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domingo, 31 de maio de 2026

Camas pré-históricas revelam hábitos sofisticados de humanos há 200 mil anos na África (FOTOS)

Camas pré-históricas

 

Uma nova pesquisa revela que os humanos da Idade da Pedra da Caverna Border na África construíram camas de palha complexas há cerca de 200 mil anos, escreve a revista Archaeology News.

A revista salienta que a Caverna Border, localizada no alto das Montanhas Lebombo, na fronteira entre a atual África do Sul e o Reino da Suazilândia, é escavada desde a década de 1930. Pesquisas recentes revelaram nela restos orgânicos excepcionalmente bem preservados, incluindo antigos colchões de grama.

"Os povos da Idade da Pedra Média que habitavam a Caverna Border, no sul da África, construíam e mantinham camas de vegetação por mais de 150 mil anos [...]. A pesquisa oferece uma das visões

Segundo a matéria, a análise microscópica dos depósitos da caverna revelou seis microfácies de camadas distintas, refletindo diferentes práticas de construção e manutenção, e ampliando significativamente a diversidade conhecida de estruturas de camadas antigas.

Muitos desses padrões se assemelham aos encontrados em outros sítios da Idade da Pedra na África, enquanto outros são únicos, apresentando variações no uso de cinzas, na disposição das plantas, bem como sinais de pisoteio ou queimadura, que sugerem diferentes hábitos de vida.


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As evidências indicam que a camada era frequentemente colocada sobre cinzas ou misturada a elas, provavelmente para melhorar o isolamento térmico, a secagem e o controle de insetos, e que essas práticas se repetiam por longos períodos.

Os depósitos também apresentam sinais evidentes de manutenção contínua, como a adição de material vegetal fresco, queimadas repetidas e pisoteio. Algumas camadas preservam esteiras de grama complexas e multicamadas.

As diferenças entre camadas mais antigas e mais recentes, bem como atividades inesperadas em certos tipos de sedimentos, apontam padrões de ocupação em mudança. A seleção de plantas e a organização espacial, por sua vez, refletem um manejo precoce e estruturado dos ambientes de vida, conclui a reportagem.


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domingo, 1 de maio de 2022

Energia solar pode ajudar humanos a manter colônia em Marte, segundo pesquisa

 


Uma equipe de cientistas estudou cenários com uso de diferentes fontes energéticas em Marte, concluindo que, embora a energia nuclear possa ser útil em vários contextos, há outras energias que podem ser usadas.

A energia solar pode ser mais eficiente para sustentar uma colônia de humanos em Marte do que a energia nuclear, afirmaram cientistas, citados na quarta-feira (27) pelo jornal Daily Mail.
Após examinar diferentes tecnologias com base nos seus níveis de produção de energia, a equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA, explicou que o Sol poderia gerar a energia necessária para dividir as moléculas de água a fim de produzir hidrogénio, ao mesmo tempo que o último pode ser usado com nitrogênio para produzir fertilizantes de amoníaco.
Ao mesmo tempo, o estudo publicado na revista Frontiers in Astronomy and Space Sciences tem em conta o fato de que os geradores solares devem ser colocados em áreas específicas, devido a fatores como a intensidade solar, temperatura do solo e outros.
Marte (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 04.01.2022
Sociedade e cotidiano
Cientista da NASA sugere como Marte e Vênus deveriam ser terraformados para os tornar habitáveis
Os cientistas acabaram descobrindo que a solução ideal para uma colônia em Marte seria uma matriz fotovoltaica que usa hidrogênio comprimido para armazenamento de energia. Geograficamente, o resultado não é o mesmo em todo o planeta.

"Mais perto do equador, o solar vence; mais perto dos polos, vence o nuclear", comentou Aaron Berliner, um dos autores principais do estudo.

Esse sistema poderia usar eletricidade para dividir moléculas de água e produzir hidrogênio, que depois pode ser armazenado em recipientes pressurizados, e reeletrificado em células de combustível para ter energia em momentos em que não há sol.
Os cientistas esperam chegar a um modelo completo do sistema, com todos os componentes incluídos. Isso ajudará a “planejar uma missão a Marte, avaliar a escolha de opções, identificar riscos, e chegar a estratégias de mitigação de antemão ou durante a missão".
A agência espacial norte-americana NASA está planejando enviar uma tripulação espacial para Marte nos anos 2030, após a primeira aterrissagem na Lua. Elon Musk, fundador do SpaceX, também tem relatado seus planos de estabelecer uma colônia marciana, tendo esse objetivo apontado para os anos 2050.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Três casos de vírus capaz de paralisar humanos são detectados na Espanha

 


Na província de Sevilha, Espanha, foram identificadas três pessoas infectadas com meningoencefalite, doença do vírus do Nilo Ocidental, transmitida por picadas de mosquitos.

