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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Impunidade! Quatro anos após escândalo dos respiradores, investigações lançam sombra sobre a Casa Civil de Lula


 


Quatro anos se passaram desde as revelações que o Blog do Dina fez e que sacudiram o Consórcio Nordeste durante a pandemia, e o caso dos respiradores que nunca chegaram ainda ressoa, agora mais forte, com implicações diretas no cenário político atual. O envolvimento do então governador da Bahia e atual Ministro da Casa Civil, Rui Costa, na compra malfadada de quase R$ 50 milhões em respiradores, é uma trama que só ganha mais capítulos.

Em 2020, as reportagens que cobriam a crise sanitária desvendaram um escândalo: o dinheiro desembolsado pelo Consórcio Nordeste para equipamentos essenciais de saúde evaporou, e os aparelhos nunca foram entregues. Hoje, Rui Costa se encontra delatado em investigação da Polícia Federal, com evidências que já haviam sido antecipadas pelas reportagens que fiz na época.

“Por que as investigações demoram tanto a avançar? Quais mecanismos permitem que figuras poderosas operem com tal impunidade?”

A narrativa que se desenrola agora lança um olhar crítico sobre o ritmo lento das investigações e sugere a influência quase invisível do poder que retarda a justiça. Este artigo não é apenas um resumo dos eventos, mas também um questionamento incisivo sobre as estruturas de poder e burocracia que, por vezes, parecem blindar figuras influentes de responsabilidade rápida e transparente.

O valor desviado, próximo dos R$ 50 milhões, permanece em sua maioria perdido para os cofres públicos, apesar das afirmações de uma das delatoras que admitiu ter pago R$ 12 milhões em comissões suspeitas de serem propinas. A suspeita de corrupção e a consequente perda de recursos essenciais para a saúde pública compõem o sombrio pano de fundo desta história.

Este caso se destaca como um exemplo clássico do embate entre o sistema judiciário e os poderosos. As perguntas que persistem são: Por que as investigações demoram tanto a avançar? Quais mecanismos permitem que figuras poderosas operem com tal impunidade? E mais importante, o que pode ser feito para assegurar que a justiça não apenas seja feita, mas seja vista sendo feita?

A história dos respiradores não entregues é mais do que um episódio de má gestão ou de falha na fiscalização; é um símbolo de um desafio maior que enfrentamos: a luta por responsabilização, transparência e justiça em um sistema que é muitas vezes percebido como lento e ineficaz. À medida que os detalhes desse caso continuam a emergir, a atenção do público e a pressão por respostas e soluções só aumentam.


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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Após escândalo do MEC, Bolsonaro reconhece que existe corrupção no governo: "casos isolados que pipocam"

 


Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado em seu discurso de que não há corrupção em seu governo e agora já reconhece "casos isolados". A mudança na narrativa do chefe do executivo ocorreu durante discurso em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (29), e após a divulgação do escândalo no Ministério da Educação, envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores próximos ao presidente.

Em trecho do discurso de hoje de Bolsonaro, recuperado pelo jornal O Globo, o presidente afirma: "(...) bem como o combate à corrupção. Isso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo. Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução para isso."

O jornal lembra que, há poucos meses, em março, Bolsonaro havia afirmado categoricamente que seu governo estava 'limpo' de esquemas: "E quando se fala em corrupção, nós temos que falar: três anos e três meses sem qualquer denúncia de corrupção em nossos ministérios. Tentam a toda maneira nos igualar com quem nos antecedeu, mas não conseguirão, porque é um governo que acima de tudo tem profundo respeito pela sua população."

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Rosa Weber autoriza inquérito contra Bolsonaro por prevaricação no escândalo da Covaxin

 




A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta sexta-feira, 2, a abertura de inquérito contra Jair Bolsonaro no caso de corrupção envolvendo a compra superfaturada de vacinas Covaxin no Ministério da Saúde, após pedido de abertura da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“A hipótese criminal aventada envolve a suspeita de prática, pelo Chefe do Poder Executivo da União, de crime funcional contra a Administração Pública, consistente no possível retardamento indevido de ato de ofício, para efeito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, a sugerir o enquadramento dessa eventual conduta no tipo penal descrito no art. 319 do CP”, disse Rosa Weber.

