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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Pesquisadores descobrem eficácia 'altíssima' contra COVID-19 de antiviral já existente

 


Em pesquisa de laboratório, pesquisadores do Reino Unido e da China confirmaram a eficácia do medicamento antiviral já existente tapsigargina no tratamento do coronavírus.

Os resultados da pesquisa mostraram que o medicamento antiviral tapsigargina funciona centenas de vezes mais que outros medicamentos antivirais, sendo capaz de tratar até mesmo o novo coronavírus e o vírus da gripe comum, segundo estudo publicado na revista Viruses.

Anteriormente, foi revelado que, em doses pequenas, este medicamento, que é à base de plantas, ativa a resposta imune antiviral congênita contra três tipos de vírus respiratórios: vírus da gripe comum, vírus sincicial respiratório (VSR) e vírus influenza A (H1N1).

Os resultados dos testes de laboratório em culturas celulares e de animais mostraram que tapsigargina é eficaz como tratamento profilático e durante infecção ativa. O medicamento previne a replicação do vírus em células durante pelo menos 48 horas depois de apenas uma dose.

Os pesquisadores destacaram que o remédio demonstra estabilidade no ambiente ácido do estômago, e por isso pode ser tomado via oral. A segurança do medicamento foi testada durante tratamento medicamentoso do câncer de próstata. Não há fatos registrados da resistência do vírus à tapsigargina.

Outra vantagem é que tanto pessoas como animais de estimação podem tomar tapsigargina, de acordo com cientistas.

"A pandemia atual destaca a necessidade de antivirais eficazes para tratamento de infecções ativas, bem como vacinas, para prevenção da infecção", afirmou o líder do estudo Kin-Chow Chang da Escola de Medicina e Ciência Veterinária, Ciências Biológicas, Farmácia, Medicina e Química da Universidade de Nottingham, Reino Unido.

Os vírus da gripe, novo coronavírus e VSR são patógenos globais que atacam humanos e animais. Tapsigargina é um remédio da nova geração. Ao contrário dos medicamentos antivirais habituais, que têm o vírus como alvo, tapsigargina age no sistema imunológico e pode ser usado para tratar tanto os vírus contemporâneos como os futuros em humanos e animais.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Bolsonaro é chamado de 'charlatão' após governo 'comprovar' eficácia de vermífugo contra COVID-19

 


Na tentativa de ilustrar eficácia de vermífugo contra COVID-19, governo acabou usando gráfico de banco de imagens. A compra do gráfico fez com que presidente fosse chamado de "charlatão".

Na segunda-feira (19), em evento no Palácio do Planalto, com participação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, um gráfico foi apresentado para comprovar a eficácia do vermífugo nitazoxanida na redução da carga viral de pacientes infectados pela COVID-19.

O gráfico em questão está disponível por R$ 442,20 em um site de venda de imagens, o ShutterStock, fazendo surgir questionamentos de se há mesmo estudo científico que comprove a eficácia do vermífugo.

O Planalto ainda não divulgou dados que ratifiquem a relação do vermífugo com o combate ao novo coronavírus.

Incrédulos com a compra do gráfico, brasileiros criaram a hashtag #BolsonaroCharlatao, que é o assunto mais comentado desta terça-feira (20) no Twitter, com mais de 14 mil tweets.

Um perfil se passando pelo presidente do Brasil apresentou o "estudo do remédio".

​O movimento Vem Pra Rua, antes aliado de Bolsonaro, publicou o gráfico usado pelo governo e o gráfico do ShutterStock.

​"O choro é livre."

​O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) não mediu palavras: "Governo baseado em mentiras."

​Fica a pergunta.

​Pelo visto, Bolsonaro se esqueceu das apostas.

​Quem lembra?

​A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) acredita que "Bolsonaro joga com a vida do povo brasileiro".

​O Brasil se encontra no terceiro lugar mundial com 5.251.127 de casos e 154.226 mortes pela COVID-19, segundo consórcio entre veículos de imprensa e secretarias estaduais de saúde.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina inúteis para tratar covid-19. Não tem eficácia e pode prejudicar o paciente

Médico explica que, apesar dos medicamentos serem prescritos para outras doenças, não significa que seja seguro para o tratamento da covid-19. Ele relata diversos casos de pacientes com arritmia cardíaca após tomarem a hidroxicloroquina


Hospitais, convênios particulares e até órgãos públicos adotam hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina para tratar covid-19. Para especialistas, oferecer “cura fácil” desvaloriza isolamento social e desvia a atenção da necessidade de ampliar leitos


