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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Como é de costume! Bolsonaro cria fake news sobre Ivete Sangalo

 



Jair Bolsonaro não gostou do incentivo que Ivete Sangalo deu ao coro contra o mandatário em um show na semana passada. O presidente acabou criando uma fake news contra a cantora, nesta quarta-feira (05), ao deixar o hospital em São Paulo onde ficou internado por obstrução intestinal.

De acordo com Bolsonaro, as críticas aconteceram porque ela teria perdido “a teta gorda da Lei Rouanet”. Porém, Ivete não tem projetos aprovados na Lei Rouanet, ao contrário do que disse Bolsonaro. 

“Ela [Ivete Sangalo] está chateada, o Zé de Abreu está chateado, porque acabou aquela teta gorda deles, de pegar até R$ 10 milhões da Lei Rouanet e defender o presidente de plantão. Não quero que me defendam, quero que falem a verdade a meu respeito. Fizemos muita coisa”, declarou.

Fake news de Bolsonaro

Desde a campanha de 2018, o presidente associa, sem provas, a oposição que recebe da classe artística a uma suposta dependência dos recursos de incentivo para o setor cultural.

Entretanto, os dados abertos de projetos inscritos em leis de incentivo à cultura não registram nenhum projeto da cantora ou de empresas de que é sócia. Com informações do Metrópoles.

Além disso, só dois projetos têm o nome da cantora no título. Um, de 2016, chegou a ser autorizado a captar até R$ 1,3 milhão, mas não conseguiu nenhum recurso. Tratava-se de um show da cantora com a Orquestra Juvenil da Bahia.

O segundo, de 2017, buscava desenvolver um roteiro sobre uma história ficcional que levava Ivete Sangalo em uma viagem no tempo, mas não foi aprovado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

TSE decide cassar deputado Francischini, que postou fake news sobre urna eletrônica

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira (28) para cassar e tornar inelegível por oito anos o deputado estadual do Paraná Delegado [Fernando] Francischini (PSL).

Ele era acusado de disseminação de notícias falsas acerca de uma suposta fraude nas eletrônicas durante as eleições de 2018.

O relator, ministro Luis Felipe Salomão, disse em seu voto que o vídeo gravado por Francischini, que teve 6 milhões de visualizações, “levou a erro milhões de eleitores”. “Me chamou a atenção que eram denúncias absolutamente falsas, manipuladoras”.

Francischini é, portanto, o primeiro parlamentar a ter o mandato cassado por fake news, o que abre um importante precedente para a punição de outros propagadores de fake news que atuam na política.

sábado, 12 de junho de 2021

Alexandre Garcia, da CNN, foi quem mais lucrou com propagação de fake news sobre a covid-19 no Youtube

 


O jornalista Alexandre Garcia, que serviu aos governos militares, atuou na Globo e hoje comenta na CNN é quem mais lucrou com a propagação de mentiras relacionadas à covid-19, como a notória fake news de que haveria um "tratamento precoce" à base de cloroquina e ivermectina contra a doença. Garcia apagou os vídeos sobre este tema de seu canal, mas ainda comenta na CNN, que pertence ao bilionário Rubens Menin. Os dados foram enviados pelo Google à CPI e obtidos pela jornalista Natália Portinari, do Globo.

"Dados sigilosos enviados pelo Google à CPI da Covid mostram que canais no YouTube, entre eles de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, ganharam dinheiro disseminando notícias falsas sobre a pandemia antes que seus vídeos fossem apagados da rede social. A pedido da comissão, a empresa de tecnologia forneceu uma lista de 385 vídeos removidos pelo Youtube ou deletados pelos próprios usuários após serem identificados como disseminadores de desinformação sobre formas de tratamento para a Covid-19 ou a pandemia. A listagem foi acompanhada de quanto cada publicação rendeu aos donos dos canais até saírem do ar", aponta a repórter.

"O jornalista Alexandre Garcia encabeça a relação, tendo tido 126 tirados doar por ele próprio ou pela plataforma que haviam rendido quase R$ 70 mil em remuneração pela audiência e publicidade. Gustavo Gayer (R$ 40 mil), Notícias Política BR (R$ 20,7 mil), Brasil Notícias (R$ 17,7 mil), completam as primeiras colocações. Ao todo, os usuários ganharam US$ 45 mil, o equivalente a R$ 230 mil.

Desde o início da pandemia, responsáveis por canais que tiveram conteúdo removido pela plataforma refutam ter publicado desinformação de forma deliberada. “A propagação de fake news a respeito da pandemia tem sido uma ação orquestrada e com consequências diretas no agravamento do número de mortes pela covid-19”, frisa o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Leda Nagle recebeu quase R$ 15 mil com fake news no YouTube, diz Google

 


Segundo dados sigilosos enviados pelo Google à CPI da Covid, a bolsonarista Leda Nagle recebeu R$ 15 mil com fake news no YouTube.

