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sábado, 18 de novembro de 2023

Buraco negro mais antigo é descoberto a 13 bilhões de anos-luz de distância da Terra (FOTO)

 


Uma equipe de astrônomos descobriu o buraco negro mais distante já avistado com ajuda de raios X.

O buraco negro está em fase inicial de crescimento, contudo já é considerado massivo, com uma massa estimada entre dez e 100 milhões de sóis.
O corpo celeste foi descoberto em sua galáxia hospedeira, UHZ1, a 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, e foi formado aproximadamente 470 milhões de anos após o Big Bang.
A galáxia em questão está na mesma direção do aglomerado de galáxias Abell 2744, que serviu como lente gravitacional para observação.
O novo objeto é importante para auxiliar os pesquisadores a compreender como os buracos negros supermassivos podem atingir massas colossais pouco tempo após o Big Bang.
Uma das hipóteses é que tenham se formado a partir do colapso de estrelas mortas e crescido até se tornarem supermassivos, ou já terem surgido diretamente do colapso de nuvens gigantes de gás e poeira.
A descoberta também é a evidência mais forte de um buraco negro formado a partir de uma nuvem de poeira e gás.


sábado, 5 de novembro de 2022

Tesouro viking de 1.000 anos é descoberto na Suécia (FOTOS)


 

Uma equipe de arqueólogos descobriu um tesouro de prata viking de aproximadamente mil anos, segundo o Museu Nacional de História.


O sítio, onde a escavação foi realizada, na comunidade de Taby, há quilômetros da periferia de Estocolmo, acredita-se que era habitado entre os séculos V e XI.
Pingente de moeda de 1.000 anos encontrado na Suécia - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2022
Pingente de moeda de 1.000 anos encontrado na Suécia
Na região, os pesquisadores encontraram o tesouro em uma bolsa de linho depositada em um vaso de cerâmica que estava escondido debaixo de um prédio de madeira construído entre os anos 800 e 1050.
Dentro da bolsa foram encontrados 46 objetos, incluindo oito colares de alta qualidade, dois braceletes, um anel, duas pérolas e 12 pingentes de moedas.
Tesouro viking de 1.000 anos encontrado na Suécia - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2022
Tesouro viking de 1.000 anos encontrado na Suécia
Parte das moedas encontradas eram da Inglaterra, Boêmia e Baviera, além de cinco de origem árabe.
Além destes objetos, foram encontrados flechas, pedras para moagem e diversos amuletos.
De acordo com a instituição, a hipótese é de que os itens foram escondidos em tempos difíceis e tumultuosos para evitar que fossem roubados.


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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Descoberto buraco negro supermassivo que engole o equivalente à massa da Terra por segundo

 


Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália, descobriu recentemente, em uma outra galáxia, um buraco negro supermassivo que brilha sete mil vezes mais que a Via Láctea.

De acordo com o comunicado, o J1144 é o buraco negro que apresenta a maior taxa de crescimento nos últimos nove bilhões de anos, absorvendo por segundo uma quantidade de matéria equivalente à massa da Terra.

"Os astrônomos caçam objetos como este há mais de 50 anos. Eles encontraram milhares de outros menos luminosos, mas este surpreendentemente brilhante tinha passado despercebido", disse o dr. Onken, o pesquisador principal do estudo.

O J1144 possui uma massa de três bilhões de vezes superior à do nosso Sol, enviando luz em diferentes comprimentos de onda através do Universo, segundo o estudo.
Impressão artística de um buraco negro isolado - Sputnik Brasil, 1920, 11.06.2022
Sociedade e cotidiano
Hubble determina tamanho de buraco negro isolado na Via Láctea (FOTO)
Além disso, estima-se que ele seja aproximadamente 500 vezes maior que o buraco negro de nossa própria galáxia, sendo tão massivo que "as órbitas dos planetas do nosso Sistema Solar caberiam dentro de seu horizonte de eventos", explicou Samuel Lai, coautor do estudo.
De acordo com os especialistas, o corpo celeste tem uma magnitude visual de 14,5, permitindo que os astrônomos o observem.


