Total de visualizações de página

Leitores online

Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tratamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Vitamedic deu suporte para associação de médicos negacionistas defender tratamento precoce contra Covid, diz diretor da empresa

 


Em depoimento à CPI da Covid, nesta quarta-feira (11), Jailton Batista, diretor-superintendente da indústria farmacêutica Vitamedic, afirmou que a instituição deu suporte para a Associação de Médicos pela Vida, entidade negacionista da pandemia. A ideia seria dar suporte aos médicos no uso da ivermectina, medicamento sem comprovação científica para o tratamento de pessoas diagnosticadas com a Covid-19.

"Nenhum representante teve reunião com o Ministério da Saúde, gabinete paralelo, ou qualquer outra autoridade para tratar deste assunto. Desconheço.
A Vitamedic foi chamada para dar suporte ao grupo médicos pela vida e ela o fez", afirmou o dirigente na comissão. "Foi a publicação de um manifesto da associação que a empresa assumiu o custo da veiculação. Pediu o patrocínio e a Vitamedic o fez", disse.

O depoente reconheceu que a Vitamedic pagou R$ 717 mil pela publicação em jornais de um anúncio da Associação Médicos pela Vida favorável ao tratamento precoce com remédios sem eficácia contra a Covid-19. Ele disse, no entanto, que o anúncio não era referente apenas à ivermectina.

O dirigente também se esquivou de comentar acerca das consequências para a população das falas de Jair Bolsonaro, que defendeu em várias ocasiões medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid. "Não temos como medir o impacto da fala do presidente sobre nosso produto", afirmou o depoente. 

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), questionou o dirigente: " conhece algum outro presidente nos últimos 40 anos que tenha defendido medicamentos com ou sem eficácia comprovada?". "Não. Somos fabricantes, recebemos demanda para produzir mais", respondeu Batista. 

domingo, 4 de abril de 2021

Idoso com Covid-19 morre dois dias após passar por tratamento com cloroquina

 


Revista Fórum - Um paciente de 69 anos, infectado com Covid-19, morreu no Hospital Caridade de Alecrim, no Rio Grande do Sul, dois dias após passar por um tratamento não autorizado com inalações de hidroxicloroquina diluída. Segundo o portal Gaúcha ZH, o tratamento, que não tem eficácia comprovada e é considerado experimental, foi prescrito pelo médico Paulo Gilberto Dorneles.

A família do paciente Lourenço Pereira diz não ter sido consultada sobre o tratamento e afirma que não emitiu nenhuma autorização. Os familiares fizeram uma denúncia ao Ministério Público com pedido de investigação do caso, alegando que o medicamento contribuiu para a piora do quadro de saúde do idoso. 

Em prontuário obtido pela família, há a menção de que, no segundo dia de internação, em 20 de março, o médico prescreveu inalações de hidroxicloroquina a cada seis horas. “Diluir e nebulizar conforme orientação”, diz o campo do prontuário em que são anotadas as “observações”. Confira a reportagem completa na Revista Fórum.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Apresentador do SBT que morreu de Covid-19 defendia o tratamento precoce e era contra lockdown


 

Apresentador Stanley Gusman que morreu na noite deste domingo (11) era a favor do tratamento precoce contra a Covid19 e se posicionava contra o lockdown

Plínio Teodoro, na Revista O apresentador da TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, Stanley Gusman, que morreu na noite deste domingo (11), aos 49 anos, vítima de complicações causadas pela Covid-19, era a favor do tratamento precoce contra o coronavírus e contra o lockdown absoluto.

Gusman compartilhava em sua conta do Twitter posts do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e, sobretudo, críticas à postura do governador de São Paulo, Joao Doria, na condução do combate ao coronavírus.