Ela teve 20 vídeos removidos por ela ou pela própria plataforma por violar diretrizes, de acordo com o Globo.

Sua estimativa de conteúdos fora do ar, no entanto, é maior.

Leda diz ter excluído cerca de 60 vídeos do YouTube após pedido do Google.

Vídeos com propaganda de remédios ineficazes contra covid-19 – cloroquina, ivermectina, azitromicina e outros – foram os que mais incomodaram a plataforma de vídeos.

No entanto, sabe-se que a jornalista vai longe na conspiração.

Ela chegou a compartilhar uma fake news, durante live, de que ministros do STF e Lula tentaram assassinar o presidente Jair Bolsonaro.


segunda-feira, 7 de junho de 2021

TCU deve desmentir Bolsonaro sobre fake news de relatório sobre mortes por Covid-19

 


O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá divulgar uma nota desmentindo a declaração de Jair Bolsonaro de que o órgão teria um relatório “questionando o número de óbitos no ano passado por Covid”.Segundo reportagem da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o ministro Benjamin Zymler, relator de assuntos relativos à epidemia do novo coronavírus no TCU, já teria informado aos colegas da Corte que a afirmação feita por Bolsonaro nesta segunda-feira (7) é inverídica.

No relatório citado por Bolsonaro, os técnicos TCU afirmam que as mortes por problemas respiratórios subiram no Brasil ao longo do ano passado, bem como as provocadas por problemas cardiovasculares.

"Essa foi uma informação trazida para enriquecer o relatório, com dados de registros de óbitos de cartórios. Assim, não se trata de uma informação do TCU. Ademais, fala-se em uma possibilidade de óbitos em relação aos quais a Covid pode não ter sido a principal causa", diz uma mensagem que circula internamente entre os membros do órgão de controle.

A assessoria de imprensa do TCU confirmou que o tribunal divulgará uma nota ainda nesta segunda-feira esclarecendo o assunto.

quinta-feira, 1 de abril de 2021

No dia da mentira, Mulher Melão estreia em site de conteúdo adulto sem retoques para ganhar em dólar: ‘Chega de fake news’

 


Renata Frisson, a Mulher Melão, escolheu o Dia da Mentira para estrear um perfil numa plataforma de conteúdo adulto. A funkeira quer passar a ganhar em dólar e para isso promete posar para ensaios sensuais, abrindo mão dos filtros e retoques nas fotos.

 

“Eu quero dar para os meus fãs, que me pediram tanto um canal direto assim com eles, a verdade. Ensaios com luz bonita, produzidos, mas nem tanto, para ter uma pegada amadora. Chega de fake news”, garante ela.

 

Assim como Anitta, Cardi B, Bella Thorne, entre outras estrelas internacionais, Melão terá uma página no “Only Fans”, que monetiza seus perfis em dólar, pagos pelos usuários que compram o conteúdo, digamos, “proibidão” nas outras redes sociais. “Não é posar nua, é aguçar a curiosidade do seguidor. Vou unir duas coisas que amo, fotografar e ganhar dinheiro. É claro que eu quero ganhar presentes, eu amo ser mimada, Me sinto uma mulher exclusiva. Quando um homem é cavalheiro e me trata como uma rainha, eu me apaixono”, avisa.

 

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Fonte: Extra

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Youtuber apoiador de Jair Bolsonaro é condenado por fake news contra a Band


A Justiça de São Paulo condenou o youtuber bolsonarista Bernardo Küster em processo movido pela Rede Bandeirantes, após ele ter publicado um vídeo dizendo que a emissora havia sido praticamente comprada pelo governo da China


A Justiça de São Paulo condenou o youtuber bolsonarista Bernardo Küster em processo movido pela Rede Bandeirantes, após ele ter publicado um vídeo em março dizendo que a emissora havia sido praticamente comprada pelo governo da China e que estaria fazendo propaganda do partido comunista. A juíza Vanessa Bannitz Baccala da Rocha o condenou a publicar uma resposta da Band em seu canal na rede social, assim como R$ 3 mil de honorários advocatícios para o defensor da emissora. Cabe recurso. Uma segunda ação em que a Band pede uma indenização de R$ 50 mil do youtuber pelo mesmo motivo ainda não foi julgada. 

O influenciador concedeu a declaração após a Band anunciar um acordo de cooperação com a China Media Group, que reúne os veículos de comunicação estatais do país asiático, para o compartilhamento de conteúdo audiovisual, jornalístico e cultural. 

De acordo com o advogado André Marsiglia Santos, que representa a emissora, "Bernardo Küster teve a clara intenção de afetar a imagem, a credibilidade e a reputação da Bandeirantes, mediante divulgação de informações e afirmações inverídicas". Seu relato foi publicado na coluna de Rogério Gentile, no portal Uol. 
Küster afirmou ao Judiciário que apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão. "Não é crime algum ter suas conclusões e fazer questionamentos", disse, por meio de seu advogado, Emerson Tadeu Júnior. 

sábado, 11 de julho de 2020

'Se acabarem as fake news, acaba Jair Bolsonaro', diz especialista



Com as notícias falsas sendo discutidas em diversas frentes, cientista político disse à Sputnik Brasil que é natural políticos que se elegeram com esse artifício se colocarem contra leis para proibi-las.

