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domingo, 10 de abril de 2022

Mulheres indígenas são alvos de comentário sexista da PM do DF: 'peitinhos de fora provocam'

 



Revista Fórum - Cerca de seis mil indígenas estão acampados em Brasília por conta da realização da 18ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O tema deste ano e "Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política". O evento segue até a próxima quinta-feira (14).

E na tarde deste sábado os indígenas acampados se somaram à manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato como um todo contou com dificuldades imposta pela Polícia Militar do Distrito Federal, entre elas, a revista de todas as pessoas indígenas que iam participar do ato. 

Além disso, cinegrafistas que estavam acompanhando o ato flagraram um policial militar conversando com um colega e afirmar que "essas indiazinhas com os peitinhos para o lado de fora" provocam. O comentário, além de racista, é sexista. 



 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Mais de 150 municípios baianos são alvos de investigação sobre desvio de recursos para a Covid-19

 


Atualmente, 159 municípios baianos são alvo de apurações conduzidas pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) que acompanham a devida aplicação dos recursos federais destinados ao combate do novo coronavírus. Ao todo são 66 investigações em andamento, todas abertas durante a pandemia. Os dados foram levantados na última semana de novembro e divulgados nesta segunda-feira, 7. Foram contabilizadas também outras 1.298 apurações seguem sendo conduzidas no estado, apenas na área de combate à corrupção.


Dentre estas investigações, três já se tornaram ações civil públicas ajuizadas na Justiça Federal, visando a uma melhor aplicação dos recursos públicos do SUS e/ou a aplicação de sanções por ato de improbidade administrativa ao gestor público que praticou o desvio. De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, até 1º de dezembro os municípios baianos haviam recebido R$2,5 bilhões em recursos federais destinados ao combate da pandemia de Covid-19.


As investigações abrangem casos diversos, entre eles: aquisição superfaturada ou irregular de testes rápidos, equipamentos de proteção individuais, respiradores, e insumos para atendimentos pelo Sistema Único de Saúde; irregularidades na contratação ou superfaturamento de contratos para gestão ou reformas de unidades de saúde. Além do pagamento a maior de diárias para profissionais da área; e fraudes em licitações com uso dos recursos emergenciais. O MPF apura, ainda, relatos de uso de recursos federais da merenda e do transporte escolar durante a pandemia, mesmo com as aulas suspensas.


Entre as apurações estão inquéritos instaurados preventivamente para acompanhar a aplicação dos recursos emergenciais pelos municípios baianos, investigações de denúncias enviadas por cidadãos e apuração de notas técnicas emitidas por órgãos de fiscalização, que indicam indícios de irregularidades ou desvios de verbas federais destinadas às prefeituras em função da pandemia.


Fonte: A Tarde

terça-feira, 28 de julho de 2020

Combate ao crime na Bahia: Traficantes e homicidas são alvos de uma operação policial nesta terça-feira



Foi deflagrada, nesta terça-feira (28/7), através de uma ação conjunta da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e do Ministério Público Estadual, uma operação contra foragidos da Justiça. Traficantes, homicidas e assaltantes são procurados em toda a Bahia. 

Policiais militares e civis, além de equipes da Superintendência de Inteligência (SI) da SSP-BA estão à procura de criminosos que possuem mandados de prisão em aberto. Os nomes dos alvos não foram revelados. 

Uma análise foi realizada pelas inteligências das instituições envolvidas na operação e mapeou possíveis endereços dos criminosos. A SSP-BA e o MPE atuam com a colaboração da Controladoria Geral da União.

Aratuon



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terça-feira, 9 de junho de 2020

Em conflito com China, navios de guerra do EUA podem não ser alvos prioritários, diz ex-almirante



Os EUA enviaram recentemente mais navios de guerra para o Pacífico Ocidental tendo em conta a contínua tensão na região entre Washington e Pequim.

