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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Reino Unido anuncia envio de tropas à Polônia e Alemanha prepara militares para a Lituânia

 


Nesta segunda-feira (7), o Reino Unido anunciou o envio de tropas adicionais à Polônia em meio às tensões fronteiriças entre Rússia e Ucrânia. A Alemanha também afirmou que tem tropas prontas para serem enviadas à Lituânia.

O ministro da Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, anunciou nesta segunda-feira (7) o envio de 350 soldados à Polônia. As forças adicionais se juntarão a 100 engenheiros militares que já estão no país desde o ano passado devido à crise na fronteira polonesa com Belarus.
Segundo afirmou Wallace durante coletiva de imprensa ao lado de seu equivalente polonês, Mariusz Blaszczak, o envio do contingente militar tem como objetivo sinalizar que o Reino Unido e a Polônia "estão lado a lado".
O ministro britânico salientou que o encontro com Blaszczak discutiu formas de ação para dissuadir a Rússia em meio à crise na fronteira com a Ucrânia. No domingo (6), o governo polonês recebeu 1,7 mil soldados dos EUA.

"Neste momento quando há real ansiedade em relação à atividade da Rússia em direção à Ucrânia e nas fronteiras do Leste Europeu [...] é absolutamente certo que dois dos aliados europeus mais próximos se reúnam para discutir o que podem fazer para dissuadir a Rússia", afirmou.

Na sexta-feira (4), o Reino Unido também anunciou que até 850 militares britânicos podem chegar à Estônia ainda em fevereiro, também no contexto das tensões na fronteira russo-ucraniana.
Soldados desembalam equipamentos de uma aeronave de transporte Lockheed Martin C-130 Hercules da Força Aérea dos EUA depois de pousar no aeroporto de Jasionka perto de Rzeszow, Polônia, em 4 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 07.02.2022
Soldados desembalam equipamentos de uma aeronave de transporte Lockheed Martin C-130 Hercules da Força Aérea dos EUA depois de pousar no aeroporto de Jasionka perto de Rzeszow, Polônia, em 4 de fevereiro de 2022

Alemanha defende apoio ao flanco leste da OTAN

Nesta segunda-feira (7), o Ministério da Defesa da Alemanha também divulgou que Berlim tem tropas prontas para deslocamento em meio às tensões no Leste Europeu. Em comunicado, a pasta anunciou o envio de 350 militares à Lituânia com o objetivo de "aumentar o apoio ao flanco leste da OTAN".

"Estamos aumentando nosso apoio no flanco Leste da OTAN: acabamos de informar o Bundestag que até 350 soldados podem ser deslocados rapidamente à Presença Avançada de Reforço do Grupo de Batalha na Lituânia. A ministra [da Defesa da Alemanha, Christine] Lambrecht coordenou isso com os aliados nos Estados bálticos", informou a pasta nas redes sociais.

Nos últimos meses, os Estados Unidos e aliados da OTAN acusam a Rússia de acumular tropas na fronteira com a Ucrânia com o objetivo de invadir o país. A União Europeia também expressou preocupações em relação a eventuais interrupções do suprimento de energia russa à Europa em caso de agravamento das tensões.

A Rússia nega as acusações de que planeja invadir qualquer país, incluindo a Ucrânia e demonstrou preocupação em relação à expansão da OTAN perto de suas fronteiras. Moscou também afirma que tem o direito de movimentar suas tropas dentro de seu próprio território soberano.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Sensação: descobrem na Alemanha tesouro único de moedas de ouro celtas de 2.000 anos (FOTOS)

 


Em um pequeno povoado no estado federal de Brandemburgo, no nordeste da Alemanha, pesquisadores revelaram um achado arqueológico excepcional.


Em 2017, um ambientalista de Brandemburgo encontrou 11 moedas de ouro celtas de mais de 2.000 anos em um campo próximo do povoado de Baitz .
Tratou-se de uma descoberta muito rara. Em escavações posteriores foram descobertas outras 30 moedas e um antigo assentamento da cultura germânica Jastorf da Idade do Ferro.
Manja Schule, ministra da Ciência, Cultura e Pesquisa do estado federal, classificou a descoberta do tesouro dos celtas como uma "sensação".
Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha 
 - Sputnik Brasil, 1920, 14.12.2021
Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha
Segundo a ministra, uma descoberta de tais proporções da era celta nunca antes havia sido feita em Brandemburgo, escreve portal alemão NTV.

"As 41 moedas de ouro que foram encontradas são uma sensação, uma fonte insubstituível de informação e oferecem um vislumbre único do nosso passado. O intercâmbio e as migrações sempre foram necessários para um desenvolvimento exitoso", disse Schule.

Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha 
 - Sputnik Brasil, 1920, 14.12.2021
Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha
O especialista em numismática Marjanko Pilekic salientou que as moedas, de mais de 2.000 anos, foram encontradas longe dos territórios onde viviam os celtas. Este povo remonta à Idade do Ferro, do século VIII a.C. ao século I a.C. e habitava no sul da Europa Central e Ocidental.
Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha 
 - Sputnik Brasil, 1920, 14.12.2021
Tesouro celta composto por moedas de ouro de 2.000 anos é descoberto na Alemanha
"A interpretação apresenta alguns desafios", enfatizou Pilekic, que está trabalhando cientificamente na descoberta.

As primeiras 11 moedas de ouro, desenterradas em 2017 pelo ambientalista Wolfgang Herkt. "Esta é uma descoberta excepcional que provavelmente acontece uma vez na vida", disse Herkt.

domingo, 8 de agosto de 2021

Exército dos EUA vai manter locais na Europa que seriam devolvidos à Alemanha e à Bélgica

 


Os EUA deixaram claro que veem a China como o principal desafio à segurança nacional. Washington está revendo sua "postura global", que pode envolver movimento adicional de tropas para a região do Pacífico.

O Exército dos EUA comunicou na sexta-feira (6) que vai manter seis locais que estavam programados para serem devolvidos à Alemanha e à Bélgica em meio à crescente demanda por instalações no continente, reporta a agência Associated Press.

Os locais foram originalmente anunciados para fechamento em 2015. Mas a decisão foi reavaliada à medida que a demanda por instalações superou a construção e reforma.

Os locais mantidos na Alemanha são Barton Barracks, em Ansbach, Pulaski Barracks, em Kaiserslautern; o quartel de Husterhoeh, em Pirmasens, Coleman Barracks, em Mannheim, os depósitos de Weilimdorf, em Stuttgart, e o Centro Amelia Earhart, em Wiesbaden.

A presença militar norte-americana na Alemanha, inclusive, aumentou nos últimos meses. Os soldados dos EUA e suas famílias superaram os 35.000 no fim de março, distribuídos em 21 bases militares ao longo do país europeu.

Na Bélgica, o Exército norte-americano está mantendo o quartel Daumerie, de Mons, que será usado para apoiar as atividades dos EUA no quartel-general da OTAN.

O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021
© REUTERS / KEVIN LAMARQUE
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, conversam após a cúpula da OTAN em Bruxelas, Bélgica, em 14 de junho de 2021

Revisão da 'postura global'

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou em janeiro uma revisão da "postura global", que deve ser concluída nos próximos meses.

A revisão avalia como os EUA podem organizar e apoiar melhor sua rede mundial de tropas, armas, bases e alianças para se alinhar às mudanças na política externa e às ameaças à segurança.

Os EUA deixaram claro que veem a China, e não grupos militantes como a Al-Qaeda e Daesh (organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países), como o principal desafio à segurança nacional. E a revisão de postura pode envolver movimento adicional de tropas e bens dos EUA para a região do Pacífico.

No entanto, a mídia observa que, no momento, não está claro como esses últimos movimentos do Exército dos EUA na Europa se encaixam nessa revisão global.

sábado, 17 de julho de 2021

Represa se rompe na Alemanha, levando à evacuação de cerca de 700 pessoas

 


Uma represa colapsou na Alemanha na noite de sexta-feira (16), intensificando as inundações mais graves do país europeu desde 1962. No país já morreram 133 pessoas devido às enchentes.

Uma represa no rio alemão de Rur se rompeu na sexta-feira (16) à noite, não resistindo à acumulação de água resultante das chuvas causadas pelo ciclone Bernd, provocando a evacuação de cerca de 700 moradores da região, disse o governo da região de Colônia, Alemanha.

Pelo menos 110 pessoas na Alemanha e na Bélgica morreram devido às inundações após o equivalente a dois meses de chuva ter caído em dois dias.

Mais de 1.300 pessoas na Alemanha estão desaparecidas.

Um funcionário alemão disse que a crise climática "não é mais abstrata. Estamos a vivenciando de perto e dolorosamente".

A emissora WDR comunicou na sexta-feira (16) que a possível causa do rompimento é que as comportas da barragem do lado dos Países Baixos, onde o Rur desagua no rio Mosa, perto da cidade de Roermond, estavam fechadas, levando ao recuo da massa de água.

A água agora ameaça a cidade de Wassenberg, na parte oeste do estado da Renânia do Norte-Vestfália, informaram as autoridades alemãs. Bombeiros referiram que voluntários tentam conter a água da represa com milhares de sacos de areia, no entanto, a estrutura está completamente afetada. Foi criado um abrigo de emergência em uma escola, mencionou na sexta-feira (16) a revista Stern.

Estas imagens de drones mostram a extensão da devastação de chuvas recordes em áreas da Bélgica e da Alemanha. Pelo menos 42 pessoas morreram e muitas outras estão desaparecidas.

O ciclone Bernd desde segunda-feira (12) levou a fortes chuvas e inundações, causando pelo menos 133 mortes na Alemanha, das quais 43 foram na Renânia do Norte-Vestfália, enquanto as restantes 90 ocorreram na Renânia-Palatinado. Além disso, a polícia da cidade de Coblença relatou um total de 618 feridos.

