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segunda-feira, 30 de maio de 2022

China planeja enviar nave espacial para analisar regiões sombreadas da Lua em busca de água


 

China está planejando pousar uma nave espacial perto de regiões permanentemente sombreadas (PSR, na sigla em inglês) perto do polo sul da Lua a fim de analisar a possível existência de recursos em crateras.

Pesquisadores do principal Laboratório de Ciência da Informação de Ondas Eletromagnéticas da Universidade de Fudan, China, publicaram artigo em um jornal sobre a escolha do local de pouso em regiões permanentemente sombreadas da Lua, indicando que a sua missão Chang'e-7 vai tentar pousar em um ponto preciso e fixo em uma área iluminada pelo Sol, como em uma borda de cratera perto do polo sul lunar.
O local de pouso também estará próximo de uma PSR que poderá ser examinada e onde poderão ser coletadas amostras com o objetivo de detectar água e outras substâncias voláteis.
Imagem processada da cratera Tycho na Lua com resolução de cinco metros por cinco metros. A imagem mostra uma área de 200 por 175 quilômetros - Sputnik Brasil, 1920, 30.05.2022
Imagem processada da cratera Tycho na Lua com resolução de cinco metros por cinco metros. A imagem mostra uma área de 200 por 175 quilômetros
As PSR não recebem qualquer luz solar devido à sua latitude e elevação. Com temperaturas em torno de -230 graus Celsius, as zonas permanentemente sombreadas são mais frias do que a superfície de Plutão, fazendo delas potenciais armadilhas para substâncias voláteis, incluindo gelo de água, metano, dióxido de carbono, amônia e muitas outras, avança portal Space News.
Estes recursos poderiam ajudar a suportar os futuros exploradores da Lua, convertendo gelo em água potável, ou água eletrolisada para produzir propulsor de foguete.
Chang'e-7 é uma missão chinesa de exploração lunar que deverá ser lançada em 2024. A busca por gelo de água em uma PSR é destacada como um dos principais objetivos.


domingo, 29 de maio de 2022

Empresa americana planeja guardar todos os conhecimentos da humanidade em tubos de lava na Lua

 


A empresa norte-americana Lonestar planeja instalar um centro de dados em tubos de lava, uma espécie de cavernas sob a superfície lunar.

"Os dados são a moeda mais valiosa jamais criada pela espécie humana", disse Chris Scott, fundador e diretor-geral da Lonestar. Scott e seus colegas têm um plano ambicioso para guardar toda a informação criada pelo ser humano em centros na Lua.

"Necessitamos colocar nossos ativos fora do nosso planeta, onde possamos os manter a salvo", disse Scott ao portal The Register, e comparou o projeto com o Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na ilha norueguesa de Spitsberg. Só neste caso, em vez de tratar de proteger a diversidade das plantas, trata-se de preservar o conhecimento humano.

A Lonestar anunciou em abril que já contratou duas primeiras missões à superfície lunar e a construção de sua primeira carga útil de serviços de dados. A primeira missão, a IM-1 de Intuitive Machines, colocará um módulo de aterrissagem em Marius Hills, uma série de pequenas crateras na região conhecida como Oceanus Procellarum, para realizar um teste inicial de software e armazenar uma pequena quantidade de dados no hardware do módulo durante duas semanas ou um dia lunar.
Lua (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 06.05.2022
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Depois, voará com sua primeira carga útil de serviços de dados completos na IM-2 de Intuitive Machine ao polo lunar, para realizar testes de carga e descarga.
A ideia é, no futuro, esses servidores poderem se comunicar com a Terra, bem como guardar por muitos anos a informação que não deve ser perdida.
Scott explica que dispor de servidores na Lua poderia agilizar muito as comunicações com futuras missões espaciais. No entanto, não é uma tarefa fácil. Além dos problemas técnicos que possam ocorrer, um dos maiores inconvenientes é a temperatura na Lua, que oscila entre 106 e -183 graus Celsius.
Outro problema é a radiação cósmica que, sem uma atmosfera protetora, bombardeia a superfície lunar. Desta forma, os tubos de lava, que proporcionam uma temperatura muito mais estável e evitam que a radiação chegue aos servidores, tornam-se uma opção a ser explorada.
Tubos de lava são cavidades naturais através das quais, no passado, a lava chegou à superfície. Após os vulcões se extinguirem, o fluxo de lava cessou e a rocha esfriou, deixando um longo canal, semelhante a uma caverna.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Turquia não planeja pedir permissão dos EUA para testar sistemas S-400, afirma Erdogan

 


Ancara não planeja pedir autorização de Washington para testar os sistemas de defesa antiaérea S-400 comprados da Rússia, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Entre os dias 13 e 17 de outubro, as Forças Armadas da Turquia testaram o funcionamento de seus sistemas de defesa antiaérea S-400, de fabricação russa, perto da cidade de Sinop, localizada na costa do mar Negro.

"Sim, testes foram e estão sendo conduzidos em Sinop. E nós não estamos planejando pedir permissão dos EUA se podemos conduzi-los ou não. Isso quer dizer que estes senhores estão incomodados especialmente por ser um armamento pertencente à Rússia", disse o presidente turco a jornalistas.

