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sábado, 23 de julho de 2022

Bolsonaro admite derrota iminente: “se eu perder o mandato, poderei ser preso por até cem anos pelos ataques à democracia"

 



Bolsonaro admitiu neste sábado (23), para uma plateia de apoiadores evangélicos em Vitória-ES, que está preparado para dar um golpe caso não seja reeleito, e que não teme as ações contra ele na Justiça comum, informa o site O Antagonista.

Bolsonaro, que na última segunda-feira (18) levantou (sem provas) suspeitas sobre o processo eleitoral e a confiança das urnas para embaixadores de vários países em uma reunião no Planalto, disse que tem “a obrigação moral, até com o sacrifício da própria vida” de não deixar o país perder a liberdade. O mandatário, inclusive, admitiu que vem fazendo ataques à democracia.

“Se eu perder o mandato, poderei ser preso por até cem anos pelos ataques à democracia. Eu não dou recado a ninguém. Se querem dar recado a mim, não vai surtir efeito. Vou continuar fazendo a mesma coisa”, disse durante Bolsonaro durante a Marcha para Jesus de Vitória.

Se derrotado, Bolsonaro perde o foro privilegiado e diversas ações contra ele poderão ser movidas por procuradores pelo país.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Depois de mentir, Carla Zambelli recua e admite que viajou aos EUA com verba pública

 



A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) admitiu, nesta terça-feira (25), ter utilizado verba pública em sua viagem aos Estados Unidos para participar da Marcha Nacional pela Vida, contra o aborto, realizada em Washington no último sábado (22), informa O Globo.

Depois de ter mentido ao afirmar que utilizou recursos próprios para custear o turismo nos EUA, a deputada voltou às redes sociais alegando que a Câmara a enviou em missão oficial para “defender a vida” e que os questionamentos sobre as despesas são uma “desculpa esfarrapada dos apologistas da morte”.

Segundo o portal da Câmara dos Deputadas, a viagem em “missão oficial de Zambelli, entre os dias 19 e 23 de janeiro, teve o objetivo de “participar do evento March for Life e de visita ao parlamento americano”, e envolveu o pagamento de 4 diárias e meia no valor de R$ 2.431,04 cada, totalizando R$ 10.939,68.


Ciro Nogueira admite que houve troca de cargos por apoio e se diz "para-raio" de Bolsonaro

 



Líder do Centrão e responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso, o senador Ciro Nogueira confirmou, em entrevista ao O Globo, que a decisão de Bolsonaro de lhe dar a caneta para administrar o Orçamento de 2022 foi uma estratégia para garantir apoio para sua campanha à reeleição. O ministro-chefe da Casa Civil disse que agora é o amortecedor de Bolsonaro e o “para-raio” de Paulo Guedes, ministro da Economia.

Nogueira admitiu que a relação de toma lá-dá-cá entre Bolsonaro e o PP é antiga.  Segundo ele, o apoio a Bolsonaro começou muito antes da sigla receber cargos e crescer dentro do governo. “É lógico que houve uma aproximação, e o presidente passou a escolher técnicos do meu partido. Quando cheguei à Casa Civil, vim só com a minha chefe de gabinete”, revela. 

Além da canetada do Orçamento, que colocou Nogueira em um posto privilegiado para definir como o dinheiro federal será gasto, o ministro-chefe da Casa Civil terá a difícil tarefa de articular a campanha de Bolsonaro, que aparece bem atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários. 

Questionado sobre o que fez o titular da Casa Civil mudar radicalmente de postura em relação a Bolsonaro quando o chamou de “facista e preconceituoso”, em 2017, e hoje tornar-se o "para-raio e amortecedor" do presidente, Nogueira disse que o governo Bolsonaro “foi capaz de fazer as transformações”, com destaque para o enfrentamento da pandemia de Covid no Brasil. “Acredito piamente em seu projeto”, afirmou. 

“Tivemos um presidente que enfrentou a maior pandemia da nossa história sem termos um país saques, violência e dando suporte a população, que foi capaz de dar 13 anos de Bolsa Família em Auxílio Emergencial para população sem quebrar o país”. 


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Ministro da Justiça admite ao TSE que não há prova de fraudes nas eleições

 

(Foto: MJSP)

Em depoimento ao corregedor-geral eleitoral, ministro Luis Felipe Salomão, nesta quinta-feira, 12, o ministro da Justiça, Anderson Torres, admitiu, assim como o coronel da reserva Eduardo Gomes, que também foi ouvido pelo corregedor, que não há provas de fraudes nas eleições.

Os depoimentos ocorreram no âmbito do inquérito administrativo aberto pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar os ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral.

Mais cedo, foi informado que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao TSE a investigação de Anderson Torres por campanha antecipada, após ter participado de transmissão ao vivo, no dia 29 de julho, ao lado de Jair Bolsonaro.

Salomão determinou que será inserido no inquérito o pedido do ministro Alexandre de Moraes.

O ofício de Moraes contra o ministro integra o inquérito das fake news, no qual Bolsonaro também foi incluído após suas denúncias de supostas fraudes eleitorais através das urnas eletrônicas. Moraes aceitou a notícia-crime feita pelo TSE contra o chefe do Executivo.

Segundo a CNN, o processo contra Torres já está em avaliação pelo corregedor geral do TSE, ministro Luís Felipe Salomão, e corre sob sigilo.

Ministro tentou envolver peritos da PF em declarações contra urnas eletrônicas

Anderson Torres tentou envolver peritos da Polícia Federal na tentativa de Jair Bolsonaro de achar provas contra as urnas eletrônicas. Ele levou dois técnicos para uma reunião no Palácio do Planalto seis dias antes da transmissão sobre o tema.

