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sábado, 26 de junho de 2021

Salles deixou cargo por temer ser preso e por preocupação com mãe investigada, diz mídia

 


Ao saber que o STF poderia entrar com pedido de prisão contra si, Salles preferiu deixar a cadeira de ministro mesmo com insistência de Bolsonaro para que "enfrentasse" o Supremo.

Na quarta-feira (23), o ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu ao presidente, Jair Bolsonaro, para deixar o cargo.

De acordo com o jornal Estadão, Salles decidiu deixar o posto após saber na terça-feira (22), por meio de um colega, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediria sua prisão.

Segundo a mídia, em conversa com o presidente antes de pedir demissão, o ainda ministro agradeceu a confiança, mas disse que não tinha mais como continuar na equipe.

Bolsonaro teria insistido que ele ficasse e enfrentasse o STF, mas Salles respondeu que, além de levar a crise para o centro do governo, temia pela segurança da mãe, também investigada.

O pedido de prisão teria como fundamento suspeitas de que o ex-ministro estaria atuando para prejudicar as investigações sobre contrabando de madeira ilegal. Ao pedir demissão, Salles esvaziou essa justificativa, uma vez que não tem mais poder algum no ministério. 

A mãe de Salles será investigada pela Polícia Federal por ser sua sócia em escritório de advocacia em São Paulo. A partir do momento que o ex-ministro está com suas operações financeiras sob investigação, o escritório entraria nas apurações, segundo a mídia.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Após ser afastado do cargo, auditor do TCU confessa que pai militar repassou dados falsos a Bolsonaro

 


O auditor Alexandre Figueiredo Costa e Silva Marques confessou à sua chefia imediata no Tribunal de Contas da União (TCU) a autoria das análises que levaram Jair Bolsonaro a divulgar  notícias falsas de que o órgão questionava as mortes por Covid-19 no Brasil. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo. 

De acordo com informações preliminares já encaminhadas à corregedoria do tribunal, o auditor, afastado nesta  quarta-feira (9) do órgão, relatou que comentou o teor de suas análises pessoais com o pai, militar e amigo pessoal de Bolsonaro, que repassou o documento ao mandatário. 

Segundo relata a jornalista, as famílias dele e de Bolsonaro seriam tão próximas que o auditor chegou a ser indicado para uma diretoria do BNDES em 2019. Sua posse foi barrada pelo próprio TCU, por conflito de interesses, já que o tribunal fiscaliza o banco.

Além de ser afastado do cargo, Alexandre é alvo de uma investigação preliminar realizada pela equipe técnica do TCU que apura o caso e terá que prestar esclarecimentos sobre a manipulação de dados à CPI da Covid-19 no Senado. 

Nesta quarta-feira (9), o TCU deverá decidir se abre um processo disciplinar contra Marques, que poderá culminar no seu afastamento efetivo do cargo ou até mesmo na sua demissão. 

sábado, 8 de maio de 2021

Suplente tentou matar vereadora para assumir cargo no interior da Bahia

 


A Polícia Civil identificou, nesta quinta-feira (6), os autores da tentativa de homicídio contra a vereadora do município de Itapebi em fevereiro deste ano. De acordo com a investigação, a motivação do crime foi o desejo do seu suplente na Câmara Municipal de Vereadores de ocupar o cargo da vítima.

Ainda segundo a polícia, o suplente segue foragido da Justiça. Já o sobrinho do fugitivo, um dos autores do crime, foi preso. “O tio, que buscava o cargo, foi o mandante do crime. Já o sobrinho tentou executar a vereadora na porta de casa”, disse o coordenador da 23ª Coorpin, o delegado Moisés Damasceno.



Também foi identificado o carro utilizado para a ação: foi comprado em Porto Seguro nove dias antes do crime e abandonado na zona rural de Santa Maria Eterna. De acordo com o delegado, o veículo custou R$ 4.400, valor pago através de transferência bancária pelo suplente. A edição do Jornal da Metrópole do dia 29 de abril trouxe uma reportagem sobre a crescente ameaça e assassinatos de políticos na Bahia. Além do caso da vereadora de Itapebi, ao menos outros seis foram registrados no estado, dentro de um período de seis meses. 


