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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Exoplanetas totalmente diferentes da Terra podem ter condições favoráveis para existência de vida

 


Novas pesquisas realizadas pela Universidade de Berna e Universidade de Zurique descobriram que as condições favoráveis para que haja água, e talvez vida, podem ser encontradas em planetas totalmente diferentes da Terra

De acordo com o estudo, publicado pela revista Nature, a pré-condição necessária para a existência de água líquida nos planetas é que haja uma atmosfera primordial, formada principalmente por hidrogênio e hélio, permitindo a manutenção de temperaturas adequadas.
Após analisar os resultados, os cientistas descobriram que, nos "casos em que a superfície recebe calor geotérmico, a radiação de uma estrela como o Sol não é necessária para que ocorram as condições que permitem a existência de água líquida", explicou Marit Mol Lous, coautora do estudo.


Planeta de baixa massa com uma atmosfera primordial de hidrogênio e hélio - Sputnik Brasil, 1920, 29.06.2022
Planeta de baixa massa com uma atmosfera primordial de hidrogênio e hélio
O estudo também apontou que os exoplanetas com uma atmosfera primordial suficientemente espessa poderiam ser quentes o suficiente para manter a presença de água líquida ao longo de até 10 bilhões de anos, tempo necessário para que a vida possa ser desenvolvida.
Com isso, a pesquisa demonstra que a ideia focada na Terra como um planeta extremamente específico e com condições únicas propícias para a vida pode não ser correta.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Astrônomos acreditam que galáxias do Universo primitivo podem ter sido devoradas por buracos negros

 


Nova pesquisa revela que buracos negros supermassivos no centro das galáxias devem ser os responsáveis por não permitir um maior número de formação de estrelas.

Não sendo muito ativa na criação de estrelas, a Via Láctea produz todos os anos cerca de três a quatro sóis dentre a vastidão de todo o seu corpo espiral.
Ainda mais paradas, as galáxias elípticas, cuja maior parte da formação de estrelas cessou há muito tempo, intrigam os cientistas pela pouca quantidade de estrelas.
De acordo com a Science Alert, os astrônomos acreditam que tais características têm algo a ver com os buracos negros supermassivos encontrados no centro de todas as galáxias.
Uma equipe internacional de astrônomos liderada pelo pesquisador Kei Ito, da Universidade de Pós-Graduação em Estudos Avançados, SOKENDAI, no Japão, examinou o Universo primitivo para descobrir se esse é o caso.
Usando alguns dos telescópios mais poderosos do mundo, a equipe coletou dados em vários comprimentos de onda de luz para identificar galáxias cuja luz viajou de 9,5 bilhões a 12,5 bilhões de anos através do golfo do espaço-tempo.
Impressão artística da super-Terra em órbita ao redor da estrela anã vermelha GJ-740 - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2022
Sociedade e cotidiano
Astrônomos encontram exoplaneta parecido com a Terra a apenas 36,5 anos-luz de distância
Dentro da análise, os dados ópticos e infravermelhos foram responsáveis por identificar galáxias cuja formação de estrelas está em andamento e aquelas em que a formação de estrelas já cessou.
Em seguida, os dados de raios X e rádio foram analisados para identificar a atividade dos buracos negros supermassivos. Este é o mecanismo pelo qual os astrônomos acreditam que a formação de estrelas pode ser extinta. Quando um buraco negro supermassivo está ativo, ele devora grandes quantidades de matéria do espaço ao seu redor. Apesar de este processo ainda ser um pouco confuso e violento, o efeito produzido e conhecido como "feedback" seria uma justificativa possível para o fenômeno.
Todos sabemos que nada pode emergir além do horizonte de eventos de um buraco negro, mas o espaço ao seu redor é uma questão diferente. O material gira em torno do buraco negro, como água circulando um ralo, em que a gravidade e o atrito da matéria produzem uma intensa radiação que incendeia o Universo.
Outra forma que o feedback assume é a de jatos explodindo das regiões polares do buraco negro. Desta maneira, os cientistas acreditam que o material fora do horizonte de eventos seja acelerado ao longo do campo magnético externo do buraco negro, para ser lançado dos polos como jatos poderosos e focados de plasma que viajam a uma porcentagem significativa da velocidade da luz.
Esta é a primeira imagem de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia - Sputnik Brasil, 1920, 12.05.2022
Sociedade e cotidiano
Astrônomos divulgam primeiras IMAGENS do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea
Por fim, a outra forma de feedback produzido pelos buracos negros supermassivos ativos são os intensos ventos que varrem as galáxias. Acredita-se que todas as três formas de feedback – a radiação, os jatos e os ventos – aquecem e afastam o gás molecular frio necessário para a formação de estrelas-bebês.
Colocando em perspectiva, em distâncias ainda mais vastas, essas galáxias são muito mais difíceis de se ver, por exemplo, porque são fracas e pequenas do nosso ponto de vista atual, de tal forma que os pesquisadores tiveram de "empilhar" as galáxias juntas para enfatizar a luz de rádio e raios X que são os sinais reveladores de um buraco negro supermassivo ativo todos esses bilhões de anos atrás.
Através dessa técnica, a equipe encontrou um "excesso" de raios X e sinal de rádio muito forte para ser explicado apenas pelas estrelas nas galáxias com pouca ou nenhuma formação de estrelas, o que deve significar que o sinal corresponde ao de um buraco negro supermassivo ativo.
Os pesquisadores concluíram que é muito plausível que um buraco negro supermassivo ativo tenha um papel determinante nas mortes abruptas dessas galáxias misteriosas e fantasmagóricas.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Astronautas podem um dia beber água desde antigos vulcões lunares, sugere novo estudo

