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sábado, 24 de julho de 2021

Postura norte-americana 'atirou' China para os braços da Rússia, afirma especialista

 


A Sputnik Brasil conversou sobre a tensa relação entre China e EUA em áreas como economia, cibersegurança, defesa e política externa com uma especialista do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou.

A China rejeitou nesta quinta-feira (22) um plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) para uma segunda fase de uma investigação sobre a origem do SARS-CoV-2, que inclui a hipótese de que o vírus poderia ter escapado de um laboratório chinês. Horas depois, a Casa Branca afirmou que estava "profundamente desapontada" com a decisão da China.

Durante a campanha para a Casa Branca em 2020, o democrata Joe Biden desdenhava a hipótese de o novo coronavírus ter sido liberado acidentalmente ou deliberadamente por um laboratório chinês, enquanto o presidente Donald Trump defendia essa teoria.

Máscaras de Joe Biden e Donald Trump são confeccionadas após contagem de votos apontar vitória de Biden na eleição presidencial norte-americana
© REUTERS . ISSEI KATO
Máscaras de Joe Biden e Donald Trump são confeccionadas após contagem de votos apontar vitória de Biden na eleição presidencial norte-americana

Agora, o presidente Biden ecoa as afirmações de Trump de que o SARS-CoV-2 pode ter sido criado artificialmente e vazado do laboratório de Wuhan. Mas esta não é a única área em que a administração democrata está seguindo os passos do ex-presidente republicano.

A Sputnik Brasil conversou sobre a tensa relação entre as duas maiores potências do mundo em diversas áreas como economia, cibersegurança, defesa e política externa com Anna Kireeva, professora associada de Estudos Orientais e pesquisadora associada do Centro de Estudos Chineses Integrados e Projetos Regionais do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO, na sigla em russo).

Mantendo a linha trumpista

O ex-presidente Donald Trump (2016-2021) iniciou uma dramática ruptura nas relações dos EUA com a China, com declarações bombásticas, imposição de sanções e controles de exportação. Biden foi eleito afirmando que os EUA voltariam a ser o que eram antes de Trump, mas na prática, com relação à China, o democrata tem adotado uma postura muito parecida com a do seu antecessor.

Pedestre passa por muro grafitado com imagem do presidente da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, em Berlim, Alemanha, 29 de abril de 2020
© AP PHOTO / MARKUS SCHREIBER
Pedestre passa por muro grafitado com imagem do presidente da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, em Berlim, Alemanha, 29 de abril de 2020

Anna Kireeva recorda que Biden adotou durante a campanha de 2020 uma retórica muito mais branda com Pequim do que Trump, mas, uma vez eleito, o democrata "manteve os elementos básicos da política de Trump em relação à China".

"No que se refere às principais medidas adotadas, na esfera econômica, na sua maioria, Biden segue a linha política que já foi adotada pelo governo Trump. Na política externa, a gente vê particularmente a continuação dessa política, com algumas correções pontuais. Mas o mais importante é que o governo Biden está mais disposto a trabalhar com os aliados, e levar em conta os seus pontos de vista e preocupações, para atraí-los ao objetivo comum de confrontar a China, em praticamente todas as esferas relevantes", explica a especialista.

Segundo Kireeva, com Biden, a retórica anti-China diminuiu, com o presidente norte-americano inclusive afirmando que Pequim é o principal parceiro estratégico de Washington, mas todas as medidas nas esferas econômica e político-militar ficaram inalteradas, "todas as tarifas introduzidas pelo governo Trump seguem durante a administração Biden".

Política e tecnologia

A professora do MGIMO afirma que o Congresso norte-americano tem atualmente duas grandes preocupações com relação à China: acabar com a suposta repressão aos muçulmanos uigures e outras minorias na região de Xinjiang e a necessidade que os EUA têm de manter a sua vantagem competitiva na área de alta tecnologia.

Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante sessão conjunta do Congresso Nacional, Washington, EUA, 28 de abril de 2021
© REUTERS / MELINA MARA
Presidente dos EUA, Joe Biden, discursa durante sessão conjunta do Congresso Nacional, Washington, EUA, 28 de abril de 2021
"Agora em junho foi aprovada uma nova lei sobre inovação e concorrência [nos EUA], que prevê a alocação de US$ 250 bilhões [aproximadamente R$ 1,3 bilhão] para que o país aumente o seu potencial na esfera da alta tecnologia e assim impedir que a China se torne a potência dominante" relembra Anna Kireeva.

Além do investimento local, Washington tem, desde o governo Trump, adicionado empresas chinesas à sua lista negra de sanções, que ficam proibidas de colaborar ou realizar qualquer tipo de negócio com outras organizações norte-americanas, ou nos EUA. A administração Biden ampliou o escopo da lista negra para proibir quaisquer negócios com empresas chinesas do complexo militar-industrial. Recentemente, a Casa Branca adicionou mais 14 empresas ao rol.

"Isto é, as medidas para reduzir a interação com empresas da China se expandiram. O governo [dos EUA] se preocupa com a eventual obtenção por parte da China da sua tecnologia de semicondutores e se esforça para fechar quaisquer brechas que existam, tanto nos EUA, quanto nos países aliados. Há uma pressão para que os aliados também deixem de cooperar com empresas chinesas. E devo dizer que aqui o governo [dos EUA] foi muito bem-sucedido", comenta a especialista.

Por outro lado, a China vem se movimentando, corrigindo programas do seu próprio desenvolvimento econômico e tecnológico, com novo plano de cinco anos para sair da dependência que atualmente tem de algumas indústrias norte-americanas.

"[A China] tem a meta de até 2025, em áreas cruciais de alta tecnologia, produzir as principais tecnologias independentemente. No entanto, na prática ainda existem deficiências em tecnologias cruciais, em particular na esfera de semicondutores", contextualiza.

Com relação ao setor militar, a professora afirma que a administração Biden ainda não possui uma estratégia definida. "Vemos que há um processo de revisão dessa política no Ministério da Defesa, no Pentágono. Está claro que o princípio será confrontar a China em todas as esferas, em todos os níveis, mas ainda não vimos nenhuma medida concreta", afirma.

Prédio do Pentágono em Arlington, Virgínia, EUA (foto do arquivo)
© REUTERS / CARLOS BARRIA
Prédio do Pentágono em Arlington, Virgínia, EUA (foto do arquivo)

Posição dos EUA fortalece relação Rússia-China

A retórica da administração Biden da luta da democracia contra autocracias, isto é, a China e a Rússia, tem consolidado a colaboração entre os dois gigantes, explica a professora, mas essa aproximação começou ainda no governo do democrata Barack Obama (2009-2017).

"O fortalecimento da cooperação entre a Rússia e a China em geral ocorreu como resultado das políticas das administrações norte-americanas, primeiro da administração Obama, em função da resposta que ele deu à Rússia nos eventos relacionados à Crimeia e à Ucrânia. Depois, a política de Trump em relação à China, que enfatiza a confrontação com Pequim. Nesse sentido, Rússia e China se sentem sob pressão norte-americana, se veem como objeto de diversas medidas restritivas, inclusive econômicas. Isso com certeza levou a uma maior interação bilateral, ao fortalecimento da cooperação na esfera político-militar, para a maior coordenação política", explica Anna Kireeva.

Todavia, a especialista reconhece que é bastante difícil avaliar quais serão os limites dessa cooperação Moscou-Pequim. Ela diz que caso a Cúpula Rússia-EUA reduza as tensões entre os dois países ou mesmo leve a alguma cooperação seletiva, "então é bem provável que não haverá estímulos para que Rússia e China passem a uma cooperação militar mais séria e profunda", caso contrário, "veremos a continuação e o aprofundamento de uma cooperação diversificada entre Rússia e China, inclusive em novas áreas".

