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sábado, 25 de junho de 2022

Cratera dupla deixada por misterioso objeto é encontrada no lado oculto da Lua (FOTOS)

 


As observações realizadas pela NASA permitiram que os cientistas identificassem o local onde um misterioso objeto, provavelmente o corpo de um foguete descartado, caiu na Lua em março passado

A missão confirmou que o impacto ocorreu próximo da cratera Hertzsprung, no lado oculto da Lua.
As imagens do antes e depois coletadas pela sonda da NASA permitiram detectar duas crateras recém-formadas, surgidas no dia 4 de março devido a um impacto, segundo a agência espacial norte-americana.
As observações realizadas pela NASA permitiram que os cientistas identificassem o local onde um misterioso objeto, provavelmente o corpo de um foguete descartado, caiu na Lua em março passado - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2022
As observações realizadas pela NASA permitiram que os cientistas identificassem o local onde um misterioso objeto, provavelmente o corpo de um foguete descartado, caiu na Lua em março passado
De acordo com a agência, uma das crateras tem 18 metros de largura, enquanto a outra possui 16 metros. Nenhum outro impacto de foguetes na Lua criou crateras duplas.
"A dupla cratera é algo inesperado e pode indicar que o corpo do foguete tinha grandes massas em cada extremo [...] Uma vez que a origem do corpo do foguete permanece incerta, a natureza da dupla cratera pode indicar sua identidade", observou a NASA.
As observações realizadas pela NASA permitiram que os cientistas identificassem o local onde um misterioso objeto, provavelmente o corpo de um foguete descartado, caiu na Lua em março passado - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2022
As observações realizadas pela NASA permitiram que os cientistas identificassem o local onde um misterioso objeto, provavelmente o corpo de um foguete descartado, caiu na Lua em março passado
Esta é a primeira vez que um conjunto de resíduos espaciais colide involuntariamente com a Lua, já que todos os impactos anteriores foram provocados, segundo a Gizmodo.


sábado, 13 de novembro de 2021

NASA compartilha FOTO de 'lado oculto' de Plutão iluminado pelo seu maior satélite



Cientistas da NASA compartilharam uma fotografia do "lado oculto" de Plutão que foi feita pela sonda espacial New Horizons.


Em julho de 2015, o aparelho passou perto do hemisfério sul do planeta anão. Pesquisadores montaram uma imagem com base em 360 fotos feitas naquela época.
Na imagem pode ser observada uma parte da paisagem de Plutão que não era diretamente iluminada pela luz solar, mas era iluminada pelos raios refletidos do seu maior satélite, o Caronte, por isso a equipe denominou esta região de "lado oculto" de Plutão, informa comunicado da NASA.
Cientistas conseguiram observar a região entre o polo sul de Plutão e seu equador. Eles consideram que lá pode haver depósitos de gelos de azoto ou metano. A luz de refletida de Caronte era tão brilhante quanto a luz da Lua na Terra em fase de quatro crescente, ou seja, quando o ângulo Terra–Lua–Sol é de 90 graus, de modo que vemos apenas cerca de metade do disco lunar.

Mas reconstruir os detalhes da fotografia não era tarefa fácil. Iluminada pelo Sol distante, a atmosfera opaca de Plutão poderia ser vista como um anel de luz brilhante em torno do lado oculto de Plutão.
​A equipe da sonda News Horizons da NASA captou fotos da parte do terreno de Plutão que não era diretamente iluminada pela luz solar – o que a equipe chama de "lado oculto" de Plutão.
No entanto, os cientistas conseguiram determinar que a região sul do planeta anão é coberta de material escuro, contrastando fortemente com a superfície mais clara do hemisfério norte.
Quando essa passagem foi conduzida, do seu ponto de observação a sonda New Horizons foi capaz de observar principalmente o hemisfério sul de Plutão, grande parte do qual estava em transição para a escuridão sazonal de inverno – algo muito parecido com os invernos escuros do Ártico e da Antártica na Terra, só que em Plutão cada estação dura 62 anos terrestres.
A equipe sugere que durante a estação de verão o gelo de azoto e metano no sul pode ter se sublimado em vapor e partículas da neblina escura desceram sobre a região.

sábado, 30 de outubro de 2021

'Novo mundo oculto' é descoberto em núcleo interno da Terra, sugere estudo

 


Novo estudo publicado na revista Physics of the Earth and Planetary Interiors mudou o consenso de longa data entre os cientistas de que o núcleo interno da Terra é uma bola de ferro sólida rodeada por um núcleo exterior derretido de alta temperatura.

"Quanto mais o analisamos, mais entendemos que não é uma bola de ferro. Estamos descobrindo um novo mundo oculto", disse ao portal Live Science Jessica Irving, sismóloga da Universidade de Bristol, Reino Unido, que participou da pesquisa.

O estudo analisou como as ondas de cisalhamento criadas por terremotos se movem através do globo em profundidades que nem humanos ou máquinas poderiam se aventurar.

Núcleo da Terra (imagem ilustrativa)
© CC BY-SA 3.0 / SOYLENTGREEN /
Núcleo da Terra (imagem ilustrativa)
A distribuição de ondas sísmicas originárias de terremotos, que funcionam como uma espécie de "sonar", ajudou os pesquisadores Rhett Butler, da Universidade do Havaí, e Seiji Tsuboib, do Centro de Ciência da Informação e Tecnologia da Terra no Japão, a "enxergar" detalhadamente o interior do planeta.

