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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Novo IOF traz insegurança para todo mundo e endividados e pobres serão mais afetados, diz professor

 


João Branco, economista e professor da ESPM-Rio, explica à Sputnik Brasil de que forma o aumento nas alíquotas do IOF vai impactar os consumidores e as empresas.

As novas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) entraram em vigor na segunda-feira (20), aumentando o custo do crédito para empresas e famílias.

O governo federal anunciou que o aumento, de 36%, vai ser cobrado até o dia 31 de dezembro de 2021 e incidirá sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários.

O objetivo é custear o Auxílio Brasil, programa que deve substituir o Bolsa Família. De acordo com o governo, a alta do IOF permitirá uma arrecadação extra de R$ 2,14 bilhões para custear o novo programa.

Cartão do Bolsa Família, da Caixa Econômica Federal. Foto de arquivo
© FOLHAPRESS / EVERTON SILVEIRA/AGÊNCIA FREELANCER
Cartão do Bolsa Família, da Caixa Econômica Federal. Foto de arquivo
"Para as pessoas físicas a alíquota passa de 3% ao ano para 4,08% ao ano. Já para as pessoas jurídicas, a alíquota anual passa de 1,5% para 2,04%", informa a Agência Brasil.

João Branco, economista e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM-Rio), explica à Sputnik Brasil de que forma esse aumento nas alíquotas do IOF vai impactar os consumidores e as empresas.

"Um cidadão comum, se ele for fazer o financiamento de um carro, ele vai pagar 36% a mais de imposto. Se ele for pegar um empréstimo pessoal, ou financiar uma compra no cartão de crédito, tudo isso vai aumentar significativamente o custo da operação [...]. Isso pesa bastante no bolso das pessoas", comenta.

O especialista recorda que as empresas precisam de capital de giro para se financiar e pagar dívidas. De forma que esse aumento gera "uma atmosfera de desconfiança muito grande por parte do mercado".

Movimentação de consumidores no mercado público de Afogados, na Zona Oeste de Recife (PE)
© FOLHAPRESS / MARLON COSTA/FUTURA PRESS
Movimentação de consumidores no mercado público de Afogados, na Zona Oeste de Recife (PE)

Incertezas e insegurança

Na campanha eleitoral de 2018, o então candidato Jair Bolsonaro afirmou: "Não vamos aumentar impostos". Promessa que foi reiterada quando Bolsonaro já era presidente: "Não tem aumento de impostos e ponto final". Para o professor da ESPM-Rio, todavia, o pior nem é a quebra da promessa.

Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
© AP PHOTO / ERALDO PERES
Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes
"Em primeiro lugar essa ampliação de imposto vai de encontro a uma promessa de campanha do governo atual de não promover elevação de impostos [...]. Não chega a ser uma novidade, mas a forma como foi feito, aí sim. Foi muito atribulada, de afogadilho. Quando saiu a notícia, alguns componentes do próprio Ministério da Economia nem sequer sabiam que esse aumento estava em curso. Isso indica que há um certo desespero, uma certa falta de coordenação, falta de planejamento do governo na hora de definir a medida. Isso gera uma expectativa muito ruim no mercado", avalia Branco.

O especialista esclarece que o grande problema do governo federal é que o orçamento não está fechando. Há um desejo em ampliar o Bolsa Família, mas não há recursos.

"O que diz o manual em uma hora dessas? A alternativa número um é cortar custos, se essa alternativa não está no radar, seja porque vamos ingressar agora em um ano eleitoral, seja porque os custos e as despesas foram bastante cortadas ao longo do tempo, a alternativa é ampliar as receitas e uma das alternativas de ampliar as receitas é elevar os impostos."

A decisão de aumentar o IOF afeta indistintamente todos os consumidores que por alguma razão fazem uma operação financeira, e atinge principalmente as pessoas que estão mais endividadas porque a dívida vai aumentar ainda mais, explica João Branco.

"Ou seja, é um imposto regressivo, acaba afetando mais as pessoas que estão em pior situação financeira, de maneira geral acaba afetando mais os mais pobres em detrimentos dos mais ricos [...]. É um imposto muito ruim, prejudica os mais endividados e os mais pobres e vem de uma forma inesperada, gerando insegurança para todo mundo", sublinha.
Homem mostra cédula de 200 reais após o Banco Central do Brasil emitir a nova nota, em Brasília
© REUTERS . ADRIANO MACHADO
Homem mostra cédula de 200 reais após o Banco Central do Brasil emitir a nova nota, em Brasília

Reforma tributária e dicas

Na verdade, os mais pobres vão sofrer ainda mais porque haverá aumento nos produtos, uma vez que a subida de impostos normalmente é refletida nos preços.

