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quarta-feira, 31 de março de 2021

Baiana descobre problema no fígado por causa do uso excessivo de Ivermectina, remédio sem eficácia contra Covid-19

 


Durante um ano, Cremilda Carneiro tomou três cápsulas do medicamento a cada 15 dias, por influência dos irmãos. Agora, ela recebeu o diagnóstico de uma doença chamada colestase.


Uma economista baiana, Cremilda Carneiro, revelou ter adquirido uma doença no fígado, chamada colestase, após tomar três capsulas de ivermectina a cada 15 dias durante um ano. Hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina fazem parte de um chamado tratamento precoce difundido em redes sociais que, segundo cientistas e instituições de pesquisa renomados, não funciona.

“Meus irmãos, que alguém disse para eles, que um médico, algum conhecido, que a ivermectina era a cura ou a preventiva. Todos eles tomaram a ivermectina e eu não poderia ficar de fora”, disse a baiana.

A ivermectina é um vermífugo , usado para combater parasitas, como lombrigas e piolhos; a cloroquina é usada no tratamento de malária, lúpus e artrite reumatóide; e a azitromicina é um antibiótico.

No Brasil, as vendas de hidroxicloroquina subiram 173% em fevereiro desse ano em relação ao ano passado e as de ivermectina, mais de 700%.


Cremilda Carneiro revelou que a colestase adquirida por ela estava na fase moderada, muito próximo da situação mais grave.


“E você acredita com força total que aquilo ali [medicamento] é seguro, que vai te proteger, uma das bobagens da vida que a gente faz. São três graus: o leve, o moderado e o grave né? Eu estava no moderado, quer dizer, um passo para chegar no mais sério”, contou a baiana.

"Para com a ivermectina. Vai usar máscara, vai se cuidar, não vai aglomerar. Porque é a melhor coisa que você faz", pediu.


Baiana descobre problema no fígado por causa do uso excessivo de remédio sem eficácia contra Covid-19 — Foto: Reprodução / TV Bahia

O hepatologista Raymundo Paraná afirma que todo paciente que se expõe a um medicamento corre o risco de uma lesão no fígado. Os médicos contrabalançam o risco com o benefício antes prescrever ao paciente.


"Um estudo conduzido na África mostrou que com 15 milhões de pacientes tratados, a mortalidade por efeitos adversos graves ocorreram somente 55, mas são 55 vidas. Por outro lado, nós temos uma doença que matava mais que isso, então nessa situação, seria favorável a indicação do tratamento. Por outro lado, se você não tem um benefício do tratamento, você ficaria só com risco e seria injustificável utilizar", explicou.


G1 Bahia.


segunda-feira, 1 de março de 2021

OMS diz que hidroxicloroquina não funciona contra Covid-19 e recomenda corte de gastos com o remédio

 


Painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde diz que, com base em "seis ensaios controlados envolvendo mais de 6.000 participantes", o medicamento não tem "efeito significativo sobre a infecção pela Covid-19"

Um painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) jogou a última pá de cal sobre a hidroxicloroquina como suposto medicamento capaz de prevenir a Covid-19, segundo Jamil Chade, do UOL.

Após diversas pistas de que a droga não funciona para combater a doença causada pelo novo coronavírus, técnicos da OMS divulgaram parecer que "aconselha fortemente contra o uso de hidroxicloroquina para prevenir" a Covid-19. A OMS ainda recomendou que todos os recursos destinados a estudos da substância sejam revertidos para "outras drogas mais promissoras". 

No Brasil, o medicamento foi tratado por Jair Bolsonaro e seus simpatizantes como salvador da pátria, contrariando estudos científicos que apontava a ineficácia da substância para Covid-19. Mesmo assim, Bolsonaro exaltou o remédio e receitou aos brasileiros a hidroxicloroquina.

