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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Novo estudo mostra que uma das luas de Saturno pode abrigar vida extraterrestre

 


Uma equipe de cientistas, que inclui o dr. Christopher Glein do Instituto de Pesquisa Southwest, nos EUA, revelou novas evidências de um dos blocos de construção de vida cruciais no oceano subsuperficial da lua de Saturno Encélado

De acordo com o comunicado, as simulações realizadas pela equipe científica mostram que o oceano do satélite natural do planeta deve ter em abundância o fósforo dissolvido, um ingrediente essencial para a vida na Terra.

"Encélado é um dos alvos primários da busca da humanidade por vida no nosso Sistema Solar", explicou Glein, coautor de um novo artigo com resultados da pesquisa.

Recentemente, a missão espacial Cassini descobriu água líquida em Encélado, debaixo a superfície do satélite. Após a análise de amostras, os pesquisadores revelaram que estas contêm quase todos os elementos necessários para a vida, exceto fósforo.
O elemento é preciso para criação de DNA e RNA, base de toda a vida na Terra. Durante o estudo, os autores realizaram simulações termodinâmicas e cinéticas que imitam a geoquímica do fósforo nos oceanos de Encélado com base dos dados da Cassini.
Baseando-se nos dados obtidos dos modelos, eles constataram que os minerais de fosfato podem se dissolver no satélite de Saturno, atingindo níveis próximos ou até superiores aos da água do mar na Terra.

"O que isso significa para a astrobiologia é que podemos estar mais confiantes do que antes de que o oceano de Encélado é habitável", resumiu o autor principal da pesquisa.

Imagem em infravermelho de Saturno capturada pela espaçonave Cassini mostra a aurora no polo sul do planeta - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2022
Ciência e sociedade
Vento de grande altitude em Saturno cria aurora inédita e revela mistérios do planeta (FOTO, VÍDEO)



 

domingo, 11 de setembro de 2022

Dois buracos negros supermassivos estão destinados a colidir nos próximos 3 anos, diz estudo

 


As oscilações incomuns de luminosidade observadas no centro da galáxia SDSS J1430+2303, localizada a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra, sugerem que dois buracos negros supermassivos podem colidir nos próximos três anos aponta um estudo recente da Academia de Ciências da China.

Trata-se de dois buracos negros que têm uma massa combinada de aproximadamente 200 milhões de sóis. Se for confirmado, os astrônomos acreditam que se fundirão em um único buraco negro, criando uma explosão de luz que nos ajudará a entender como estes fenômenos se formam.
As duas galáxias têm buracos negros supermassivos nos seus centros. Têm sido observados pares e grupos de galáxias que colidem, provocando o surgimento de grandes buracos negros que giram à volta uns dos outros em órbitas decrescentes nos seus centros. Isto é conhecido graças às oscilações na luz que é emitida do centro destas galáxias e pelas escalas de tempo regulares que suas órbitas sugerem.
A galáxia SDSS J1430+2303, situada na constelação de Bootes (ou Boieiro), tem um centro ativo com oscilações de luz que têm acelerado com o passar do tempo, escreve El Confidencial.
Segundo um artigo publicado por uma equipe de astrônomos liderada por Ning Jiang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em um período de três anos, a periodicidade das oscilações passaram de um ano para um mês.
Visão do disco de acreção ao redor do buraco negro supermassivo, com estruturas semelhantes a jato fluindo para longe do disco - Sputnik Brasil, 1920, 16.06.2022
Ciência e sociedade
Descoberto buraco negro supermassivo que engole o equivalente à massa da Terra por segundo
Se suas medições estiverem corretas, os elementos do sistema binário estão próximos demais para permitir que cada um deles mantenha uma região de linha larga individual, pelo que se espera que a "iminente" colisão dos buracos negros ocorra o mais tardar em 2025.

"É, provavelmente, o primeiro evento de coalescência [união] de um buraco negro binário supermassivo observável na história da humanidade", afirmam os pesquisadores. "As observações de rádio de J1430+2303 antes e depois da coalescência fornecerão um diagnóstico único de energia e do ambiente do buraco negro binário supermassivo"

O artigo foi aceito para a publicação na revista Astronomy & Astrophysics e está disponível no portal arXiv.

domingo, 22 de maio de 2022

Estudo: crianças incas escolhidas para sacrifícios ingeriram cocaína e ayahuasca

 


Por mais de 500 anos, restos mumificados de três crianças congeladas no topo de um vulcão no sul do Peru mantiveram um registro secreto de seus últimos dias.