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Sinal de rádio de estrela é descoberto em 'cemitério' estelar de nêutrons

 


Uma equipe de astrônomos descobriu uma estrela incomum de nêutrons nas ondas de rádio provenientes da constelação da Vela, no hemisfério celestial sul.

Os sinais repetitivos, interceptados pelo radiotelescópio MeerKAT, localizado na África do Sul, chegam à Terra a cada 76 segundos, completando sua rotação neste lapso, informou a Universidade de Sydney, na Austrália.
Inicialmente, a estrela foi detectada a partir de um único pulso que durou aproximadamente 300 milissegundos.
Posteriormente, imagens simultâneas e consecutivas do céu no espectro de rádio confirmou que estes pulsos eram múltiplos, e que o ritmo de sua rotação tinha um valor único em sua classe.
Estrela de nêutron - Sputnik Brasil, 1920, 06.04.2022
Sociedade e cotidiano
Cientistas apresentam teoria sobre novo tipo de estrela de nêutrons 'magneticamente supermassiva'
Geralmente, os pulsos das estrelas de nêutrons duram entre 20 e 30 milissegundos. Por sua vez, os 76 segundos atribuídos ao novo objeto, designado como PSR J0941-4046, eram uma velocidade de rotação lenta para um pulso.
O conjunto de dados coletados indicou uma classe completamente nova de emissores de radiofrequências, que seria outra variedade de estrelas de nêutrons de período ultralongo.
Além disso, o objeto chamou a atenção por se encontrar em um "cemitério" de estrelas de nêutrons, uma área próxima ao sistema binário Vela X-1.
A idade estimada do estranho pulsar é de cerca de 5,3 milhões de anos e parece produzir pelo menos sete formas de pulso diferentes, enquanto a maioria das estrelas de nêutrons não exibem variedade comparável, revela o estudo.

domingo, 3 de abril de 2022

'Clone' de Júpiter é descoberto a 17 mil anos-luz da Terra (FOTO)

 


O exoplaneta K2-2016-BLG-0005Lb parece ser um "gêmeo" de Júpiter em termos de massa e distância de sua estrela.

Um estudo, publicado recentemente no ArXiv.org por uma equipe internacional de astrofísicos, revelou a descoberta de um planeta quase idêntico a Júpiter que orbita uma estrela à distância colossal de 17 mil anos-luz da Terra.
O exoplaneta, denominado K2-2016-BLG-0005Lb, parece ser um "gêmeo" de Júpiter em termos de massa e distância de sua estrela.
O exoplaneta K2-2016-BLG-0005Lb parece ser um gêmeo de Júpiter em termos de massa e distância de sua estrela - Sputnik Brasil, 1920, 03.04.2022
O exoplaneta K2-2016-BLG-0005Lb parece ser um "gêmeo" de Júpiter em termos de massa e distância de sua estrela
David Specht, estudante de doutorado da Universidade de Manchester e autor principal do estudo, explicou que encontraram o K2-2016-BLG-0005Lb utilizando os dados do telescópio Kepler coletados entre abril e julho de 2016, período em que monitorou regularmente milhões de estrelas próximo do centro da galáxia.
O objetivo da equipe era buscar evidências de um exoplaneta e de sua estrela anfitriã dobrando e ampliando temporariamente a luz de uma estrela de fundo quando passa pela linha de visão da lente do telescópio, o que se conhece como efeito de microlente.

"Para ver o efeito é preciso um alinhamento quase perfeito entre o sistema planetário em primeiro plano e uma estrela de fundo", explicou Eamonn Kerins, pesquisador do Conselho de Instalações de Ciência e Tecnologia.

