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terça-feira, 7 de setembro de 2021

MP que limita retirada de conteúdo da internet dá liberdade para sabotar eleição

 


A pouco mais de um ano da eleição de 2022, o presidente Jair Bolsonaro editou uma MP (medida provisória) que impede as redes sociais de removerem conteúdo ou contas que violam as normas de uso das plataformas e libera a publicação de notícias falsas —a medida vem sendo chamada de Lei Trump de blindagem aos bolsonaristas. 

O ex-presidente dos EUA Donald Trump foi banido do Twitter e suspenso do Facebook e do YouTube por conclamar apoiadores a irem ao Capitólio questionar o resultado das eleições americanas de 2020. As plataformas consideraram que Trump violava regras de uso que proíbem incitação à violência e ameaçam a integridade cívica ou eleitoral. A invasão do Capitólio em Washington, em 6 de janeiro deste ano, deixou cinco mortos. 

Com a medida provisória em vigor, se Bolsonaro usar sua conta no Twitter (6,9 milhões de seguidores), Facebook (14,3 milhões) ou Instagram (18,7 milhões) para dizer, no dia da eleição, que há fraude na votação e as pessoas deveriam fiscalizar e contestar resultados, as empresas de redes sociais não poderão fazer nada, ainda que seja mentira e a publicação cause tumulto nas seções eleitorais. 

As plataformas ficam impedidas de aplicar suas normas de comunidade, como a que veda linguagem que ameaça à integridade do sistema eleitoral ou incitação à violência. 

Foi justamente por isso que Trump foi banido e suspenso das plataformas —e Bolsonaro quer evitar ter o mesmo destino do americano, que perdeu seu megafone. O texto da MP estabelece que as empresas só podem remover publicações se tiverem “justa causa” —e listam situações que permitiram a remoção. 

Essa lista, convenientemente, deixa de fora qualquer menção relacionada à eleição ou integridade eleitoral. 

O governo invoca “a liberdade de expressão, comunicação e pensamento”, mas, na verdade, a medida dá liberdade para tentativa de sabotagem do processo eleitoral. Aliás, as palavras "eleição", "eleições" ou "eleitoral" não aparecem em nenhum momento no texto da MP, ainda que esteja provado o amplo uso da desinformação na tentativa de manipular pleitos. 

Já no caso de um usuário postar a famosa foto da garotinha vietnamita correndo nua, após ser atingida por napalm durante a Guerra do Vietnã, aí, sim, o Facebook ou o Twitter estão autorizados a derrubar o conteúdo —afinal , a MP lista como justa causa para remoção “nudez ou representações explícitas ou implícitas de atos sexuais”. 

A MP também libera a disseminação de desinformação no Facebook. O texto proíbe os provedores de redes sociais de adotarem “critérios de moderação ou limitação do alcance da divulgação de conteúdo que impliquem censura de ordem política, ideológica, científica, artística ou religiosa”, a não ser por “justa causa”. 

Na prática, isso impede o Facebook de reduzir o alcance de postagens que são identificadas como falsas pelas agências de checagem de fatos. Como mentira e desinformação não são consideradas “justa causa” para remoção, as redes estão proibidas de limitar distribuição de notícias falsas sobre ivermectina curando Covid-19, fraude na urna eletrônica, caixões com pedra em vez de corpos. 

“Pelo timing e pelas multas volumosas que a MP propõe (até 10% do faturamento da empresa), é uma forma de constranger as plataformas a não removerem o conteúdo radicalizado (e boa parte falso) que está circulando nas redes sociais para mobilizar a base bolsonarista”, diz Caio Machado, diretor do Instituto Vero. 

Para Francisco Brito Cruz, diretor do Internet Lab, a MP tornará as redes sociais “inóspitas, tóxicas (com assédio e bullying), repletas de spam”. “É uma MP que acha que as redes sociais devem ser obrigadas a carregar aquilo que o governo quiser. É a MP da blindagem, não da liberdade.” 