Plantas alucinógenas e estimulantes psicotrópicos desempenharam um papel importante nas crenças, rituais e práticas de adivinhação nos antigos Andes.
Desde a descoberta de três múmias na década de 1990, pesquisadores têm se esforçado para desvendar o passado das crianças.
A capacocha foi uma das cerimônias mais significativas realizadas no Império Inca. Durante o ritual, os incas sacrificavam crianças e mulheres jovens que deveriam ser bonitas e imaculadas.
Os restos dos corpos das crianças de 6 ou 7 anos encontrados no vulcão Ampato, nos Andes, em 1995, foram submetidos a um rigoroso exame bioarqueológico.
Um recente estudo publicado no Journal of Archaeological Science acrescentou novos detalhes sobre como era a vida dessas crianças há 500 anos a partir de vestígios de material de cabelo e unhas.
Foi possível registrar que altas doses de diversas substâncias psicodélicas foram ingeridas. Os cientistas encontraram evidências de uso de drogas, apontando especificamente para o uso de folhas de coca e álcool .
Sarcófagos achados dentro de tumba no Planalto de Gizé, a sudeste do Cairo, Egito, 4 de maio de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 22.01.2021
Encontradas tumbas de crianças da elite do Império Inca de 500 anos no Peru (FOTOS)
Em alguns casos, as crianças foram encontradas com as folhas ainda na boca, com sinais de tê-las consumido com álcool em grande quantidade momentos antes de sua morte.
A descoberta recente aponta uso de metabólitos associados ao consumo de uma bebida psicodélica feita de ayahuasca (Banisteriopsis caapi), um "sinal altamente indicativo de um ritual destinado a acalmar ao invés de estimular".
Os pesquisadores usaram espectrometria de massa para identificar a presença de alcaloides e metabólitos de coca, bem como harmalina e harmina nas unhas de duas múmias Ampato.
Harmalina e harmina são usualmente misturadas com outros materiais para criar uma bebida que induz vômito, diarreia e alucinações vívidas e intensas .
Segundo os pesquisadores, entretanto, o consumo da ayahuasca não tinha como objetivo produzir visões fortes, mas simplesmente reduzir a depressão e a ansiedade.
"Os incas podem ter usado conscientemente as propriedades antidepressivas da Banisteriopsis caapi para reduzir a ansiedade e os estados depressivos das vítimas", conclui a publicação.
Esqueleto encontrado em escavações em cemitério de Ascalão - Sputnik Brasil, 1920, 01.11.2021
Evidências de sacrifícios humanos de cultura mais antiga que a inca são encontradas no Peru (FOTO)


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Astronautas podem um dia beber água desde antigos vulcões lunares, sugere novo estudo

 


O programa da NASA Artemis não se prevê apenas levar astronauta de novo à Lua para um breve passeio: a agência planeja manter uma presença duradoura, o que coloca a questão de encontrar recursos hídricos na Lua.

Um novo estudo sugere que os astronautas deveriam buscar água deixada pelos vulcões antigos.
Hoje a Lua parece um lugar quieto, mas erupções vulcânicas abalaram-na há milhares de milhões de anos. Segundo a pesquisa realizada pelos pesquisadores da Universidade de Colorado em Boulder, nos EUA, pode haver camadas de gelo de até centenas de metros de espessura deixadas para trás nos polos da Lua como um legado de seu passado vulcânico.

"Imaginamo-lo como uma geada na Lua que se formou ao longo do tempo", disse Andrew Wilcoski, autor principal do artigo publicado na revista The Planetary Science Journal, citado pelo comunicado da Universidade desta quarta-feira (18).

A equipe usou simulações computadorizadas para estudar os efeitos dos vulcões. Os modelos demonstram que vulcões expeliram vapor de água, que retornou à superfície formando gelo, um processo que os pesquisadores comparam à formação de gelo na Terra após uma noite fria.

"De acordo com estimações do grupo, cerca de 41% da água dos vulcões pode ter condensado na Lua em forma de gelo", afirma a universidade.

Lua (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 20.04.2022
Sociedade e cotidiano
Relatório de programa secreto de OVNIs revela plano dos EUA para bombardear a Lua

O estudo melhora compreensão dos cientistas sobre a evolução da água em nosso vizinho lunar. Em 2020, a NASA anunciou evidências da presença de água na Lua. Sabemos que ela está lá, mas ainda há perguntas sobre onde, quanto, de onde veio e como pode ser obtida.
Se as simulações de computador forem verdadeiras, isso significa que pode haver camadas de gelo escondidas sob o solo lunar. Essa água pode ser usada para beber ou para fazer combustível para foguetes. Exploradores robóticos ou humanos podem confirmar isso. Conforme disse Wilcoski: "Nós realmente precisamos perfurar e procurar isso".
O Viper, um rover lunar desenvolvido pela NASA, que deverá ser lançado em 2023, vai procurar depósitos de gelo no polo sul do satélite terrestre, dando aos pesquisadores um novo conjunto de dados e talvez permitindo esclarecer definitivamente a história da formação da água na Lua.

domingo, 15 de maio de 2022

Em novo estudo, astrônomos descobrem mais detalhes sobre formação de planetas

 


Com o avanço de estudos sobre exoplanetas, temos uma vaga imagem de como são outros mundos em diferentes sistemas estelares, mas do que são compostos e por que nosso Sistema Solar é diferente ainda permanece um mistério.

Visando responder a algumas das perguntas sobre formação planetária, astrônomos se debruçaram sobre os discos formadores de planetas em torno de estrelas jovens para ver como eles evoluem.
Ao todo, a equipe pesquisou 873 discos protoplanetários dando foco à sua massa, peça-chave para determinar a quantidade de matéria disponível para formar planetas.
Divulgado pela Science Alert e publicado na revista Astronomy and Astrophysics, o novo estudo buscou mapear os dados demográficos dos discos protoplanetários para determinar modelos de evolução.

"Até agora, não sabíamos ao certo quais propriedades dominam a evolução dos discos formadores de planetas em torno de estrelas jovens", disse o cientista do Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg, Alemanha, e autor principal do estudo, Sierk van Terwisga, em um comunicado à imprensa.

Esta imagem mostra a gigantesca nuvem de formação de estrelas Orion A observada pelo instrumento Receptor de Imagem Espectral e Fotométrica (SPIRE, na sigla em inglês) a bordo do Telescópio Espacial Herschel - Sputnik Brasil, 1920, 15.05.2022
Esta imagem mostra a gigantesca nuvem de formação de estrelas Orion A observada pelo instrumento Receptor de Imagem Espectral e Fotométrica (SPIRE, na sigla em inglês) a bordo do Telescópio Espacial Herschel

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