“A pretensão investigativa apoia-se em elementos iniciais coletados no âmbito de Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado da República (CPI da Pandemia), a exemplo dos testemunhos prestados pelo Deputado Federal Luis Claudio Fernandes Miranda e por seu irmão, Luis Ricardo Miranda, cujo teor indiciário embasa a hipótese criminal a ser investigada, porquanto indicativo de possível conduta que, ao menos em tese, se amolda ao preceito primário de incriminação tipificado no artigo 319 do Código Penal, sem prejuízo de outros ilícitos que possam vir a ser desvendados no curso das apurações”, continuou.

“Defiro o pedido da Procuradoria-Geral da República, para autorizar (i) a instauração de inquérito destinado à investigação penal dos fatos noticiados na peça inicial (evento 01), relacionados ao Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; bem como (ii) a realização das diligências indicadas na promoção ministerial”, concluiu.

A PGR quer ouvir Jair Bolsonaro no inquérito, mas a forma de depoimento ainda é incerta.

No documento em que pediu a abertura de inquérito, a PGR listou uma série de providências necessárias, entre elas "ouvir os supostos autores do fato". Apesar de não haver citação, o UOL apurou que se trata de Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, embora outras pessoas também devam ser ouvidas.

Inquérito

A PGR pediu nesta sexta-feira, 2, a abertura de um inquérito no STF para investigar Jair Bolsonaro por crime de prevaricação no caso de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor da pasta Luís Ricardo Miranda, alertaram Bolsonaro sobre suspeita de corrupção na contratação da vacina indiana Covaxin. O presidente não atuou após ter sido informado das irregularidades.

No pedido, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, defende que as circunstâncias do aviso dado ao presidente sejam esclarecidas. 

Rosa Weber autoriza inquérito contra Bolsonaro por prevaricação no escândalo da Covaxin

 


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta sexta-feira, 2, a abertura de inquérito contra Jair Bolsonaro no caso de corrupção envolvendo a compra superfaturada de vacinas Covaxin no Ministério da Saúde, após pedido de abertura da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“A hipótese criminal aventada envolve a suspeita de prática, pelo Chefe do Poder Executivo da União, de crime funcional contra a Administração Pública, consistente no possível retardamento indevido de ato de ofício, para efeito de satisfazer interesse ou sentimento pessoal, a sugerir o enquadramento dessa eventual conduta no tipo penal descrito no art. 319 do CP”, disse Rosa Weber.

“A pretensão investigativa apoia-se em elementos iniciais coletados no âmbito de Comissão Parlamentar de Inquérito em curso no Senado da República (CPI da Pandemia), a exemplo dos testemunhos prestados pelo Deputado Federal Luis Claudio Fernandes Miranda e por seu irmão, Luis Ricardo Miranda, cujo teor indiciário embasa a hipótese criminal a ser investigada, porquanto indicativo de possível conduta que, ao menos em tese, se amolda ao preceito primário de incriminação tipificado no artigo 319 do Código Penal, sem prejuízo de outros ilícitos que possam vir a ser desvendados no curso das apurações”, continuou.

“Defiro o pedido da Procuradoria-Geral da República, para autorizar (i) a instauração de inquérito destinado à investigação penal dos fatos noticiados na peça inicial (evento 01), relacionados ao Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; bem como (ii) a realização das diligências indicadas na promoção ministerial”, concluiu.

A PGR quer ouvir Jair Bolsonaro no inquérito, mas a forma de depoimento ainda é incerta.

No documento em que pediu a abertura de inquérito, a PGR listou uma série de providências necessárias, entre elas "ouvir os supostos autores do fato". Apesar de não haver citação, o UOL apurou que se trata de Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, embora outras pessoas também devam ser ouvidas.