A MP, que inicialmente seria um decreto, é semelhante a uma lei baixada pelo governo do estado americano da Flórida, neste ano, que impedia a remoção de perfis de candidatos políticos, e uma lei anunciada pelo governo da Polônia em janeiro. A lei da Flórida acabou derrubada pela Justiça americana. 

O governo polonês publicou em fevereiro uma legislação que impede as plataformas de bloquear usuários ou remover conteúdo que não viole a legislação do país e cria um Conselho de Liberdade de Expressão, para o qual usuários poderiam recorrer caso fossem bloqueados ou tivessem conteúdo removido. 

Em caso de descumprimento, a legislação estabelece multas de até 10 milhões de euros. Segundo o ministro da Justiça polonês, a lei ajudaria a proteger usuários de “censura ideológica” e impedir remoção de conteúdo que simplesmente reflete visões diferentes. 

Especialistas e empresas de internet esperam que a MP editada por Bolsonaro seja derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por não cumprir os requisitos de urgência de uma medida provisória. O mandatário e seus aliados afirmam, assim como Trump, que as redes sociais censuram vozes conservadoras e precisam ser responsabilizadas.

por Patrícia Campos Mello | Folhapress



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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Tecnologia e internet: Detalhes do 'maior ataque de ransomware do mundo' são revelados

 


No sábado (3), o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que Washington não tem certeza sobre o envolvimento do governo russo em um recente e sofisticado ataque de ransomware.

Milhares de vítimas em aproximadamente 17 países foram afetadas pelo "maior ataque de ransomware do mundo já registrado", segundo o jornal Politico, que acusou o grupo de hackers REvil de estar envolvido na ação.

A mídia dos EUA citou a empresa de cibersegurança Sophos afirmando que uma "ampla gama de empresas e agências públicas" foram prejudicadas pelo ataque de sexta-feira (2), "aparentemente em todos os continentes, incluindo os serviços financeiros, viagens e lazer e o setor público.

O ataque de ransomware afetou a maior parte das 800 lojas da rede sueca de supermercados Coop, bem como as redes farmacêuticas e de postos de gasolina do país, além da ferrovia estatal e da emissora pública SVT, segundo o Politico.

Além disso, milhares de clientes de uma empresa alemã de serviços de TI e duas dessas empresas nos Países Baixos, VelzArt e Hoppenbrouwer Techniek, também foram atingidas.

Ross McKerchar, diretor de segurança da informação da Sophos, por sua vez, afirmou ao Politico não ter encontrado "evidências de roubo de dados".

Já o CEO da empresa de software atingida Kaseya, Fred Voccola, afirmou que o ataque afetou principalmente as pequenas empresas, como "bibliotecas, odontologias, empresas de arquitetura e centros de cirurgias plásticas", descrevendo o "nível extraordinário de sofisticação" utilizado no ataque lançado por uma afiliada do REvil, supostamente ligada a hackers russos, conforme o Politico.

O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou não ter certeza se os ataques foram mesmo promovidos pelo grupo russo.

Biden ordenou que "todos os recursos do governo federal" fossem usados para investigar o incidente.

A embaixada russa negou "fortemente" qualquer envolvimento russo nos ataques "a instalações do governo e privadas nos EUA e no exterior".

"Enfatizamos que o combate ao crime cibernético é uma prioridade inerente para a Rússia e parte integrante de sua política de Estado para combater todas as formas de crime. Uma ampla gama de instrumentos de aplicação da lei é usada para sua implementação", afirmou a embaixada russa.

Os diplomatas russos também expressaram sua esperança de que os "norte-americanos descartem a prática de fazer acusações infundadas e se concentrem no trabalho profissional com especialistas russos para fortalecer a segurança da informação internacional [...] para combater o crime cibernético".

As declarações surgiram após um relatório conjunto da Agência de Segurança Nacional, Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura e Departamento Federal de Investigação, dos EUA, e do Centro Nacional de Segurança Cibernética, do Reino Unido, ter sido publicado no início da semana.

