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sábado, 27 de agosto de 2022

A curiosa história do prefeito que comprou 15 carros 0km para presentear os netos

 



Prefeito de Bom Jesus de Goiás, Adair Henriques da Silva (DEM) virou notícia no início do ano ao presentear 15 netos com carros zero km. Segundo o avô generoso, o bom momento nos negócios da família permitiu que ele gastasse mais de R$ 2 milhões com o mimo aos familiares, vale destacar que o dinheiro para compra dos carros saiu de seus empreendimentos particulares e não da política.





Carros

Foto reprodução

“É um privilégio e uma honra entregar esses veículos aos meus netos e netas. Que seja útil para suas vidas. É um presente que fiz com muito carinho, muito amor. Que Deus abençoe a todos nós para que possamos continuar trabalhando nesse momento tão bom que estamos vivendo do agronegócio, para que eu possa entregar, em breve, para os oito netos que estão completando 18 anos mais um veículo dessa qualidade”, afirmou o político.



Adair e Maria Eduarda min

Foto reprodução

Os carros escolhidos foram o novo Jeep Compass, todos na cor azul – sua cor favorita – e na versão Longitude. Equipados com motor 1,3 turboflex, custam em média R$ 150 mil cada. O plano começou em julho de 2021, mas os modelos só terminaram de ser entregues em janeiro.


Uma das netas, a engenheira agrônoma Adriana Desidério Maggioni, postou um vídeo do momento nas redes sociais. Em outras imagens postadas no Instagram, aparece um caminhão carregando os carros, além dos veículos enfileirados à espera dos donos. O prefeito também posou para uma foto com os netos reunidos.




Foto reprodução

“O momento foi de gratidão. Olhar para os olhos dele e ver ele se sentindo realizado em dar isso para todos os netos foi maravilhoso. Ele pode contar um pouquinho da sua história de vida para nós, e é sempre bom ouvir”, comenta Adriana.


A neta acredita que o vídeo viralizou porque ele é um prefeito, mas ela ressalta que o político também é um agropecuarista. “E acima de tudo é nosso avô e nosso pai. Ele é muito generoso, não é a primeira vez que surpreende toda família. Desde 1980, quando começou a crescer na vida, sempre ajudou a família: construir a casa dos pais e, quando os filhos casaram, deu uma casa para cada.”



 

Foto reprodução


Foto reprodução

Fonte: Uol Carros

domingo, 19 de dezembro de 2021

Itapemirim: Dono da ITA, que deixou milhares sem voos nos aeroportos, comprou cobertura de R$ 12 milhões no litoral

 



Sidnei Piva, dono da ITA (do grupo Itapemirim), que cancelou todos os voos da empresa na sexta-feira (17), comprou há pouco tempo uma cobertura de R$ 12 milhões na refinada Riviera de São Lourenço, um condomínio praiano na cidade de Bertioga (SP). O dono da companhia aérea deixou 40 mil passageiros sem poder viajar neste fim de ano, naquilo que o jurista qualificou como um “crime planejado contra o consumidor”.

Piva pagou cerca de R$ 12 milhões pelo imóvel, no edifício Athenas. Estima-se que tenha gasto mais R$ 5 milhões na reforma que fez no apartamento, que não apresentava as condições ideais para moradia, segundo Piva -informa o jornalista Lauro Jardim em O Globo.

Além do caso da companhia aérea, o grupo Itapemirim é acusado de outro golpe por centenas de investidores, ao lado das empresas Extrading Exchange & Trading Platform e Future Design Solutions Ltda (FDS). O grupo não devolveu cerca de R$ 400 mil investidos nas criptomoedas CrypTour, moeda digital lançada em julho deste ano pela Itapemirim, e não deu mais mais acesso à plataforma da Extrading, que foi retirada do ar, para pedir o resgate ou simplesmente ter acesso a informações sobre o destino do dinheiro.

Assista dois vídeos com protestos nos aeroportos que se espalharam desde a sexta-feira:

 


domingo, 12 de dezembro de 2021

Presidente de BNDES comprou mansão de R$ 4 milhões em bairro de Flávio Bolsonaro

 

Gustavo Henrique Moreira Montezano e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters | Marcos Corrêa/PR)


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, concluiu, em 2 de setembro de 2020, a compra de uma residência localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília, pelo valor de R$ 4,1 milhões, segundo o Correio Braziliense.

