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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Centenas de casas queimadas e milhares de pessoas evacuadas após incêndios no Colorado (VÍDEOS)

 


As condições secas e ventos fortes levaram a grandes incêndios florestais no Colorado, nos EUA. Estima-se que cerca de 600 casas e empresas foram destruídas.

Além dos prejuízos materiais, dezenas de milhares de residentes evacuaram as cidades atingidas. O governador do Colorado declarou estado de emergência.
Os ventos não vão parar. Bairros inteiros em chamas.

As chamas estão devastando com facilidade uma região afetada por uma seca histórica. Torres de eletricidade derrubadas por fortes ventos também provocaram pequenos incêndios, que se expandiram pela paisagem ressecada da região.
Os bombeiros estimam que ventos de 160 km/h espalharam as chamas, dificultando o esforço das autoridades de segurança.
Urgente: fogo em Boulder, Colorado. Vários incêndios. Situação perigosa nas áreas Superior e Louisville! Incêndios em movimento rápido estão na área.
Os 20 mil habitantes da cidade de Louisville, juntamente com os 13 mil residentes de Superior, foram evacuados.
O Serviço Nacional de Meteorologia informou que se trata de uma situação "que está colocando vidas em risco". Até agora não há relatos de mortes ou pessoas desaparecidas.
Imagens do incêndio em Boulder, no Colorado, que fiz agora. Louisville e Marshall afetados. Conheci moradores que perderam tudo. Incêndios. Terrível.
Como boa parte do Oeste dos EUA, o Colorado atravessou anos de seca que deixaram a área ressecada e vulnerável aos incêndios florestais.
Embora as chamas sejam parte natural do ciclo climático, ajudando a limpar a vegetação, sua escala e intensidade estão aumentando, diz uma publicação do The Washington Post.

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domingo, 19 de dezembro de 2021

Projeto de lei na Escócia propõe perdoar milhares de 'bruxas' condenadas no país há centenas de anos

 


Em 2020 foi proposto na Escócia, Reino Unido, um projeto de lei que pretendia reabilitar a memória de mulheres acusadas de bruxaria entre 1563 e 1736.

Milhares de mulheres acusadas de bruxaria na Escócia sob a Lei da Bruxaria entre 1563 e 1736 serão perdoadas postumamente, relata no domingo (19) o jornal The Times.
Um projeto de lei proposto por um deputado do parlamento escocês teve o apoio do governo de Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, podendo ser aprovado na legislatura até os meados de 2022.
"É correto que este equívoco seja corrigido, essas pessoas que foram criminalizadas, principalmente mulheres, devem ser perdoadas", afirmou a parlamentar escocesa Natalie Don, citada pelo The Times.
Em resposta a uma petição proposta em 8 de março de 2020, no Dia das Mulheres, o governo da Escócia reconheceu que a Lei da Bruxaria, que vigorou no país até 1736, na época já parte do Reino Unido, era discriminatório.

"Trata-se de sensibilizar sobre o que ocorreu às mulheres, e registrar corretamente a história do que aconteceu às mulheres. As acusadas eram membros vulneráveis da sociedade, que foram usadas como bodes expiatórios. Se não reconhecermos e confrontarmos nosso passado, faremos os mesmos erros", explicou a advogada Claire Mitchell, uma das autoras da petição.

Cerca de 4.000 pessoas foram acusadas de bruxaria após o rei Jaime IV escocês começar a Grande Caça Escocesa às Bruxas em 1597, a segunda das cinco realizadas na história do país. Centenas de supostas bruxas foram acusadas de lançar feitiços malignos, conjurar tempestades para afundar os navios do rei, fazer sexo com o Diabo ou de se transformarem em corujas.
Esta é a cara de uma "bruxa" escocesa que morreu em 1704. Lilias Adie "confessou" ter feito bruxaria e ter tido sexo com o Diabo, mas morreu na sua cela antes de ser queimada
Mais de metade das acusações resultaram em execuções, e 85% das condenações foram aplicadas a mulheres ou meninas. Mitchell afirmou ter sido inspirada pelo caso de Lilias Adie, que morreu em 1704 depois que foi condenada à fogueira.

domingo, 25 de julho de 2021

Vírus do resfriado existiria há centenas de milhares de anos antes dos humanos modernos, diz estudo

 


Os humanos modernos apareceram há 300.000 anos, mas os adenovírus, responsáveis pelo resfriado nos humanos, provavelmente existem há mais de 700.000 anos, teorizam cientistas.