Leia a íntegra na Fórum. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Tratamento de Trump contra Covid-19 foi feito a partir de células de fetos abortados, aponta Guardian


 O jornal inglês The Guardian ironizou o fato do presidente dos Estados Unidos ter utilizado este tratamento e ao mesmo tempo manter um discurso contra o aborto


Da RFI - O jornal britânico The Guardian revela em reportagem desta sexta-feira (9) os ingredientes do coquetel antiviral do laboratório Regeneron administrado ao presidente dos Estados Unidos, durante sua breve estadia no Hospital Militar Walter Reed. O Guardian ironiza o fato do chefe de Estado ter usado um remédio à base de células de fetos abortados para combater o coronavírus, ao mesmo tempo em que se alia ao discurso contra o aborto do eleitorado ultraconservador, na mira das eleições presidenciais do 3 de novembro.

O jornal britânico destaca que uma das drogas tomadas por Donald Trump no Hospital Militar Walter Reed, apontada por ele como uma “cura” potencial para o coronavírus, foi desenvolvida com células humanas originalmente obtidas a partir de um aborto voluntário, prática denunciada repetidamente pelo presidente norte-americano e por muitos de seus apoiadores.

"A droga é um coquetel de anticorpos desenvolvido pela Regeneron", publica The Guardian nesta sexta-feira (9). "O presidente recebeu uma infusão de 8 gramas quando foi hospitalizado no fim de semana após teste positivo para Covid-19. Não há cura para a Covid-19 e o medicamento não foi aprovado [segundo o cânone científico]", destaca.

Segundo o jornal inglês, as células usadas para desenvolver a droga são conhecidas como HEK-293T, uma linhagem de células especialmente usada em laboratórios. Elas foram originalmente derivadas de um rim embrionário após um aborto realizado na Holanda, na década de 1970.

Trump e o proselitismo antiaborto e anticélulas tronco

O líder dos conservadores tem buscado restringir o acesso ao aborto em seu país. "O movimento antiaborto é uma das bases de apoio mais entusiásticas de Trump", observa o jornal, relembrando que a indicação da  indicar a conservadora juíza católica Amy Coney Barrett para a Suprema Corte, no mês passado, sinaliza esse objetivo.

A plataforma eleitoral do Partido Republicano de 2020 se opõe explicitamente à pesquisa com células-tronco embrionárias e pede a proibição do financiamento federal para pesquisas com elas, porque, como as células HEK, são derivadas de um embrião, frisa o Guardian. "Trump já limitou as pesquisas com células-tronco embrionárias por razões ideológicas”, destaca o jornal. Em 2019, sublinha o texto, o governo interrompeu o financiamento para cientistas do governo trabalharem em estudos envolvendo células-tronco embrionárias, afetando cerca de US$ 31 milhões em pesquisas, de acordo com a revista Science.

A Susan B Anthony List, um importante grupo antiaborto dos EUA, não respondeu à reportagem do The Guardian sobre a questão. No entanto, o movimento se manifestou sobre outros medicamentos contra a Covid-19 em desenvolvimento. Pelo menos cinco vacinas candidatas usaram estas mesmas células HEK-293T aplicadas em Trump ou uma linha de células patenteada e desenvolvida a partir de um aborto eletivo em 1985.

Retorno à campanha

Nesta quinta-feira (8), em entrevista à emissora Fox News, o presidente americano disse que que pretende organizar um comício neste sábado (10), provavelmente na Flórida, embora ainda esteja em recuperação da Covid-19.  "Acho que vou tentar fazer um comício no sábado à noite se tivermos tempo suficiente para organizá-lo", revelou Trump ao apresentador conservador Sean Hannity.

O líder afirmou que também pretende organizar outro comício no domingo (11), na Pensilvânia. "Eu me sinto muito bem", garantiu o presidente, após receber o aval de seu médico particular para retomar as atividades públicas neste fim de semana.

domingo, 4 de outubro de 2020

Médico e milionários desviaram R$ 500 milhões do tratamento do covid para levar vida nababesca

Empresário levava vida de ostentação emitindo notas superfaturadas – Foto: Reprodução

Do Fantástico
Durante a pandemia, enquanto os brasileiros sofriam com a Covid-19, um grupo se dedicou a comprar fazendas, montar adegas com vinhos caríssimos, desfilar em carros luxuosos e comprar até filhotes de animais selvagens. De onde vinha o dinheiro? Da verba que deveria ser usada para combater o coronavírus na saúde pública.
Segundo a polícia, a quadrilha, que tinha a participação de políticos, desviou R$ 500 milhões. Até uma casa de prostituição estaria sendo usada para lavagem de dinheiro. (…)

