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sábado, 29 de junho de 2024

Milhares de manifestantes em Israel exigem eleições antecipadas e libertação de reféns de Gaza

 


Milhares de manifestantes se reuniram em cidades israelenses na noite deste sábado (29) exigindo eleições antecipadas e a conclusão imediata de um acordo para libertar reféns mantidos pelo Hamas por quase nove meses. A maior concentração ocorreu no centro de Tel Aviv, informou um correspondente da Sputnik.

As manifestações acontecem em um contexto onde as negociações não avançam em relação a um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza em troca da libertação de reféns, além da ameaça de uma guerra em grande escala com o Líbano.
O protesto tradicional em Tel Aviv está acontecendo perto do complexo de prédios do governo, onde fica a sede do Ministério da Defesa de Israel. Forças policiais foram posicionadas no local para bloquear o trânsito no centro da cidade e erguer barreiras.
Os manifestantes agitam bandeiras nacionais, entoam slogans antigoverno, tocam tambores e seguram fotos de reféns. A ação foi coordenada com a polícia e até agora foi realizada sem perturbar a ordem pública.
Bandeiras em miniatura dos EUA e de Israel em marcha por Israel em Washington, D.C. EUA, 14 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 11.06.2024
Panorama internacional
'Saia justíssima': tentativa de interferência política de Israel nos EUA abala relação entre aliados
Vários familiares de reféns mantidos na Palestina falaram durante o evento, e um ex-refém discursou para a multidão por vídeo. Uma das familiares, Ayala Metzger, cunhada do refém Yoram Metzger, disse que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é cúmplice das mortes de reféns israelenses por causa de sua insistência em continuar a guerra.

"O que existe entre nós e os nossos entes queridos é a insistência de Netanyahu em não acabar com a guerra como parte de um acordo. A implicação de continuar a guerra é o assassinato dos reféns pelo governo israelense! Haverá sangue em suas mãos!" disse Ayala Metzger, de acordo com a mídia israelense.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou um ataque com foguetes em grande escala contra Israel e rompeu a fronteira, atacando bairros civis e bases militares. Cerca de 1,1 mil pessoas em Israel foram mortas e aproximadamente 240 foram sequestradas durante o ataque.
Em retaliação, Israel ordenou o bloqueio total de Gaza e iniciou uma incursão terrestre no enclave palestino com o objetivo declarado de eliminar os combatentes do Hamas e resgatar os reféns. A ação, até o momento, deixou mais de 37,4 mil mortos e mais de 85,6 mil feridos.
Acredita-se que um total de 120 reféns ainda sejam mantidos pelo Hamas em Gaza.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Milhares de indígenas protestam em Brasília contra Bolsonaro e projetos que liberam exploração de terras

 



Rede Brasil Atual - Representantes de 176 povos indígenas brasileiros marcharam no final da tarde desta quarta-feira (6) contra o governo de Jair de Bolsonaro e o conjunto de projetos danosos ao meio ambiente que ficaram conhecidos com Pacote da Destruição, com apoio oficial. O grupo, que reúne mais de 6 mil pessoas, compõem o Acampamento Terra Livre, formado nesta segunda-feira (4), em Brasília. É o 18º ano seguido que lideranças montam acampamento ao longo de dez dias na capital federal para pressionar o governo federal, parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a pautas envolvendo a questão indígena.

A principal delas é a tese do Marco Temporal, em julgamento no STF, que restringe o direito das comunidades às terras que tradicionalmente ocupam. Nesse entendimento jurídico, só podem ser demarcadas terras indígenas ocupadas por esses povos em 4 de outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição Federal.

No entanto, a tese não leva em consideração os conflitos agrários, com a expulsão de povos originários e tradicionais por ação de pistoleiros a serviço da grilagem, por exemplo. Desse modo, muitos povos estavam fora de suas terras ancestrais na referida data.

Além disso, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a relação entre os povos indígenas e a terra, não é comercial e nem tem sentido privado de posse. Portanto, trata-se de uma relação de identidade, que compreende espiritualidade e existência, sendo possível afirmar que não há comunidade indígena sem a terra, como anotou em seu voto o ministro Edson Fachin, contrário à tese do Marco Temporal. O julgamento deverá recomeçar em maio.

