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domingo, 29 de maio de 2022

Empresa americana planeja guardar todos os conhecimentos da humanidade em tubos de lava na Lua

 


A empresa norte-americana Lonestar planeja instalar um centro de dados em tubos de lava, uma espécie de cavernas sob a superfície lunar.

"Os dados são a moeda mais valiosa jamais criada pela espécie humana", disse Chris Scott, fundador e diretor-geral da Lonestar. Scott e seus colegas têm um plano ambicioso para guardar toda a informação criada pelo ser humano em centros na Lua.

"Necessitamos colocar nossos ativos fora do nosso planeta, onde possamos os manter a salvo", disse Scott ao portal The Register, e comparou o projeto com o Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na ilha norueguesa de Spitsberg. Só neste caso, em vez de tratar de proteger a diversidade das plantas, trata-se de preservar o conhecimento humano.

A Lonestar anunciou em abril que já contratou duas primeiras missões à superfície lunar e a construção de sua primeira carga útil de serviços de dados. A primeira missão, a IM-1 de Intuitive Machines, colocará um módulo de aterrissagem em Marius Hills, uma série de pequenas crateras na região conhecida como Oceanus Procellarum, para realizar um teste inicial de software e armazenar uma pequena quantidade de dados no hardware do módulo durante duas semanas ou um dia lunar.
Lua (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 06.05.2022
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Depois, voará com sua primeira carga útil de serviços de dados completos na IM-2 de Intuitive Machine ao polo lunar, para realizar testes de carga e descarga.
A ideia é, no futuro, esses servidores poderem se comunicar com a Terra, bem como guardar por muitos anos a informação que não deve ser perdida.
Scott explica que dispor de servidores na Lua poderia agilizar muito as comunicações com futuras missões espaciais. No entanto, não é uma tarefa fácil. Além dos problemas técnicos que possam ocorrer, um dos maiores inconvenientes é a temperatura na Lua, que oscila entre 106 e -183 graus Celsius.
Outro problema é a radiação cósmica que, sem uma atmosfera protetora, bombardeia a superfície lunar. Desta forma, os tubos de lava, que proporcionam uma temperatura muito mais estável e evitam que a radiação chegue aos servidores, tornam-se uma opção a ser explorada.
Tubos de lava são cavidades naturais através das quais, no passado, a lava chegou à superfície. Após os vulcões se extinguirem, o fluxo de lava cessou e a rocha esfriou, deixando um longo canal, semelhante a uma caverna.

domingo, 27 de março de 2022

Criptomoedas: Acusado de chefiar quadrilha que lava dinheiro do tráfico e da milícia, empresário brasileiro é investigado na Argentina por dar golpe de U$ 10 milhões

 



O superesquema montado pela quadrilha chefiada por um casal de empresários acusado de lavar dinheiro da milícia e do tráfico de drogas da principal organização criminosa do Rio vai muito além do crime de ‘colarinho branco’ e tráfico de drogas.



 

A informação consta em relatório de inteligência da Delegacia de Combate à Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. De acordo com o documento, o empresário Marcelo Clayton Alves de Sousa já vinha sendo investigado na Argentina, desde 2019, acusado de participar de uma quadrilha de investidores de criptomoedas que vitimou dezenas de argentinos e brasileiros que investiram mais de U$ 10 milhões.

 

O que chama a atenção dos investigadores é a rápida ascensão financeira do homem. Segundo os investigadores, uma pesquisa no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostra que Marcelo não possui vínculo trabalhista com nenhuma empresa e não tem carteira assinada. No entanto, movimentou R$ 3 bilhões em três anos.

 

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De acordo com o CAGED, o último vínculo empregatício do homem foi como supervisor de vendas comercial, entre 2014 e 2015, em Balsas, no Maranhão. À ocasião, ele recebia mensalmente R$ 3.639,10.

 

Um ano após deixar o emprego, em conjunto com outros empresários, segundoo relatorio, ele abriu uma empresa de criptomoedas – a Trade Clube Intelligent Business – em San Vicente, em Belize, um paraíso fiscal que fica no Caribe. A empresa também tinha uma filial em Natal, no Rio Grande do Norte. Rapidamente, de acordo com os investigadores, o negócio se ramificou por diversas cidades argentinas, onde se concentram as vítimas do suposto golpe aplicado por Marcelo.

 

Em 2019, o jornal 'Plan B Notícias' afirmou que o grupo prometia “investimentos em dólares de alto rendimento” no que foi “conhecido como a ‘flor da abundância’”. À época, uma reportagem mostrou que alguns moradores de La Pampa (uma província da Argentina) se dividiram para investir U$ 20 mil na empresa.

 

“A oferta era tentadora. Tratava-se de entrar em um grupo de investimentos com valores pequenos ou médios e garantir altos retornos em dólares. A empresa foi apresentada como 'uma modalidade de investimento inteligente’ que nasceu em dezembro de 2016 criando sua própria corretora, registrada no paraíso fiscal de San Vicente, Belize. Eles também tinham escritórios administrativos em Natal, Brasil, onde atuavam no mercado Forex (compra e venda de moedas)", diz trecho da reportagem, quando a fraude veio à tona.

 

Segundo a investigação que acontece na Argentina, contra Marcelo e seu grupo, eles promoveram um tipo de pirâmide que se caracteriza por desenvolver o sistema ponzi de investimento, que consiste em investidores que entram na rede para investir valores mínimos, que são distribuídos entre eles. Assim, os investidores ganham juros sobre os rendimentos dos novos participantes e recuperam o que investiram rapidamente, com amplas margens de lucro.

 

Na prática, os investigadores apontam que o esquema ponzi é uma operação de investimento fraudulenta em que o operador paga aos seus investidores o dinheiro que os novos aportadores entram em vez do lucro obtido através de empresas legítimas. Em suma, os novos membros financiam os pagamentos aos antigos. Entretanto, o esquema pode se estagnar quando não entram mais participantes o que pode levar a quebra da pirâmide.


 

Atualmente, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) existem ao menos nove processos contra a Trade Clube Intelligent Business. Os investidores tentam a reparação do prejuízo.

 

Fonte: Extra

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