NOTÍCIAS MAIS ACESSADAS

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Químicos russos descobrem novo tratamento para o câncer durante pesquisa da COVID-19



Cientistas da Universidade Federal do Cáucaso do Norte, na região de Stavropol, na Rússia, encontraram um composto eficaz no tratamento de neuroblastoma na busca por substâncias neutralizantes do novo coronavírus, informou a universidade nesta terça-feira (22).

"Cientistas do Departamento de Química e Farmacêutica da Universidade Federal do Norte do Cáucaso descreveram a síntese de substâncias que ajudarão a humanidade a combater o neuroblastoma, um dos tipos mais perigosos de câncer", disse a universidade em um comunicado à imprensa.
"Inicialmente, os químicos tentaram encontrar compostos para combater a COVID-19, mas a atividade anticâncer dessas substâncias acabou sendo muito maior", acrescentou a instituição.
A pesquisa foi liderada pelos proeminentes químicos russos Nikolay Aksenov e Alexander Aksenov e incluiu cientistas da Texas State University, de acordo com o mesmo comunicado à imprensa. Eles usaram um método que foi descoberto em 2010, apelidado de Aksenov em homenagem a seu fundador.

© DEPOSITPHOTOS / SCIENCEPICS
Células de câncer atacando o sistema imunológico
Os cientistas acreditam que sua descoberta é "de grande importância", pois provavelmente reduzirá o custo do tratamento para pacientes com câncer.
"[Os cientistas] consideram patentear a descoberta no futuro e continuarão a estudar a toxicidade dos compostos obtidos", completou a nota da instituição universitária.
O Departamento de Química da Universidade Federal do Cáucaso do Norte tem um histórico sólido de pesquisas anticâncer. Em 2019, seus cientistas encontraram novos compostos capazes de interromper o crescimento de células cancerosas e recuperar tecidos danificados no tratamento de câncer de pele e cérebro.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Cloroquina: Associações médicas publicam documento contra o uso de remédio para malária no tratamento de Covid-19

Associações médicas analisam medicamentos no tratamento de Covid-19 — Foto: Agência Estadual de Notícias/Divulgação

Mais de 20 especialistas analisam possíveis medicamentos para pacientes com o novo coronavírus. Eles afirmam que não há benefício no uso de cloroquina ou de hidroxicloroquina.


A Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia reuniram 27 especialistas para analisar medicamentos e terapias aplicados em pacientes com Covid-19. Segundo os órgãos, diversos procedimentos utilizados atualmente "carecem de apropriada avaliação de efetividade e de segurança".

De acordo com o documento formulado pelas sociedades médicas, a cloroquina e a hidroxicloroquina (receitadas usualmente para malária) não devem ser usadas como tratamento de rotina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Após revisarem três estudos, os especialistas afirmam que "as evidências disponíveis não sugerem benefício clinicamente significativo".

Além disso, os medicamentos representam risco moderado de problemas cardiovasculares nos pacientes, como arritmia.


O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina só pode ser considerado, segundo o documento, para casos graves, de pessoas hospitalizadas, em "decisão compartilhada entre o médico e o paciente". Os profissionais de saúde devem evitar ministrar, ao mesmo tempo, medicamentos que também alterem os batimentos cardíacos.

sábado, 16 de maio de 2020

Cloroquina não tem eficácia no tratamento de Covid-19 e é perigoso, segundo maior estudo já feito com o medicamento



Na semana em que Nelson Teich pediu demissão do Ministério da Saúde porque ele se recusou a liberar a cloroquina como remédio para todos os casos de Covid-19, como quer Jair Bolsonaro, foi divulgado o maior estudo já feito sobre o uso da substância.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association, a hidroxicloroquina não é capaz de evitar mortes pela Covid-19 e ainda pode causar problemas no coração.





Mais vistas da semana

Minha lista de blogs