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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Economia: Sicupira alega que não sabia do rombo bilionário, mas fazia parte do dia a dia da Americanas, dizem funcionários

 


Miguel Gutierrez, presidente da Americanas, chegava a telefonar para Sicupira durante reuniões antes de tomar decisões, segundo relatos

247 - Sócio de referência da Americanas ao lado de Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles, Carlos Alberto Sicupira tinha atuação marcante no dia a dia da empresa, segundo relatos de funcionários colhidos pelo Estado de S. Paulo. Apesar disso, Sicupira, assim como Lemann e Telles, alega que não tinha conhecimento sobre o rombo de mais de R$ 40 bilhões nos números da Americanas.

De acordo com a reportagem, a expressão "ordem do Beto [em referência a Sicupira]" era comumente utilizada pelos funcionários para justificar alguma decisão ou comando. 

O bilionário tinha atuação até mesmo sobre temas que geralmente não competem ao conselho de administração. Lemann, Telles e Sicupira já foram controladores da companhia, mas reduziram participação no último arranjo societário, anunciado em 2021.

Conforme os relatos, Sicupira comparecia à sede da Americanas no Rio de Janeiro uma vez por mês, mas sua "presença" foi mais forte nas chamas de vídeo realizadas durante a pandemia de Covid-19. 

Outro relato que mostra a influência do bilionário na empresa diz respeito ao presidente da Americanas, Miguel Gutierrez. "O Miguel falava sempre com ele”, diz uma fonte. "Vou ver isso aqui com o Beto" ou "falei com o Beto", dizia Gutierrez, segundo outro ex-funcionário.

O presidente até mesmo interrompia reuniões para telefonar para Sicupira antes de tomar decisões. "Era um C-level (presidente executivo) mais fraco, menos autônomo do que o que se vê no setor", de acordo com fonte do segmento varejista.

A "cultura" do trio - Lemann, Telles e Sicupira - era de uma busca feroz pelo sucesso financeiro. "Uma das fontes ouvidas pela reportagem traduz essa postura como uma espécie de 'cultura do medo'", diz o texto. Expressão semelhante aparece nos autos do processo que o banco BTG Pactual move contra a Americanas: era a cultura do "sucesso a qualquer custo".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Mídia iraniana nomeia arma russa capaz de destruir cidades americanas

 


A perspectiva do lançamento da fabricação em série do sistema de mísseis russo Tsirkon vai colocar os EUA em uma situação sem saída em meio ao aumento de tensões entre a Rússia e os países ocidentais, escreve o jornal iraniano Kayhan.


Segundo os autores do artigo, o Tsirkon "não poderá ser parado por nada", ele será facilmente capaz de "destruir cidades americanas inteiras".
Mesmo assim, conforme a matéria, as falhas dos Estados Unidos na corrida armamentista desencadeada novamente estão forçando Washington a agravar inclusive as relações diplomáticas.

"O Ocidente e a OTAN ainda tentam responder de algum modo, embora até agora as respostas recordem tentativas de guerra entre partes desiguais ou entre 'ratos e o gato'. Eles pretendem anunciar sanções, deter navios, petroleiros e aviões russos, recorrer a uma medida já experimentada durante anteriores campanhas eleitorais nos EUA, isto é, à expulsão de diplomatas russos", conforme a mídia.

Os analistas acreditam que os Estados Unidos não têm nada para opor aos Tsirkon, uma vez que o Exército americano tem falta de meios da proteção e interceptação de mísseis hipersônicos. Em vista disso, na opinião deles, a nova arma russa virará um problema sério para Washington.
Tsirkon: 1º míssil de cruzeiro hipersônico no mundo - Sputnik Brasil, 1920, 20.07.2021
Míssil de cruzeiro hipersônico russo Tsirkon: 1º no mundo de seu tipo
O Tsirkon é o primeiro míssil de cruzeiro hipersônico no mundo, capaz de realizar um longo voo aerodinâmico, manobrando na atmosfera com utilização do seu próprio motor.

O sistema pode atingir a velocidade máxima de Mach 9, o que é nove vezes mais que a velocidade de som, mais de 10.000 quilômetros por hora, e o alcance máximo de disparo é de 1.000 quilômetros. Planeja-se equipar com o novo sistema submarinos e navios de superfície.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Irã exibe míssil balístico antinavio para ameaçar embarcações americanas, segundo mídia

 


O Irã anunciou um míssil balístico antinavio como sendo um divisor de águas estratégico para as regiões do golfo de Omã e do golfo Pérsico.