Pacote da destruição

Os povos indígenas pedem a derrubada do conjunto de projetos apoiados pelo governo, o “Pacote da Destruição”, que tramita no Senado. Trata-se de projetos, aprovados na Câmara, que se forem aprovados trarão graves prejuízos ao meio ambiente. Saiba quais são:

PL nº 2.159 – torna o licenciamento ambiental uma exceção, em vez de ser a regra.

PL nº 2.633 e o PL nº 510 – concedem anistia à grilagem em terras públicas.

PL nº 490 – trata do chamado “marco temporal” das terras indígenas, que estabelece que povos indígenas só podem reivindicar as terras que eles ocupavam no momento em que a Constituição de 1988 foi aprovada. Tese considerada inconstitucional por diversos juristas.

PL nº 191 – que autoriza a mineração, até mesmo de grande porte, e a construção de hidrelétricas em terras indígenas, inclusive naquelas em que há aldeias indígenas isoladas.

PL nº 6.299 – o chamado “Pacote do Veneno”, que revoga a atual Lei de Agrotóxicos (7.802/89) e flexibiliza ainda mais a aprovação, importação, produção, rotulagem e o uso de agrotóxicos no país. Com ele, o setor será praticamente descontrolado.

A questão indígena é de interesse de todos. Pesquisas mostram que nas terras indígenas que Bolsonaro que abrir a todo tipo de exploração o meio ambiente é mais preservado. Dados internacionais mostram que, em todo o mundo, os povos originários correspondem a 5% da população mundial. No entanto, 85% da biodiversidade é protegida em seus territórios, assim como muitas das nascentes.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Centenas de casas queimadas e milhares de pessoas evacuadas após incêndios no Colorado (VÍDEOS)

 


As condições secas e ventos fortes levaram a grandes incêndios florestais no Colorado, nos EUA. Estima-se que cerca de 600 casas e empresas foram destruídas.

Além dos prejuízos materiais, dezenas de milhares de residentes evacuaram as cidades atingidas. O governador do Colorado declarou estado de emergência.
Os ventos não vão parar. Bairros inteiros em chamas.

As chamas estão devastando com facilidade uma região afetada por uma seca histórica. Torres de eletricidade derrubadas por fortes ventos também provocaram pequenos incêndios, que se expandiram pela paisagem ressecada da região.
Os bombeiros estimam que ventos de 160 km/h espalharam as chamas, dificultando o esforço das autoridades de segurança.
Urgente: fogo em Boulder, Colorado. Vários incêndios. Situação perigosa nas áreas Superior e Louisville! Incêndios em movimento rápido estão na área.
Os 20 mil habitantes da cidade de Louisville, juntamente com os 13 mil residentes de Superior, foram evacuados.
O Serviço Nacional de Meteorologia informou que se trata de uma situação "que está colocando vidas em risco". Até agora não há relatos de mortes ou pessoas desaparecidas.
Imagens do incêndio em Boulder, no Colorado, que fiz agora. Louisville e Marshall afetados. Conheci moradores que perderam tudo. Incêndios. Terrível.
Como boa parte do Oeste dos EUA, o Colorado atravessou anos de seca que deixaram a área ressecada e vulnerável aos incêndios florestais.
Embora as chamas sejam parte natural do ciclo climático, ajudando a limpar a vegetação, sua escala e intensidade estão aumentando, diz uma publicação do The Washington Post.

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domingo, 19 de dezembro de 2021

Projeto de lei na Escócia propõe perdoar milhares de 'bruxas' condenadas no país há centenas de anos

 


Em 2020 foi proposto na Escócia, Reino Unido, um projeto de lei que pretendia reabilitar a memória de mulheres acusadas de bruxaria entre 1563 e 1736.