Fila de pessoas no açougue localizado no bairro CPA II, em Cuiabá, que distribuiu ossinhos para população há dez anos. A procura por ossos apesentou aumento significativo pelo elevado desemprego, aumento generalizado dos preços e a pandemia, Cuiabá-MT, 22 de julho de 2021
© FOLHAPRESS / FRANCISCO ALVES
Fila de pessoas no açougue localizado no bairro CPA II, em Cuiabá, que distribuiu ossinhos para população há dez anos. A procura por ossos apesentou aumento significativo pelo elevado desemprego, aumento generalizado dos preços e a pandemia, Cuiabá-MT, 22 de julho de 2021
"Quando os agentes econômicos começam a repassar um determinado custo, e imposto é um custo, para o preço, a gente começa a ter uma expectativa de elevação da inflação. Ou seja, essa medida pode ser uma medida que também vai gerar inflação por dois motivos: primeiro pelo repasse automático para o preço e segundo porque na medida em que os agentes começam a ter maior desconfiança com relação ao futuro, maior insegurança com relação ao futuro, eles tendem a se precaver aumentando os seus preços. E se tiver um aumento generalizado desse tipo de comportamento isso vai se concretizar em inflação", explica.

A solução mais recomendável em situações como a atual, segundo João Branco, é conhecida pelos governantes, mas ninguém avança com ela: reforma tributária.

"A gente tem um sistema tributário que é muito ruim. Além de ser muito desigual, tem a componente pró-cíclica: vai bem quando as coisas vão muito bem e vai muito mal quando as coisas vão mal. Veja o caso do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], que é um imposto direto sobre o consumo. Grande parte da arrecadação no Brasil é sobre esse tipo de imposto. Se a economia começa a retomar, aumenta, mais até do que proporcionalmente, a arrecadação do governo. E parece que está tudo bem e o governo não quer fazer a reforma tributária. Se a economia começa a patinar e a não crescer, a arrecadação piora mais do que proporcionalmente, e o governo pensa em fazer a reforma tributária, mas já não consegue porque perdeu o apoio político. Já estamos nessa armadilha há muito tempo, não é de hoje", lamenta.

​O professor da ESPM-Rio comenta que só com uma reforma será possível tornar o nosso sistema tributário mais justo, onde as pessoas de mais alta renda paguem proporcionalmente mais impostos do que as pessoas de mais baixa renda.

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), recebe dos ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), segunda parte da reforma tributária. Foto de arquivo
© FOLHAPRESS / PEDRO LADEIRA
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), recebe dos ministros Paulo Guedes (Economia), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), segunda parte da reforma tributária. Foto de arquivo

Enquanto a reforma não acontece, e com as novas alíquotas do IOF já em vigor, o especialista tem algumas dicas para os consumidores:

"Em primeiríssimo lugar, mesmo que o IOF tivesse caído, o juro que você paga pelo cartão de crédito é muito alto, talvez a pior forma de você se financiar é parcelando débito no cartão de crédito, ou entrando no cheque especial. Isso é muito ruim. A melhor maneira, se for ter que pagar IOF, que pelo menos pague fazendo um empréstimo, financiado no mais longo prazo possível na menor taxa. Falar isso é fácil, nem sempre é possível, mas o ideal é não ter dívida, principalmente no cenário que a gente está observando agora do aumento dos juros", conclui.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sábado, 11 de setembro de 2021

Bahia: Professor foi executado na estrada que liga Senhor do Bonfim a Igara

 


Na manhã desta sexta-feira 10 de setembro de 2021, por volta das 08h25min, o professor VALDERO VIEIRA FIGUEIREDO, foi vítima de execução,  quando seguia em seu veículo Fiat Cronos, de cor branca, fato registrado na BA 220, trecho do IF Baiano.

Informações que os autores fecharam o carro do professor, que tentando fugir ainda subiu na calçada da frente do Instituto, chegando a quebrar algumas palmeiras, mas sendo alcançado foi executado com pelo menos 5 disparos de arma de fogo de grosso calibre.

No momento havia uma pessoa no banco do carona que não foi atingindo. 

SAMU, PRE, PM e DPT estiveram no local.  

Ainda não se sabe a motivação deste crime. 

Valdero era professor na cidade de Andorinha. 

Blog do Netto Maravilha


sábado, 3 de abril de 2021

"Não faz sentido", diz professor de Direito sobre decisão de Kassio Nunes

 


O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Thiago Amparo, comentou a decisão do ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza a realização de cultos e missas em meio ao aumento do número de óbitos pela Covid-19.

"Não faz sentido nem pelo sopesamento de princípios constitucionais, nem pela ciência, e, quem diria, nem pela Bíblia", escreveu o professor, citando o versículo Atos 17:24 da Bíblia: “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há ... não habita em templos feitos por mãos de homens”.


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Liminar de Kassio que libera cultos merece ser desobedecida, defende professor de Direito da USP

 


O prfessor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Conrado Hubner defendeu que a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que autorizou neste sábado (3) a realização de cultos e missas presenciais em todo o país, merece ser desrespeitada. 

Pelo Twitter, Conrado Hubner disse que a liminar do ministro do STF foi calculada para surtir e esgotar seu efeito no domingo de Páscoa. "Não por seu conteúdo, do qual se pode discordar ou concordar. Mas por sua fragilidade formal e procedimental, por ter deliberadamente driblado o plenário, físico e mesmo o virtual, por basicamente impossibilitar qualquer deliberação do tribunal. Não equivale a desobedecer o STF", afirmou. 