O vírus do resfriado podia existir há mais de 700.000 anos, muito antes do surgimento dos humanos modernos, aponta um estudo publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv.

Durante a pesquisa, que ainda não foi avaliada por pares, os cientistas trituraram um par de dentes de bebê em Yana, Sibéria, Rússia, para o analisar, e descobriram restos de vários vírus, incluindo dois genomas do adenovírus humano C (HAdV-C), uma espécie de vírus que tipicamente causa doenças semelhantes ao frio em crianças.

O local é palco de algumas das primeiras evidências diretas de humanos vivendo no Círculo Polar Ártico, limitado, no entanto, a dentes fragmentados pertencentes a crianças entre dez e 12 anos, revelou um estudo publicado em 2019.

Sofie Nielsen, estudante de doutorado na Universidade de Copenhague, Dinamarca, e primeira autora do estudo, explicou ao portal Live Science que os vírus podem entrar nos dentes através da corrente sanguínea e permanecer preservados no tecido duro por vários milhares de anos.

Além disso, continua, os dentes nunca se regeneram, e por isso retêm células ao longo do tempo, fornecendo assim um registro acumulativo de todos os patógenos que uma pessoa encontrou. O ambiente gelado do Ártico também teria ajudado na preservação desses elementos, embora não prevenisse completamente uma fragmentação ao longo do tempo.

Surpreendentemente, Nielsen relatou que não só os vírus HAdV-C tinham alta semelhança genética aos vírus do resfriado que circulou entre os anos 1950 e 2010, geralmente divididos nos subtipos C1 e C2, como também "são mais parecidos com o tipo moderno tipo um e dois", do que com os outros vírus de resfriado antigos.

"Esta descoberta indica que os vários subtipos de adenovírus começaram a divergir um do outro há muitos milhares de anos, bem antes de se tornarem dentes de bebê de dois jovens na antiga Sibéria", concluíram os cientistas, estimando que os adenovírus divergiram há pelo menos 700.000 anos, apesar de admitirem a falta de amostras. Os humanos modernos surgiram há cerca de 300.000 anos.

sábado, 11 de julho de 2020

Doença nova pode estar por trás de centenas de mortes de elefantes em Botsuana




Autoridades de Botsuana alertaram que um novo patógeno pode ser o culpado pela morte de centenas de elefantes no país com a maior população mundial desses animais.

Depois que centenas de carcaças de elefante foram encontradas na região noroeste do país, amostras foram coletadas para análise em laboratórios no Zimbábue e na África do Sul para investigar a causa.
Os resultados de amostras colhidas de carcaças no noroeste de Botswana voltaram dos laboratórios para os quais elas foram enviadas no Zimbábue e serão comparados com os resultados provenientes dos laboratórios sul-africanos.
O secretário permanente em exercício do Ministério do Meio Ambiente de Botsuana, citado pela agência de notícias Bloomberg, informou em entrevista que os resultados dos testes serão anunciados na próxima semana.
Até agora, 281 carcaças de elefantes foram encontradas, segundo o governo local, embora uma organização sem fins lucrativos tenha dito que encontrou até 356.

© REUTERS / HANDOUT
Elefantes estão sendo encontrados mortos por causas inexplicáveis, no delta do Okavango, Botsuana, de maio a junho de 2020
Os primeiros testes em Botsuana descartaram doenças conhecidas que causariam mortes em massa entre os animais, sinalizando potencialmente que "novas doenças" são responsáveis, afirmou o governo de Botsuana em comunicado, segundo a televisão estatal.
Botsuana contém a maior população de elefantes do mundo, com cerca de 135.000 animais, observou a Bloomberg.

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