A aquisição, destaca a reportagem do CB, ocorreu cinco meses antes de Flávio Bolsonaro (PL) comprar outra mansão, de R$ 6 milhões, na mesma região, no Setor de Mansões Dom Bosco, a cerca de 8km da casa de Montezano.

Segundo certidão de ônus e certidão de matrícula, cerca de um mês antes de o imóvel ser registrado no nome de Montezano, a casa e reconstruída com quase o dobro do tamanho, 600,5m². O Lago Sul, onde ela está localizada, é um dos endereços mais caros do Distrito Federal, com o metro quadrado no bairro custando cerca de R$ 13 mil.

Montezano é do Rio de Janeiro, onde está a sede do BNDES. No entanto, ele preferiu se instalar em Brasília. A reportagem lembra que antes de se transferir para a capital federal, ele morou no mesmo condomínio da família Bolsonaro no Rio de Janeiro, onde tornou-se amigo de Flávio e Eduardo Bolsonaro. Segundo a assessoria do BNDES, em nota enviada ao CB, Montezano já morava em Brasília antes da compra do imóvel.

"O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, esclarece que já reside em Brasília com sua família desde antes de assumir a presidência do banco. Também reforça que a sua agenda de trabalho é pública, divulgada no portal da instituição e descreve a sua rotina de atuação dividida entre os escritórios do banco em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo", respondeu a assessoria.

No entanto, segundo a reportagem, o único imóvel registrado no nome de Montezano no Distrito Federal é a mansão no Lago Sul, que foi adquirida sem nenhuma condição — como financiamento com instituições financeiras (bancos ou corretoras) —, o que indica que Montezano pode ter comprado a casa à vista.

Enquanto presidente do BNDES, Montezano recebe salário mensal de R$ 82,7 mil, o que lhe proporciona uma renda anual de cerca de R$ 1 milhão. Antes de ingressar no governo Bolsonaro, ele foi sócio-diretor do BTG, banco com patrimônio avaliado em R$ 35 bilhões. Ele é filho de Roberto Montezano, que trabalhou com o ministro da Economia, Paulo Guedes, por muitos anos.


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Paulo Maiurino, Diretor-geral da PF comprou e quitou em um ano imóvel de luxo em Miami


 


Por Guilherme Amado, no Metrópoles - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), delegado Paulo Maiurino, comprou e quitou 16 meses depois um apartamento de US$ 675 mil (R$ 3,5 milhões) em Miami Beach. O financiamento foi de US$ 337,5 mil, ou R$ 1,9 milhão no câmbio de hoje. O expediente é incomum porque, ao escolher esse caminho, Maiurino acabou pagando mais entre taxas do banco e juros. Por outro lado, a operação desperta menos a atenção das autoridades financeiras dos EUA encarregadas de fiscalizar a origem do dinheiro de compras feitas à vista. A existência do apartamento foi revelada pelo repórter Allan de Abreu.

Mas não só isso causa estranheza na transação imobiliária, feita por Maiurino em 2016. O salário de um delegado de classe especial da PF, degrau atual de Maiurino na corporação, é de R$ 31 mil brutos. Em valores líquidos, são cerca de R$25 mil. Já sua companheira, a funcionária pública Renata Veit, é assessora parlamentar no gabinete do deputado Bacelar, do Podemos da Bahia, desde abril deste ano e teve em outubro um rendimento líquido, já com auxílios, de R$ 6,2 mil.

Leia a íntegra no Metrópoles.


domingo, 27 de junho de 2021

Mais um escândalo: governo comprou R$ 5,2 bilhões de vacina CanSino, representada por empresa de amigo de Ricardo Barros

 


O governo de Jair Bolsonaro pode estar envolvido em mais um esquema de corrupção na compra de vacinas, além da indiana Covaxin, cujo caso veio à tona na CPI da Covid na última sexta-feira (25). Tratam-se agora de suspeitas na compra da vacina Convidecia, do laboratório chinês CanSino.

