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sábado, 30 de outubro de 2021

No G20, Macron responde sobre relação Brasil-França: 'Já foi melhor'

 


Durante evento do G20, presidente francês diz que é preciso "ter mais cooperação e ambição" para proteger a Amazônia. Questionado sobre como anda a relação entre os dois países, após silêncio, respondeu: "Já foi melhor".

Hoje (30), durante o encontro da cúpula do G20, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez alguns comentários sobre a preservação da Amazônia e a conexão entre França e Brasil, em entrevista para o jornalista Jamil Chade do UOL.

Indagado se o Brasil está fazendo o suficiente para proteger o bioma amazônico, o presidente francês respondeu que não responsabiliza ou parabeniza ninguém, entretanto, destacou que é necessário "ser mais eficiente para combater desmatamento".

"Não vou culpar ou felicitar ninguém hoje. Acho que todos terão de ser mais eficientes para combater o desmatamento. Caso contrário, mataremos a biodiversidade e, acima de tudo, nossa capacidade de lutar contra emissões de CO2. Para mim, vamos matar o equilíbrio na região para as pessoas, por isso, é muito importante ter mais cooperação e mais ambição em termos de proteção e preservação da floresta Amazônica", afirmou Macron.

O chefe de Estado francês também declarou que pretende "ampliar a cooperação com todos os países da região para caminharmos nessa direção [da redução do desmatamento]".

O presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante cúpula do G20 em 2019, no Japão.
© AFP 2021 / JACQUES WITT
O presidente francês, Emmanuel Macron, ao lado do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante cúpula do G20 em 2019, no Japão.

Sobre a relação França e Brasil, Macron demorou um pouco para responder a questão, e depois de um silêncio de seis segundos, disse: "Já foi melhor".

De acordo com a mídia, antes mesmo de Bolsonaro assumir a presidência, a troca de farpas entre Paris e Brasília começou.

No final de 2018, em Buenos Aires, Macron alertou que sem um compromisso ambiental por parte do Brasil, não haveria um acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.


quinta-feira, 20 de maio de 2021

Governo da França: 'Amazônia não é só dos brasileiros'

 


Ministro do Comércio Exterior da França, Franck Riester fez um alerta nesta quinta-feira (20) em uma sessão no senado francês: "A Amazônia não é apenas dos brasileiros".

Ele garantiu aos senadores franceses que o governo de Emmanuel Macron não assinará o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

Franck Riester denunciou explicitamente o governo de Jair Bolsonaro como o motivo de sua decisão de vetar o tratado comercial, escreve o portal UOL.

Para ele, Brasília não mostra ainda o engajamento necessário e "faz o contrário do que precisa fazer" em temas ambientais. "É inimaginável assinar o acordo", afirmou.

 

"Queremos que o cumprimento do Acordo de Paris seja uma cláusula essencial nos futuros acordos de livre comércio", enfatizou o ministro francês.

"A consequência para o acordo com o Mercosul é clara: "Não podemos assinar o acordo com o Mercosul como ele está. A razão para isso é o não cumprimento dos acordos de Paris por parte de alguns desses países", explicou.

Críticas ao governo de Jair Bolsonaro

Franck Riester também criticou o combate ao desmatamento no Brasil. Ele disse que o governo brasileiro reduziu os recursos que estava colocando no setor, e está preparando uma lei agrária que corre o risco de "acelerar o desmatamento".

"A floresta amazônica não pertence apenas aos brasileiros. Mas à humanidade", disse. "Se eles não se moverem, não terão acesso mais fácil ao mercado europeu do que hoje", completou.

O posicionamento francês, ao lado de outros países, é visto pelo setor exportador brasileiro como "cínico", já que usaria a questão climática para tentar justificar um veto à abertura de suas fronteiras para os produtos do Mercosul.

Imagem de área da Amazônia sendo desmatada, em Porto Velho, no Brasil, no dia 23 de agosto de 2019
© REUTERS / UESLEI MARCELINO
Imagem de área da Amazônia sendo desmatada, em Porto Velho, no Brasil, no dia 23 de agosto de 2019

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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Reino Unido enviará 2 navios militares ao canal da Mancha após ameaças da França

 


Nesta semana, a ministra francesa do Mar criticou as condições impostas pela ilha de Jersey em relação à emissão de licenças de pesca na região.

O Reino Unido enviará dois navios de patrulha para "monitorar a situação" próximo da ilha de Jersey, localizada no canal da Mancha, em meio às tensões com a França pelos direitos de pesca na região após o Brexit.

O escritório do primeiro-ministro britânico ressaltou que Boris Johnson conversou nesta quarta-feira (5) com o chefe do governo de Jersey, o senador John Le Fondré, e o ministro das Relações Exteriores da ilha, Ian Gorst.

Johnson e Le Fondré "destacaram a urgente necessidade de uma desescalada das tensões e de um diálogo entre Jersey e a França sobre o acesso à pesca".

Johnson expressou seu "apoio inabalável" a Jersey e reiterou que "qualquer bloqueio seria complemente injustificável", enquanto anunciava que Londres enviará duas embarcações de patrulha "para monitorar a situação".

O anúncio sobre o envio das embarcações ocorreu depois que Annick Girardin, ministra francesa do Mar, criticou na terça-feira (4) as condições impostas para a emissão de licenças de pesca na região.

Jersey recebe a maior parte de sua eletricidade da França por cabos submarinos e Girardin ameaçou interromper o fornecimento de energia elétrica à ilha.

