pasta respondeu, nesta quarta-feira, 9, que os documentos “encontram-se com restrição no acesso”, conforme obrigações de confidencialidade assinadas com a farmacêutica, informa a reportagem.

“As referidas cláusulas impõem confidencialidade das informações por 10 (dez) anos após o vencimento ou a rescisão do mencionado contrato, em consonância com o preconizado no artigo 22 da Lei 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação”, acrescentou a secretária-executiva do ministério.

“Ressalta-se que as cláusulas de confidencialidade foram condições impostas pelas farmacêuticas para assinatura dos contratos, havendo previsão que possibilita a não entrega das vacinas, caso as informações sigilosas sejam publicizadas, podendo levar, em último caso, à própria rescisão contratual por parte das aludidas farmacêuticas”.

Bolsonaro recusou vacina quando a Pfizer venderia ao Brasil com 50% de desconto

Jair Bolsonaro ignorou proposta da Pfizer de vender a vacina contra a Covid-19 por US$ 10 a dose, quando o valor chegava a US$ 20 em outros países.

O governo de Jair Bolsonaro considerou caro o preço cobrado pela Pfizer e deixou de comprar em agosto de 2020 até 70 milhões de doses, que poderiam ter sido entregues pela farmacêutica a partir de dezembro.

A vacinação antecipada teria evitado mortes e os prejuízos bilionários provocados pelo fechamento da economia.

Com o atraso nos contratos, as primeiras doses da Pfizer só chegaram ao Brasil em abril. Oito meses se passaram entre a primeira oferta e a entrega.

Em depoimento à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, considerou a proposta da Pfizer como “agressiva” e disse que o preço da dose por US$ 10 era muito caro, valor pelo qual meses depois o próprio Pazuello autorizou comprar.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

R$ 37 milhões em contratos: Empresa do "contrato do leite condensado" com governo e Ministério da Defesa é de mãe de pastor

 


Empresa “Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli”, que faturou R$ 37 milhões em contratos com o governo federal, pertence a Azenate Barreto Abreu, casada com o pastor Elvio Rosemberg da Silva Abreu e mãe de Elvio Rosemberg da Silva Abreu Júnior, que também possui contratos com a União. A família mora em casa modesta


Uma pesquisa feita pelo jornalista e advogado Fernando Boscardin no Twitter revelou que a empresa do setor alimentício “Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli” faturou R$ 37 milhões por meio de contratos com o governo federal. Deste total, R$ 12 milhões foram pagos pelo Ministério da Defesa. A apuração foi feita com base em documentos que constam no Portal da Transparência, que foi tirado do ar na noite desta terça-feira (26).

A empresa pertence a Azenate Barreto Abreu, casada com o pastor Elvio Rosemberg da Silva Abreu e mãe de Elvio Rosemberg da Silva Abreu Júnior. Júnior também fez negócio da ordem de R$ 25 milhões junto ao governo. A informação de @Boscardin vem na esteira do escândalo envolvendo gastos de mais de cerca de R$ 1,8 bilhão em alimentos pelo governo Jair Bolsonaro no ano passado. 

“A julgar pelas fotos do Facebook do senhor Elvio e dona Azenate, ambos levam uma vida modestíssima para quem faturou com as empresas da família R$ 37 milhões de reais. Parecem pessoas simples. O filho não disponibiliza as fotos no Face”, observa Boscardin. Segundo suas informações nas redes sociais, eles são de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A sede da Saúde & Vida Comercial de Alimentos Eireli, no entanto, está registrada como Brasília.

“Resta averiguar se eles efetivamente (+) tem envolvimento com as empresas ou se utilizaram seus nomes. Tudo pode estar em ordem. Porém é curioso que empresas individuais de pessoas aparentemente sem ligação com o ramo da alimentação sejam fornecedores de contratos de milhões para o governo no ramo da...alimentação”, alerta o jornalista.

Confira as postagens sobre o assunto.

 

 

 

 

 


 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

'Avião do futuro': Rússia firma contrato para 10 aeronaves Il-78M-90A (VÍDEO)

 


O Ministério da Defesa da Rússia firmou um contrato com a fábrica Aviastar-SP, com sede em Ulyanovsk, para a entrega do primeiro lote de dez aviões de reabastecimento Il-78M-90A.