Leia: 

 

Leia também matéria do Conjur sobre a decisão de Kassio Nunes Marques:

A proibição total da realização de cultos religiosos presenciais representa uma extrapolação de poderes, pois trata o serviço religioso como algo supérfluo, que pode ser suspenso pelo Estado, sem maiores problemas para os fiéis.

Com esse entendimento, o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para determinar que municípios, estados e o Distrito Federal se abstenham de cumprir decretos que proíbem completamente a realização de celebrações religiosas presenciais nesta Páscoa.

A ordem ainda determina que sejam aplicados, nos cultos, missas e reuniões de quaisquer credos e religiões, os protocolos sanitários de prevenção, relativos à limitação de presença, com capacidade máxima de 25%.

Além disso, os templos deverão observar distanciamento social, espaço arejado, obrigatoriedade quanto ao uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel nas entradas e aferição de temperatura, entre outras.

A proibição se deu por alguns governos estaduais e municipais levando em conta que o Brasil se encontra no pior momento da epidemia, com recordes de infectados e mortes. As medidas de distanciamento levaram algumas cidades a inclusive prolongarem o feriado da Semana Santa contando com a diminuição de circulação de pessoas.

"Proibir pura e simplesmente o exercício de qualquer prática religiosa viola a razoabilidade e a proporcionalidade. Antes, é possível a harmonização da liberdade religiosa com medidas preventivas também reconhecidamente eficientes no combate à pandemia", apontou o ministro Nunes Marques.

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sábado, 3 de outubro de 2020

Professor da Unemat morre uma semana após apresentar sintomas de Covid-19 em MT

Luiz Pacheco chegou na Unemat em 2006, quando ingressou por meio de concurso público como docente do curso de Administração no câmpus de Tangará da Serra.


O professor aposentado da Unemat Luiz Alfredo Pacheco, de 61 anos, morreu na madrugada deste sábado (3) após complicações da Covid-19, em Tangará da Serra.

Luiz Pacheco chegou na Unemat em 2006, quando ingressou por meio de concurso público como docente do curso de Administração no câmpus de Tangará da Serra. Ele atuou na instituição até março deste ano quando se aposentou.

O professor Luiz Pacheco, era considerado do grupo de risco, por ter problemas renais e diabetes. Ele foi internado no inicio desta semana com os sintomas da Covid 19, e veio a óbito nesta madrugada.

Como recomendam os protocolos de saúde, não haverá velório e sepultamento ocorrerá ainda neste sábado em Tangará da Serra.

A Unemat emitiu nota se solidarizando com os amigos e familiares do professor Luiz Pacheco e reforçando a necessidade de manter a vigilância e cuidados diante dessa pandemia que tem ceifado muitas vidas em todo o mundo.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Professor bolsonarista ameaça ministros do STF e diz que eles devem ser contidos “na bala”


“A elevação de ministros do STF a semideuses não está prevista na Constituição e esses canalhas têm de ser contidos, se necessário na bala”, escreveu Leopoldo Grajeda


O clima de tensão e pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) vinda de bolsonaristas aumenta à medida em que Jair Bolsonaro perde apoio e enfrenta ameaça de impeachment. 
Ministros do STF têm sido alvos constantes de ataques nas redes sociais. No último domingo, 3, o matemático Leopoldo Grajeada, professor vinculado à PUC de Minas Gerais, defendeu que os magistrados deveriam ser contidos "na bala". 
“A elevação de ministros do STF a semideuses não está prevista na Constituição e esses canalhas têm de ser contidos, se necessário na bala”, escreveu o bolsonarista em uma discussão no Facebook, como mostrou o Metrópoles. Grajeda, além de professor, é político. Em 2016 ele se candidatou a vereador em Belo Horizonte pelo PEN, mas não foi eleito.
Os ataques de bolsonaristas ao Supremo aumentaram depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes que barrou a nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a Direção Geral da Polícia Federal.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Queimadas Bahia: APLB Sindicato lança nome para concorrer a uma vaga no legislativo


PROFESSORES NECESSITAM DE REPRESENTAÇÃO NO LEGISLATIVO DE QUEIMADAS


Inconformados com a forma como foram tratados pela gestão atual, como também descontentes com a falta de atenção dos vereadores atuais, a entidade de classe APLB SINDICATO que representa os professores de Queimadas, decidiram lançar representante da categoria para concorrer a uma cadeira na câmara municipal de Queimadas. Em debate interno, chegaram ao consenso de indicar um de três nomes, que seria: ISRAEL LIMA, SÉRGIO DE MAINAR OU LEONIR FLORIANI. 

Ex. Secretário de Educação 1993/1996 e 2013/2016


E após debate interno da diretoria, os dois primeiros nomes decidiram abrir mão de concorrer a pré-candidatura, para que o terceiro, que já foi secretário de educação em Queimadas, se torne o representante da categoria. Veja parte das falas abaixo, de declarações dadas na rádio Queimadas FM:





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