Desta vez, a empresa intermediária é a BelCher Farmacêutica Brasil, com sede em Maringá, terra do líder do governo, Ricardo Barros, que teve o nome citado na sexta pelo deputado Luis Miranda como alguém que comandava o esquema na Covaxin, do qual Bolsonaro sabia e não fez nada. Um dos sócios da empresa é Daniel Moleirinho, cujo pai é parceiro político de Barros.

As revelações foram feitas pelo jornalista Hugo Souza, em seu Facebook. Em um outro texto, ele ainda resgatou uma relação mais antiga entre o líder do governo e a Precisa, representante no Brasil da fabricante da vacina indiana, Barath Biontech, desde quando a empresa fornecia preservativos femininos ao Ministério da Saúde.

"Há 15 dias, meados de junho, o Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 60 milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 chamada Convidecia, do laboratório chinês CanSino. O preço é de nada menos que 17 dólares a dose, mais cara que a Covaxin. A se confirmar o negócio, que está na dependência da Anvisa, será a vacina mais cara negociada pelo Brasil (É dose única, mas a Janssen também e custa US$ 10)", escreveu o jornalista.

Hugo Souza detalha a próxima relação de Ricardo Barros com o empresário Francisco Feio Ribeiro Filho, conhecido como Chiquinho Ribeiro, e lembra que a Belcher Farmacêutica do Brasil, há um ano, "foi alvo da Operação Falso Negativo, contra empresas que se lambuzaram em superfaturamentos aproveitando-se da dispensa de licitação para aquisição de testes rápidos de covid-19".

O contrato do Ministério da Saúde, lotado de políticos do “Centrão” em áreas estratégicas para aquisição de vacinas, tem intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina CanSino.

Em coluna na Revista Fórum, o jornalista Renato Rovai informa que o governo federal iria pagar 17 dólares por dose - quer dizer, R$ 5,2 bilhões por 60 milhões de doses, conforme revelou a CNN em 23 de junho. Trata-se do valor mais alto de todas as vacinas compradas pelo governo, incluindo a superfaturada Covaxin, 15 dólares.

Rovai lembra que o paranaense Emanuel Catori, diretor presidente da Belcher Farmacêutica do Brasil, junto com os empresários bolsonaristas Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard, "liderou um movimento para que empresas privadas conseguissem permissão para comprar e distribuir imunizantes, criando o ‘camarote das vacinas’. Em março deste ano, ele esteve em Brasília para uma conversa com o governo federal acerca deste tema".

Leia abaixo o texto de Hugo Souza sobre o caso:

Sábado às 11:01

Atenção, CPI e colegas jornalistas:

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, apontado ontem por Luis Miranda como o homem acobertado por Bolsonaro na fraude da Covaxin, é próximo do empresário Francisco Feio Ribeiro Filho.

Conhecido como Chiquinho Ribeiro, o dono da Pneumar foi presidente da Urbamar, empresa de urbanização de Maringá, quando Barros foi prefeito da cidade, lá no início da década de 90. Na declaração de Imposto de Renda de Barros para o exercício 2002 aparece o nome de Francisco Feio Ribeiro Filho na seção "pagamentos e doações efetuados", e o valor de R$ 16 mil, algo que hoje seria em torno de R$ 50 mil, pela correção IPCA.

Quando Chiquinho Ribeiro completou 70 primaveras, em 2016, o irmão de Ricardo, Silvio Barros - que também já foi prefeito da terra do Marreco -, publicou no Instagram uma foto sua e de sua consorte na comemoração: "festa linda, merecida e abençoada do nosso amigo Chiquinho Ribeiro".

Quando Cida Borghetti, esposa de Ricardo Barros, tornou-se governadora do Paraná, em 2018, Chiquinho foi parar na direção da Companhia de Saneamento do estado (Sanepar).

Há dois meses, Cida Borghetti foi nomeada por Bolsonaro para o Conselho de Administração de Itaipu Binacional, rendendo o indefectível Carlos Marun e com salário de R$ 27 mil para participar de umas reuniões.

