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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Putin fala com Macron e discute questão do fortalecimento da estabilidade e segurança na Europa

 


O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa com o presidente francês Emmanuel Macron, discutiu questões para o fortalecimento da estabilidade e segurança no continente europeu, de acordo com o Kremlin, nesta terça-feira (21).

De acordo com o alto escalão franco-russo, nesta terça-feira (21), teve lugar uma conversa telefônica entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente francês Emmanuel Macron. Os chefes de estado discutiram sobre questões para o reforço da estabilidade e segurança no continente europeu, de acordo com o comunicado do Kremlin.
Um dos pontos abordados na conversa, foi a relação Rússia-EUA, que por conta da crise na Ucrânia, tem sido um ponto de impasse.

"Neste contexto, é dada atenção prioritária ao projeto de tratado entre a Rússia e os Estados Unidos sobre garantias de segurança e ao acordo sobre medidas de segurança para a Rússia e os Estados-membros da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], que foram enviados aos lados relevantes, incluindo o lado francês, e então publicado. Vladimir Putin informou sobre o trabalho realizado pela diplomacia russa nesta questão", disse o Kremlin em um comunicado.

situação problemática envolvendo a Ucrânia, OTAN e União Europeia (UE) tem deixado Moscou desconfortável pelo esgarçamento das relações diplomáticas entre as partes envolvidas.

Na última semana (15), o premiê britânico Boris Johnson se manifestou subindo o tom nas tensões mencionando os aliados da OTAN caso Moscou tentasse uma incursão no território vizinho, tese incessantemente defendida pelo governo norte-americano e negada em todas as ocasiões pelo governo russo.
A situação problemática na resolução do conflito interno ucraniano causado pela falta de vontade de Kiev em cumprir os Acordos de Minsk é o ponto da argumentação de Putin, que sublinhou em sua conversa com Macron que a possibilidade de realizar uma nova cúpula no formato da Normandia depende de medidas específicas das autoridades de Kiev para implementar Acordos de Minsk.
Outra questão pontuada pelo líder russo foi a situação da Russia Today (RT). O canal continua sujeito à restrições no solo francês e, segundo Putin, este não é o tratamento que os meios de comunicação franceses recebem na Rússia. A esperança do Kremlin é que "nosso canal terá as mesmas oportunidades de trabalhar sem qualquer discriminação".
Os chefes de Estado também desenvolveram comentários sobre o assentamento de Nagorno-Karabakh. Segundo o comunicado do Kremlin "foi expressa satisfação com a estabilização da situação e os esforços que estão sendo feitos para estabelecer uma vida pacífica, restabelecer os laços econômicos e de transporte na região. Foi observado que a Rússia e a França estão agindo sobre essas questões e pretendendo agir de forma sincronizada no futuro".

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Enquanto pessoas morrem, Bolsonaro discute com ministros e secretários volta do futebol

Bolsonaro com camisa do Flamengo. Foto: Reprodução


O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira (27) esperar que o Ministério da Saúde produza um parecer com a recomendação que permita a volta gradual de treinos e jogos de futebol, inicialmente com portões fechados.

“Fui procurado por algumas autoridades do futebol, está sendo trabalhado neste sentido [de liberação gradual]. Conversei com um técnico de futebol neste final de semana, lá no Rio Grande do Sul, que foi favorável primeiramente a não ter [jogos], porque a contaminação acontece no vestiário, e agora é favorável [ao retorno]”, disse o presidente, sem revelar o nome do técnico. “É só você não deixar tanta gente no vestiário”, argumentou.

“Flamengo e Palmeiras têm folha próxima de R$ 15 milhões. Times de segunda divisão, uma parte vai ser extinta. Pelo que me consta, já estão fazendo acordos para jogador ganhar 60%, 50%, 40% do que ganham. Não tem receita, bilheteria, não tem televisão”, afirmou.

O assunto está sendo discutido com o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães, segundo o presidente, e poderá avançar em breve.

(…)
Da Folha

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Onyx discute demissão de Mandetta com Osmar Terra: "eu teria cortado a cabeça dele"


Onyx Lorenzoni diz em conversa com o ex-ministro Osmar Terra que não fala com o ministro Luiz Mandetta há dois meses e defende sua demissão do cargo. "Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser", responde Terra



Na manhã desta quinta-feira (9) o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, discutiu a possível demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com o ex-ministro Osmar Terra, informa Caio Junqueira, na CNN.

A conversa foi flagrada pela CNN Brasil após a emissora ter telefonado para Terra às 8h33. O ex-ministro atendeu o telefone, não falou nada e permaneceu com a chamada em andamento.
Osmar Terra, no diálogo, defendeu que o governo Bolsonaro adotasse uma política para substituir a quarentena, motivada pelo novo coronavírus. "Tem que ter uma política que substitua a política de quarentena. Ibaneis (Rocha, governador do Distrito Federal) é emblemático. Se Brasília começa a abrir... (Mas) ele está com um pouco de receio. Qualquer coisa que fala em aumentar...". Terra falou também que acredita que acha que as medidas adotadas pelo ministério da Saúde não protegem o grupo de risco.
Durante a conversa, Onyx afirmou que Bolsonaro deveria ter arcado com as consequências da demissão de Mandetta e disse que teria "cortado a cabeça" do ministro.
Veja o diálogo entre Onyx e Terra sobre Mandetta:
Onyx: "Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo..."
Terra: "É complicado mexer no governo por que ele tá..."
Onyx: "Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo."
Terra: "E ele (Mandetta) se acha."
Onyx: "Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)..."
Terra: "O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro."
Onyx: "Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu tivesse na cadeira (de Bolsonaro)... O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele..."
Terra: "Você viu a fala dele depois?"
Onyx: "Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria."
Terra: "Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser."

Terra foi procurado pela CNN e disse que não irá comentar o assunto, já que se trata de uma conversa privada. Onyx Lorenzoni não se manifestou.

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