Metro1

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

17 mil por mês: Exonerado por usar avião da FAB volta ao Planalto para novo cargo

 


Um ano após polêmica com uso de jato da Força Aérea Brasileira, José Vicente Santini é nomeado secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República e pode voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni, que deve assumir a pasta.

José Vicente Santini foi nomeado, nesta segunda-feira (8), secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme publicado no Diário Oficial da União. Em janeiro de 2020, ele foi exonerado do cargo de secretário-executivo da Casa Civil após usar um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para uma viagem à Índia.

Santini deve voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O atual ministro da Cidadania está próximo de assumir a titularidade da pasta, segundo declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, que prepara uma reforma ministerial.

Onyx foi chefe de Santini à época da exoneração, quando era ministro da Casa Civil. De acordo com a Folha de S.Paulo, o retorno do auxiliar não foi uma decisão de Onyx, e sim do próprio Bolsonaro.

Ainda conforme o jornal, Santini é amigo da família Bolsonaro e chegou ao governo com apoio dos filhos do presidente.



© FOLHAPRESS / EDUARDO VALENTE/ISHOOT
Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, no dia 4 de fevereiro de 2021

A viagem com jato da FAB

No dia 25 de janeiro de 2020, o então secretário-executivo da Casa Civil usou um jato da FAB com apenas três passageiros para voar da Suíça, onde participava do Fórum Econômico Mundial, para a Índia, onde Bolsonaro cumpria agenda oficial. À época, o presidente condenou a atitude.

"Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final", afirmou Bolsonaro na ocasião.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

EM GRANDE “DANÇA DAS CADEIRAS”, CORONEL STURARO É EXONERADO DO CARGO DE COMANDANTE DE OPERAÇÕES DA PM

 


A primeira grande mudança na Polícia Militar na era do novo comandante-geral, coronel Paulo Coutinho, foi publicada nesta quarta-feira (27/1) no Diário Oficial da Bahia. Dezenas de novidades foram praticadas em Comandos de Policiamento, Companhias, Batalhões e Especializadas. Um dos nomes incluídos na “dança das cadeiras” está o do coronel Humberto Sturaro, que chefiava o Comando de Operações Policiais, posição estratégica na PM.


No último final de semana, o oficial superior publicou um vídeo no Instagram em forma de desabafo, mas sem citar nomes. “[…] Não tenho mais porquê ter sapo na garganta, querendo botar para fora. O que não fica bem para um coronel, é não ter coragem de olhar nos olhos de um superior e do seu subordinado, não ter o reconhecimento da sua tropa, não ser olhado como líder […]”, frisou o então comandante do COPPM, que não foi nomeado para nenhuma nova missão.


Agora, o ex-comandante de Policiamento da Região Atântico da Capital, coronel Manoel Xavier, assume o lugar de Sturaro. O ex-chefe da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT/Rondesp Atlântico), major Edmundo Assemany, vai ficar na coordenação do COPPM. Para o lugar dele na Rondesp ficou nomeado o também major Valdino Sacramento, que estava à frente da 40ª Companhia Independente (CIPM/Nordeste de Amaralina).


Diversas Companhias Independentes em Salvador e no interior da Bahia têm novos chefes, a exemplo das unidades localizadas nos bairros do Barbalho, Cajazeiras, Barra, Lobato, Itapuã, Comércio, Uruguai, Brotas, Nordeste de Amaralina, Pau da Lima, Sussuarana e Sete de Abril.


POLÍCIA CIVIL 


Também com gente nova na gestão, a delegada Heloísa Brito, a Polícia Civil promoveu mudanças em unidades, conforme assinado pelo governador Rui Costa (PT) também no Diário Oficial desta quarta-feira.


As principais alterações estão no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e no Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). Agora, a delegada Andrea Ribeiro está à frente do DHPP, no lugar de José Bezerra, que foi nomeado para a diretoria do Draco. O Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) também tem uma importante mudança. Sai Fernanda Porfírio e entra a delegada Cristiane Inocência.


As exonerações e nomeações completas tanto na PM quanto na Polícia Civil podem ser acessadas clicando aqui.