Tratam-se das inundações mais mortíferas da Alemanha desde 1962, quando mais de 300 pessoas perderam a vida em Hamburgo, a segunda maior cidade do país, devido à subida das águas.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Alemanha precisa posicionar navios no oceano Índico contra China, diz ministra

 


Para monitorar ação chinesa no oceano Índico, Alemanha e Austrália se unem no patrulhamento da região.

A Alemanha vai enviar navios de guerra ao oceano Índico para conter a China, anunciou a ministra da Defesa da Alemanha durante entrevista ao jornal australiano The Sunday Morning Herald.

"Acreditamos que a Alemanha precisa marcar sua posição na região", disse Annegret Kramp-Karrenbauer.

"Esperamos ser capazes de implantar [navios] no próximo ano", disse ela. "Estaremos gastando mais com a defesa em 2021 do que em 2020, apesar do [coronavírus] ter atingido nossos orçamentos. Agora a chave é traduzir isto em um músculo real."

A alta responsável alemã reconheceu a China como "uma importante parceira comercial" para a Alemanha, com "fortes laços econômicos" que beneficiam ambos os lados. Mas não nega ter preocupações com o país:

"Ao mesmo tempo, não fechamos os olhos para condições de investimento desiguais, apropriação agressiva da propriedade intelectual, distorção da concorrência subsidiada pelo Estado ou tentativas de exercer influência por meio de empréstimos e investimentos", afirmou a ministra, que revelou estar trabalhando para expandir as relações com países aliados da OTAN, tais como a Austrália, e criar uma solução pacífica para o conflito no estreito de Taiwan.

Por fim, Kramp-Karrenbauer foi a primeira ministra alemã a confirmar que as restrições impostas na Alemanha à Huawei excluiriam na prática a gigante chinesa de telecomunicações da rede 5G do país europeu. A China é a maior parceira comercial da Alemanha.

Em 2018, a Austrália se tornou o primeiro país a banir a Huawei, um passo mais tarde seguido pelos EUA e países europeus.

Estas foram as declarações mais categóricas até agora ditas a Pequim por um ministro europeu ou alemão, comenta a mídia.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Saída das tropas americanas da Alemanha seria 'sinal de alerta' e chance de afrouxar laços com EUA



Enquanto algumas autoridades alemãs manifestam alguma irritação por os EUA não terem informado Berlim sobre os planos de retirar milhares de tropas do país, outros veem nisso uma oportunidade de afrouxar os laços com o "aliado turbulento" da OTAN.

Washington não se deu ao trabalho de informar Berlim de sua intenção de transferir milhares de soldados da Alemanha para outros países, sendo que estas notícias surgiram inesperadamente para o Governo alemão, escreve a mídia local.
Anteriormente, a agência Reuters relatou que 9.500 militares seriam enviados para a Polônia, uma parte para outras nações aliadas e outra parte acabaria por voltar aos EUA.
Atualmente os EUA mantêm em solo alemão de forma permanente cerca de 34.500 militares, designados para permanecer no país de forma permanente.
Manter Berlim desinformada é "bastante incomum", mas a lógica que está por trás desta decisão é fácil de reconhecer, disse Andreas Nick, deputado federal pela União Democrata-Cristã (CDU).
Tudo indica "que não foi uma decisão de carácter técnico, mas sim puramente política", disse ele, citado pela Deutsche Welle.
Lamentando a decisão Nick disse que os soldados dos EUA e suas famílias são "bem-vindos" na Alemanha.
Já Dietmar Bartsch, membro do Bundestag e líder do partido de esquerda Die Linke, não foi tão reservado. De acordo com o político, o governo deve agradecer a Washington e preparar o terreno para "uma retirada completa dos soldados dos EUA" durante conversações com a administração Trump, aponta o portal T-online.
Se isto acontecer, as tropas que partem "devem levar consigo as bombas atômicas americanas", acrescentou Bartsch.
De acordo com o vice-presidente da bancada da CDU no parlamento alemão, Johann Wadephul, esta notícia oferece uma oportunidade para tornar a Europa menos dependente dos EUA.
"É mais um sinal de alerta para nós, europeus, para assumirmos o nosso destino de forma mais decidida, também em termos de política de segurança", afirmou Wadephul.
O referido reposicionamento de tropas talvez lance alguma luz sobre a discórdia entre Berlim e Washington, sendo que os EUA têm acusado a Alemanha de não gastar pelo menos 2% do seu PIB em defesa de acordo com as orientações da OTAN.
No princípio, Berlim parecia não estar de acordo com as exigências dos EUA, no entanto acabou por concordar em aumentar o seu orçamento militar.
Anteriormente, o primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki expressou esperanças de que o Pentágono desloque os 9.500 militares para seu país.

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