Milhares de mulheres acusadas de bruxaria na Escócia sob a Lei da Bruxaria entre 1563 e 1736 serão perdoadas postumamente, relata no domingo (19) o jornal The Times.
Um projeto de lei proposto por um deputado do parlamento escocês teve o apoio do governo de Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, podendo ser aprovado na legislatura até os meados de 2022.
"É correto que este equívoco seja corrigido, essas pessoas que foram criminalizadas, principalmente mulheres, devem ser perdoadas", afirmou a parlamentar escocesa Natalie Don, citada pelo The Times.
Em resposta a uma petição proposta em 8 de março de 2020, no Dia das Mulheres, o governo da Escócia reconheceu que a Lei da Bruxaria, que vigorou no país até 1736, na época já parte do Reino Unido, era discriminatório.

"Trata-se de sensibilizar sobre o que ocorreu às mulheres, e registrar corretamente a história do que aconteceu às mulheres. As acusadas eram membros vulneráveis da sociedade, que foram usadas como bodes expiatórios. Se não reconhecermos e confrontarmos nosso passado, faremos os mesmos erros", explicou a advogada Claire Mitchell, uma das autoras da petição.

Cerca de 4.000 pessoas foram acusadas de bruxaria após o rei Jaime IV escocês começar a Grande Caça Escocesa às Bruxas em 1597, a segunda das cinco realizadas na história do país. Centenas de supostas bruxas foram acusadas de lançar feitiços malignos, conjurar tempestades para afundar os navios do rei, fazer sexo com o Diabo ou de se transformarem em corujas.
Esta é a cara de uma "bruxa" escocesa que morreu em 1704. Lilias Adie "confessou" ter feito bruxaria e ter tido sexo com o Diabo, mas morreu na sua cela antes de ser queimada
Mais de metade das acusações resultaram em execuções, e 85% das condenações foram aplicadas a mulheres ou meninas. Mitchell afirmou ter sido inspirada pelo caso de Lilias Adie, que morreu em 1704 depois que foi condenada à fogueira.

Itapemirim: Dono da ITA, que deixou milhares sem voos nos aeroportos, comprou cobertura de R$ 12 milhões no litoral

 



Sidnei Piva, dono da ITA (do grupo Itapemirim), que cancelou todos os voos da empresa na sexta-feira (17), comprou há pouco tempo uma cobertura de R$ 12 milhões na refinada Riviera de São Lourenço, um condomínio praiano na cidade de Bertioga (SP). O dono da companhia aérea deixou 40 mil passageiros sem poder viajar neste fim de ano, naquilo que o jurista qualificou como um “crime planejado contra o consumidor”.

Piva pagou cerca de R$ 12 milhões pelo imóvel, no edifício Athenas. Estima-se que tenha gasto mais R$ 5 milhões na reforma que fez no apartamento, que não apresentava as condições ideais para moradia, segundo Piva -informa o jornalista Lauro Jardim em O Globo.

Além do caso da companhia aérea, o grupo Itapemirim é acusado de outro golpe por centenas de investidores, ao lado das empresas Extrading Exchange & Trading Platform e Future Design Solutions Ltda (FDS). O grupo não devolveu cerca de R$ 400 mil investidos nas criptomoedas CrypTour, moeda digital lançada em julho deste ano pela Itapemirim, e não deu mais mais acesso à plataforma da Extrading, que foi retirada do ar, para pedir o resgate ou simplesmente ter acesso a informações sobre o destino do dinheiro.

Assista dois vídeos com protestos nos aeroportos que se espalharam desde a sexta-feira:

 


domingo, 25 de julho de 2021

Vírus do resfriado existiria há centenas de milhares de anos antes dos humanos modernos, diz estudo

 


Os humanos modernos apareceram há 300.000 anos, mas os adenovírus, responsáveis pelo resfriado nos humanos, provavelmente existem há mais de 700.000 anos, teorizam cientistas.

O vírus do resfriado podia existir há mais de 700.000 anos, muito antes do surgimento dos humanos modernos, aponta um estudo publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv.

Durante a pesquisa, que ainda não foi avaliada por pares, os cientistas trituraram um par de dentes de bebê em Yana, Sibéria, Rússia, para o analisar, e descobriram restos de vários vírus, incluindo dois genomas do adenovírus humano C (HAdV-C), uma espécie de vírus que tipicamente causa doenças semelhantes ao frio em crianças.

