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domingo, 23 de junho de 2024

Rússia vai iniciar em 2025 testes de vacina contra o câncer em voluntários, diz Gamaleya à Sputnik

 


Os ensaios clínicos da vacina contra o câncer estão programados para começarem em pacientes voluntários a partir de 2025, disse Alexander Gintsburg, diretor do Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, que tem sede em Moscou, à Sputnik.

"Acho que até o meio do próximo ano começaremos os ensaios clínicos da vacina com a participação de pacientes com câncer", disse Gintsburg.

O diretor pontuou que a vacina está na fase de estudos pré-clínicos em camundongos, e a tecnologia é desenvolvida não apenas para prolongar a vida dos animais com melanoma em 2-3 vezes, mas para criar medicamentos que permitam a destruição garantida tanto do tumor quanto das metástases.
Segundo Gintsburg, se for possível desenvolver essa tecnologia, a vacina ajudará pacientes com câncer de pulmão, pâncreas, além de alguns tipos de câncer renal e melanomas. Conforme o especialista, as metástases nestas doenças aparecem em estágios iniciais e, com isso, o imunizante será crucial durante o tratamento.
Antigo edifício do Ministério da Defesa, em Belgrado, destruído após o bombardeio da OTAN em 1999 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2024
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Médicos russos quebraram recorde mundial

Em março, médicos de uma das maiores instalações oncológicas da Rússia fizeram um avanço ao remover um número recorde de metástases pulmonares com uma técnica patenteada localmente chamada "quimio perfusão isolada".
Os especialistas conseguiram eliminar 170 metástases pulmonares de um homem de 37 anos por meio de uma série de seis cirurgias.
Metástases ocorrem quando células cancerígenas se desprendem do tumor primário e se espalham pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático, potencialmente formando novos tumores em locais distantes do corpo. Além disso, podem surgir quando células cancerígenas migram para órgãos próximos, como o fígado, pulmões ou ossos, onde se instalam e proliferam.

"Não há análogos na oncologia mundial para este caso", pontuou à época comunicado do Centro Nacional de Pesquisa Médica de Oncologia N.N. Petrov.

domingo, 23 de julho de 2023

VÍDEO mostra 'porta do inferno' em cratera na Rússia, cientista explica fenômeno

 


A Batagayka, que está no nordeste russo, está aumentando de tamanho a um ritmo cada vez maior, em linha com a dinâmica das temperaturas na Rússia, segundo pesquisadores.

A cratera Batagayka, no nordeste da Rússia, segue crescendo a um ritmo acelerado, contaram cientistas russos à agência britânica Reuters, que alertaram para o surgimento iminente de outros buracos semelhantes e para o derretimento total do pergelissolo siberiano.
Imagens impressionantes feitas por drones revelaram detalhes da cratera Batagayka, um corte de um quilômetro de comprimento no Extremo Oriente da Rússia que forma a maior cratera de pergelissolo do mundo.
Os cientistas dizem que a Rússia está se aquecendo pelo menos 2,5 vezes mais rápido do que o resto do mundo.
A origem geológica da cratera Batagayka remonta à década de 1960, quando parte de uma floresta foi desmatada. Cerca de 25 a 30 anos depois, o afundamento da terra começou e segue aumentando a uma taxa de 20 a 30 metros por ano, segundo os dados coletados. Atualmente não existe uma medição exata, mas sabe-se que a taxa está acelerando.
A cratera, de um quilômetro de comprimento, e localizada na república da Yakútia, é conhecida localmente como "porta de entrada para o inferno".

"No futuro, com o aumento das temperaturas e com maior pressão antropogênica, veremos a formação de cada vez mais buracos assim, até todo o pergelissolo desaparecer", comentou Nikita Tananaev, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Pergelissolo de Yakutsk.