Presidente da Rússia Vladimir Putin participa de eventos realizados no âmbito da visita à Rússia do presidente da China Xi Jinping
© SPUTNIK / SERGEI GUNEEV
Presidente da Rússia Vladimir Putin participa de eventos realizados no âmbito da visita à Rússia do presidente da China Xi Jinping

A professora do MGIMO imagina ainda outro cenário possível, caso os EUA coloquem mísseis de médio alcance na Ásia. Nesse caso, ela afirma ser muito provável um novo nível de cooperação na esfera da defesa antimíssseis entre a Rússia e a China.

"Aqui é provável a intensificação de ações conjuntas entre Rússia e China. No entanto, se não vermos medidas norte-americanas para que se entre em confrontação plena com a Rússia e a China, é pouco provável que Moscou e Pequim deem aquele passo a mais e formem uma aliança militar genuína, ou algum bloco militar rígido, que inclua obrigações de defesa", conclui.

Guerra cibernética

Esta semana, agências de inteligência dos EUA emitiram um alerta conjunto acusando a China de atividades cibernéticas maliciosas e apresentaram mais de 50 táticas usadas por hackers supostamente afiliados a Pequim.

Anna Kireeva afirma que a cibersegurança é uma área onde o confronto entre as duas potências vai continuar por muito tempo, seja pela falta de legislação nesse setor, seja pela atual situação da relação Washington-Pequim.

Trabalhador entra na fábrica de frigoríficos da JBS em Greeley, Colorado, EUA. Um ataque de ransomware de fim de semana na maior empresa de carne do mundo está interrompendo a produção em todo o mundo, semanas após um incidente semelhante encerrar um Oleoduto dos EUA. Foto de arquivo
© AP PHOTO / DAVID ZALUBOWSKI
Trabalhador entra na fábrica de frigoríficos da JBS em Greeley, Colorado, EUA. Um ataque de ransomware de fim de semana na maior empresa de carne do mundo está interrompendo a produção em todo o mundo, semanas após um incidente semelhante encerrar um Oleoduto dos EUA. Foto de arquivo
"A dificuldade da situação atual é que não há mecanismos de regulamento dessa esfera ao nível global e ao nível bilateral entre a China e os EUA. Além disso, a dificuldade vem desde o governo Trump, quando foram quebrados muitos dos canais de comunicação [entre os dois países]", comenta.

A especialista recorda que atualmente há pouca troca científica entre Washington e Pequim. Muitos vistos para pesquisadores chineses foram negados e poucas empresas chinesas seguem no Vale do Silício.

"A pandemia intensificou ainda mais todos esses processos e isso em geral levou à situação em que os países preferem os canais de comunicação que tinham antigamente e isso faz com que a cooperação na ciberesfera seja ainda mais perigosa no futuro, porque é pouco provável que esses canais serão restaurados", alerta.

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


sábado, 10 de outubro de 2020

Pode enfrentar qualquer adversário: mídia norte-americana avalia mísseis do caça russo Su-57

 


A revista Military Watch comentou de novo o caça russo de quinta geração e seus dois tipos de mísseis ar-ar, bem como mísseis ar-terra e antinavio.

O caça russo Su-57 tem armas suficientes para contrapor a qualquer adversário, escreve a revista norte-americana Military Watch.

Em particular, a mídia destaca os mísseis ar-ar K-77 e R-37M. Com alcance de 195 quilômetros, o K-77 consegue atingir mesmo caças altamente manobráveis a longas distâncias devido a seu sistema especial de orientação, enquanto o R-37M "tem um alcance insuperável de 400 km e é capaz de atingir alvos em velocidade hipersônica superior a Mach 6 [7.350 km/h]".

A revista nota também outro míssil recentemente revelado no arsenal do avião de quinta geração russo.

"O novo pequeno míssil [...] parece ter um diâmetro semelhante ao do R-77, mas é cerca de 33% mais curto", diz a revista, relatando também o possível uso de um detonador sem contato a laser e de uma ogiva de fragmentação no míssil.

A Military Watch mencionou igualmente outros tipos de armas.