 


O programa da NASA Artemis não se prevê apenas levar astronauta de novo à Lua para um breve passeio: a agência planeja manter uma presença duradoura, o que coloca a questão de encontrar recursos hídricos na Lua.

Um novo estudo sugere que os astronautas deveriam buscar água deixada pelos vulcões antigos.
Hoje a Lua parece um lugar quieto, mas erupções vulcânicas abalaram-na há milhares de milhões de anos. Segundo a pesquisa realizada pelos pesquisadores da Universidade de Colorado em Boulder, nos EUA, pode haver camadas de gelo de até centenas de metros de espessura deixadas para trás nos polos da Lua como um legado de seu passado vulcânico.

"Imaginamo-lo como uma geada na Lua que se formou ao longo do tempo", disse Andrew Wilcoski, autor principal do artigo publicado na revista The Planetary Science Journal, citado pelo comunicado da Universidade desta quarta-feira (18).

A equipe usou simulações computadorizadas para estudar os efeitos dos vulcões. Os modelos demonstram que vulcões expeliram vapor de água, que retornou à superfície formando gelo, um processo que os pesquisadores comparam à formação de gelo na Terra após uma noite fria.

"De acordo com estimações do grupo, cerca de 41% da água dos vulcões pode ter condensado na Lua em forma de gelo", afirma a universidade.

Lua (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2022
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Relatório de programa secreto de OVNIs revela plano dos EUA para bombardear a Lua

O estudo melhora compreensão dos cientistas sobre a evolução da água em nosso vizinho lunar. Em 2020, a NASA anunciou evidências da presença de água na Lua. Sabemos que ela está lá, mas ainda há perguntas sobre onde, quanto, de onde veio e como pode ser obtida.
Se as simulações de computador forem verdadeiras, isso significa que pode haver camadas de gelo escondidas sob o solo lunar. Essa água pode ser usada para beber ou para fazer combustível para foguetes. Exploradores robóticos ou humanos podem confirmar isso. Conforme disse Wilcoski: "Nós realmente precisamos perfurar e procurar isso".
O Viper, um rover lunar desenvolvido pela NASA, que deverá ser lançado em 2023, vai procurar depósitos de gelo no polo sul do satélite terrestre, dando aos pesquisadores um novo conjunto de dados e talvez permitindo esclarecer definitivamente a história da formação da água na Lua.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Novo estudo explica como galáxias podem existir sem matéria escura (FOTO)

 


Cientistas descobriram que galáxias maiores "roubam" matéria escura de galáxias pequenas.

