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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Após demissão de Teich, chefe da Eurasia Group diz que Bolsonaro é o presidente mais incompetente do mundo



De acordo com o presidente da Eurasia Group, Ian Bremmer, Jair Bolsonaro, "de longe, é o líder mais incompetente de uma democracia em sua resposta ao coronavírus"



O presidente da Eurasia Group, Ian Bremmer, bateu duro em Jair Bolsonaro após Nelson Teich pedir demissão do ministério da Saúde. É o segundo titular da pasta a deixar o cargo na crise do coronavírus. 

"Brasil: Dois ministros da saúde saíram em menos de um mês. Em uma pandemia. O presidente Bolsonaro, de longe, é o líder mais incompetente de uma democracia em sua resposta ao coronavírus", escreveu ele no Twitter.
A Eurasia Group é uma empresa que atua na área de risco político e tem escritórios em outros países fora dos Estados Unidos, como Brasil (em São Paulo), Inglaterra e Japão. 
Com 208 mil confirmações, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking mundial de casos da Covid-19. Também fica na mesma colocação na quantidade de mortes provocadas pela doença (14,2 mil), de acordo com a plataforma Worldometers, que disponibiliza os dados de países afetados pelo coronavírus. 

"É difícil conciliar desejos de Bolsonaro com a ciência", disse Teich antes de sair


Nelson Teich teria confessado a amigos e interlocutores pouco antes de deixar o governo que estava cada vez mais difícil conciliar as vontades e desejos de Jair Bolsonaro com as recomendações da ciência e os recursos disponíveis




O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, teria confessado a amigos e interlocutores pouco antes de pedir demissão que estva cada vez mais difícil conciliar as vontades e desejos de Jair Bolsonaro, como a flexibilização do isolamento social e o uso da cloroquina no enfrentamento da pandemia, com as recomendações da ciência e os recursos disponíveis, esceveu a jornalista Denise Rothenburg, no Correio Braziliense. 
Teich não completou sequer um mês no cargo ao demitir-se -sua posse havia sido em 18 de abril  Nesta quinta-feira (14), Bolsonaro e Teich tiveram uma reunião tensa, na qual o agora ex-ministro foi cobrado para mudar o protocolo da Pasta, ampliando a recomendação de utilização da cloroquina no tratamento da Covid-19 (aqui). 

Teich: não aceitei mudar minha biografia por causa da cloroquina


Após pedir demissão nesta sexta-feira (15), o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que foi o "dia mais triste" da sua vida. "Não vou manchar a minha história por causa da cloroquina", afirmou





O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão nesta sexta-feira (15) e disse que foi o "dia mais triste" da sua vida. "Não vou manchar a minha história por causa da cloroquina", afirmou ele, que tem discordâncias com Jair Bolsonaro, favorável o uso do medicamento contra a covid-19 mesmo sem comprovação científica. A declaração foi publicada na CNN
Bolsonaro alega que "é direito do paciente" decidir sobre o seu tratamento. Vale ressaltar que a Apsen é a empresa farmacêutica responsável pela produção do remédio e tem como dono um eleitor bolsonarista, o empresário Renato Spallicci.
Nesta semana, Bolsonaro "emparedou" o ministro. "Votaram em mim para eu decidir, essa decisão passa por mim. Acredito no trabalho dele, mas essa questão eu vou resolver", disse ele, que não tem formação na área médica.
É o segundo ministro da Saúde que deixa o governo em plena pandemia do coronavírus. Luiz Henrique Mandetta saiu do cargo, após divergências com Bolsonaro, que diferentemente do ex-ministro, defende a reabertura de algumas atividades econômica e classificou a covid-19 como uma "gripezinha". 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bolsonaro contraria Teich, defende cloroquina e declara que ministros devem estar “afinados” com ele


No Twitter, Nelson Teich alertou sobre os riscos e efeitos colaterais do uso da cloroquina. Bolsonaro respondeu afirmando que todos os ministros são indicações políticas e devem estar “afinados” com ele


Após o ministro da Saúde, Nelson Teich, alertar sobre riscos da cloroquina no tratamento do novo coronavírus, Jair Bolsonaro defendeu o remédio nesta quarta-feira (13) e reafirmou que seus ministros devem estar "afinados" com ele. A informação é do portal G1
Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre as declarações de Teich, na saída do Palácio da Alvorada, respondendo que "todos os ministros têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, é o que está acontecendo”
Teich publicou no Twitter, na terça-feira (12), que “a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o ‘Termo de Consentimento’ antes de iniciar o uso"

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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Filha de ex-paciente de Teich diz que novo ministro da Saúde é um monstro


Filha de uma ex-paciente do novo ministro, Regina Pussente diz que o oncologista Nelson Teich deixou sua mãe em estado terminal de câncer agonizando. "Ele se dirigiu a nós e disse o seguinte: 'Não adianta fazer nada, ela vai morrer. Deitem ela na maca da sala ao lado, quando tudo terminar, irei atender'", diz o post


Filha de uma ex-paciente do novo ministro, Regina Pussente fez duras críticas ao novo ministro da Saúde, Nelson Teich, que substituiu Luiz Henrique Mandetta em meio à pandemia do novo coronavírus. 
Em post publicado nas redes sociais, compartilhado pelo jornalista Hélio Doyle, Regina Pussante chama Nelson Teich de "monstro" e diz que o oncologista foi médico de sua mãe. 
"Este monstro, mesmo sabendo do estado terminal e das dores absurdas que ela estava sentindo, deixou ela esperando um tempão por atendimento. Depois de reclamarmos, ele saiu do consultório dele, se dirigiu a nós e disse o seguinte, para uma pessoa que estava já agonizando: 'Não adianta fazer nada, ela vai morrer. Deitem ela na maca da sala ao lado, quando tudo terminar, irei atender'", diz o post. 
Em vídeo que viralizou nas redes sociais, Nelson Teich aparece falando que jovens devem ter prioridade em relação aos idosos. “Na Saúde, o dinheiro é limitado e escolhas são inevitáveis”, diz Teich, em um vídeo de abril de 2019 (assista). 

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