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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Israel recupera raro documento da época do Primeiro Templo (FOTO, VÍDEO)

 


O antigo manuscrito hebreu foi recuperado durante os trabalhos da equipe de especialistas da Autoridade de Antiguidades de Israel.

O papiro, datado do período do Primeiro Templo, foi encontrado nas cavernas do Deserto da Judeia e possui quatro linhas iniciadas com as palavras "Para Ishmael enviar...," indicando que é um fragmento de uma carta contendo instruções ao destinatário.
Israel recupera raro documento da época do Primeiro Templo - Sputnik Brasil, 1920, 07.09.2022
Israel recupera raro documento da época do Primeiro Templo
Conforme o jornal Haaretz, com base na escrita, supõe-se que se trate do "Papiro de Ishmael", preservado devido ao clima seco do deserto.
De acordo com os especialistas, o nome Ishmael, mencionado no documento, era um nome comum no período bíblico e significava "Deus vai escutar".

sábado, 4 de junho de 2022

EUA publicam documento criticando Brasil e citando encontro de Bolsonaro com neta de nazistas

 


O documento, elaborado anualmente por Washington, examina a questão da liberdade religiosa no mundo.

O documento, elaborado anualmente por Washington, examina a questão da liberdade religiosa no mundo.
Foi publicado nesta semana, pelo Departamento de Estado dos EUA, o informe oficial do governo norte-americano sobre a liberdade religiosa no mundo.
Em uma seção dedicada ao Brasil, o governo de Joe Biden lista ataques contra minorias religiosas e o encontro do presidente Jair Bolsonaro e uma representante da extrema-direita alemã.

"Em julho [de 2021], o presidente Jair Bolsonaro encontrou-se com Beatrix von Storch, deputada e legisladora alemã do Partido Alternativa para a Alemanha (AfD)", escreve o documento.

O informe acrescenta que representantes de entidades judaicas criticaram o encontro, argumentando que a AfD era um partido que minimizou as atrocidades nazistas e o Holocausto.
Tratando do tema de liberdade religiosa, o Departamento de Estado dos EUA cita reportagens da imprensa e afirma que o "respeito social pelos praticantes de religiões minoritárias - especialmente as religiões afro-brasileiras - continua fraco, e os ataques aos terreiros continuaram".
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em frente a bandeira dos EUA durante entrevista coletiva com o então conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Brasil, 20 de outubro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2022
Notícias do Brasil
Itamaraty: Bolsonaro aceita convite de Biden para participar da Cúpula das Américas
O documento também cita o ex-deputado Roberto Jefferson, aliado do presidente brasileiro, lembrando que ele foi indiciado por "pertencer uma organização criminosa que se opunha à democracia".
O informe do governo norte-americano foi publicado uma semana antes da ida de Bolsonaro para a Cúpula das Américas, em Los Angeles. Biden e Bolsonaro devem ter, na ocasião, o seu primeiro encontro.
Beatrix von Storch, deputada e vice-líder do partido que esteve com Bolsonaro, é neta do ministro de Finanças de Adolf Hitler, condenado pelo Tribunal de Nuremberg por crimes de guerra.
O seu partido, o AfD, embora faça parte do parlamento alemão, foi acusado nos últimos anos de tentar minar a democracia alemã.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Auditor acusa governo Bolsonaro de alterar documento sobre suposta supernotificação de mortes por Covid

 


Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Marques acusou o governo federal, em depoimento, de ter alterado documento citado por Jair Bolsonaro sobre supernotificação de casos de Covid-19.

Marques é investigado por ter sido o autor do material e classificou como "irresponsabilidade" a divulgação do documento por Bolsonaro. "Quando eu vi o pronunciamento do presidente Bolsonaro, eu fiquei totalmente indignado, porque achei totalmente irresponsabilidade o mandatário da nação sair falando que o tribunal tinha um relatório publicado, que mais da metade das mortes por Covid não era por Covid. Eu achei bem, uma afronta a tudo que a gente sabe que acontece, a todas as informações públicas, à ciência, etc". O auditor está no radar da CPI da Covid e deve ser convocado para depoimento.

No início de junho, Bolsonaro disse a apoiadores no cercadinho do Palácio da Alvorada que um suposto relatório do TCU apontava que 50% das mortes por Covid-19 em 2020 tinha sido provocadas, na verdade, por outras causas. 

No mesmo dia, 7 de junho, o tribunal divulgou nota esclarecendo que não tem informações para sustentar a afirmação de Bolsonaro. O TCU ainda disse, à época, não ser o autor do documento. 

Em 8 de junho, o tribunal comunicou que o documento citado se tratava de uma análise pessoal feita pelo servidor Alexandre Marques.

Bolsonaro então admitiu o erro de vincular o documento ao TCU, mas seguiu sustentando, sem provas, que houve supernotificação de óbitos causados pelo coronavírus.

Marques disse acreditar que o documento tenha sido alterado pela  Presidência da República. "[O documento] não tinha nenhuma alusão ou identidade visual do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse arquivo em pdf que viralizou, não tinha nenhuma identidade visual, data, assinatura, nada. Era somente um só arrazoado".

terça-feira, 19 de maio de 2020

Cloroquina: Associações médicas publicam documento contra o uso de remédio para malária no tratamento de Covid-19

Associações médicas analisam medicamentos no tratamento de Covid-19 — Foto: Agência Estadual de Notícias/Divulgação

Mais de 20 especialistas analisam possíveis medicamentos para pacientes com o novo coronavírus. Eles afirmam que não há benefício no uso de cloroquina ou de hidroxicloroquina.


A Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia reuniram 27 especialistas para analisar medicamentos e terapias aplicados em pacientes com Covid-19. Segundo os órgãos, diversos procedimentos utilizados atualmente "carecem de apropriada avaliação de efetividade e de segurança".

De acordo com o documento formulado pelas sociedades médicas, a cloroquina e a hidroxicloroquina (receitadas usualmente para malária) não devem ser usadas como tratamento de rotina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Após revisarem três estudos, os especialistas afirmam que "as evidências disponíveis não sugerem benefício clinicamente significativo".

Além disso, os medicamentos representam risco moderado de problemas cardiovasculares nos pacientes, como arritmia.


O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina só pode ser considerado, segundo o documento, para casos graves, de pessoas hospitalizadas, em "decisão compartilhada entre o médico e o paciente". Os profissionais de saúde devem evitar ministrar, ao mesmo tempo, medicamentos que também alterem os batimentos cardíacos.

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