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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Após escândalo do MEC, Bolsonaro reconhece que existe corrupção no governo: "casos isolados que pipocam"

 


Jair Bolsonaro (PL) foi derrotado em seu discurso de que não há corrupção em seu governo e agora já reconhece "casos isolados". A mudança na narrativa do chefe do executivo ocorreu durante discurso em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (29), e após a divulgação do escândalo no Ministério da Educação, envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores próximos ao presidente.

Em trecho do discurso de hoje de Bolsonaro, recuperado pelo jornal O Globo, o presidente afirma: "(...) bem como o combate à corrupção. Isso nós estamos muito bem no governo. Não temos nenhuma corrupção endêmica no governo. Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução para isso."

O jornal lembra que, há poucos meses, em março, Bolsonaro havia afirmado categoricamente que seu governo estava 'limpo' de esquemas: "E quando se fala em corrupção, nós temos que falar: três anos e três meses sem qualquer denúncia de corrupção em nossos ministérios. Tentam a toda maneira nos igualar com quem nos antecedeu, mas não conseguirão, porque é um governo que acima de tudo tem profundo respeito pela sua população."

PF apura novo foco de corrupção no governo Bolsonaro

 

Jorge Kajuru, Elias Vaz, Polícia Federal e o Palácio do Planalto (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado | ABr | Billy Boss/Câmara dos Deputados)


A Polícia Federal instaurou inquérito com o objetivo de apurar superfaturamento nos gastos do governo de Jair Bolsonaro com propaganda. O delegado José Augusto Campos Versiani ficou responsável pelo Inquérito Policial 2022.0030159, em consequência de uma representação feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) e pelo senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) ao Ministério Público Federal em outubro do ano passado. A informação foi publicada pela coluna Radar, de Veja, nesta quarta-feira (29).

Os parlamentares identificaram gastos milionários para a produção de vídeos por empresas contratadas pelo governo federal. 

Segundo Elias Vaz, "as irregularidades vão desde a cobrança de serviços que não foram prestados, passam por altos salários e número elevado de profissionais, equipamentos pagos e que não foram utilizados e o pagamento de valores muito acima dos de mercado". 

"É dinheiro público usado de forma indevida, enquanto o povo sofre para colocar comida na mesa. O correto seria que os responsáveis devolvessem os recursos para os cofres públicos", afirmou. 

Escândalo no MEC

A PF investiga um esquema de tráfico de influência e corrupção no Ministério da Educação. A corporação iniciou as apurações após a divulgação de um áudio, em março, quando Ribeiro afirmou que, a pedido de Bolsonaro, liberava dinheiro do MEC por indicação de dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Santos.

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a informação de que Jair Bolsonaro (PL) tinha avisado o ex-ministro sobre uma operação no MEC. O STF pediu um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que decidirá na próxima semana sobre o pedido de instalação da CPI do MEC protocolado pela oposição ao governo nessa terça-feira (28). 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Deputado bolsonarista é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

 


O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou a abertura de inquérito para investigar o deputado licenciado Vinícius Gurgel (PL-AP), por suspeita de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a Procuradoria-Geral da República, há indícios de participação do parlamentar em um esquema de propinas em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) no Amapá. A reportagem é do portal UOL. 

As investigações chegaram ao deputado a partir da Operação Pedágio, da Polícia Federal, que levou à prisão, em junho de 2019, do ex-chefe do Dnit Fábio Vilarinho e do então superintendente do órgão, Odnaldo de Jesus Oliveira. Os dois foram detidos sob suspeita de cobrar pagamentos de até 5% sobre o valor de contratos do Dnit para manutenção de estradas não pavimentadas. Entre 2015 e 2019, foram cinco termos assinados com a B.M.R. Empreendimentos, no valor total de R$ 24 milhões.

Apadrinhado de Gurgel no Dnit, Vilarinho exerceu cargos de direção desde 2015. Foi exonerado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em fevereiro de 2019. Assim que deixou o cargo, Vilarinho foi abrigado no gabinete de Gurgel, de onde saiu quatro meses depois, quando foi preso durante a operação da PF.

Segundo os investigadores, mesmo após sua saída, Vilarinho manteve influência sobre o Dnit e o esquema continuou a funcionar, o que foi confirmado em delação pelo empresário Bruno Manoel Rezende.


quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Empresa da Espanha envolvida em corrupção ganha empréstimo bilionário do BNDES

 


Apesar do aparente divórcio público, quando se trata de meter a mão no bolso do contribuinte, Bolsonaro e João Doria estão em núpcias.

Através de uma PPP, o governo Doria contratou o grupo espanhol Acciona para concluir a Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo, num negócio anunciado inicialmente em R$ 17 bilhões. 