Ele também mencionou que o solo sob a cratera gigante, que tem até 100 metros de profundidade em algumas áreas, contém uma "enorme quantidade" de carbono orgânico que será liberado na atmosfera à medida que o pergelissolo descongelar, intensificando assim ainda mais o aquecimento global.
A Rússia está se aquecendo pelo menos 2,5 vezes mais rápido do que o resto do mundo, segundo os cientistas. Como resultado, a tundra congelada que cobre cerca de 65% da massa terrestre do país está derretendo, liberando gases de efeito estufa armazenados no solo descongelado.


domingo, 19 de junho de 2022

Novo chefe do Estado-Maior britânico exorta a criar Exército capaz de vencer a Rússia

 


O Reino Unido deve preparar-se para regressar à Europa continental para lutar e vencer um conflito contra a Rússia, disse o novo chefe do Estado-Maior do Exército britânico, general Patrick Sanders

"Hoje existe um imperativo ardente para formar um Exército capaz de lutar ao lado de nossos aliados e derrotar a Rússia em combate. Somos a geração que deve preparar o Exército para lutar na Europa mais uma vez", escreveu ele em uma carta às tropas depois de assumir o cargo de seu antecessor, o general Mark Carleton Smith.
Sanders enfatizou que ele é o primeiro chefe de Estado-Maior britânico "desde 1941 a assumir o comando do Exército na sombra de uma guerra terrestre na Europa envolvendo uma potência continental", formulou ele cuidadosamente na sua observação, evitando mencionar o envolvimento da OTAN nas guerras iugoslavas dos anos 1990, incluindo o bombardeio de 78 dias da Iugoslávia em 1999.
O general apontou que a crise na Ucrânia realçou o "objetivo principal" do Exército de proteger o Reino Unido "estando pronto para lutar e vencer guerras em terra".
Recentemente, em uma entrevista ao jornal alemão Bild, o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, exortou os aliados a "estarem preparados" para que a crise da Ucrânia possa "durar anos", e ressaltou que o bloco "não deve enfraquecer o seu apoio à Ucrânia, mesmo que os custos sejam elevados – não só em termos de apoio militar, mas também devido ao aumento dos preços da energia e dos produtos alimentares".
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Autoridades russas têm acusado o Ocidente de enviar bilhões de dólares em apoio militar à Ucrânia para prolongar a crise o máximo possível e "lutar contra a Rússia até o último ucraniano" através do conflito por procuração.
O Exército russo alertou que destruirá as entregas de armas ocidentais e mercenários estrangeiros.

segunda-feira, 16 de maio de 2022

EUA dizem estar prontos para fornecer assistência militar à Finlândia e Suécia contra Rússia

 


Os EUA estão preparados para fornecer assistência militar à Finlândia e Suécia, caso seja necessário, já que ambos os países pretendem aderir à OTAN.

A Finlândia e a Suécia anunciaram formalmente sua intenção de aderir à aliança, em uma ação contra a Rússia.
Por sua vez, Moscou, que considera a expansão da OTAN uma ameaça direta à sua segurança, afirmou que tomará medidas adequadas em resposta a estes países.
Em entrevista à BBC, o porta-voz do Pentágono, John Kirby, afirmou que as advertências russas são "muito preocupantes" e, usando os mesmos argumentos que na Ucrânia, garantiu que o país não poupará esforços para fornecer armas para que estes países combatam a Rússia.
Nooshi Dadgostar (à direita), líder do Partido de Esquerda da Suécia, fala diante do parlamento sueco durante votação, em 7 de julho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 16.05.2022
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Além disso, ao ser questionado sobre um possível envio de tropas para estes países, o porta-voz norte-americano evitou especulações e deixou a questão em aberto, mas voltou a ressaltar que Washington fornecerá a assistência militar necessária.

"Se no período de candidatura [destes países] e adesão à OTAN eles precisarem de algumas capacidades ou assistência adicionais [...] nós forneceremos esta assistência adicional caso seja necessário", afirmou.

Em resposta às ações dos EUA e OTAN, Viktor Bondarev, presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, alertou que Moscou deve fortalecer sua presença militar na fronteira com a Finlândia, caso o país nórdico receba armas da OTAN.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Por 25 votos a 0, OEA decide suspender Rússia como observador permanente da associação

 


A Organização dos Estados Americanos (OEA) decidiu, por 25 votos a zero, suspender o status da Rússia como membro permanente da organização.

O anúncio foi feito pela embaixadora de Santa Lúcia na OEA, Elizabeth Darius-Clarke, após a votação, que foi transmitida ao vivo nesta quinta-feira (21).