"O medicamento anti-inflamatório hidroxicloroquina não deve ser usado para prevenir infecções em pessoas que não têm Covid-19", disse o painel, baseando-se em "evidências de alta certeza de seis ensaios controlados envolvendo mais de 6.000 participantes". "As evidências mostraram que a hidroxicloroquina não teve efeito significativo sobre a morte e admissão no hospital, enquanto as evidências de certeza moderada mostraram que a hidroxicloroquina não teve efeito significativo sobre a infecção pela Covid-19 confirmada em laboratório e provavelmente aumenta o risco de efeitos adversos", diz.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Nicolás Maduro anuncia remédio 100% eficaz contra a COVID-19 (VÍDEO)

 


O presidente Nicolás Maduro apresentou neste domingo (24) um medicamento chamado Carvativir. Segundo ele, "um poderoso antiviral desenvolvido por cientistas venezuelanos que começará a ser produzido em massa para neutralizar 100% dos sintomas do coronavírus".

"Está estabelecida a patente nacional e internacional e o registro sanitário foi feito no país, e posso apresentar o medicamento que neutraliza 100% dos sintomas do coronavírus: o Carvativir, mais conhecido como as gotas milagrosas do doutor José Gregorio Hernández", disse Maduro durante o balanço semanal dominical da Comissão Presidencial.

O anúncio também foi feito nas redes sociais, onde presidente lembrou que em breve começará a "ponte aérea para a chegada ao país das primeiras 10 milhões de doses da vacina Sputnik V", produzida na Rússia.

A Venezuela apresenta ao mundo o Carvativir, as milagrosas gotas do dr. José Gregorio Hernández, desenvolvido para neutralizar 100% da COVID-19.

Maduro informou que as características científicas do novo medicamento venezuelano estão sendo divulgadas por meio de relatórios científicos e serão publicadas em revistas especializadas internacionais. Ele também confirmou sua intenção de apresentar o medicamento à Organização Mundial da Saúde (OMS) para sua certificação internacional.

Carvativir, as gotas milagrosas de José Gregorio Hernández, que neutralizam os sintomas do Coronavírus. Da Venezuela para o mundo! A partir desta semana, começa a produção em massa, para que todo o sistema público saúde tenha este poderoso antiviral.

O novo medicamento passou nove meses em estudos e ensaios clínicos. "Dez gotas sob a língua a cada quatro horas, e o milagre está feito. É um poderoso antiviral que neutraliza o coronavírus, fabricado na Venezuela", disse Maduro, revelando que o país o enviará para a Aliança Bolivariana (ALBA) para distribuição aos países do grupo.

Segundo ele, o novo medicamento é totalmente inofensivo, sem efeitos colaterais. "Ele é de uma mente brilhante da Venezuela, vocês o conhecerão no futuro, por enquanto estamos protegendo os cientistas", concluiu, enfatizando ainda que a Venezuela começará a produção em massa do Carvativir em laboratórios nacionais e sua distribuição em centros de saúde públicos e privados, incluindo farmácias.



© AP PHOTO / ARIANA CUBILLOS
Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro


sábado, 5 de dezembro de 2020

Cientistas nomeiam melatonina como possível remédio universal no combate contra COVID-19

 


Cientistas do Canadá e Argentina descobriram que melatonina pode prevenir a infecção por SARS-CoV-2, o desenvolvimento de forma grave da COVID-19 e, além do mais, poderia ser um medicamento que suporte o efeito da vacina.

Pesquisadores da Universidade de Toronto e Pontifícia Universidade Católica da Argentina prepararam um estudo no qual juntaram provas de que a melatonina, ou seja, a hormona que regula o sono, sendo também antioxidante, pode reduzir a gravidade da evolução da COVID-19 e, possivelmente, inibir a infecção. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Deseases.

O vírus SARS-CoV-2 propaga-se no organismo humano através do receptor da enzima conversora da angiotensina tipo 2 (ECA2). Os autores notam que a melatonina se liga com uma proteína que regula a expressão superficial da ECA2. Além do mais, a melatonina reduz o número de citocinas anti-inflamatórias, que são associadas com a COVID-19 em forma grave, e também tem efeito anti-inflamatório.