O valor total só saberemos ao final da obra, se ela for concluída. Aditivos e suplementações não faltarão.

A parceira Bolsodoria virá em forma de grana: R$ 7 bilhões, 41% do valor contratado, virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidido por Gustavo Montezano, amigo de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Em nota à imprensa, ele disse que “a operação marca uma nova etapa no financiamento a obras de infraestrutura no País, usando práticas corriqueiras do setor nos países desenvolvidos”. A operação está entre as dez maiores do BNDES em todos os tempos.

O que ele não falou é que o Acciona é um grupo corrupto, envolvido em vários escândalos, entre eles o chamado Caso Plaza. Em fevereiro passado, a construtora Acciona comprometeu-se a pagar 60 milhões de euros ao governo para saldar a sua responsabilidade civil subsidiária no escândalo.

Não é corriqueiro em países desenvolvidos bancos públicos de fomento financiarem empresas envolvidas em roubalheira.

No Brasil, não só não é corriqueiro, como é critério decisório adotado pelo próprio BNDES na liberação de crédito. Qualquer empresa brasileira está sujeita a um termo de compromisso.

Está no Parágrafo II – Com relação às práticas legais, que obriga a empresa brasileira a declarar que: no Item a) “cumpre as leis, regulamentos e políticas anticorrupção, bem como as determinações e regras emanadas por qualquer órgão ou entidade, nacional ou estrangeiro, a que esteja sujeito por obrigação legal ou contratual, que tenham por finalidade coibir ou prevenir práticas corruptas, despesas ilegais relacionadas à atividade política…”

No Item b) “não tem conhecimento de que fornecedores de produto ou serviço essencial para a realização das exportações objeto do presente financiamento tenham praticado qualquer ato com ele relacionado que infrinja qualquer uma das normas mencionadas na alínea ‘a’ deste inciso”.

O termo é claro: a empresa brasileira não pode estar envolvida em corrupção e, além disso, tem que garantir que seus fornecedores e compradores, mesmo estrangeiros, também não são corruptos.

A mídia brasileira, acredite, está festejando. De acordo com o Estadão, “o empréstimo à concessionária da Linha 6-Laranja tem particularidades. Conforme Petrônio Cançado, diretor de Crédito à Infraestrutura do BNDES, a ideia é tornar esse modelo o novo padrão no banco. ‘O principal é ter o contrato de EPC bem feito, com mecanismos que permitam blindar o projeto. Assim, o pacote de garantias é definido caso a caso, dando conforto para trazermos investidores””.

Muito bom saber que a Acciona não precisa apresentar nenhuma fiança bancária e, se acontecer algum acidente durante a obra ou se ela não conseguir pagar o empréstimo, não tem problema, ela não terá de entregar patrimônio algum.

Essa inovação contratual dá muita tranquilidade para o acionista do BNDES, o povo brasileiro.

sábado, 16 de outubro de 2021

Mídia da Coreia do Norte: 'Round 6' exibe Coreia do Sul em que abundam 'as drogas e a corrupção'

 


O Arirang Meari afirmou que o espetáculo da série da Coreia do Sul retrata uma "sociedade desigual, onde pessoas sem dinheiro são tratadas como peças de xadrez para os ricos".

O popular drama de sobrevivência sul-coreano "Round 6" foi criticado na terça-feira (11) pelo portal norte-coreano Arirang Meari.

O portal declarou que a popularidade do programa deriva do fato de "expor a realidade da cultura capitalista sul-coreana, onde as drogas e a corrupção se tornaram populares".

Cena da série Round 6 da Netflix
© FOTO / NETFLIX 2021
Cena da série "Round 6" da Netflix

Declarando que o espetáculo expõe "um mundo onde só o dinheiro importa, um horror infernal", a mídia também citou alguns críticos sul-coreanos sem nome como dizendo que o "Round 6" mostra uma "sociedade desigual, onde pessoas sem dinheiro são tratadas como peças de xadrez para os ricos".

"Diz-se que isso faz as pessoas perceberem a triste realidade da sociedade sul-coreana, na qual os seres humanos são levados a uma competição extrema, e sua humanidade está sendo dizimada", disse o Arirang Meari sobre a trama do espetáculo.

O tabloide TMZ aponta que o portal da Coreia do Norte rotulou anteriormente as estrelas K-pop de "escravos" vivendo uma "vida miserável" na Coreia do Sul.