Enquanto estudavam uma nova simulação feita em computador de uma parte do Universo a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra, um grupo de cientistas se deparou com algo inédito, sete galáxias sem matéria escura.
De acordo com comunicado da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, essa não era a intenção do estudo, mas o inesperado resultado levou os pesquisadores a analisar essas galáxias, e rapidamente eles perceberam que elas perderam a matéria escura após passarem muito perto de galáxias massivas.
As imagens em destaque revelam duas galáxias sem matéria escura, em comparação com as regiões mais brilhantes - Sputnik Brasil, 1920, 15.02.2022
As imagens em destaque revelam duas galáxias sem matéria escura, em comparação com as regiões mais brilhantes
A atual pesquisa foi publicada na revista acadêmica Nature Astronomy e também utiliza dados de um estudo realizado em 2018 pelo pesquisador da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Shany Danieli, que observou duas galáxias que pareciam estar praticamente sem nenhuma matéria escura.

"Nos últimos 40 anos foi estabelecido que as galáxias possuem matéria escura. Em particular, galáxias pouco massivas têm a tendência de concentrar altas frações de matéria escura, o que torna a descoberta de Danieli ainda mais surpreendente. Para muitos de nós isso significa que o atual entendimento de como a matéria escura ajuda no crescimento das galáxias precisa de uma revisão urgente", explicou Jorge Moreno, um dos autores do novo estudo.

Os pesquisadores acreditam que as quase colisões entre galáxias vizinhas, especialmente se tratando de galáxias com grande diferença de tamanho, pode gerar um tipo de "assalto espacial", em que a galáxia pequena sai perdendo e fica somente com estrelas e resíduos de matéria escura.

"Esse trabalho teórico mostra que galáxias deficientes em matéria escura devem ser muito comuns, especialmente na proximidade de galáxias massivas", comentou Robert Feldmann, astrofísico da Universidade de Zurique, na Suíça, responsável por desenvolver as novas simulações.

O próximo passo dos pesquisadores é encontrar galáxias massivas reais, que estejam próximas de vizinhas menores, para poder registrar um dos "assaltos espaciais".
Aglomerado de galáxias ACO S 295 - Sputnik Brasil, 1920, 15.02.2022
Sociedade e cotidiano
Hubble flagra colisão entre 3 galáxias a mais de 680 milhões de anos-luz da Terra (FOTO)


quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Fragmentos arrancados de pequenas galáxias podem revelar mistérios da matéria escura, diz estudo

 


Astrônomos estão um passo mais perto de descobrir as propriedades da matéria escura que rodeia a nossa galáxia. Tudo graças a um novo mapa de 12 fluxos gigantes de estrelas que rodeiam a Via Láctea, é como se estivessem alimentando a nossa galáxia com material novo.

Há muito tempo que os pesquisadores buscam entender a natureza desses fluxos estelares. Por exemplo, as referidas correntes mostram que a nossa galáxia tem crescido constantemente ao longo de bilhões de anos, dilacerando e absorvendo sistemas estelares menores.

"Observamos esses fluxos sendo destruídos pela atração gravitacional da Via Láctea, e posteriormente tornando-se parte da Via Láctea. Este estudo nos fornece uma visão dos hábitos alimentares da Via Láctea, tais como que tipos de sistemas estrelares menores ela 'come'. À medida que a nossa galáxia envelhece, ela fica mais gorda", disse Ting Li, a autora principal do estudo da Universidade de Toronto.