Inquérito

A PGR pediu nesta sexta-feira, 2, a abertura de um inquérito no STF para investigar Jair Bolsonaro por crime de prevaricação no caso de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, o servidor da pasta Luís Ricardo Miranda, alertaram Bolsonaro sobre suspeita de corrupção na contratação da vacina indiana Covaxin. O presidente não atuou após ter sido informado das irregularidades.

No pedido, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, defende que as circunstâncias do aviso dado ao presidente sejam esclarecidas. 

domingo, 27 de junho de 2021

Mais um escândalo: governo comprou R$ 5,2 bilhões de vacina CanSino, representada por empresa de amigo de Ricardo Barros

 


O governo de Jair Bolsonaro pode estar envolvido em mais um esquema de corrupção na compra de vacinas, além da indiana Covaxin, cujo caso veio à tona na CPI da Covid na última sexta-feira (25). Tratam-se agora de suspeitas na compra da vacina Convidecia, do laboratório chinês CanSino.

Desta vez, a empresa intermediária é a BelCher Farmacêutica Brasil, com sede em Maringá, terra do líder do governo, Ricardo Barros, que teve o nome citado na sexta pelo deputado Luis Miranda como alguém que comandava o esquema na Covaxin, do qual Bolsonaro sabia e não fez nada. Um dos sócios da empresa é Daniel Moleirinho, cujo pai é parceiro político de Barros.

As revelações foram feitas pelo jornalista Hugo Souza, em seu Facebook. Em um outro texto, ele ainda resgatou uma relação mais antiga entre o líder do governo e a Precisa, representante no Brasil da fabricante da vacina indiana, Barath Biontech, desde quando a empresa fornecia preservativos femininos ao Ministério da Saúde.

"Há 15 dias, meados de junho, o Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 60 milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 chamada Convidecia, do laboratório chinês CanSino. O preço é de nada menos que 17 dólares a dose, mais cara que a Covaxin. A se confirmar o negócio, que está na dependência da Anvisa, será a vacina mais cara negociada pelo Brasil (É dose única, mas a Janssen também e custa US$ 10)", escreveu o jornalista.

Hugo Souza detalha a próxima relação de Ricardo Barros com o empresário Francisco Feio Ribeiro Filho, conhecido como Chiquinho Ribeiro, e lembra que a Belcher Farmacêutica do Brasil, há um ano, "foi alvo da Operação Falso Negativo, contra empresas que se lambuzaram em superfaturamentos aproveitando-se da dispensa de licitação para aquisição de testes rápidos de covid-19".

O contrato do Ministério da Saúde, lotado de políticos do “Centrão” em áreas estratégicas para aquisição de vacinas, tem intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina CanSino.

Em coluna na Revista Fórum, o jornalista Renato Rovai informa que o governo federal iria pagar 17 dólares por dose - quer dizer, R$ 5,2 bilhões por 60 milhões de doses, conforme revelou a CNN em 23 de junho. Trata-se do valor mais alto de todas as vacinas compradas pelo governo, incluindo a superfaturada Covaxin, 15 dólares.

Rovai lembra que o paranaense Emanuel Catori, diretor presidente da Belcher Farmacêutica do Brasil, junto com os empresários bolsonaristas Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard, "liderou um movimento para que empresas privadas conseguissem permissão para comprar e distribuir imunizantes, criando o ‘camarote das vacinas’. Em março deste ano, ele esteve em Brasília para uma conversa com o governo federal acerca deste tema".

Leia abaixo o texto de Hugo Souza sobre o caso:

Sábado às 11:01

Atenção, CPI e colegas jornalistas:

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, apontado ontem por Luis Miranda como o homem acobertado por Bolsonaro na fraude da Covaxin, é próximo do empresário Francisco Feio Ribeiro Filho.

Conhecido como Chiquinho Ribeiro, o dono da Pneumar foi presidente da Urbamar, empresa de urbanização de Maringá, quando Barros foi prefeito da cidade, lá no início da década de 90. Na declaração de Imposto de Renda de Barros para o exercício 2002 aparece o nome de Francisco Feio Ribeiro Filho na seção "pagamentos e doações efetuados", e o valor de R$ 16 mil, algo que hoje seria em torno de R$ 50 mil, pela correção IPCA.

