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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Reino Unido enviará 2 navios militares ao canal da Mancha após ameaças da França

 


Nesta semana, a ministra francesa do Mar criticou as condições impostas pela ilha de Jersey em relação à emissão de licenças de pesca na região.

O Reino Unido enviará dois navios de patrulha para "monitorar a situação" próximo da ilha de Jersey, localizada no canal da Mancha, em meio às tensões com a França pelos direitos de pesca na região após o Brexit.

O escritório do primeiro-ministro britânico ressaltou que Boris Johnson conversou nesta quarta-feira (5) com o chefe do governo de Jersey, o senador John Le Fondré, e o ministro das Relações Exteriores da ilha, Ian Gorst.

Johnson e Le Fondré "destacaram a urgente necessidade de uma desescalada das tensões e de um diálogo entre Jersey e a França sobre o acesso à pesca".

Johnson expressou seu "apoio inabalável" a Jersey e reiterou que "qualquer bloqueio seria complemente injustificável", enquanto anunciava que Londres enviará duas embarcações de patrulha "para monitorar a situação".

O anúncio sobre o envio das embarcações ocorreu depois que Annick Girardin, ministra francesa do Mar, criticou na terça-feira (4) as condições impostas para a emissão de licenças de pesca na região.

Jersey recebe a maior parte de sua eletricidade da França por cabos submarinos e Girardin ameaçou interromper o fornecimento de energia elétrica à ilha.

De acordo com a agência S&P Global Platts, a ilha, com uma população de 108 mil pessoas, importa da França 95% de sua eletricidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Alemanha precisa posicionar navios no oceano Índico contra China, diz ministra

 


Para monitorar ação chinesa no oceano Índico, Alemanha e Austrália se unem no patrulhamento da região.

A Alemanha vai enviar navios de guerra ao oceano Índico para conter a China, anunciou a ministra da Defesa da Alemanha durante entrevista ao jornal australiano The Sunday Morning Herald.

"Acreditamos que a Alemanha precisa marcar sua posição na região", disse Annegret Kramp-Karrenbauer.

"Esperamos ser capazes de implantar [navios] no próximo ano", disse ela. "Estaremos gastando mais com a defesa em 2021 do que em 2020, apesar do [coronavírus] ter atingido nossos orçamentos. Agora a chave é traduzir isto em um músculo real."

A alta responsável alemã reconheceu a China como "uma importante parceira comercial" para a Alemanha, com "fortes laços econômicos" que beneficiam ambos os lados. Mas não nega ter preocupações com o país:

"Ao mesmo tempo, não fechamos os olhos para condições de investimento desiguais, apropriação agressiva da propriedade intelectual, distorção da concorrência subsidiada pelo Estado ou tentativas de exercer influência por meio de empréstimos e investimentos", afirmou a ministra, que revelou estar trabalhando para expandir as relações com países aliados da OTAN, tais como a Austrália, e criar uma solução pacífica para o conflito no estreito de Taiwan.

Por fim, Kramp-Karrenbauer foi a primeira ministra alemã a confirmar que as restrições impostas na Alemanha à Huawei excluiriam na prática a gigante chinesa de telecomunicações da rede 5G do país europeu. A China é a maior parceira comercial da Alemanha.

Em 2018, a Austrália se tornou o primeiro país a banir a Huawei, um passo mais tarde seguido pelos EUA e países europeus.

Estas foram as declarações mais categóricas até agora ditas a Pequim por um ministro europeu ou alemão, comenta a mídia.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Navios russos travam 'batalha naval' durante exercícios no mar Negro



Navios da Marinha russa conduziram exercícios no mar Negro, com disparo de mísseis, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

"As tripulações das corvetas Inguchétia, Ivanovets e Naberezhnye Chelny, da Frota do Mar Negro, saíram para o mar para realizar exercícios programados de operação de mísseis como parte de um grupo naval de ataque", informou o Ministério da Defesa.
Durante a primeira etapa dos exercícios, as tripulações utilizaram armas antiaéreas e de artilharia contra alvos aéreos e terrestres, além de praticarem a defesa contra ataques aéreos e de combate naval contra navios inimigos.