"A fábrica iniciará a produção em série. A empresa [...] firmou hoje mais um contrato para a entrega de dez aviões de reabastecimento Il-78M-90A, destinados ao Ministério da Defesa", declarou o vice-ministro da Defesa, Aleksei Krivoruchko.

A aeronave conta com uma instalação de tanques de combustível adicionais dentro da cabine de carga, bem como unidades de reabastecimento suspensas, além de poder receber equipamentos contra incêndios.

A capacidade de transporte da aeronave foi mantida, contando com uma rampa e equipamento de pouso.

De acordo com os especialistas, sua versatilidade permite ao avião realizar diversas missões.

"Há poucas aeronaves com capacidades como esta. Esta versatilidade permite realizar diversas missões: não apenas o reabastecimento de aeronaves, como também o transporte de carga e de pessoal", ressaltou o especialista militar Yuri Knutov.

A aeronave é capaz de reabastecer simultaneamente dois aviões, como o Su-27 e o MiG-29, com a ajuda de acessórios instalados nas asas. No solo, pode reabastecer quatro aviões simultaneamente.

"O reabastecimento aéreo simultâneo de dois aviões tecnicamente é muito fácil, porém é difícil psicologicamente. Para os pilotos dos aviões-cisterna é difícil manter um determinado modo de voo, porém a automatização ajuda neste caso", afirmou o piloto militar emérito da Rússia major-general Vladimir Popov.

O novo avião-cisterna está equipado com quatro motores PS-90A-76 de nova geração, que permitem uma maior carga útil e alcance de voo da aeronave.

A aeronave também conta com nova aviônica, bem como automatização, fuselagem, sistema de voo e navegação melhorados.

O surgimento dos novos aviões-cisterna na Força Aeroespacial russa fortalecerá a capacidade de defesa e o potencial do Exército, assegura Knutov.

"O Il-78M-90A não é apenas uma máquina de hoje, mas também do amanhã. Em geral, a expansão da frota de aviões-cisterna eleva a capacidade da aviação de transporte de mísseis de longo alcance. O papel dos aviões-cisterna é muito importante. São eles que permitem que a aviação de longo alcance opere e cumpra suas missões", enfatizou.

O Il-78M-90A foi desenvolvido na base do Il-76MD-90A, o principal avião de transporte militar pesado da Força Aeroespacial russa. A construção do primeiro protótipo do avião foi lançada em fevereiro de 2015. O primeiro voo do protótipo ocorreu em janeiro de 2018.


Mais vistas da semana

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

R$ 133,2 milhões: TCU vê irregularidades em contrato do Ministério da Saúde, assinado por Pazuello para reagentes de testes da Covid-19

 


Relatório do TCU aponta "falta de planejamento e coordenação por parte do Ministério da Saúde" para a aquisição de reagentes usados em testes da Covid-19. Contrato de R$ 133,2 milhões foi assinado na gestão do ministro Eduardo Pazuello

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou suspeitas de irregularidades em um contato do Ministério da Saúde para aquisição de 10 milhões de kits de reagentes usados em testes da Covid-19. O valor do contato é de R$ 133,2 milhões e foi assinado em 21 de agosto, já na gestão do ministro Eduardo Pazuello. 


Segundo reportagem do jornal O Globo, as supostas irregularidades foram apontadas em relatório produzido Diretoria de Integridade (Dinteg) do próprio Ministério ao TCU. O documento também revela que um pedido de reconsideração apresentado pela empresa que ficou em segundo lugar no processo de aquisição emergencial, alegando direcionamento à vencedora, foi ignorado pelos setores responsáveis e mantido fora do conhecimento de outros integrantes da pasta.

"Conforme explanado por um dos integrantes da Dinteg (Diretoria de Integridade do Ministério da Saúde), a partir da documentação relacionada à contratação, é possível verificar a existência de indícios de irregularidades na contratação, o que evidencia a falta de planejamento e coordenação por parte do Ministério da Saúde para a aquisição", aponta o relatório do TCU.

Ainda de acordo com o Globo, a empresa que venceu, Thermofisher Scientific Inc, representada no Brasil pela Life Technologies Brasil Comércio e Indústria de Produtos para Biotecnologia Ltda, tinha que entregar no total 10 milhões de kits de insumos para extração de RNA (material genético), sendo 3 milhões em setembro, mais 3 milhões em outubro e 4 milhões em novembro. Mas, segundo dados atualizados até a primeira semana de outubro, apenas 336 mil itens (3,3%) haviam sido entregues.

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