De acordo com a agência S&P Global Platts, a ilha, com uma população de 108 mil pessoas, importa da França 95% de sua eletricidade.

domingo, 1 de novembro de 2020

Patrulha das Marinhas do Brasil e da França notifica 4 embarcações no norte brasileiro (FOTO)

 


O navio-patrulha La Résolue, da Marinha Nacional da França, em conjunto com o navio-patrulha (NPa) Bocaina, subordinado ao Comando do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil, realizou atividades de patrulha na foz do Rio Oiapoque, no Amapá, limite da Zona Econômica Exclusiva (ZEE).

A operação, feita entre os dias 23 e 24 de outubro, é uma parceria das Forças Armadas com órgãos estaduais e federais e agências de segurança pública e ambientais que, no mês de outubro e novembro, realizam a operação Ágata Norte.

O objetivo da operação é realizar ações preventivas e repressivas contra delitos transfronteiriços e ambientais, de descontaminação (Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica) e de assistência hospitalar nos estados do Pará e Amapá. As atividades contaram com apoio da aeronave P-95 da Força Aérea Brasileira (FAB).

Durante a patrulha, as Marinhas do Brasil e da França inspecionaram 18 embarcações, sendo quatro notificadas por descumprirem a Lei de Segurança do Trafego Aquaviário. A Marinha do Brasil empregou cerca de 50 militares. Participaram da operação 30 militares da Marinha Francesa e cinco da FAB.

​A ZEE faz parte da chamada Amazônia Azul, conceito de natureza político-estratégica que compreende também o Mar Territorial, a Plataforma Continental, as hidrovias e demais águas interiores brasileiras.

"Na Zona Econômica Exclusiva, o Estado costeiro tem direitos de soberania para fins de exploração e aproveitamento, conservação e gestão dos recursos naturais, vivos ou não vivos das águas sobrejacentes ao leito do mar, do leito do mar e seu subsolo, bem como produção de energia a partir da água, das correntes e dos ventos. As condições tornam o local importante para atuação para Forças Armadas a fim de coibir possíveis crimes", escreveu a Marinha do Brasil, em nota.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

França afirma que Marinha turca teve atitude agressiva em relação à sua embarcação no Mediterrâneo



Nesta quarta-feira (17), Paris acusou a Marinha turca de comportamento agressivo em relação a uma embarcação francesa em missão da OTAN ao largo da Líbia.

A OTAN não pode "ter uma política de avestruz e fingir que não há um problema" diante das ações da Turquia, em especial na Líbia, assim como na questão dos curdos, declarou nesta quarta-feira (17) um responsável do Ministério da Defesa da França, revela o jornal Ouest France.
"Sabemos que houve passos complicados na Aliança, mas existem meios para os superar, não podemos ter uma política de avestruz e fingir que não há um problema turco na OTAN no momento. Você tem que vê-lo, nomeá-lo e tratá-lo", disse o responsável.
De acordo com a fonte do jornal, a Marinha turca teve um comportamento agressivo em relação a uma embarcação francesa em missão da OTAN.
Contudo, um representante da Turquia negou a acusação, afirmando que "nada disso" teria ocorrido, revela a agência Reuters.
A Turquia, que apoia o governo internacionalmente reconhecido de Trípoli, tem assegurado uma presença militar cada vez maior em território líbio.

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terça-feira, 16 de junho de 2020

Morte em treino de alpinista de 16 anos que competiria nas Olimpíadas choca a França


Campeã mundial juvenil, Luce Douady era destaque mesmo em competições entre adultos e promessa francesa para os Jogos de Tóquio



A França está em choque com a morte da alpinista adolescente Luce Douady. O jornal Daily Mirror e o site francês de alpinismo Grimper noticiam que a atleta de 16 anos, atual campeã mundial na categoria "boulder", morreu ao escorregar e cair em uma fenda de 150 metros enquanto praticava alpinismo em uma área próxima à casa dela, no sudeste da França.

Promessa francesa para as Olimpíadas de Tóquio, adiadas para 2021 por conta da pandemia do novo coronavírus, a alpinista teve sua morte lamentada pela Federação Francesa de Alpinismo de Montanha e pela Federação Internacional de Alpinismo.



A especialidade de Douady era na categoria “boulder”, modalidade de escalada em rocha, praticada sem o uso de equipamentos de segurança convencionais, como cordas e mosquetões. O alpinismo fará sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A alpinista francesa Luce Douady (Foto: Instagram)


Os textos em homenagem a Luce lembram de seus vários feitos e suas diversas conquistas em sua breve carreira. No ano passado, com apenas 15 anos, ela ficou em quinto lugar na Copa do Mundo de Alpinismo, na cidade de Vail, no estado norte-americano de Colorado, competindo entre adultos da mesma categoria.

Ela ficou com o primeiro lugar na categoria juvenil do mesmo torneio. Em 2019, também competindo entre adultos, ela ficou em terceiro no European Difficulty Championship.

“É com imensa tristeza que a comunidade de alpinismo ficou sabendo da morte de uma das suas”, escreveram os assessores da Federação Francesa de Alpinismo no site da organização.


“A Luce era um jovem e promissora atleta da equipe de alpinismo da França. Com apenas 16 anos, ela tinha todo o futuro à frente. Ela era apaixonada por todas as facetas do alpinismo, sendo capaz de feitos incríveis. A Federação está em luto. Temos a família dela em mente e estamos à disposição deles”.

Já o texto da Federação Internacional de Alpinismo em homenagem à atleta cita Doudy como “uma atleta brilhante e talentosa”. O site francês Grimper afirmou: “Há momentos nos quais as palavras não ineficientes para expressar horror e injustiça. A Luce era o futuro do alpinismo”.



A alpinista francesa Luce Douady (Foto: Instagram)



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