"O Su-57 está sendo equipado com uma série de novos mísseis ar-terra e antinavio [...] nomeadamente um míssil balístico hipersônico baseado no Kh-47M2 Kinzhal atualmente usado pelos jatos russos MiG-31K. O fato de os compartimentos de bombas do Su-57 serem maiores e mais profundos que os dos caças furtivos rivais, como o F-22 dos EUA e o J-20 chinês, torna possível colocar mísseis balísticos neles", aponta.

"A Rússia tem feito progressos significativos no desenvolvimento de motores [...] tornando seus mísseis menores e de maior alcance [...] Tais mísseis leves não só permitirão aos caças russos [...] transportar mais munições sem sacrificar o alcance, mas também tornarão possível armar o novo Su-57 com mais mísseis em compartimentos internos."

O avião de quinta geração Su-57, anteriormente chamado de T-50, foi projetado para destruir todos os tipos de alvos aéreos, terrestres e na superfície aquática, e começou a ser construído em 2009. Em 2010 teve seu primeiro voo, e é planejado que entre na Força Aérea da Rússia ainda em 2020.

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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Mídia norte-americana revela objetivo da presença de aviões F-35 em 'local desconhecido' na Síria



A Força Aérea dos EUA destacou aviões de quinta geração para uma região fronteiriça na Síria em que estão presentes muitos militares norte-americanos.

Dois caças F-35A de quinta geração dos EUA foram rapidamente destacados para um "local desconhecido" no Oriente Médio para proteger a base militar da coalizão internacional de Al-Tanf na província de Homs, Síria, que controla o movimento de militares e equipamentos do Irã para a Síria, escreve o portal The Drive.
Os F-35 da Força Aérea dos EUA começaram a voar desde seu local de implantação temporária já no dia 16 de fevereiro, relata a fonte.
O diário norte-americano observa que a localização mais provável das aeronaves norte-americanas na região é a Base Aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia.
"A rápida implantação na Jordânia deve estar ligada, pelo menos em parte, à presença contínua dos EUA perto da cidade de Al-Tanf, localizada ao lado de uma grande rodovia na região e a menos de 24 quilômetros das fronteiras do Iraque e da Jordânia", diz o site.
"Nos últimos anos, a Força Aérea [dos EUA] tem experimentado uma série de conceitos de implantação rápida, trabalhando para melhorar as capacidades de vários tipos de aeronaves, tripuladas e não tripuladas, especialmente aeronaves furtivas, que normalmente requerem uma infraestrutura e cadeias de abastecimento de maior confiança", comenta.
De acordo com o artigo, a preocupação com a vulnerabilidade das bases existentes foi uma grande força motriz por trás desses esforços e está levando o serviço a buscar ideias sobre como novos aeródromos poderiam ser estabelecidos em meio a um grande conflito.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

COVID-19 'afunda' navios dos EUA em meio a exercícios navais da China, aponta mídia norte-americana



Washington está relatando novos casos do coronavírus na Marinha, enquanto Pequim realiza exercícios navais no mar do Sul da China, região de grande tensão entre os dois países.

Pelo menos quatro avançados navios de guerra dos EUA já relataram casos da COVID-19. Um navio ancorado em Guam, que recentemente visitou o mar do Sul da China, o USS Theodore Roosevelt, registrou cerca de 416 casos até quinta-feira (9) de manhã, depois de 286 casos terem sido relatados pela Marinha na quarta-feira (8), de acordo com o blog oficial Navy Live.
Um marinheiro destacado no porta-aviões foi transportado para o hospital e colocado em terapia intensiva na quinta-feira (9) após ser descoberto inconsciente, de acordo com um comunicado da Marinha citado pela edição Business Insider. O marinheiro tinha estado em quarentena durante 14 dias na Base Naval de Guam.
A Marinha afirma estar esperando resultados de mais de mil testes.
Entretanto, o ex-comandante do USS Theodore Roosevelt, o capitão Brett Crozier, também teria testado positivo para a COVID-19.
Crozier tinha sido afastado do posto na semana passada por Thomas Modly, ex-secretário da Marinha, por causa de uma nota vazada, onde se revelava que ele enviou cartas urgentes ao seu comando pedindo assistência para combater o surto do coronavírus.
O próprio Modly se demitiu em 31 de março depois de um discurso dirigido à tripulação do navio criticando o vazamento de informação do antigo comandante para a mídia, tendo acusado Crozier de ser "muito ingênuo ou muito estúpido" para liderar o navio.
Também foram relatados casos de COVID-19 entre marinheiros do porta-aviões nuclear USS Ronald Reagan, atualmente em Yokosuka, Japão. Houve ainda um membro da tripulação do USS Carl Vinson, baseado em Washington, que também deu positivo no teste.