Personagens da série Round 6 da Netflix
© FOTO / NETFLIX 2021
Personagens da série "Round 6" da Netflix

A popular série sul-coreana, que se tornou a estreia mais assistida da Netflix, com mais de 111 milhões de visualizações desde seu lançamento em 17 de setembro, conta a história de 456 pessoas que optaram por participar de um concurso mortal por uma recompensa milionária.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Guardian, maior jornal inglês, destaca na capa corrupção de Bolsonaro, que supostamente roubava salários de assessores

 


O maior jornal da Inglaterra, o The Guardian, repercutiu a revelação de que Jair Bolsonaro participou diretamente de esquema de "rachadinhas" enquanto deputado federal. 

Gravações da ex-cunhada do presidente, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, obtidas pela jornalista Juliana Dal Piva, do UOL, mostram que Bolsonaro participava ativamente do esquema. Segundo Andrea, Bolsonaro demitiu o irmão dela porque ele se recusou a devolver a maior parte do salário como assessor.

O Guardian destaca que as revelações reforçam o chamado das ruas pelo impeachment "de um presidente que já enfrenta a crescente raiva da população por sua resposta anticientífica à pandemia da Covid-19, que matou quase 525.000 brasileiros".

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Homem que denunciou esquema de corrupção no governo Bolsonaro é PM de MG


 

O homem que se apresentou como representante da Davati Medical Supply, que diz ser intermediária na venda da AstraZeneca e que denunciou um suposto esquema de propina e, é o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominghetti Pereira.
Segundo a corporação, ele trabalha no município de Alfenas, no Sul do estado.


Ao todo, o nome do PM aparece em 37 processos na Justiça
Luiz Paulo disse que negociou com representantes do Ministério da Saúde a venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, e só não fechou negócio porque não concordou em pagar propina.


O envolvimento do PM neste tipo de negócio é recente, como explicou um homem que trabalhou com ele, tentando vender vacinas às prefeituras mineiras. Ele não quis se identificar.
“Eu conheci ele mais ou menos em fevereiro deste ano. Foi na época que o estado do Amazonas estava tendo aquele colapso da Covid”, disse o homem. Segundo o funcionário, nenhum contrato chegou a ser assinado.


Com informações do G1.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Descontrolado, Bolsonaro agride outra mulher jornalista ao ser questionado sobre corrupção em seu governo (vídeo)

 


Em novo ato de descontrole, Jair Bolsonaro atacou mais uma jornalista mulher. Questionado sobre o superfaturamento nos contratos de compra da vacina Covaxin, o presidente insultou a repórter Adriana de Luca, da CNN Brasil. 

"Responda! Comprada quando? Responda! Comprada quando?", disse Bolsonaro, visivelmente irritado. 

Interrompendo a repórter, ele surtou: "Pare de fazer perguntas idiotas, pelo amor de Deus!".

Nesta segunda-feira (21), Bolsonaro se irritou com outra jornalista. Ele atacou uma repórter de uma afiliada da TV Globo e mandou seu próprio staff "calar a boca". 

Confira o momento abaixo: 



segunda-feira, 7 de junho de 2021

VÍDEO – Randolfe: ‘CPI tem provas de que Bolsonaro negou vacinas motivado por dinheiro e esquema de corrupção’

 


Em entrevista à TVT, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, disse que o governo Bolsonaro foi motivado “por dinheiro” ao promover o uso da cloroquina no tratamento do vírus. “Esse negócio que a hidroxicloroquina era isso, era aquilo (sobre eficácia contra a covid), negativo! Era dinheiro (…) Vou ser mais claro: corrupção… passando a mão… esquema! (Foi utilizada) Advocacia administrativa. Nós temos provas disso na CPI”, declarou o parlamentar.


Randolfe antecipou na entrevista que o biólogo Paulo Zanotto e o ex-ministro Osmar Terra deverão ser convocados a depor na CPI para explicar sua ligação com o suposto “ministério paralelo” da Saúde.



quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Sem explicar os 89 mil na conta da esposa ou as rachadinhas, Bolsonaro justifica fim da Lava Jato: 'Porque não tem mais corrupção no governo'

 



O CUMULO DO CINISMO DA HIPOCRISIA

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) rasgou elogios à sua gestão, reconheceu que colocou fim à operação Lava Jato e justificou a atitude com o argumento de ausência de corrupção no seu governo. “Não quero acabar com a Lava Jato, eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo”, explicou Bolsonaro nesta quarta-feira (7).

O presidente ainda afirmou ter “orgulho e satisfação” em fazer o comunicado. Um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, é alvo de investigação de um suposto esquema de "rachadinha" no seu gabinete quando exercia o cargo de deputado estadual do Rio de Janeiro na Alerj. O ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, está preso e foi localizado no sítio do advogado Frederick Wassef, que tem ligação com a família do Presidente. Investigações também apontam depósitos de Queiroz na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro no valor de R$ 89 mil. Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, também já foi citado em investigações de supostos esquemas de rachadinha. 


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