Foram detectados três casos do vírus do Nilo Ocidental na Andaluzia, Espanha, relata na quinta-feira (19) o Ministério Regional da Saúde e das Famílias do Governo Regional da Andaluzia.

As três pessoas infectadas foram registradas em um espaço de 24 horas na província de Sevilha, após testarem positivo à meningoencefalite, e duas delas foram hospitalizadas.

Como resultado, as autoridades sanitárias ativaram imediatamente todos os protocolos e medidas de saúde pública previstos para tal situação.

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido através da picada de um mosquito que, por sua vez, o contrai se alimentando de aves infectadas, que são as principais portadoras do patógeno. Além dos humanos, os cavalos também são hospedeiros finais do vírus.

Os doentes sofrem de sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, dores nas articulações, vômitos, diarreia, fraqueza muscular ou paralisia. Mesmo que o paciente acabe recuperando, o cansaço e a fraqueza podem persistir por semanas ou meses. Nos casos mais críticos, podem ocorrer doenças neurológicas graves, tais como encefalite ou meningite. Cerca de 10% destes últimos pacientes morrem.

Em 2020 foi registrado na Espanha um total de 76 casos, 40 confirmados e 36 prováveis, sendo que em 30 de julho Modesto González, prefeito de Coria del Río, advertiu que as amostras coletadas pela Estação Biológica Doñana-CSIC nos campos de arroz do Guadalquivir teriam detectado em mosquitos na área "uma carga viral de intensidade comparável à do surto de 2020".

Não há vacina ou tratamento para o vírus do Nilo Ocidental em humanos, embora existam várias vacinas para os cavalos.


domingo, 25 de julho de 2021

Vírus do resfriado existiria há centenas de milhares de anos antes dos humanos modernos, diz estudo

 


Os humanos modernos apareceram há 300.000 anos, mas os adenovírus, responsáveis pelo resfriado nos humanos, provavelmente existem há mais de 700.000 anos, teorizam cientistas.

O vírus do resfriado podia existir há mais de 700.000 anos, muito antes do surgimento dos humanos modernos, aponta um estudo publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv.

Durante a pesquisa, que ainda não foi avaliada por pares, os cientistas trituraram um par de dentes de bebê em Yana, Sibéria, Rússia, para o analisar, e descobriram restos de vários vírus, incluindo dois genomas do adenovírus humano C (HAdV-C), uma espécie de vírus que tipicamente causa doenças semelhantes ao frio em crianças.

O local é palco de algumas das primeiras evidências diretas de humanos vivendo no Círculo Polar Ártico, limitado, no entanto, a dentes fragmentados pertencentes a crianças entre dez e 12 anos, revelou um estudo publicado em 2019.

Sofie Nielsen, estudante de doutorado na Universidade de Copenhague, Dinamarca, e primeira autora do estudo, explicou ao portal Live Science que os vírus podem entrar nos dentes através da corrente sanguínea e permanecer preservados no tecido duro por vários milhares de anos.

Além disso, continua, os dentes nunca se regeneram, e por isso retêm células ao longo do tempo, fornecendo assim um registro acumulativo de todos os patógenos que uma pessoa encontrou. O ambiente gelado do Ártico também teria ajudado na preservação desses elementos, embora não prevenisse completamente uma fragmentação ao longo do tempo.

Surpreendentemente, Nielsen relatou que não só os vírus HAdV-C tinham alta semelhança genética aos vírus do resfriado que circulou entre os anos 1950 e 2010, geralmente divididos nos subtipos C1 e C2, como também "são mais parecidos com o tipo moderno tipo um e dois", do que com os outros vírus de resfriado antigos.

"Esta descoberta indica que os vários subtipos de adenovírus começaram a divergir um do outro há muitos milhares de anos, bem antes de se tornarem dentes de bebê de dois jovens na antiga Sibéria", concluíram os cientistas, estimando que os adenovírus divergiram há pelo menos 700.000 anos, apesar de admitirem a falta de amostras. Os humanos modernos surgiram há cerca de 300.000 anos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Humanos e outros mamíferos podem ter 'desligado botão' para ativar reparação da visão, diz estudo

 


A capacidade existe em alguns peixes e répteis, e os genes necessários para realizar a ação também existem em humanos, mas a pressão evolucionária priorizou outras necessidades, segundo pesquisadores.

A retina, parte dos olhos que contém células detectores de luz, células cone e neurônios, além de sinapses que transmitem as informações de luz recebidas ao nosso cérebro, pode ser reparada não só em alguns peixes, como também potencialmente em humanos e outros mamíferos, de acordo com um comunicado da Universidade Johns Hopkins, EUA

O peixe-zebra, assim como répteis, é uma das espécies capazes de regenerar sua capacidade de visão, e os humanos compartilham 70% de seus genes com o peixe-zebra, incluindo os de regeneração da retina. Apesar disso, os humanos, junto com muitos mamíferos, não têm esses genes ativados.