Erdogan salientou que Ancara "está determinada em continuar [com os testes] como planejado".

Ao mesmo tempo, o presidente Erdogan assinalou que a Turquia não desiste da intenção de adquirir sistemas de mísseis Patriot dos EUA e está disposta a discutir este assunto com os colegas americanos.

Os Departamentos de Defesa e de Estado dos EUA condenaram o relatado teste de mísseis que ocorreu na Turquia perto da costa do mar Negro, o senador americano Jim Risch também desaprovou o teste.

"O teste do sistema de defesa de mísseis russo S-400 da Turquia é um comportamento inaceitável de um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Isso danifica mais a aliança e põe sob risco direto o F-35 e outros sistemas dos EUA e aliados da OTAN", declarou o senador americano Jim Risch, que chefia o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Pentágono planeja usar o espaço para abater mísseis hipersônicos



Militares americanos acreditam que o uso de sensores e satélites será fundamental para a detecção e interceptação de mísseis hipersônicos.

O plano se assemelha ao projeto Guerra nas Estrelas, desenvolvido ainda nos anos da Guerra Fria para abater mísseis inimigos a partir do espaço.
Desta vez, o Pentágono planeja usar satélites munidos com sensores e outras tecnologias de rastreamento para encontrar e abater mísseis voando a mais de cinco vezes a velocidade do som, publicou o canal de TV Fox News.
O plano também foi comentado pelo contra-almirante da Marinha dos EUA John Hill, diretor da Agência de Mísseis de Defesa americana.
"Temos que trabalhar com uma arquitetura de sensores [...] Porque [os mísseis] fazem manobras e são globais, você tem que ser capaz de rastreá-los em amplitude global. Isso leva a um arquitetura espacial, que é para onde estamos indo", publicou o Departamento de Defesa americano citando o contra-almirante.
Ainda de acordo com Hill, de início, os mísseis hipersônicos voam de forma semelhante aos mísseis balísticos. Mas, logo em seguinte, seu voo toma novas características que exigem que o rastreamento seja feito a partir do espaço, acrescentou.

Protótipo já existente

Para isso, os EUA já possuem um protótipo de satélite que poderá ser usado para o rastreamento de mísseis hipersônicos.
Durante os próximos anos, os EUA deverão colocar em órbita novos satélites com tecnologia semelhante, segundo Hill.
Ainda no ano passado, em entrevista ao portal Warrior Maven, o já aposentado tenente-general americano Trey Obering, disse:
"Precisamos ter satélites o suficiente. Precisamos construir uma constelação que possa rastrear estas armas. Nós teríamos que ter um número suficiente de satélites nas mesmas altitudes."
Além disso, Obering havia dito que os mísseis hipersônicos poderiam ser abatidos e que se, por um lado, seu voo é complexo, ele também é extremamente frágil.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Tecnologia: Google planeja lançar cartão de débito, diz mídia



O gigante tecnológico conta que até final do ano lançará um cartão de débito associado a uma conta do Google Pay e que visa concorrer com o cartão da sua rival Apple.

Google se uniu aos bancos Citibank e Stanford Federal Credit Union para atender às necessidades mais comuns dos correntistas, explorando aquilo que chamou de "contas correntes inteligentes", que seriam associadas a um cartão físico de débito do Google, informou em 20 de abril o portal Techxplore.
Isso ajudaria os clientes a se beneficiarem de parâmetros úteis e ferramentas orçamentárias, alegou a tecnológica, citada pelo portal.
Google garante que os depósitos estarão seguros pelas agências federais seguradoras de depósitos bancários FDIC e NCUA dos Estados Unidos.
Google ainda não comunicou um calendário de lançamento, mas calcula-se que venha a ser lançado ainda neste ano.
O cartão será projetado para ficar vinculado ao aplicativo Google Pay. O portal adverte que, dessa forma, o Google coletará ainda mais informações sobre os usuários – o que compram e quando e seus hábitos de consumo, possibilitando direcionar anúncios personalizados.
O passo dado pelo Google vem na sequência do lançamento com sucesso pela Apple em 2019 de seu próprio cartão, o Apple Card, que oferece descontos em produtos da Apple ao pagar com o cartão.
Já o Google Pay é um concorrente do programa Apple Pay controlado pelo smartphone da Apple, que permite aos clientes pagar por mercadorias no varejo e em outros locais com seu smartphone. O Google oferece um serviço semelhante e vincula a conta tanto a contas bancárias como a cartões de crédito.
Mas os pagamentos ponto a ponto, transferências eletrônicas de dinheiro feitas de uma pessoa para outra através de um intermediário, popularizados pela PayPal, só funciona com o Google Pay se vinculado a um cartão de débito.
O Google necessitará expandir amplamente as funcionalidades do aplicativo para se posicionar igualmente como um gigante, agora da tecnologia financeira.
O Google divulgou em novembro ao The Wall Street Journal seus planos de se envolver com contas correntes. "Se pudermos ajudar mais pessoas a fazer mais coisas de forma digital on-line, é bom para a Internet e bom para nós", afirmou César Sengupta, vice-presidente do Google Pay.

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