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domingo, 3 de outubro de 2021

Academia que permite malhar pelado chega ao Brasil

 


Quem gosta de ficar peladão vai poder estender o hábito para mais um lugar: a academia. Isso mesmo, a Academy Freestyle, que propõe a malhação sem roupa, já chegou ao Brasil.

 

Seguindo uma tendência surgida na França, algumas academias da cidade de São Paulo estão implantando a opção de treinos em que os frequentadores podem se exercitar nus.

 

A rede de academias Running Wild foi pioneira a oferecer este tipo de benefício, que hoje já é adotado por outras 12 academias na capital paulista.

 

Na Running Wild, os horários para atletas pelados, ainda alternativos, já estão concorridos e é estudada a ampliação para evitar superlotação.

 

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“Foi o que aconteceu na França no momento da implantação”, diz Marcelo Dragone, personal trainer responsável por trazer o método para a rede.

 

“Algumas pessoas criam coragem e começam a treinar, no início é difícil mas quando a pessoa percebe o resultado do treinamento nu, nada mais importa. Aí é um boca a boca e horário enche rapidamente”.

 



 

Segundo estudo realizado por fisiologistas franceses, o atleta quando se exercita nu, queima 70% mais de calorias e libera mais que o dobro de hormônios relativos ao esporte realizado. Ou seja , 70% mais de definição e 100% mais de crescimento muscular.

 

“Percebemos que essa relação de queima de calorias e liberação de hormônios é o que faltava para pessoas que treinam vestidos durante anos e não obtem ganhos relativos de massa e definição”, revela o fisiologista Jean Claude Prisse.

 

O primeiro aluno de Marcelo Dragone no horário nu da academia foi o web designer Adão Cruz. “É incrível!”, comenta Adão. “Durante 2 anos treinando vestido eu nunca obtive os resultados que eu queria.

 



Fotos: Reprodução

 

Todos os meus colegas de faculdade puxavam 90 quilos no supino e eu nunca chegava a essa marca.” Treinando nu, Adão chegou aos 100Kg e seu peito se desenvolveu como nunca. “Sempre treinarei nu daqui pra frente. Roupa agora só no vestiário”, se diverte.

 

Já Claudia Inocêncio Furtado uma de muitas alunas nuas do horário visitado pela reportagem do Diário de Barrelas estava radiante. “Eu me apaixonei por esse método. Tudo que eu mais tinha medo era de tirar a roupa e mostrar minha celulite e flacidez em público”, explica.

 

“Agora, eu tive que tirar a roupa e em 3 meses consegui o resultado que eu não atingi treinando por 3 anos seguidos. A roupa sumiu, a celulite sumiu”, diz com um sorriso no rosto.

 

O frequentador deve tomar alguns cuidados especiais quanto ao uso do desodorante e ao posicionamento constrangedor nos aparelhos.

 

A hidratação também merece mais atenção e é importante evitar ereções. No restante, é só aproveitar o exercício para se gabar com a anabolizada dos ganhos físicos.

 

A primeira franquia da rede será instalada em São Paulo. Por enquanto, não há informações sobre a implantação em outras cidades.

 

 

A proposta do estabelecimento é que todo mundo faça as atividades físicas sem roupa. Para preservar os usuários, não é permitido fazer fotos e vídeos no ambiente. E você, teria coragem? 

 

Fonte: Fato a fato

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Pesquisadores descobrem 'portão oculto' do SARS-CoV-2 que permite infecção pela COVID-19

 


Desde os primeiros dias da pandemia do novo coronavírus, os cientistas têm buscado os segredos dos mecanismos que permitem que a síndrome respiratória aguda grave infecte células humanas saudáveis.

No início da pandemia, Rommie Amaro da Universidade da Califórnia, em San Diego, um químico biofísico computacional, ajudou a desenvolver uma visualização detalhada da proteína de pico SARS-CoV-2 que se liga com eficiência aos nossos receptores celulares. As descobertas foram publicadas nesta quinta-feira (19) na revista Nature Chemistry.

Agora, Amaro e seus colegas de pesquisa da Universidade da Califórnia em parceria com as Universidades de Pittsburgh, do Texas, de Columbia e de Wisconsin-Milwaukee descobriram como os glicanos, moléculas que constituem um resíduo de açúcar ao redor das bordas da proteína spike, atuam como portais de infecção.

"Essencialmente, descobrimos como o pico realmente se abre e infecta", disse Amaro. "Nós descobrimos um segredo importante do pico na forma como ele infecta as células. Sem esse portão, o vírus basicamente se torna incapaz de infecção", explica.

O pesquisador acredita que a descoberta do "portão" pela equipe abre caminhos potenciais para novas terapias para combater a infecção por SARS-CoV-2. Se os portões de glicano pudessem ser farmacologicamente bloqueados na posição fechada, o vírus seria efetivamente impedido de se abrir para entrar e infeccionar.

Detalhes do vírus SARS-CoV-2. Foto de arquivo
© AFP 2021 / INSTITUTO NACIONAL DE ALERGIA E DOENÇAS INFECCIOSAS DOS EUA
Detalhes do vírus SARS-CoV-2. Foto de arquivo

O revestimento de glicanos do pico ajuda a enganar o sistema imunológico humano, pois não passa de um resíduo de açúcar. As tecnologias anteriores que representavam essas estruturas eram de glicanos em posições estáticas abertas ou fechadas, o que inicialmente não atraiu muito interesse dos cientistas.

Simulações de supercomputação permitiram que os novos estudos se desenvolvessem com filmes dinâmicos que revelaram portais de glicano sendo ativados de uma posição para outra, oferecendo uma pista sem precedentes da história da infecção.

As simulações gráficas forneceram aos pesquisadores visualizações em nível atômico do domínio de ligação ao receptor da proteína spike, ou RBD, em mais de 300 perspectivas, revelando como a infecção tem acesso ao "portão" da célula hospedeira, através do receptor ACE2.

Jason McLellan, professor associado de biociências moleculares da Universidade do Texas e sua equipe criaram variantes da proteína spike e testaram para ver como a falta do portão de glicano afetava a capacidade de abertura do RBD.

"Nós mostramos que sem esta porta, o RBD da proteína spike não pode assumir a conformação necessária para infectar as células", concluiu McLellan.


 

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