© SPUTNIK / ANDREI STANAVOV
Bandeira da Marinha da Rússia e mastros a bordo do navio de mísseis ligeiro do projeto 21631 Orekhovo-Zuyevo durante os exercícios militares da Frota do Mar Negro e do Distrito Militar do Sul da Rússia na Crimeia
Na segunda etapa, o grupo de ataque preparou o lançamento de mísseis contra alvos múltiplos de superfície, com o disparo eletrônico de mísseis.
As tripulações deverão ainda realizar treinamentos para elevar as capacidades de sobrevivência e defesa de um esquadrão de navios durante a navegação.
Os exercícios estão sendo realizados de acordo com o plano de treinamento das forças da Frota do Mar Negro", observou o Ministério da Defesa russo.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Em conflito com China, navios de guerra do EUA podem não ser alvos prioritários, diz ex-almirante



Os EUA enviaram recentemente mais navios de guerra para o Pacífico Ocidental tendo em conta a contínua tensão na região entre Washington e Pequim.

As recentes missões no Pacífico, no mar do Sul da China e no estreito de Taiwan, denominadas pelas autoridades dos EUA de operações de liberdade de navegação, têm como objetivo conter as forças chinesas e proporcionar apoio aos aliados na região, avança a edição Business Insider.
No entanto, em caso de um conflito com a China, os navios de guerra norte-americanos não serão os únicos, nem mesmo os primeiros a ser alvejados, porque Pequim irá tentar eliminar o apoio logístico do qual os militares dos EUA dependem, de acordo com o ex-almirante da Marinha Gary Roughhead.
"Nós nos esquecemos da logística, mas foi graças a ela que o país [os EUA] ganhou guerras", disse nesta quinta-feira (4) Roughhead que foi chefe de operações navais desde 2007 até sua aposentadoria em 2011.
"Vou partilhar uma troca de palavras que tive com um almirante chinês durante o tempo em que eu estava no serviço. Ele deixou muito claro que as nossas embarcações de logística eram o alvo prioritário, já que, se for possível eliminar a logística, será possível privar os navios de combate da força vital", comentou o ex-almirante da Marinha dos EUA.
Porta-aviões Liaoning da China com a frota que o acompanha durante simulação em uma área do mar do Sul da China (imagem de arquivo)
© REUTERS / STRINGER
Porta-aviões Liaoning da China com a frota que o acompanha durante simulação em uma área do mar do Sul da China (imagem de arquivo)
À medida que os militares dos EUA reorientam suas forças para a "competição entre grandes potências" como a Rússia e a China, a sua capacidade de sustentar operações militares em um conflito tem ganho nova atenção, especialmente na região do Pacífico, onde o enorme oceano e ilhas remotas dificultariam o reabastecimento e envio de reforços.
"As distâncias de que estamos falando no Pacífico são enormes comparando com as que estamos habituados", acrescentou Roughhead.
"Os militares têm sido capazes de executar missões no Oriente Médio sem medo em relação à logística, temos estado perto dos portos, tem havido um bom fluxo nas rotas marítimas, mas temos que repensar isso", sublinhou o ex-almirante.
A questão do reabastecimento vai muito além de alimentos, combustível e correio. Os navios de guerra dos EUA não podem se rearmar com mísseis no mar e teriam que voltar aos portos para se abastecer.
Mas o crescente arsenal de mísseis da China pode agora atingir a primeira fileira de ilhas onde muitas das bases dos EUA estão localizadas, que incluem as Filipinas, Taiwan, e a ilha japonesa de Okinawa.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

COVID-19 'afunda' navios dos EUA em meio a exercícios navais da China, aponta mídia norte-americana



Washington está relatando novos casos do coronavírus na Marinha, enquanto Pequim realiza exercícios navais no mar do Sul da China, região de grande tensão entre os dois países.