As recentes missões no Pacífico, no mar do Sul da China e no estreito de Taiwan, denominadas pelas autoridades dos EUA de operações de liberdade de navegação, têm como objetivo conter as forças chinesas e proporcionar apoio aos aliados na região, avança a edição Business Insider.
No entanto, em caso de um conflito com a China, os navios de guerra norte-americanos não serão os únicos, nem mesmo os primeiros a ser alvejados, porque Pequim irá tentar eliminar o apoio logístico do qual os militares dos EUA dependem, de acordo com o ex-almirante da Marinha Gary Roughhead.
"Nós nos esquecemos da logística, mas foi graças a ela que o país [os EUA] ganhou guerras", disse nesta quinta-feira (4) Roughhead que foi chefe de operações navais desde 2007 até sua aposentadoria em 2011.
"Vou partilhar uma troca de palavras que tive com um almirante chinês durante o tempo em que eu estava no serviço. Ele deixou muito claro que as nossas embarcações de logística eram o alvo prioritário, já que, se for possível eliminar a logística, será possível privar os navios de combate da força vital", comentou o ex-almirante da Marinha dos EUA.
Porta-aviões Liaoning da China com a frota que o acompanha durante simulação em uma área do mar do Sul da China (imagem de arquivo)
© REUTERS / STRINGER
Porta-aviões Liaoning da China com a frota que o acompanha durante simulação em uma área do mar do Sul da China (imagem de arquivo)
À medida que os militares dos EUA reorientam suas forças para a "competição entre grandes potências" como a Rússia e a China, a sua capacidade de sustentar operações militares em um conflito tem ganho nova atenção, especialmente na região do Pacífico, onde o enorme oceano e ilhas remotas dificultariam o reabastecimento e envio de reforços.
"As distâncias de que estamos falando no Pacífico são enormes comparando com as que estamos habituados", acrescentou Roughhead.
"Os militares têm sido capazes de executar missões no Oriente Médio sem medo em relação à logística, temos estado perto dos portos, tem havido um bom fluxo nas rotas marítimas, mas temos que repensar isso", sublinhou o ex-almirante.
A questão do reabastecimento vai muito além de alimentos, combustível e correio. Os navios de guerra dos EUA não podem se rearmar com mísseis no mar e teriam que voltar aos portos para se abastecer.
Mas o crescente arsenal de mísseis da China pode agora atingir a primeira fileira de ilhas onde muitas das bases dos EUA estão localizadas, que incluem as Filipinas, Taiwan, e a ilha japonesa de Okinawa.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

PRESIDENTE DA CPI DAS FAKE NEWS DIZ QUE ALVOS DA PF ESTÃO NA MIRA DA COMISSÃO



O presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), afirmou que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, agiu certo ao deflagrar nesta quarta-feira (27), uma operação da Polícia Federal para o cumprimento de mandados judiciais contra empresários, parlamentares e blogueiros que investiga a criação e propagação de notícias falsas.

“Nós temos que trabalhar para acabar com essas fake news que dilaceram famílias e atacam as honras e instituições”, pontuou o senador. Parada desde o início da pandemia, os fatos de hoje não devem interferir na continuidade da CPMI. “Não abala o trabalho em nada, muito pelo contrário. Temos de somar os esforços, tanto o do ministro Alexandre de Moraes, quanto os nossos. Coincidentemente, os alvos da ação desta quarta-feira são também de pessoas investigadas pela CPMI”, dispara Angelo Coronel.

Segundo o senador, a comissão mista está no mesmo foco das revelações do ministro e o objetivo agora, diz, é conseguir a quebra do sigilo dos investigados para que tenham acesso à possíveis provas.

Mesmo com os desdobramentos de hoje, Angelo Coronel não acredita que as reuniões da CPMI devam voltar a acontecer tão cedo. “Questionei o presidente David [Alcolumbre, presidente do Senado] no mês passado a respeito de dotar a comissão de uma estrutura remota para votar pelo menos o requerimento de quebra de sigilo, mas o presidente disse que, no momento, o Senado não tinha como colocar essa estrutura porque havia outras comissões pedindo também. Como a CPMI foi prorrogada por mais 180 dias vamos ter de esperar essas votações de requerimento e de novas oitivas para o retorno presencial, mas enquanto isso continuamos as nossas investigações independentemente de termos sessão presencial”, garante.

Sobre a decisão do procurado-geral da República, Augusto Aras, de suspender o inquérito das fake news, Angelo Coronel diz se tratar de uma “uma questão jurídica”. “Prefiro não opinar, isso é questão de interpretação e prefiro não entrar nessa seara, eu digo que os poderes tem de ser harmônicos e independentes”, conclui.

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da CPMI das fakes news, divulgou nota onde reforça a fala do senador Angelo Coronel. Leia a íntegra:

“A Operação de hoje, realizada pela Polícia Federal, com base em despachos de busca e apreensão de inquérito do STF, converge e comprova a linha de investigação da CPMI das Fake News no Congresso Nacional.

As ações promovidas pela Operação da PF, reafirmam o que já era conhecido pelos membros da CPMI através de depoimentos e documentos recebidos pela Comissão: uma rede financiada por alguns empresários e com recursos públicos – integrada por vários políticos e agentes públicos – para disseminação de informações falsas no Brasil com o objetivo de manchar biografias, espalhar o caos e o medo e influenciar pleitos eleitorais.

Vamos aguardar com atenção e serenidade os desdobramentos da Operação.

Teremos agora importantes novos elementos que nos ajudarão a desmontar essa rede de ódio, inverdades e impunidade que vem ameaçando  o própria existência da democracia e dominando a política nacional desde as eleições presidenciais de 2018.

Já solicitamos ao STF provas e informações que estão sendo colhidas no dia de hoje.

A CPMI irá juntar aos documentos que já possui e, certamente, serão fundamentais para instruir nossas investigações.”


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