© AP PHOTO / TRAN VAN MINH
Porta-aviões dos EUA, USS Carl Vinson, no porto de Da Nang, Vietnã
O USS Nimitz foi referido na quinta-feira (9) como tendo "um número muito pequeno de casos de infeção ", segundo John Hyten, general da Força Aérea e vice-presidente do Estado-Maior Conjunto dos EUA.
"Não é boa ideia pensar que o [porta-aviões] Teddy Roosevelt é um caso único. Temos demasiados navios no mar, temos demasiadas capacidades de mobilização. Há 5.000 marinheiros em um porta-aviões movido a energia nuclear", disse Hyten em declarações à Associated Press na quinta-feira (9).
"Pensar que isso não voltará a acontecer não é uma boa maneira de planejar. Nossos militares permanecem prontos e continuam operando em todo o mundo", acrescentou o general, citado pela agência.

Manobras navais da China

A China conduziu recentemente exercícios navais no mar do Sul da China em meio a relatos da pandemia da COVID-19 nos porta-aviões norte-americanos, com o Exército Popular de Libertação da China procurando aumentar suas capacidades no Pacífico, escreve a revista Newsweek, citando o jornal chinês The Global Times.
Os exercícios foram realizados em uma região que é ponto de colisão entre Washington e Pequim. Navios de mísseis Type 22 foram destacados no fim de março passado para a área para quatro dias de exercícios de fogo real.
É relatado que os exercícios envolvem cenários de guerra e procuram melhorar as capacidades de combate costeiro das embarcações, bem como operações contra minas, controle de danos e resgate.
Referidos pelo Pentágono como "navios de patrulha de mísseis catamarã da classe HOUBEI", a furtividade e a velocidade das embarcações Type 22 lhes permitem superar alvos maiores, como os porta-aviões norte-americano destacados no Pacífico.
As águas do mar do Sul da China, que são disputadas por cinco países e ainda Taiwan, mas na sua maioria controladas por Pequim, são frequentemente cruzadas por navios da Marinha dos EUA que, segundo Washington, realizam operações de liberdade de navegação.

© AP PHOTO / JIN DANHUA/XINHUA
Nesta foto de arquivo, dois aviões de combate SU-30 chineses decolam de um local não-especificado para patrulhar o Mar do Sul da China.
A passagem de destróieres e porta-aviões dos EUA perto das ilhas disputadas desagrada ao governo chinês, que protesta contra o que afirma serem "provocações" e violações da soberania chinesa.

Coronavírus na China e EUA

O novo coronavírus foi detectado pela primeira vez em Wuhan, China, e desde dezembro de 2019 já infectou 81.518 pessoas no país, segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA).
O país fez um esforço sem precedentes para conter a epidemia por meio da mobilização de meios militares e do recurso a medidas rígidas de isolamento. Atualmente, a China está relatando mais casos importados da doença, tendo após 76 dias levantado o bloqueio a Wuhan, o epicentro original do coronavírus.
Na quarta-feira (8), moradores e visitantes saudáveis foram autorizados a deixar a capital da província de Hubei, com a retomada dos trens e voos e a reabertura das rodovias, já que o país caminha agora para aliviar as restrições impostas para conter a COVID-19.
Enquanto isso, os EUA relatam 466.299 casos de infecção, com 16.686 mortes e 26.522 recuperações.

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