Aratu online

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Léo Índio, sobrinho de Bolsonaro, é nomeado para cargo no Senado com salário de R$21.4 mil

 


Por indicação do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), o sobrinho de Bolsonaro exercerá suas funções na Diretoria-Geral da câmara alta


Léo Índio, sobrinho de Jair Bolsonaro, foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para um cargo na Diretoria-Geral do órgão. Seu salário será de R$21.4 mil. 

Em abril, Léo foi nomeado assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues, o do dinheiro na cueca. Na época, ele disse: “Sempre acreditei na meritocracia e no valor do trabalho, verdadeiro fiador das liberdades individuais”.

Léo deixou de exercer a função após o caso se tornar público, em outubro, em uma tentativa de limpar a imagem do Planalto no escândalo.

O conhecimento liberta. Saiba mais

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A mamata continua, salário bruto de R$ 17,3 mil mensais! Após se afastar de senador do “escândalo da cueca”, sobrinho de Bolsonaro ganha novo cargo.

 


Primo dos filhos de Jair Bolsonaro, Léo Índio foi nomeado como assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado

Primo dos filhos de Jair Bolsonaro e amigo do vereador Carlos Bolsonaro, Léo Índio foi nomeado nesta terça-feira (3) como assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado, comandada pelo senador Sérgio Petecão, do PSD do Acre, e aliado do governo. A informação é do jornalista Guilherme Amado, em sua coluna no portal UOL. 



A nomeação ocorre menos de três semanas após Léo Índio deixar um cargo no gabinete de Chico Rodrigues, flagrado pela Polícia Federal com dinheiro da cueca.

O conhecimento liberta. Saiba mais





sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Vídeo em que Pazuello é humilhado foi exigência de Bolsonaro para manter ministro no cargo

 


Vídeo da visita que Jair Bolsonaro fez ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi uma exigência do próprio ex-capitão para que o militar permanecesse à frente da pasta. “É simples assim, um manda e outro, obedece”, diz Pazuello no vídeo

O vídeo da visita que Jair Bolsonaro fez ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi uma das exigências feitas pelo próprio ex-capitão para que o militar permanecesse à frente da pasta. No vídeo, Pazuello aparenta dificuldade para respirar em função da Covid-19 e é alvo de uma humilhação pública por parte de Bolsonaro. 

Segundo reportagem da coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, “no auge de sua irritação com o episódio que envolveu Eduardo Pazuello, João Doria e a vacina chinesa, Jair Bolsonaro determinou uma condição básica para manter o ministro da Saúde no cargo: ele teria que se retratar publicamente”. 

Horas antes, Bolsonaro havia cancelado o acordo de intenção de compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa produzida em parceria com o Butantan e exigiu a gravação do vídeo como um espécie de pedido de desculpas por parte de Pazuello.

O conhecimento liberta. Saiba mais

domingo, 24 de maio de 2020

Secretário de vigilância do Ministério da Saúde afirma que deixará cargo na segunda-feira



O secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, anunciou que pretende deixar o cargo nesta segunda-feira (25).

Defensor do isolamento social, durante a gestão de Mandetta, Oliveira foi um dos que mais participou das ações de enfrentamento à pandemia e ficou conhecido em função de aparições diárias nas entrevistas coletivas sobre a situação da COVID-19 no país.
Ele chegou a pedir demissão no dia 15 de abril, antes da demissão do ministro da Saúde Henrique Mandetta, mas permaneceu no cargo a pedido do seu ex-chefe. Nelson Teich, que também já deixou a chefia da pasta, também solicitou sua permanência no cargo.
Após a saída de Teich, o secretário de vigilância informou seu desligamento ao ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Oliveira é servidor do Hospital das Forças Armadas de Brasília, e se reapresentará à instituição.
"Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida", disse Wanderson, citado pelo G1.
Oliveira é doutor em epidemiologia e passou 15 dos mais de 20 anos de sua carreira no Ministério da Saúde. Antes do novo coronavírus, ele coordenou a resposta do país à síndrome da zika congênita e à pandemia de influenza. É especialista em epidemiologia pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, e é professor da escola da fundação Oswaldo Cruz, em Brasília.

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