"A possibilidade de que uma estrela de fundo seja afetada desta maneira por um planeta é de uma em centenas de milhões", ressaltou.

domingo, 27 de março de 2022

Novo exoplaneta gasoso é descoberto a 578 anos-luz da Terra

 


O novo exoplaneta, denominado TOI-357 b, tem um raio de 1,09 vez o tamanho de Júpiter, porém sua massa é de 0,268 vez a do maior planeta do nosso Sistema Solar.

Um grupo de astrônomos de instituições científicas norte-americanas descobriu um novo exoplaneta do tamanho de Júpiter, porém com a particularidade de que possui menos de um terço da massa do maior planeta do Sistema Solar, segundo estudo publicado no portal arXiv.
Os cientistas, citados pela Phys.org, informaram que para encontrar o planeta de tamanho joviano, denominado como TOI-3757 b, utilizaram o método óptico de fotometria espacial do TESS da NASA, que tem o objetivo de buscar objetos extrassolares em trânsito através do estudo de aproximadamente 200 mil corpos celestes brilhantes próximos do Sol.
Telescópio Espacial Hubble mostra a imagem da galáxia espiral NGC 6984, na constelação Indus, a aproximadamente 200 milhões de anos-luz da Terra - Sputnik Brasil, 1920, 22.03.2022
Sociedade e cotidiano
Hubble mostra IMAGEM de galáxia espiral barrada a 48 milhões de anos-luz da Terra
Também utilizaram outros métodos para poder localizar o objeto TOI-3757 b, entre os que se destaca a determinação das velocidades radiais, bem como o uso de espectroscopia Doppler, observações fotométricas desde a Terra e imagens astronômicas de alta resolução.
O TOI-3757 b tem um raio de 1,09 vez o tamanho de Júpiter, porém sua quantidade de matéria é de 0,268 vez a massa do maior planeta do Sistema Solar, o que produz uma densidade de 0,27 grama por centímetro cúbico, convertendo-o no planeta de menor densidade conhecido orbitando em torno de anãs vermelhas.
De acordo com o estudo, a estrela-mãe próxima ao TOI-3757 b é uma estrela anã vermelha do tipo espectral M0V, 37% menor e menos massiva que o Sol, que tem 7,1 bilhões de anos e uma temperatura efetiva de 3.640 graus centígrados.

sábado, 30 de outubro de 2021

'Novo mundo oculto' é descoberto em núcleo interno da Terra, sugere estudo

 


Novo estudo publicado na revista Physics of the Earth and Planetary Interiors mudou o consenso de longa data entre os cientistas de que o núcleo interno da Terra é uma bola de ferro sólida rodeada por um núcleo exterior derretido de alta temperatura.

"Quanto mais o analisamos, mais entendemos que não é uma bola de ferro. Estamos descobrindo um novo mundo oculto", disse ao portal Live Science Jessica Irving, sismóloga da Universidade de Bristol, Reino Unido, que participou da pesquisa.

O estudo analisou como as ondas de cisalhamento criadas por terremotos se movem através do globo em profundidades que nem humanos ou máquinas poderiam se aventurar.

Núcleo da Terra (imagem ilustrativa)
© CC BY-SA 3.0 / SOYLENTGREEN /
Núcleo da Terra (imagem ilustrativa)
A distribuição de ondas sísmicas originárias de terremotos, que funcionam como uma espécie de "sonar", ajudou os pesquisadores Rhett Butler, da Universidade do Havaí, e Seiji Tsuboib, do Centro de Ciência da Informação e Tecnologia da Terra no Japão, a "enxergar" detalhadamente o interior do planeta.

Anteriormente uma pesquisa revelou que o núcleo interno de nosso planeta pode estar crescendo de forma desigual, ou seja, mais rápido em uma parte do que na outra, fornecendo ainda estimativas aproximadas sobre a idade do núcleo interior da Terra, colocando-a entre 500 milhões e 1,5 bilhão de anos atrás.

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