Pelo menos quatro avançados navios de guerra dos EUA já relataram casos da COVID-19. Um navio ancorado em Guam, que recentemente visitou o mar do Sul da China, o USS Theodore Roosevelt, registrou cerca de 416 casos até quinta-feira (9) de manhã, depois de 286 casos terem sido relatados pela Marinha na quarta-feira (8), de acordo com o blog oficial Navy Live.
Um marinheiro destacado no porta-aviões foi transportado para o hospital e colocado em terapia intensiva na quinta-feira (9) após ser descoberto inconsciente, de acordo com um comunicado da Marinha citado pela edição Business Insider. O marinheiro tinha estado em quarentena durante 14 dias na Base Naval de Guam.
A Marinha afirma estar esperando resultados de mais de mil testes.
Entretanto, o ex-comandante do USS Theodore Roosevelt, o capitão Brett Crozier, também teria testado positivo para a COVID-19.
Crozier tinha sido afastado do posto na semana passada por Thomas Modly, ex-secretário da Marinha, por causa de uma nota vazada, onde se revelava que ele enviou cartas urgentes ao seu comando pedindo assistência para combater o surto do coronavírus.
O próprio Modly se demitiu em 31 de março depois de um discurso dirigido à tripulação do navio criticando o vazamento de informação do antigo comandante para a mídia, tendo acusado Crozier de ser "muito ingênuo ou muito estúpido" para liderar o navio.
Também foram relatados casos de COVID-19 entre marinheiros do porta-aviões nuclear USS Ronald Reagan, atualmente em Yokosuka, Japão. Houve ainda um membro da tripulação do USS Carl Vinson, baseado em Washington, que também deu positivo no teste.

© AP PHOTO / TRAN VAN MINH
Porta-aviões dos EUA, USS Carl Vinson, no porto de Da Nang, Vietnã
O USS Nimitz foi referido na quinta-feira (9) como tendo "um número muito pequeno de casos de infeção ", segundo John Hyten, general da Força Aérea e vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
"Não é boa ideia pensar que o [porta-aviões] Teddy Roosevelt é um caso único. Temos demasiados navios no mar, temos demasiadas capacidades de mobilização. Há 5.000 marinheiros em um porta-aviões movido a energia nuclear", disse Hyten em declarações à Associated Press na quinta-feira (9).
"Pensar que isso não voltará a acontecer não é uma boa maneira de planejar. Nossos militares permanecem prontos e continuam operando em todo o mundo", acrescentou o general, citado pela agência.

Manobras navais da China

A China conduziu recentemente exercícios navais no mar do Sul da China em meio a relatos da pandemia da COVID-19 nos porta-aviões norte-americanos, com o Exército Popular de Libertação da China procurando aumentar suas capacidades no Pacífico, escreve a revista Newsweek, citando o jornal chinês The Global Times.
Os exercícios foram realizados em uma região que é ponto de colisão entre Washington e Pequim. Navios de mísseis Type 22 foram destacados no fim de março passado para a área para quatro dias de exercícios de fogo real.
É relatado que os exercícios envolvem cenários de guerra e procuram melhorar as capacidades de combate costeiro das embarcações, bem como operações contra minas, controle de danos e resgate.
Referidos pelo Pentágono como "navios de patrulha de mísseis catamarã da classe HOUBEI", a furtividade e a velocidade das embarcações Type 22 lhes permitem superar alvos maiores, como os porta-aviões norte-americano destacados no Pacífico.
As águas do mar do Sul da China, que são disputadas por cinco países e ainda Taiwan, mas na sua maioria controladas por Pequim, são frequentemente cruzadas por navios da Marinha dos EUA que, segundo Washington, realizam operações de liberdade de navegação.

© AP PHOTO / JIN DANHUA/XINHUA
Nesta foto de arquivo, dois aviões de combate SU-30 chineses decolam de um local não-especificado para patrulhar o Mar do Sul da China.
A passagem de destróieres e porta-aviões dos EUA perto das ilhas disputadas desagrada ao governo chinês, que protesta contra o que afirma serem "provocações" e violações da soberania chinesa.

Coronavírus na China e EUA

O novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em Wuhan, China, e desde dezembro de 2019 já infectou 81.518 pessoas no país, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).
O país fez um esforço sem precedentes para conter a epidemia por meio da mobilização de meios militares e do recurso a medidas rígidas de isolamento. Atualmente, a China está relatando mais casos importados da doença, tendo após 76 dias levantado o bloqueio a Wuhan, o epicentro original do coronavírus.
Na quarta-feira (8), moradores e visitantes saudáveis foram autorizados a deixar a capital da província de Hubei, com a retomada dos trens e voos e a reabertura das rodovias, já que o país caminha agora para aliviar as restrições impostas para conter a COVID-19.
Enquanto isso, os EUA relatam 466.299 casos de infecção, com 16.686 mortes e 26.522 recuperações.

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