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terça-feira, 30 de maio de 2023

Desvendado mistério da galáxia do Olho Negro a 1,4 milhão de anos-luz da Terra (FOTO)

 


A galáxia do Olho Negro, localizada a aproximadamente 1,4 milhão de anos-luz da Terra, conta com um disco externo escuro que orbita em direção oposta ao seu disco interno de estrelas.

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que o hidrogênio gasoso presente no peculiar disco externo da galáxia M64, também conhecida como galáxia do Olho Negro, provém de uma galáxia anã satélite.
Os cientistas determinaram que M64 canibalizou recentemente essa galáxia vizinha rica em gás, e esse material é responsável pelo escurecimento em seu interior, sendo notado como um brilho obscuro.
Este disco externo orbita de maneira peculiar em direção oposta ao disco interno de estrelas da galáxia, sugerindo que não tiveram uma origem comum.
Observações realizadas em novo estudo revelaram claros rastros de uma fusão galáctica.
Galáxia M64 - Sputnik Brasil, 1920, 30.05.2023
Galáxia M64
Os pesquisadores encontraram um halo galáctico difuso de matéria, gás e estrelas que encapsula galáxias espirais. Acredita-se que o halo se forma e cresce através de fusões de galáxias.
Além disso, foi encontrada evidência de uma característica chamada concha, que é um aglomerado de estrelas produzido através da interação gravitacional entre duas galáxias que se fundem.
Os cientistas explicaram que o centro empoeirado e as manchas escuras ocorrem quando o material da galáxia satélite se choca com o disco interno de gás da M64 como resultado da fusão em curso.
"Encontramos evidência de [...] uma fusão radial em curso, em sua última fase [...] As prováveis origens do gás radial da galáxia do Olho Negro finalmente foram reveladas", afirmaram os pesquisadores.

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segunda-feira, 23 de maio de 2022

Mistério da expansão: dados do Hubble revelam que 'algo estranho' está acontecendo no Universo

 


Uma das ferramentas mais poderosas de que o mundo tem conhecimento quando se trata de medições interestelares é o Telescópio Espacial Hubble. 

Atualmente o telescópio está trabalhando em uma missão muito mais ampla – determinar a rapidez com que o nosso Universo está se expandindo.

Novas descobertas sugerem que o Universo não está se expandindo a um ritmo uniforme. A agência espacial dos EUA, a NASA, afirma que "algo estranho" está acontecendo no Universo com base nos dados do Hubble.
Nos últimos anos, graças aos dados do Hubble e de outros telescópios, os astrônomos descobriram um fenômeno estranho: uma discrepância entre a taxa de expansão medida no Universo local em comparação com observações do momento logo após o Big Bang, que preveem um valor de expansão diferente.
A causa desta discrepância permanece um mistério. Mas os dados do Hubble, abrangendo uma variedade de objetos cósmicos que servem como marcadores de distância, apoiam a ideia de que algo estranho está acontecendo e que possivelmente envolve uma física totalmente nova.
No entanto, com os dados do Hubble agora disponíveis, parece que a referida expansão é ainda mais rápida do que os modelos anteriores tinham previsto, escreve portal SciTechDaily.

De acordo com o novo estudo que usou o Hubble, o Universo está se expandindo a uma taxa de 73 quilômetros por segundo por megaparsec. Mas, combinando o modelo cosmológico padrão e as medições da missão Planck da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês), os astrônomos preveem uma velocidade mais baixa de aproximadamente 67,5 quilômetros por segundo por megaparsec (um megaparsec é igual a 3,26 milhões de anos-luz).

Imagem de Cassiopeia A composta por dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer (tons de vermelho), do Telescópio Espacial Hubble (tons de dourado) e do Observatório de Raios-X Chandra (tons de azul e verde). O pequeno e brilhante ponto azul-bebê fora do centro é o remanescente do núcleo da estrela - Sputnik Brasil, 1920, 29.03.2022
Sociedade e cotidiano
Astrônomos revelam que colisão com supernova pode ter gerado nebulosa mais famosa da galáxia
Os astrônomos não conseguem por enquanto explicar a diferença entre a taxa de expansão do Universo local e a do Universo após o Big Bang, mas a resposta pode envolver uma física do Universo adicional.


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Ponto Novo: Mortes cercadas de mistério

 


A morte de 02 pessoas moradores da localidade de Várzea da Mola no dia de ontem ainda deixa a perplexidade em todo o município.


O que teria motivado a morte de 02 homens aparentemente saudáveis e sem marcas de violência? Teriam tido um mal estar e falecidos? (mas os dois?), teriam sido vítimas de envenenamento? Acidental ou criminoso? O itapicurufm.com.br, teve contato com o sr. Rui, pai de um dos falecidos, mas ele também não consegue imaginar a causa, apenas disse que “eles tomaram a moto da irmã emprestada para vir na cidade, retornando em seguida sem nenhuma reclamação de saúde”.


Agora a população aguarda a divulgação do laudo para saber a verdade.


Itapicuru FM 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Após 20 anos, mistério do incomum sistema estelar de nêutrons é revelado graças a 10 mil voluntários

 


Ao fim de duas décadas, uma equipe de pesquisa internacional identificou uma fonte galáctica misteriosa de raios gama: uma estrela de nêutrons maciça, e sua companheira de massa inferior orbitando-a.