A melatonina possui mais algumas funções benéficas. Sendo agente cronobiótico, esta hormona influencia a regulação fisiológica do relógio biológico, ajudando a sintonizar o ritmo circadiano. Isto é muito importante para aumentar a energia no organismo e reforçar o sistema imune. Como citoprotetor, a melatonina protege das doenças coadjuvantes que agravam a evolução da COVID-19 no paciente.

Finalmente, a melatonina fornece neuroproteção. É bem conhecido que os pacientes com COVID-19 sentem sintomas ligados à atividade viral no cérebro, tais como perda de olfato, paralisia, acidente vascular cerebral, delírios, meningite, convulsões e encefalopatia. Funcionando como agente neuroprotetor, a melatonina ajuda a prevenir muitos efeitos neurológicos da COVID-19.

Autores afirmam que a melatonina pode ser um remédio universal, a "bala de prata" no combate contra COVID-19. Eles sugerem que a substância seja considerada como agente antiviral de suporte ou autossuficiente e, além do mais, como adjuvante para aumentar a eficácia da vacina contra SARS-CoV-2, uma vez que ajuda a prevenir a reinfecção.

"Utilização da melatonina como medicamento seguro em doses adequadas pode prevenir o desenvolvimento de sintomas graves da doença em pacientes com coronavírus e reduzir a imunopatologia da infecção do coronavírus", escrevem os autores.

Os cientistas também apontam que a forma da COVID-19 mais grave em pacientes idosos pode estar ligada, inclusive, a um nível mais baixo de melatonina em seu organismo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Remédio de Bolsonaro contra Covid é “peça de propaganda populista”, diz revista científica Science


 

De acordo com Natalia Pasternak Taschner, presidente do Science Question Institute, uma organização privada que promove a integridade científica, o governo Bolsonaro está usando o estudo como "mais uma peça de propaganda populista, com o objetivo de criar uma falsa impressão" de que a situação em meio à Covid-19 está sob controle

revista científica Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, criticou Jair Bolsonaro, que, no dia 19 de outubro, do antiparasitário nitazoxanida como um novo avanço na luta contra o coronavírus. "Estamos anunciando algo que começará a mudar a história da pandemia", disse na ocasião o ministro da Ciência, Marcos Pontes.

De acordo com Natalia Pasternak Taschner, presidente do Science Question Institute, uma organização privada que promove a integridade científica, o governo brasileiro está usando o estudo como "mais uma peça de propaganda populista, com o objetivo de criar uma falsa impressão de que a situação está sob controle, a pandemia não é tão grave e tudo vai ficar bem".

A revista apontou que "só faltaram na apresentação as provas". "E quando surgiram, quatro dias depois, os cientistas ficaram decididamente desapontados", disse. 

O conhecimento liberta. Saiba mais

terça-feira, 19 de maio de 2020

Cloroquina: Associações médicas publicam documento contra o uso de remédio para malária no tratamento de Covid-19

Associações médicas analisam medicamentos no tratamento de Covid-19 — Foto: Agência Estadual de Notícias/Divulgação

Mais de 20 especialistas analisam possíveis medicamentos para pacientes com o novo coronavírus. Eles afirmam que não há benefício no uso de cloroquina ou de hidroxicloroquina.


A Associação de Medicina Intensiva Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia reuniram 27 especialistas para analisar medicamentos e terapias aplicados em pacientes com Covid-19. Segundo os órgãos, diversos procedimentos utilizados atualmente "carecem de apropriada avaliação de efetividade e de segurança".

De acordo com o documento formulado pelas sociedades médicas, a cloroquina e a hidroxicloroquina (receitadas usualmente para malária) não devem ser usadas como tratamento de rotina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Após revisarem três estudos, os especialistas afirmam que "as evidências disponíveis não sugerem benefício clinicamente significativo".

Além disso, os medicamentos representam risco moderado de problemas cardiovasculares nos pacientes, como arritmia.


O uso da cloroquina e da hidroxicloroquina só pode ser considerado, segundo o documento, para casos graves, de pessoas hospitalizadas, em "decisão compartilhada entre o médico e o paciente". Os profissionais de saúde devem evitar ministrar, ao mesmo tempo, medicamentos que também alterem os batimentos cardíacos.

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