O local é palco de algumas das primeiras evidências diretas de humanos vivendo no Círculo Polar Ártico, limitado, no entanto, a dentes fragmentados pertencentes a crianças entre dez e 12 anos, revelou um estudo publicado em 2019.

Sofie Nielsen, estudante de doutorado na Universidade de Copenhague, Dinamarca, e primeira autora do estudo, explicou ao portal Live Science que os vírus podem entrar nos dentes através da corrente sanguínea e permanecer preservados no tecido duro por vários milhares de anos.

Além disso, continua, os dentes nunca se regeneram, e por isso retêm células ao longo do tempo, fornecendo assim um registro acumulativo de todos os patógenos que uma pessoa encontrou. O ambiente gelado do Ártico também teria ajudado na preservação desses elementos, embora não prevenisse completamente uma fragmentação ao longo do tempo.

Surpreendentemente, Nielsen relatou que não só os vírus HAdV-C tinham alta semelhança genética aos vírus do resfriado que circulou entre os anos 1950 e 2010, geralmente divididos nos subtipos C1 e C2, como também "são mais parecidos com o tipo moderno tipo um e dois", do que com os outros vírus de resfriado antigos.

"Esta descoberta indica que os vários subtipos de adenovírus começaram a divergir um do outro há muitos milhares de anos, bem antes de se tornarem dentes de bebê de dois jovens na antiga Sibéria", concluíram os cientistas, estimando que os adenovírus divergiram há pelo menos 700.000 anos, apesar de admitirem a falta de amostras. Os humanos modernos surgiram há cerca de 300.000 anos.

domingo, 4 de abril de 2021

Igreja de Valdemiro Santiago reúne milhares neste domingo em meio a recordes de mortes no Brasil

 


Imagens transmitidas pela Igreja Mundial do Poder de Deus, do Apóstolo Valdemiro Santiago, mostram um grande número de fiéis acompanhando, presencialmente, o culto de Páscoa neste domingo (4) em São Paulo. Em alguns momentos, os participantes do culto parecem não estar respeitando o distanciamento social. A transmissão chama os espectadores para um outro culto, às 14h, também realizado presencialmente.



O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou neste sábado (3) a realização de cultos e celebrações religiosas presenciais em todo o País, no momento em que o Brasil atinge o pior momento da pandemia do novo coronavírus, com sucessivos recoredes de mortes e contaminações diárias. 

O ministro atendeu a ação movida ainda em 2020 pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos. Nunes Marques determinou que sejam aplicados protocolos sanitários nos espaços religiosos, limitando a presença em cultos e missas a 25% da capacidade do público.

“Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, observou o ministro em sua decisão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Mike Pence autoriza o envio de milhares de soldados da Guarda Nacional para Washington

 


Toda a Guarda Nacional localizada em Washington D.C. foi mobilizada. O envolvimento militar acontece após uma solicitação da prefeita Muriel Bowser.

Cerca de 2.700 soldados da Guarda Nacional de Washington D.C., e 650 da Virgínia, serão enviados para Washington na noite desta quarta-feira (6) para ajudar nas manifestações contra o resultado das eleições nos EUA, escreve o New York Times.

"Toda a Guarda Nacional foi mobilizada e está preparada para apoiar os policiais em vários locais da cidade para proteger nossas propriedades, permitindo que os policiais federais e locais façam missões de aplicação da lei", disse o capitão Tinashe T. Machona em um comunicado.

​Mensagem enviada às tropas da Guarda Nacional de Washington D.C na noite de quarta-feira (6).



Mais cedo, de acordo com informações da imprensa norte-americana, um oficial do Exército disse que 1.100 soldados estavam sendo destacados, e o governador da Virgínia disse que havia autorizado o destacamento de 200 soldados do estado da Virgínia.

A mídia local sustenta que, segundo autoridades de defesa e administração nos EUA, foi o vice-presidente Mike Pence, e não Donald Trump, quem aprovou a ordem de envio das forças.



© AP PHOTO / ANDREW HARNIK
Em Charlotte, no estado norte-americano da Carolina do Norte, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posa ao lado do vice-presidente Mike Pence, durante a convenção partidária republicana, em 24 de agosto de 2020

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