Quando Chiquinho Ribeiro completou 70 primaveras, em 2016, o irmão de Ricardo, Silvio Barros - que também já foi prefeito da terra do Marreco -, publicou no Instagram uma foto sua e de sua consorte na comemoração: "festa linda, merecida e abençoada do nosso amigo Chiquinho Ribeiro".

Quando Cida Borghetti, esposa de Ricardo Barros, tornou-se governadora do Paraná, em 2018, Chiquinho foi parar na direção da Companhia de Saneamento do estado (Sanepar).

Há dois meses, Cida Borghetti foi nomeada por Bolsonaro para o Conselho de Administração de Itaipu Binacional, rendendo o indefectível Carlos Marun e com salário de R$ 27 mil para participar de umas reuniões.

Há 15 dias, meados de junho, o Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 60 milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 chamada Convidecia, do laboratório chinês CanSino. O preço é de nada menos que 17 dólares a dose, mais cara que a Covaxin. A se confirmar o negócio, que está na dependência da Anvisa, será a vacina mais cara negociada pelo Brasil (É dose única, mas a Janssen também e custa US$ 10).

Estamos falando de um negócio de mais de R$ 5 bilhões. Para quem não queria "vaChina", que coisa, hein?

A representante da CanSino no país é a Belcher Farmacêutica do Brasil, com sede em... Maringá. Há um ano, em julho do ano passado, a Belcher foi alvo da Operação Falso Negativo, contra empresas que se lambuzaram em superfaturamentos aproveitando-se da dispensa de licitação para aquisição de testes rápidos de covid-19.

Um dos sócios da Belcher é Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, que é filho de... Chiquinho Ribeiro. 

No dia 6 de janeiro de 2021, há poucos meses, portanto, foi aberta em Maringá a empresa Rcy Brasil & Belcher Spe Ltda, com atividade principal de "Comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano". No quadro de sócios e administradores da novíssima firma consta a Belcher e a Ribetech Participacoes Sociais LTDA, pessoa jurídica com capital social de mil reais representada pela pessoa física Francisco Feio Ribeiro Filho - Chiquinho Ribeiro, o velho conhecido de Ricardo Barros. 

A Rcy Brasil & Belcher funciona no mesmo endereço da Belcher em Maringá, no número 21102 da rua Rodolfo Cremm, numa construção tipo galpão rodeada por terrenos baldios, segundo mostra o último registro feito pelo Google Street View, em 2020. A farmacêutica maringaense que é parte em um contrato de mais de R$ 5 bilhões com o Ministério da Saúde, para compra de vacinas, tem o número de identificação do seu imóvel-sede apenas e tão somente escrito à mão no poste de ligação de energia.

Cereja: informações da imprensa dão conta de que por trás do pedido de liberação da vacina Convidecia na Anvisa estão Luciano Hang, Carlos Wizard, além do outro sócio da Belcher, Emanuel Catori. Hang e Wizard são os dois grandes empresários brasileiros mais próximos do presidente da República. Um anda na garupa, o outro é do gabinete paralelo.

Pode ser apenas mais uma grande Convidecia, digo, coincidência, já que este é o país delas, vide a lista de condôminos do Vivendas da Barra.

Mas acho que convinha dar uma olhada no tocante a essa cuestão aí. Talquei?

Fonte: 247

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

R$ 15 milhões! PSOL pede à PGR investigação sobre escândalo do leite condensado do governo Bolsonaro

 


O pedido feito por deputados do PSOL destaca a incompatibilidade dos gastos com o momento de crise sanitária que o país atravessa e com o quadro de crescimento da pobreza e desigualdade social

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) protocolou um pedido de investigação ao procurador-geral da República, Augusto Aras, sobre o escândalo envolvendo a compra de R$ 1.8 bilhão em alimentos pelo governo federal no ano de 2020.

A ação também foi assinada pelas deputadas Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Vivi Reis (PSOL-PA). 