A pesquisadora e sua equipe internacional de colaboradores iniciaram um programa especial chamado Pesquisa Espectroscópica de Correntes Estelares do Sul (S5, na sigla em inglês) para medir as propriedades de fluxos estelares que são os restos fragmentados de pequenas galáxias vizinhas e aglomerados de estrelas que estão sendo dilacerados pela Via Láctea.

Li e sua equipe são o primeiro grupo de cientistas a estudar um acúmulo tão rico de fluxos estelares, mediando as velocidades das estrelas usando o telescópio óptico de quatro metros AAT, localizado na Austrália.
Para determinar a velocidade com que as estrelas individuais estão se movendo nas correntes, os cientistas usaram o efeito Doppler. Da mesma forma que os radares medem a velocidade dos veículos.
Ao contrário dos projetos anteriores, que estudaram correntes estelares individuais, o S5 foi projetado para medir o máximo de fluxos possível.
As propriedades dos fluxos estelares também indicam a presença de matéria escura invisível na Via Láctea.

"Imagine uma árvore de Natal. Durante a noite vemos as luzes de Natal, mas não a árvore em torno da qual estão envoltas. Mas a forma das luzes revela a forma da árvore. O mesmo acontece com os fluxos estrelares – suas órbitas permitem detectar a matéria escura", explicou o coautor do estudo Geraint F. Lewis, da Universidade de Sydney.

É exatamente a matéria escura que mantém as correntes estelares em suas trajetórias, definindo a forma observável da "árvore de Natal" cósmica.
As correntes estelares podem vir de galáxias que estão em processo de destruição ou de aglomerados de estrelas. Estes últimos diferem das galáxias na medida em que são um grupo conexo de estrelas, nascidas aproximadamente ao mesmo tempo e que se movem dentro da galáxia como um todo.

domingo, 7 de novembro de 2021

Microrganismos terrestres podem ser usados para criar combustível de foguete em Marte, diz estudo

 


Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA, desenvolveram um conceito, segundo o qual bactérias enviadas do nosso planeta para Marte ajudariam a produzir combustível de foguete no Planeta Vermelho que poderia ser usado para lançar futuros astronautas de volta à Terra.

O processo de bioprodução usaria três recursos que existem no Planeta Vermelho: dióxido de carbono (CO2), luz solar e água congelada, além de incluir o transporte de dois micróbios para Marte.

A primeira etapa envolveria cianobactérias (algas), que retirariam CO2 da atmosfera marciana e usariam a luz solar para criar açúcares.

Em seguida, bactérias modificadas Escherichia coli, mais conhecidas como E. coli e que também seriam enviadas da Terra, converteriam esses açúcares em um propelente específico de Marte para foguetes e outros dispositivos de propulsão.

O propelente marciano, que se chama butano-2,3-diol, já existe e pode ser criado por E. coli, na Terra é usado para produzir polímeros para produção de borracha.

Missão humana em Marte (imagem referencial)
Missão humana em Marte (imagem referencial)
"Dióxido de carbono é um dos únicos recursos disponíveis em Marte. Saber que a biologia é especialmente boa na conversão de CO2 em produtos úteis torna-o uma boa opção para criação de combustível de foguete", disse Nick Kruyer, primeiro autor do estudo e doutor pelo Instituto Técnico da Geórgia.

Planeja-se que os motores de foguetes que vão partir de Marte sejam alimentados por metano e oxigênio líquido (LOX, na sigla em inglês). Nenhum destes elementos existe no Planeta Vermelho, o que significa que precisariam ser transportados da Terra para fornecer combustível a uma nave espacial para ela retornar à orbita marciana.

Segundo estimam os pesquisadores, o transporte das 30 toneladas necessárias de metano e LOX deve custar cerca de US$ 8 bilhões (R$ 44,3 bilhões). Para reduzir esse custo, a NASA propôs usar catálise química para converter dióxido de carbono marciano em LOX, embora isso ainda exija que o metano seja transportado da Terra.

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