De acordo com vários mídia iranianos, o míssil tem alcance de até 700 quilômetros e é visto como um "novo longo braço" para a República Islâmica. Este foi apresentado durante uma exibição do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) das capacidades de sua Força Aeroespacial. O Irã tem exibido novos radares, drones e mísseis nas últimas semanas, enviando mensagens claras para os EUA e aliados estadunidenses na região, conta o jornal The Jerusalem Post.

O míssil Zulfiqar Basir partilha em parte do mesmo nome do míssil balístico Zulfiqar, que tem sido utilizado pelo Irã para atingir alvos terrestres. Teerã usou mísseis de precisão de longo alcance para atacar o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países), os EUA e dissidentes curdos.

governo iraniano conta que a nova arma é semelhante ao míssil antinavio chinês DF-21D. Teerã mostrou imagens de satélite de porta-aviões dos EUA no golfo de Omã, provando que o país rastreia os navios e que pode assim atacá-los.



© AP PHOTO / BLAKE MIDNIGHT
Navio da Marinha norte-americana em operação no golfo Pérsico
As forças iranianas geralmente usam pequenos barcos rápidos do IRGC. Agora, os mísseis representam uma ameaça de longo alcance, afirma o Irã.

Na verdade, o Irã se orgulha de que seus outros mísseis tenham alcance de até 2.000 km, enquanto procura estender o alcance de todos os seus mísseis. "A capacidade do nosso país no que toca a mísseis, especialmente no campo de mísseis balísticos navais, é uma das áreas que se desenvolveu com as revelações recentes", segundo os mídia.

Os drones iranianos já desafiaram embarcações americanas. Agora, os seus mísseis também estão em jogo, visto que Teerã tem investido mais em instalações militares na costa do golfo e adjacentes ao golfo de Omã. Teerã conduziu exercícios que consistiam em atacar porta-aviões americanos fictícios. Porém, as forças militares cometeram alguns erros, pois por vezes atingiam as suas próprias embarcações.


terça-feira, 9 de junho de 2020

Saída das tropas americanas da Alemanha seria 'sinal de alerta' e chance de afrouxar laços com EUA



Enquanto algumas autoridades alemãs manifestam alguma irritação por os EUA não terem informado Berlim sobre os planos de retirar milhares de tropas do país, outros veem nisso uma oportunidade de afrouxar os laços com o "aliado turbulento" da OTAN.

Washington não se deu ao trabalho de informar Berlim de sua intenção de transferir milhares de soldados da Alemanha para outros países, sendo que estas notícias surgiram inesperadamente para o Governo alemão, escreve a mídia local.
Anteriormente, a agência Reuters relatou que 9.500 militares seriam enviados para a Polônia, uma parte para outras nações aliadas e outra parte acabaria por voltar aos EUA.
Atualmente os EUA mantêm em solo alemão de forma permanente cerca de 34.500 militares, designados para permanecer no país de forma permanente.
Manter Berlim desinformada é "bastante incomum", mas a lógica que está por trás desta decisão é fácil de reconhecer, disse Andreas Nick, deputado federal pela União Democrata-Cristã (CDU).
Tudo indica "que não foi uma decisão de carácter técnico, mas sim puramente política", disse ele, citado pela Deutsche Welle.
Lamentando a decisão Nick disse que os soldados dos EUA e suas famílias são "bem-vindos" na Alemanha.
Já Dietmar Bartsch, membro do Bundestag e líder do partido de esquerda Die Linke, não foi tão reservado. De acordo com o político, o governo deve agradecer a Washington e preparar o terreno para "uma retirada completa dos soldados dos EUA" durante conversações com a administração Trump, aponta o portal T-online.
Se isto acontecer, as tropas que partem "devem levar consigo as bombas atômicas americanas", acrescentou Bartsch.
De acordo com o vice-presidente da bancada da CDU no parlamento alemão, Johann Wadephul, esta notícia oferece uma oportunidade para tornar a Europa menos dependente dos EUA.
"É mais um sinal de alerta para nós, europeus, para assumirmos o nosso destino de forma mais decidida, também em termos de política de segurança", afirmou Wadephul.
O referido reposicionamento de tropas talvez lance alguma luz sobre a discórdia entre Berlim e Washington, sendo que os EUA têm acusado a Alemanha de não gastar pelo menos 2% do seu PIB em defesa de acordo com as orientações da OTAN.
No princípio, Berlim parecia não estar de acordo com as exigências dos EUA, no entanto acabou por concordar em aumentar o seu orçamento militar.
Anteriormente, o primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki expressou esperanças de que o Pentágono desloque os 9.500 militares para seu país.

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