Os peritos se negaram a fazer juízo de valor sem análise oficial da corporação. Mesmo assim, Torres foi à live e apresentou os dados técnicos para, como ele disse, “corroborar” as ideias de Bolsonaro.

“Ao final do encontro, a posição dos peritos foi de que, para se ter um parecer conclusivo adequado, o material apresentado na reunião deveria ser remetido oficialmente à PF para análise mais aprofundada”, diz a PF em em nota.

Na semana passada, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) publicou uma nota desmentindo os ataques de Bolsonaro sobre possíveis fraudes nas urnas eletrônicas.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Pandemia se agrava: Saúde admite risco de colapso no Nordeste e anuncia envio de 5,1 mil aparelhos de oxigênio

 


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a pasta vai enviar 5,1 mil concentradores de oxigênio para unidades de saúde que atendem pacientes com Covid-19 no Norte e no Nordeste do país. O anúncio foi feito em visita a Pernambuco, que receberá 148 aparelhos até o dia 10 de junho 

"Estamos visitando a região, pois sabemos que há ameaça de colapso no sistema de saúde, sobretudo em função do insumo oxigênio", admitiu o ministro. Ele não mencionou a quantidade que será enviada à Bahia.

De acordo com a Agência Brasil, ao ser questionado se havia risco de colapso por falta de oxigênio mesmo após o envio desses concentradores, ele disse que o governo trabalha para que isso não aconteça. “Só que lidamos com a imprevisibilidade biológica porque esse vírus sofre mutação e pode ter variantes que podem ter comportamento biológico diferente, o que leva pressão maior para o sistema de saúde. Mas as autoridades sanitárias estão empenhadas para que não haja falta de oxigênio”, acrescentou.

Ele ponderou, no entanto, que a distribuição e logística de oxigênio "é questão complexa", já que ele também é distribuído em cilindros, especialmente nos municípios de menor porte. Segundo o ministro, "há carência de cilindros", mas o ministério tem apoiado as secretarias municipais para que não falte o aparelho.

Redação: Bahia Notícias


domingo, 21 de março de 2021

Ministério da Saúde admite que chegada de vacinas da Índia pode ter novo atraso

 


A empresa indiana que fornecerá vacinas Aztrazeneca/Oxford para o Brasil informou que vai atrasar a entrega de uma nova remessa de imunizantes. O governo Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou neste domingo (21) que o cronograma pode sofrer alterações. O Instituto Serum, da Índia, é responsável pela produção de doses fornecidas ao país. Já havia desde a semana passada informações de que haveria atrasos, conforme publicado pela Folha neste domingo.


O fornecimento será adiado para o Brasil, Arábia Saudita e Marrocos, segundo informação publicada pelo jornal Índia Times. Isso ocorreu por causa de pressões para o fornecimento dos imunizantes para as necessidades da Índia. Estão previstas 8 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca para serem importadas da Índia pela Fiocruz. Nos últimos meses, o governo alterou ao menos duas vezes a previsão de entrega dessas doses.


A data seria entre abril e julho, com 2 milhões de doses já em abril. Em nota, o Ministério da Saúde já admite que atrasos podem ocorrer. "É importante esclarecer que o cronograma de entregas de doses, enviado pelos laboratórios fabricantes para o ministério, pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos", diz texto deste domingo.


A Folha mostrou que, embora o ministro Eduardo Pazuello (Saúde) tenha anunciado a contratação de 562 milhões de doses de vacinas contra a Covid para este ano, 37% desse total ainda consta apenas como intenção de compra ou enfrenta outros impasses. Falta, inclusive, aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que possam ser aplicadas.


A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) já entregou o primeiro lote com mais de 1 milhão de doses da vacina AstraZeneca/Oxford produzido no Brasil, com matéria-prima (IFA) importada da China. Elas fazem parte da remessa de cerca de 5 milhões de vacinas entregues neste fim de semana a estados e municípios.

Por: Folhapress

sexta-feira, 12 de junho de 2020

TSE admite que provas do inquérito das fake news sejam usadas nas ações de cassação de Bolsonaro e Mourão



Em derrota para Bolsonaro, Ministro Og Fernandes deixou nas mãos do relator do inquérito no STF, Alexandre de Moraes, a decisão de avaliar se os conteúdos da investigação criminal têm conexão com as ações eleitorais sobre o disparo de mensagens em massa durante a campanha de 2018

O ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), admitiu que provas do inquérito das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sejam compartilhadas às ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) que pedem a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão nas eleições de 2018. A decisão contraria pedido da defesa de Bolsonaro. 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro Og Fernandes atribuiu ao relator do inquérito do STF, ministro Alexandre de Moraes, a missão de avaliar se os conteúdos da investigação criminal têm conexão com as ações eleitorais sobre o disparo de mensagens em massa na campanha presidencial de 2018 via Whatsapp.
Ao justificar o aval ao compartilhamento, Og Fernandes frisou que, como até o momento não foi declarada nulidade do inquérito das fake news, deve-se presumir que ele é legal. “Não cabe a este Relator presumi-lo nulo”, disse.
O ministro advertiu que, se Moraes concordar com o compartilhamento, devem ser encaminhadas ao TSE apenas os ‘elementos de prova que eventualmente guardem pertinência com o objeto da presente demanda, segundo análise exclusiva do relator Ministro Alexandre de Moraes, conhecedor do inteiro teor da prova lá produzida’.

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