Anteriormente uma pesquisa revelou que o núcleo interno de nosso planeta pode estar crescendo de forma desigual, ou seja, mais rápido em uma parte do que na outra, fornecendo ainda estimativas aproximadas sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-a entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Pesquisadores descobrem 'portão oculto' do SARS-CoV-2 que permite infecção pela COVID-19

 


Desde os primeiros dias da pandemia do novo coronavírus, os cientistas têm buscado os segredos dos mecanismos que permitem que a síndrome respiratória aguda grave infecte células humanas saudáveis.

No início da pandemia, Rommie Amaro da Universidade da Califórnia, em San Diego, um químico biofísico computacional, ajudou a desenvolver uma visualização detalhada da proteína de pico SARS-CoV-2 que se liga com eficiência aos nossos receptores celulares. As descobertas foram publicadas nesta quinta-feira (19) na revista Nature Chemistry.

Agora, Amaro e seus colegas de pesquisa da Universidade da Califórnia em parceria com as Universidades de Pittsburgh, do Texas, de Columbia e de Wisconsin-Milwaukee descobriram como os glicanos, moléculas que constituem um resíduo de açúcar ao redor das bordas da proteína spike, atuam como portais de infecção.

"Essencialmente, descobrimos como o pico realmente se abre e infecta", disse Amaro. "Nós descobrimos um segredo importante do pico na forma como ele infecta as células. Sem esse portão, o vírus basicamente se torna incapaz de infecção", explica.

O pesquisador acredita que a descoberta do "portão" pela equipe abre caminhos potenciais para novas terapias para combater a infecção por SARS-CoV-2. Se os portões de glicano pudessem ser farmacologicamente bloqueados na posição fechada, o vírus seria efetivamente impedido de se abrir para entrar e infeccionar.

Detalhes do vírus SARS-CoV-2. Foto de arquivo
© AFP 2021 / INSTITUTO NACIONAL DE ALERGIA E DOENÇAS INFECCIOSAS DOS EUA
Detalhes do vírus SARS-CoV-2. Foto de arquivo

O revestimento de glicanos do pico ajuda a enganar o sistema imunológico humano, pois não passa de um resíduo de açúcar. As tecnologias anteriores que representavam essas estruturas eram de glicanos em posições estáticas abertas ou fechadas, o que inicialmente não atraiu muito interesse dos cientistas.

Simulações de supercomputação permitiram que os novos estudos se desenvolvessem com filmes dinâmicos que revelaram portais de glicano sendo ativados de uma posição para outra, oferecendo uma pista sem precedentes da história da infecção.

As simulações gráficas forneceram aos pesquisadores visualizações em nível atômico do domínio de ligação ao receptor da proteína spike, ou RBD, em mais de 300 perspectivas, revelando como a infecção tem acesso ao "portão" da célula hospedeira, através do receptor ACE2.

Jason McLellan, professor associado de biociências moleculares da Universidade do Texas e sua equipe criaram variantes da proteína spike e testaram para ver como a falta do portão de glicano afetava a capacidade de abertura do RBD.

"Nós mostramos que sem esta porta, o RBD da proteína spike não pode assumir a conformação necessária para infectar as células", concluiu McLellan.


 

sábado, 27 de junho de 2020

Desvendado o mistério do lado oculto da Lua



Cientistas finalmente foram capazes de explicar por que o lado oculto da Lua é tão diferente do lado que podemos ver daqui da Terra.

Desde tempos imemoriais, a humanidade criou mitos e teorias sobre o que acontece no lado obscuro da Lua, que não somos capazes de avistar da Terra.
Somente na segunda metade do século XX, cientistas soviéticos foram capazes de captar a primeira imagem de satélite do lado escuro da Lua.
Até então, muitos astrônomos apostavam que as crateras do lado visível da Lua um dia teriam sido mares e oceanos e que elas também ocupariam boa parte da extensão do hemisfério oculto. Mas ambas as teorias não se confirmaram.
Foi esclarecido que as crateras da Lua podem ter origem vulcânica, mas cobrem somente um por cento do hemisfério escondido, enquanto, no lado visível, as crateras respondem por quase um terço da ocupação da superfície lunar.

© NASA . PAUL SCHMIT, GARY SCHMIT
Lua, Estação Espação Internacional e Marte ao mesmo tempo
Mas os cientistas ainda não haviam compreendido por que um lado da Lua é tão diferente do outro.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio, das universidades da Flórida e do estado do Novo México e da NASA formularam uma hipótese sobre esse mistério, informou o site Eurekalert.
Eles acreditam que a disparidade entre as superfícies de cada lado da Lua se deve a diferença nas concentrações de substâncias KREEP, isto é, potássio, fósforo e terras raras.
Após analisar dados obtidos por observação, experimentos laboratoriais e modelos de computador, os cientistas concluíram que o calor do decaimento radioativo desses elementos derreteu rochas sólidas na superfície lunar, formando as crateras.
Os elementos KREEP, no entanto, estão presentes sobretudo do lado visível da Lua, que ainda conta com minérios como urânio, tório e potássio, o que explica a razão pela qual há muito mais crateras deste lado do satélite da Terra do que do lado escuro.

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