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o documento destaca que o gasto é descomunal e incompatível com o momento de crise sanitária que o país atravessa.

Enquanto isso, afirma o texto, o governo federal realiza "um conjunto de fatores que vai desde a ineficiência do governo federal no enfrentamento das crises ora instaladas, passando pelo aumento do desemprego e cortes de orçamento da agricultura familiar, até as políticas neoliberais e ultra neoliberais fomentadas pelo Ministério da Economia que geram o crescimento da pobreza e da extrema pobreza de forma acelerada".

"Ainda, há que se falar do desmonte das políticas de segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar. Nesse sentido, esse desmonte vai ao encontro do agravamento das condições de vida da população pobre, que ficou completamente desprovida de assistência, gerando, assim, um quadro de crescimento da pobreza e abandono", continua o texto. 

"Tal situação de caos e fome, aliada à atual crise sanitária decorrente da Covid-19, evidencia mais ainda o grau de desigualdade, o grau absurdo de pobreza e falta de condições da população trabalhadora de viver uma vida digna."

Os gastos incluem, entre outras mercadorias, R$ 15 milhões em leite condensado, R$ 2.5 milhões em vinho somente para o ministério da Defesa, R$ 1 milhão em alfafa e R$ 2.2 milhões em goma de mascar. Os dados foram divulgados pelo Metrópoles. 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A mamata continua, salário bruto de R$ 17,3 mil mensais! Após se afastar de senador do “escândalo da cueca”, sobrinho de Bolsonaro ganha novo cargo.

 


Primo dos filhos de Jair Bolsonaro, Léo Índio foi nomeado como assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado

Primo dos filhos de Jair Bolsonaro e amigo do vereador Carlos Bolsonaro, Léo Índio foi nomeado nesta terça-feira (3) como assessor parlamentar da Primeira Secretaria do Senado, comandada pelo senador Sérgio Petecão, do PSD do Acre, e aliado do governo. A informação é do jornalista Guilherme Amado, em sua coluna no portal UOL. 



A nomeação ocorre menos de três semanas após Léo Índio deixar um cargo no gabinete de Chico Rodrigues, flagrado pela Polícia Federal com dinheiro da cueca.

O conhecimento liberta. Saiba mais





quinta-feira, 22 de outubro de 2020

O escândalo que sacode a medicina brasileira

 


Às vésperas da homologação da vitória do médico César Eduardo Fernandes com 60,46% dos votos da Associação Médica Brasileira, derrotando a situação com 39,54%, sérias são as denúncias que sacodem o ambiente médico nacional.

Além de dados extraídos de auditoria contratada pela própria AMB – controlada pelo mesmo grupo no poder há uma década –, começam a surgir graves elementos de prova contra os integrantes da diretoria que ora deixa o poder.

A KPMG, uma das quatro maiores empresas de auditagem do mundo, já havia descoberto desvios para uma conta bancária fantasma, que recebeu 774 transferências em apenas dois anos, e que, ao fim, alguns milhões foram parar num salão de beleza.

Apesar das contas serem assinadas pelo presidente Florentino Cardoso Filho e o tesoureiro José Luiz Bonamigo Filho — os valores chegam aos R$ 50 milhões –, uma veterana funcionária burocrática, de baixo escalão, Maria Aparecida Rodrigues, foi responsabilizada pelo desvio de cerca de R$ 2 milhões.

À Folha de S.Paulo, ela declarou que foi trancada numa sala, coagida e que a acusação teria motivação política. Maria Aparecida foi funcionária da AMB por 25 anos e se declara disposta a testemunhar sobre todas as irregularidades que presenciou, inclusive manipulações eleitorais e desvios de grandes somas dinheiro.

Ambos são conselheiros federais do Conselho Federal de Medicina e Jose Bonamigo, chefe em um dos mais respeitados hospital do país, o Hospital Israelita Albert Einstein.

O processo, que já está nas mãos da polícia paulistana, vai crescendo. Documentos são acrescentados a cada dia.