A nova pesquisa, publicada nesta sexta-feira (23) no Astrophysical Journal Letters, foi possível graças à assistência computacional de cerca de 10 mil voluntários. Usando novos métodos de análise de dados executada em cerca de 10 mil placas gráficas no distribuído projeto de ciência cidadã, Einstein@Home, a equipe identificou a estrela de nêutrons através de seus raios gama graças ao satélite Fermi da NASA.

Surpreendentemente, a estrela de nêutrons é completamente invisível nas ondas de rádio. O sistema binário foi caracterizado com uma campanha de observação em todo o espectro eletromagnético e bateu vários recordes, segundo consta no website científico Phys.org. 

A estrela de nêutrons também gira em torno de seu próprio eixo a mais de 30 mil rpm (unidade de medida de rotação por minuto), conferindo-lhe uma das rotações mais rápidas registradas. Ao mesmo tempo, o seu campo magnético é excepcionalmente fraco, quando geralmente estrelas desta natureza têm o campo magnético extremamente forte.

As observações astronômicas de 2014 tornaram possível determinar as propriedades das órbitas da estrela binária. "O fato de uma estrela de nêutrons estar por trás da fonte de raios gama conhecida desde 1999 era considerado provável desde 2009. Em 2014, após observações do sistema com telescópios ópticos e de raios X, ficou claro que se trata de um sistema binário muito compacto. Mas todas as pesquisas sobre a estrela de nêutrons em si têm sido em vão", diz o coautor do estudo, dr. Colin Clark, do Observatório Jodrell Bank da Universidade de Manchester.



© AP PHOTO / NASA, JPL-CALTECH
Um pulsar - estrela de nêutrons muito pequena e muito densa

Para provar inequivocamente a existência de uma estrela de nêutrons, não basta analisar apenas suas ondas de rádio ou raios gama, é também necessário detectar suas pulsações características. A rotação da estrela de nêutrons causa esse piscar regular, semelhante ao piscar periódico de um farol distante. Deste modo, a estrela de nêutrons é chamada de "pulsar de rádio" ou de raios gama, respectivamente.

"Em sistemas binários como o que descobrimos agora, os pulsares são conhecidos como 'viúvas-negras', pois, assim como as aranhas de mesmo nome, 'devoram' os seus parceiros." Mais concretamente, "o pulsar vaporiza seu companheiro com sua radiação e uma partícula de vento, enchendo o sistema estelar com plasma impenetrável às ondas de rádio."

"Este foi o primeiro pulsar viúva-negra a ser descoberto graças à colaboração entre o Jodrell Bank e o Instituto Albert Einstein, mas há vários sistemas binários 'viúvas-negras' como este. No Jodrell Bank, o nosso grupo está monitorando com telescópios ópticos para localizar seus períodos orbitais com a precisão necessária para pesquisas de pulsação de raios gama, para assim identificá-los com assertividade. Temos esperança de que esta seja a primeira de muitas dessas descobertas", comenta o dr. Clark.

Em uma etapa posterior da pesquisa, foram estudados os dados das duas primeiras execuções de observação dos detectores LIGO (detectores de ondas gravitacionais por interferômetro a laser) avançados para possíveis ondas gravitacionais que a estrela de nêutrons emitiria se fosse ligeiramente deformada. Porém, infelizmente, mais uma vez a busca não teve sucesso.

sábado, 27 de junho de 2020

Desvendado o mistério do lado oculto da Lua



Cientistas finalmente foram capazes de explicar por que o lado oculto da Lua é tão diferente do lado que podemos ver daqui da Terra.

Desde tempos imemoriais, a humanidade criou mitos e teorias sobre o que acontece no lado obscuro da Lua, que não somos capazes de avistar da Terra.
Somente na segunda metade do século XX, cientistas soviéticos foram capazes de captar a primeira imagem de satélite do lado escuro da Lua.
Até então, muitos astrônomos apostavam que as crateras do lado visível da Lua um dia teriam sido mares e oceanos e que elas também ocupariam boa parte da extensão do hemisfério oculto. Mas ambas as teorias não se confirmaram.
Foi esclarecido que as crateras da Lua podem ter origem vulcânica, mas cobrem somente um por cento do hemisfério escondido, enquanto, no lado visível, as crateras respondem por quase um terço da ocupação da superfície lunar.

© NASA . PAUL SCHMIT, GARY SCHMIT
Lua, Estação Espação Internacional e Marte ao mesmo tempo
Mas os cientistas ainda não haviam compreendido por que um lado da Lua é tão diferente do outro.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Tóquio, das universidades da Flórida e do estado do Novo México e da NASA formularam uma hipótese sobre esse mistério, informou o site Eurekalert.
Eles acreditam que a disparidade entre as superfícies de cada lado da Lua se deve a diferença nas concentrações de substâncias KREEP, isto é, potássio, fósforo e terras raras.
Após analisar dados obtidos por observação, experimentos laboratoriais e modelos de computador, os cientistas concluíram que o calor do decaimento radioativo desses elementos derreteu rochas sólidas na superfície lunar, formando as crateras.
Os elementos KREEP, no entanto, estão presentes sobretudo do lado visível da Lua, que ainda conta com minérios como urânio, tório e potássio, o que explica a razão pela qual há muito mais crateras deste lado do satélite da Terra do que do lado escuro.

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