São Paulo – Em debate realizado na manhã desta quarta-feira (22), especialistas criticaram hospitais privados e planos de saúde que têm ministrado o chamdo “kit covid” para tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. A receita inclui medicamentos como cloroquina (e seu composto, a hidroxicloroquina), ivermectina e azitromicina, e tem sido aplicada em casos suspeitos ou confirmados de covid-19. Sem eficácia comprovada, os remédios podem causar efeitos colaterais graves aos pacientes.
O debate sobre a eficácia do coquetel de medicamentos foi realizado pela Ciência USP. Frederico Fernandes, doutor em pneumologia e médico assistente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explicou que a criação sobre o “kit covid” é mais político do que técnico.
O especialista é defensor da autonomia dos profissionais da saúde, mas explica que as entidades médicas precisam apresentar aos seus integrantes notas técnicas sobre a não eficácia daqueles medicamentos contra a covid-19.
“A Associação Médica Brasileira soltou um comunicado absolutamente político acusando os médicos de ‘torcerem pelo vírus’. Eles disseram defender a autonomia do médico, mas não é verdade. Quando estou informado sobre risco-benefício e sei que o risco é maior, o que eu faço é imprudência. Então, erro médico não é autonomia”, afirmou
Na última segunda-feira (20), a AMB defendeu, por meio de uma nota oficial, a autonomia do médico em relação à prescrição da hidroxicloroquina como forma de combate à covid-19. A associação ainda pediu o fim do que chamou de “politização sobre o medicamento”, que não tem eficácia comprovada para o combate do novo coronavírus.

Danos aos pacientes

Frederico explica que o kit é composto por medicamentos indicados para outras doenças, o que significa que pode não ser seguro para o tratamento da covid-19. Ele relata diversos casos de pacientes com quadros graves de arritmia cardíaca após tomarem a hidroxicloroquina.
“O paciente com covid mais idoso pode ter problema cardiovascular e, com uma infecção viral aguda, tudo isso pode levar à arritmia. A gente desconhece a segurança no contexto da covid. Esses kits têm estimulado também o uso precoce de corticoides, o que pode levar à replicação viral”, afirmou.
Izabella Pena, pesquisadora no Whitehead Institute, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, criticou especialmente a presença da ivermectina no “kit covid”. Segundo ela, o uso do medicamento é baseado num estudo australiano que não passou do teste pré-clínico.
“É uma evidencia in vitro, ou seja, fora dos seres vivos. Além disso, foi feita com uma dosagem impossível de circular no sangue do ser humano. Já tem estudos mostrando efeitos colaterais dessa dosagem da ivermectina, como a morte de células. A cloroquina tem mais de 200 testes e a maioria são fúteis, com ensaios científicos sem controles e inúteis. Portanto, você vê vários compostos sendo testados com baixa capacidade de funcionar”, aponta.

Negacionismo?

O kit tem sido distribuído por diversos hospitais privados e planos de saúde do país. No começo de julho, a Prevent Senior, por exemplo, enviou aos pacientes com suspeita de coronavírus um “kit covid” com hidroxicloroquina e azitromicina, mesmo sem que o paciente tivesse testado positivo para a infecção.
O pneumologista do Hospital das Clínicas acrescentou que houve casos de pessoas que, apesar de terem tomado os remédios do “kit”, tiveram o quadro de covid-19 agravado. Alguns faleceram. A única medida com percentual de eficácia aceitável, segundo ele, é o acesso à unidade de terapia intensiva (UTI) feita de forma adequada.
“Quando insistimos no isolamento e máscara, é para evitar o excesso de casos e superlotar a UTI, que é o único recurso que salva vidas. Há o uso político desse kit para (o governo) não (investir em) ampliar o número de leitos ou desvalorizar o distanciamento social. Apontar para uma cura fácil tem o objetivo de intervir menos politicamente, o que vai levar mais pessoas à morte”, afirmou Frederico.
Já Luis Claudio Correia, diretor do Centro de Medicina Baseada em Evidências da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (Bahiana), afirmou que a prescrição desses medicamentos sem eficácia comprovada é apenas um reflexo da sociedade.
“A decisão baseada em crença faz parte da sociedade. O pensamento baseado no ceticismo, que é um pilar da ciência, não é habitual. Não vai existir medicina baseada em evidência enquanto não houver a sociedade baseada nisso”, disse.

sábado, 16 de maio de 2020

Cloroquina não tem eficácia no tratamento de Covid-19 e é perigoso, segundo maior estudo já feito com o medicamento



Na semana em que Nelson Teich pediu demissão do Ministério da Saúde porque ele se recusou a liberar a cloroquina como remédio para todos os casos de Covid-19, como quer Jair Bolsonaro, foi divulgado o maior estudo já feito sobre o uso da substância.

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association, a hidroxicloroquina não é capaz de evitar mortes pela Covid-19 e ainda pode causar problemas no coração.





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