A já famosa conta da AMB, cujos cheques eram assinados pelos Drs. Florentino (presidente) e Bonamigo (tesoureiro), registram transações entre a conta de número 2-151-4, da agência 0646, do Banco Itaú, na Avenida Paulista, e a número 115.688-8, da agência 4223-4 do Banco do Brasil. As duas tem os mesmo CNPJ, o 61.413.605/0001-07, o da AMB.

Foi através de conta-fantasma que verdadeiras pérolas são encontradas:

• O tesoureiro José Bonamigo autorizou a contratação da 5º maior empresa de auditoria de mundo, GRANT THORNTON para DEFENDER a Chapa 2 nas eleições da APM (Associação Paulista de Medicina), não tendo como justificar a saída desses valores na AMB, solicitou (alegando que estava de plantão no Hospital Albert Einstein e não poderia aprovar naquele momento) que o financeiro, sob supervisão de Maria Aparecida Rodrigues, providenciou a transferência do valor à empresa MEIRELES & BONAMIGO (empresa que tinha a esposa de Jose Bonamigo como sócia), conforme comprovante de 10 mil reais, conforme nota emitida pela GRANT THORNTON, o que foi devidamente reembolsado pela AMB.
• JOSE LUIZ BONAMIGO FILHO autorizou reembolsos em questões pessoais dos diretores: o pagamento do conserto de relógio e revisão e funilaria de veículo de propriedade da Gerente Financeira (veículo Honda City placa FRS 4541), grande aliada das apresentações dos balanços maquiados à auditoria e Conselho Fiscal. No processo está a nota fiscal do pagamento de Relógio Apple IWatch cujo serial number é de propriedade do presidente à época, Dr. Florentino Cardoso, reembolsado pela AMB a prestadores, por meio de relatórios de reembolso que propositadamente Jose Luiz Bonamigo Filho deixou de apresentar.
• USO DO DINHEIRO DA AMB PARA FINS PESSOAIS – JOSE BONAMIGO ORDENADOR DE DESPESAS PARA ABRIR SUA CLÍNICA INSTITUTO PAULISTA DE MEDICINA – Jose Luiz BonamigoFilho, médico chefe do Hospital Israelita Albert Einstein, segundo se apurou contratou pela Associação Médica Brasileira – AMB, uma empresa de contabilidade e utilizou a mesma para abrir sua própria empresa médica, quem pagou e reembolsou por essa abertura ao que parece pelos documentos foi a própria instituição. Isso tem demonstrado à polícia paulistana muito sobre a maneira que o tesoureiro, por quase 10 anos, utilizou o dinheiro da instituição e que deve ter muito a explicar sobre o desvio de 50 milhões descobertos por um prestador de serviços.
• DOCUMENTO PROBATÓRIO DE QUE JOSE BONAMIGO, FOI O RESPONSÁVEL DE DESPESAS PAGAS PELA ILEGALMENTE PELA AMB EM CAMPANHA ELEITORAL PARA ASSUMIR A APM, no item “Boleto Bancário Emitido Pela MT LOG BRASIL Transportes Rápidos”, tornando-se necessário esclarecer que JOSE BONAMIGO solicitou ao financeiro que pagasse uma empresa que fizesse os “disparos” de materiais de campanha contra a APM, em que justificou não poder fazer porque ele, (Bonamigo) estava fora da AMB em plantão no Hospital Israelita Albert Einstein. Financeiro, AUTORIZADO POR EMAIL INSTITUCIONAL DA AMB, pagou pelas despesas e em seguida recebeu o reembolso pela AMB, autorizada por Jose Bonamigo. (E-mail em anexo)
• USO COMPROVADO DO DINHEIRO DA AMB PARA ELEGER JOSE BONAMIGO COMO GOVERNADO DO AMERICAN COLLEGE OF PHISICYANS Atual Governador do ACP-BR, Jose Bonamigo solitou que fizesse a abertura do capítulo com todas as depesas custeadas pela AMB, inclusive que fosse negociado com a contabilidade que somente eles teriam a conta das instituições dos médicos jovens ANMR, AMERESP, ABLAM, caso não cobrassem para fazer a abertura, isso consta em contrato assinado por JOSE BONAMIGO.