"A regeneração parece ser o status padrão, e a perda dessa capacidade aconteceu em vários pontos da árvore evolucionária", afirma o neurocientista Seth Blackshaw, da Universidade Johns Hopkins, sobre o estudo publicado na revista Science.

A equipe suspeita que a perda dessa capacidade pode estar ligada a um compromisso entre a regeneração das células do sistema nervoso central e a resistência a parasitas. As células de Muller, que realizam manutenção da retina, são usadas por alguns peixes e répteis para regenerar neurônios que fazem parte da retina, mas isso não acontece em mamíferos.



Peixe-zebra (imagem referencial)

Essas células ajudam a restringir a propagação de infecções não só em peixe-zebras, como também em animais como galinhas e ratos. Além disso, contêm lesões e limpam o tecido danificado. Se as células de Muller forem transformadas em células produtoras de neurônios de retina, elas não poderiam combater ameaças físicas ao resto do corpo.

Proteger corpo ou olhos?

Blackshaw explica que em ratos testados pelos cientistas, essas células mais tarde surgem como uma rede de supressão desses genes, impedindo a transformação de células em tipos que produzam células da retina.

Outro fenômeno que contribui para o processo é que após uma lesão na retina, as células de Muller nas três espécies referidas deixaram de produzir o fator nuclear I (NFI, na sigla em inglês), uma proteína que impede a célula de acessar pedaços de DNA, acabando por desligar os genes.

Após desligar a produção do NFI em ratos testados, as células de Muller passaram a produzir neurônios retinianos.

Um estudo anterior também mostrou que sinais que causam inflamação para evitar infecções também impedem que as células de Muller se transformem em produtoras de neurônios, apoiando a ideia.

"Nossa pesquisa em geral indica que o potencial de regeneração está presente nos mamíferos, incluindo humanos, mas alguma pressão evolutiva a desligou", relata Blackshaw.

Segundo o cientista, isso pode ter ocorrido devido à constante ameaça de infecção cerebral por vírus e bactérias, levando à alocação de recursos nesse sentido.

terça-feira, 30 de junho de 2020

China encontra novo vírus da gripe suína com 'potencial pandêmico' e que já infectou humanos


Apelidado de G4 EA H1N1, o vírus é derivado da cepa H1N1, que ocasionou a pandemia de 2009


Sputnik - Pesquisadores chineses identificaram novo tipo de vírus da gripe suína capaz de gerar uma pandemia, dado a cepa ter todas as características de ser altamente adaptável para infectar seres humanos.

Apelidado de G4 EA H1N1, o vírus é derivado da cepa H1N1, que causou a pandemia de 2009, tendo esta estirpe igualmente porcos como hospedeiros.
Segundo estudo divulgado em 29 de junho pela revista científica PNAS, o novo vírus possui todas as características necessárias para poder infectar seres humanos.
Os autores do estudo, cientistas chineses de universidades locais e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, coletaram, entre os anos de 2011 a 2018, 30 mil amostras de secreções nasais em matadouros de 10 províncias chinesas e em um hospital veterinário, o que lhes permitiu isolar 179 vírus da gripe suína.
Surpreendentemente, a maioria era de um novo tipo, e que se mostrou dominante entre os porcos desde 2016.
Pesquisadores realizaram então vários experimentos, inclusive em furões, animais amplamente usados em estudos sobre gripe, por apresentarem sintomas semelhantes aos humanos, sobretudo febre, tosse e espirros.
O G4 se mostrou altamente infeccioso, replicando-se em células humanas e causando sintomas mais graves em furões do que outros vírus.
Os testes também mostraram que qualquer imunidade que os humanos adquiram com a exposição à gripe sazonal não oferecia proteção contra o G4.
Testes, efetuados em trabalhadores da indústria de carne suína para rastreamento de anticorpos ao G4, mostraram que 10,4% dos funcionários já haviam sido infectados.
Os testes mostraram igualmente que até 4,4% da população em geral também já parecia ter sido exposta ao G4.
Apesar de o vírus já ter passado do porco para o homem, ainda não há evidências de transmissão entre seres humanos e uma possível pandemia – o maior temor dos cientistas.
"A situação precisa ser monitorada de perto e urgentemente, começando pelas pessoas que trabalham diretamente com porcos", observam os cientistas, que também descobriram que as vacinas da gripe humana não fornecem imunidade contra o novo vírus G4.
Vale recordar que o surto de 2009 de uma cepa da gripe suína matou entre 157 mil e 575 mil pessoas em todo o mundo.

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