Há 15 dias, meados de junho, o Ministério da Saúde assinou intenção de compra de 60 milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 chamada Convidecia, do laboratório chinês CanSino. O preço é de nada menos que 17 dólares a dose, mais cara que a Covaxin. A se confirmar o negócio, que está na dependência da Anvisa, será a vacina mais cara negociada pelo Brasil (É dose única, mas a Janssen também e custa US$ 10).

Estamos falando de um negócio de mais de R$ 5 bilhões. Para quem não queria "vaChina", que coisa, hein?

A representante da CanSino no país é a Belcher Farmacêutica do Brasil, com sede em... Maringá. Há um ano, em julho do ano passado, a Belcher foi alvo da Operação Falso Negativo, contra empresas que se lambuzaram em superfaturamentos aproveitando-se da dispensa de licitação para aquisição de testes rápidos de covid-19.

Um dos sócios da Belcher é Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, que é filho de... Chiquinho Ribeiro. 

No dia 6 de janeiro de 2021, há poucos meses, portanto, foi aberta em Maringá a empresa Rcy Brasil & Belcher Spe Ltda, com atividade principal de "Comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano". No quadro de sócios e administradores da novíssima firma consta a Belcher e a Ribetech Participacoes Sociais LTDA, pessoa jurídica com capital social de mil reais representada pela pessoa física Francisco Feio Ribeiro Filho - Chiquinho Ribeiro, o velho conhecido de Ricardo Barros. 

A Rcy Brasil & Belcher funciona no mesmo endereço da Belcher em Maringá, no número 21102 da rua Rodolfo Cremm, numa construção tipo galpão rodeada por terrenos baldios, segundo mostra o último registro feito pelo Google Street View, em 2020. A farmacêutica maringaense que é parte em um contrato de mais de R$ 5 bilhões com o Ministério da Saúde, para compra de vacinas, tem o número de identificação do seu imóvel-sede apenas e tão somente escrito à mão no poste de ligação de energia.

Cereja: informações da imprensa dão conta de que por trás do pedido de liberação da vacina Convidecia na Anvisa estão Luciano Hang, Carlos Wizard, além do outro sócio da Belcher, Emanuel Catori. Hang e Wizard são os dois grandes empresários brasileiros mais próximos do presidente da República. Um anda na garupa, o outro é do gabinete paralelo.

Pode ser apenas mais uma grande Convidecia, digo, coincidência, já que este é o país delas, vide a lista de condôminos do Vivendas da Barra.

Mas acho que convinha dar uma olhada no tocante a essa cuestão aí. Talquei?

Fonte: 247

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Ex-mulher de Bolsonaro comprou 14 imóveis enquanto foi casada com ele



Ao longo dos 11 anos em que esteve casada com Jair Bolsonaro, entre 1997 e 2008, Ana Cristina Siqueira Valle comprou 14 imóveis. Cinco deles em dinheiro vivo.

De acordo com reportagem da revista Época, que analisou quase 40 escrituras de compra e venda e 20 registros em cartórios do Rio e de Brasília, o patrimônio foi avaliado em R$ 3 milhões em 2008, quando Ana Cristina se separou do presidente.

Em valores corrigidos pelo IPCA, disse a revista, são R$ 5,3 milhões.

Segundo a reportagem, os cinco imóveis pagos em “moeda corrente” foram comprados entre 2000 e 2006. As operações somaram R$ 243,3 mil na época – hoje, R$ 680 mil, conforme a correção feita pela revista.

Depois da separação de Bolsonaro, continuou a reportagem, Ana Critina ficou com nove imóveis. Desses, havia cinco terrenos em Resende (RJ) cujos valores declarados pelo casal em 2006 eram de R$ 160 mil. Depois do fim da separação litigiosa, Ana Cristina revendeu os terrenos por R$ 1,9 milhão.

A compradora foi a empresa Alambari Empreendimentos e Participações, de propriedade de um empresário do ramo dos transportes, Marcelo Traça, segundo a Época. Ele é um dos delatores da Lava Jato no Rio de Janeiro e admitiu que negócios com imóveis era uma das formas que usava para lavar dinheiro.

Leia também na Crusoé a história de um apartamento comprado em Brasília por outra ex-mulher de Bolsonaro.

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