• JOSE BONAMIGO – FALSIFICAÇÃO DA ASSINATUDA DA EMPRESA DO CANDIDATO LINCOLN LOPES FERREIRA PARA ELEIÇÕES AMB 2017 – PAGA OU REEMBOLSADA PELA AMB – DISPARO DE MAILMARKETING Esse foi o fato que gerou a rescisão da assessoria jurídica que atuou até 2017 com a AMB. Jose Bonamigo solicitou a um prestador de serviços de confiança para figurar como representante legal da empresa do atual presidente da AMB – Lincoln Lopes Ferreira no contrato de disparador de e-mails de campanha – que se compromissou com Jose Bonamigo, que se eleito à presidência da AMB o indicaria para o cargo de Conselheiro Federal indicado pela AMB.
• USO POLÍTICO DO DINHEIRO DO ASSOCIADO EM 2019 – AMB PAGA GUIA JUDICIAL DE 35.000,00 REAIS PARA A CHAPA 2 DA APM ONDE JOSE BONAMIGO É CANDIDATO A DIRETOR ADMINISTRATIVO – processo nº 1083344-57.2017.8.26.0100 me curso na 1ª Vara Cível Central de São Paulo. Lincoln Lopes Ferreira e Jose Bonamigo, suportaram o pagamento da perita judicial no processo nº 1083344-57.2017.8.26.0100 me curso na 1ª Vara Cível Central de São Paulo que a Chapa de Jose Bonamigo promove contra a APM, tanto é que as conversas, mostram o Presidente da AMB justificando o atraso no pagamento e que estava atuando junto com o Tesoureiro (Jose Bonamigo) para ver como faria o pagamento, se pela AMB ou se por terceiros para posterior reembolso. A verdade é que a GUIA JUDICIAL da PERITA JUDICIAL dos membros da Chapa 2 contra a atual diretoria da APM foi paga pela AMB na pessoa de seus diretores e devem ser cobrados sobre a prestação de contas.
• Dois depoimentos explosivos começaram a nortear as investigações policiais: a do 2º tesoureiro Miguel atestando que os próprios ex-advogados da AMB foram os responsáveis pela descoberta do milionário desvio de cerca de R$ 50 milhões através da caixa 2 durante a gestão que agora se finda;e a de Alisson Mello de Queiroz, morador em Sorocaba e ex-funcionário da Associação Paulista de Medicina (APM), alvo de tentativa de corrupção de dirigentes da AMBque o queriam contratar para realizar espionagem. Alisson revelou com riqueza de detalhes ter “sido muito procurador pelos Drs. José Luiz Bonamigo Filho e Diogo Sampaio Leite, membros da diretoria da AMB comandada pelo Dr. Florentino Cardoso, no ano de 2014, para que pudesse vasculhar informações, interferir no processo eletrônico e procurar por documentos que pudessem contribuir para a campanha eleitoral, por ser até então funcionário da Associação Paulista de Medicina. De 2014 a 2017, a AMB autorizada pelo Dr. José Bonamigo, realizou o pagamento de todos os advogados que me defenderam, comprou passagens internacionais para justificar minha saída do país, pagou todas as taxas de processos, tudo isso para que eu não revelasse os pedidos que me fizeram durante o período eleitoral de 2014, sendo que enviei os comprovantes de despesas para o Dr. Bonamigo, que me pedia para enviar para as meninas do financeiro que elas dariam um jeito de arrumar e acertar, a que hoje entendo a grande gerência administrativa”. 

A tal conta-fantasma (milionária) que financia todas as ilegalidades da diretoria que está saindo do comando da Associação Médica Brasileira nunca foi apresentada perante o Conselho Fiscal, as Auditorias Internas ou as Assembleias de Delegados. Ela, simplesmente, não existia.

A Folha de S. Paulo puxou a ponta do novelo, mas o gordo novelo está sendo desenrolado em processo criminal sigiloso.

Fonte DCM

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