Para Antônio Marcelo Jackson, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (MG), esse rol de políticos inclui o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo o especialista, conseguiu ser eleito e se mantém no poder se utilizando da propagação de fake news. 
"Bolsonaro, assim como outros candidatos, foi eleito a partir das fake news, isso é um fato. Ora, se você tem um candidato que é eleito graças a isso, é claro que esse sujeito, já eleito, vai fazer de tudo para que não exista uma legislação que combata as fake news. Afinal de contas, ele vive disso. Se acabarem as fake news, acaba Jair Bolsonaro", afirmou o cientista político. 
Jackson lembra um episódio ocorrido durante a campanha de 2018, após uma manifestação capitaneada pelas mulheres contra o então candidato do PSL. 
"Uma das situações mais grotescas, que beneficiou a candidatura de Bolsonaro, foi quando existiu uma manifestação de mulheres em várias cidades e a rede de fake news divulgou imagens completamente falsas, dizendo que era dessa manifestação, que na realidade era uma manifestação de empoderamento feminino, a respeito dos direitos das mulheres. E aí, nas fake news, foram colocadas imagens falsas, de situações completamente fora do bom senso da vida pública, pessoas urinando na rua, pessoas claramente drogadas, imagens completamente falsas", recordou. 

Projeto de lei discute fake news

Um projeto de lei que tem por objetivo evitar a propagação das fake news em redes sociais e aplicativos de mensagens foi aprovado recentemente na Senado, e agora entrará em pauta na Câmara. O presidente Jair Bolsonaro, porém, antecipou que deverá vetar alguns trechos do texto. Críticos da lei argumentam que ela pode ferir a liberdade de expressão. 
Além disso, existe uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito em andamento no Congresso para apurar a disseminação de notícias falsas por perfis e pessoas ligadas ao governo. 
"Temos um elenco de políticos que foram eleitos a partir dessa coisa chamada fake news. Então, evidentemente, isso é uma coisa que provoca uma celeuma tremenda. Por um lado, tem um grupo de políticos, que chamaria de tradicionais, no melhor sentido do termo, que querem representar, de algum modo, algum segmento da sociedade, que pode ser à esquerda, ao centro ou mesmo à direita, e que veem outros sendo eleitos a partir de elementos completamente absurdos e falsos", afirmou Marcelo Antônio Jackson. 

Fake news não começou em 2018, diz cientista político

O também cientista político Ricardo Ismael, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), diz, por outro lado, que a produção de notícias falsas com objetivos eleitorais não começou em 2018 e não se limita aos grupos bolsonaristas. 
"A desinformação e as fake news são produzidas por diversos segmentos políticos. No caso do Brasil, desde a eleição de 2014 já se tinha isso. A candidata Marina Silva ficou bastante marcada naquela campanha por [ser vítima] uma campanha de desinformação e de ataques via redes sociais", afirmou à Sputnik Brasil. 
A questão não está em pauta apenas no Congresso. Há ainda o inquérito do Supremo Tribunal Federal para apurar a existência de uma rede de notícias falsas que tem como alvo ministros da Corte. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem previsto julgamento sobre o uso das notícias falsas durante a campanha de 2018, que pode até mesmo resultar na cassação da chapa de Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. 

'Diálogo entre diferentes forças políticas'

Para Ismael, dada a abrangência e importância da questão, é importante o Congresso legislar sobre o tema, mas a lei das fake news não deve seguir a "linha de censurar redes sociais". 
"O presidente pode manifestar contrariedade com relação a um ou outro ponto e até vetar eventualmente, mas é preciso haver um entendimento. O Congresso já mostrou em diversas ocasiões que, mesmo que o presidente venha a vetar, ele derruba, e a lei termina sendo implementada de acordo com a versão que o Congresso deseja. O que se espera nesse momento é um diálogo entre as diferentes forças políticas, ou seja, que essa questão seja tratada de forma suprapartidária", opinou o especialista. 
Como último capítulo do imbróglio, o Facebook anunciou que desativou da rede social e do Instagram uma série de perfis ligados a gabinetes da família Bolsonaro e ao PSL. Segundo a empresa, os perfis eram falsos ou tentavam dissimular sua autoria. 

'Transparência' sobre critérios

Segundo Ismael, o Facebook acabou se "antecipando" à própria lei em discussão no Congresso, que cobra autorregulamentação das redes sociais. O cientista político, no entanto, frisa que é preciso "transparência" e tratamento "igualitário" para todos. 
"Cabe ao Facebook dar transparência a quais são os critérios que adotou ou passou a adotar para eliminação de perfis, para que não haja suspeita de que o Facebook está fazendo isso de forma enviesada", afirmou Ricardo Ismael.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

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