"O Conselho Permanente declara aprovado o projeto de resolução 'Suspensão do Status da Federação Russa como Observador Permanente da Organização dos Estados Americanos'", disse Darius-Clark, cujo país preside o conselho nos meses de abril a junho.

Os resultados da votação também contaram com 8 abstenções e com uma nação (Nicarágua) ausente.
Bandeiras de 16 países da UE são vistas antes de uma emergência líderes da União Europeia na sede da UE em Bruxelas (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 21.04.2022
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A medida da OEA vem em meio a uma série de retaliações impostas pelo Ocidente contra a Rússia e suas autoridades.
Na quarta-feira (20), os EUA impuseram restrições de vistos contra 635 russos por alegada "supressão da dissidência, ameaça à integridade da Ucrânia, violação de direitos humanos nas prisões de Donbass".
Moscou, por sua vez, classificou o ato como "desespero" dos EUA.

"Devido ao óbvio caráter artificial e infundado das acusações, as sanções estão se tornando cada vez mais absurdas e demonstram o desespero de Washington por sua incapacidade de submeter nosso país à sua vontade", diz o comunicado da entidade.

Militares carregando ogiva para sistema de lançadores múltiplos de foguetes Uragan durante exercícios na região de Kaliningrado, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 21.04.2022
MD russo: 14 alvos militares ucranianos atingidos com mísseis de alta precisão durante o dia
Após a operação militar especial russa ter começado na Ucrânia, o Ocidente endureceu a pressão sobre a Rússia.
As medidas restritivas visam principalmente o setor bancário e os suprimentos de produtos de alta tecnologia. Na Europa são feitos apelos de reduzir a dependência dos recursos energéticos russos.
As medidas já resultaram em problemas econômicos nos EUA e na UE, causando alta nos preços dos combustíveis e produtos alimentícios.
O Kremlin designou as sanções de guerra econômica nunca antes vista, mas ressaltou que estava pronto para tal desenvolvimento dos eventos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Apoio da China à Rússia é 'alarmante', diz Pentágono



Washington revelou preocupação com a diplomacia da China e o seu apoio à Moscou em "questões de segurança no continente europeu", alertou o Pentágono.

Falando à imprensa nesta segunda-feira (14), o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, apresentou sua opinião sobre a colaboração cada vez mais estreita entre Pequim e Moscou.
"Certamente temos observado o relacionamento florescente entre a Rússia e a China", observou Kirby ao comentar a declaração do presidente russo, Vladimir Putin, e de seu colega chinês, Xi Jinping, pedindo a suspensão da expansão da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) no início deste mês.

"A declaração conjunta de 4 de fevereiro certamente forneceu mais evidências de que a China decidiu que vai ficar ao lado da Rússia em relação ao que está acontecendo na Europa", disse Kirby.

De acordo com Kirby, o apoio de Pequim a Moscou em questões de "alto risco é ainda mais desestabilizador para a situação de segurança na Europa". "É profundamente alarmante", completou.
John Kirby, secretário de imprensa do Pentágono, durante briefing no Pentágono em Washington, EUA, 3 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.02.2022
John Kirby, secretário de imprensa do Pentágono, durante briefing no Pentágono em Washington, EUA, 3 de fevereiro de 2022. Foto de arquivo
Líderes ocidentais alertaram repetidamente por vários meses que a Rússia poderia ordenar em breve uma invasão da Ucrânia.

Nesta terça-feira (15), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reforçou mais uma vez que a Rússia não tem planos de invadir a Ucrânia e classificou como "info-terrorismo" a constante cobertura midiática sobre o assunto.
ministro justificou que Moscou tem o direito de movimentar tropas dentro de seu território soberano e isto inclui a realização de exercícios militares.
A embaixadora dos Estados Unidos na OTAN, Julianne Smith fala durante entrevista coletiva na sede da OTAN em Bruxelas, terça-feira, 15 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 15.02.2022
Panorama internacional
EUA afirmam estar prontos para nova rodada de diálogos depois de fala de Lavrov

Moscou e Pequim enfatizaram a importância de seu relacionamento em vários campos, incluindo comércio, energia, economia e defesa, com Putin afirmando no início de fevereiro que seus laços atingiram níveis "sem precedentes".


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