No relatório, as agências de inteligência alegaram que a inteligência militar russa estaria realizando uma "campanha global de força bruta", supostamente visando "ambientes empresariais e em nuvem". Contudo, o documento não forneceu qualquer evidência para apoiar as alegações.


Internet em peso chama Bolsonaro de corrupto e ladrão após revelação de que ele roubava 90% dos salários de funcionários

 


Usuários foram ao Twitter criticar Jair Bolsonaro após novas revelações apontarem atuação direta dele para o desvio de salários de assessores tanto no gabinete dele quando era deputado federal como no de Flávio Bolsonaro na época em que o atual senador ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). "Corrupto", afirmou o ator Gregório Duvivier. 

Ex-cunhada de Jair Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle afirmou, por exemplo, que ele demitiu um irmão dela, André Siqueira Valle, por ter se recusado a entregar a maior parte do salário de assessor do então deputado federal. De acordo com Andrea, Bolsonaro retirou de um familiar dela do esquema por não entregar o valor combinado - quase 90% do salário.

"Rachadinha = roubo. Quem faz rachadinha = ladrão", postou o jornalista Leandro Demori.

"Pode chamar de corrupto sim", afirmou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). "Ele sabia de tudo e mandava demitir quem não devolvia parte do salário", disse.

"Bolsonaro SEMPRE foi corrupto!", postou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

O jornalista Xico Sá classificou Bolsonaro como o "rachadão do Patriarca, 30 anos como sanguessuga do dinheiro público!".

Médico e pesquisador da USP, Daniel A. Dourado também criticou Bolsonaro. "Da rachadinha ao crime contra a humanidade: a história do miliciano que virou presidente. Parece que estamos chegando na última parte. Tomara que o final dessa história chegue logo".

"Era um verdadeiro negócio em família", disse a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). "Quem era usado nem sempre concordava", afirmou. 

"Esse é o homem que prometeu acabar com a mamata", escreveu o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Entrevista de Lula a Reinaldo Azevedo tem alta audiência na internet

 


A entrevista do ex-presidente Lula ao colunista Reinaldo Azevedo, crítico ferrenho dos governos do PT, bombou nas redes sociais. Às 18h35, o canal oficial da BandNews FM no YouTube registrou 244 mil pessoas assistindo simultaneamente. O assunto também ficou entre os mais comentados do Twitter.

O encontro foi transmitido simultaneamente no canal de notícias de TV fechada Band News e também com flashes ao vivo dentro do programa "Brasil Urgente", apresentado por José Luiz Datena, na Band.


No início do encontro, Reinaldo reforçou que a assessoria de Lula não lhe impediu de fazer nenhuma pergunta. O jornalista também defendeu que o petista foi condenado injustamente no âmbito da Operação Lava Jato, de Curitiba.


Também no encontro, Lula elogiou o presidente do Grupo Bandeirantes, João Carlos Saad, por ter dito que é possível combater a corrupção sem quebrar as empresas.

Assista a entrevista:


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

William Bonner quebrou a internet após 'imitar' fala de Bolsonaro no JN. VEJA VÍDEO

 



William Bonner divertiu a internet, na noite de hoje, após a apresentação de uma notícia vinculada no Jornal Nacional (TV Globo), sobre as alegações de Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito do país.

 

A reportagem mostrava declarações do presidente hoje, com um grupo de apoiadores, um dia após ter afirmado que o país estaria "quebrado".

 

Na bancada, o âncora leu na íntegra as alegações de Bolsonaro criticando a imprensa. A cena chamou atenção porque, para os telespectadores, o jornalista estaria tentando imitar a voz do presidente.

 

Veja também

 

 

 

 

 

 Fonte: UOL

sábado, 12 de dezembro de 2020

Aos 67 anos, Cissa Guimarães recebe elogios nas redes ao publicar foto de biquíni

 


Cissa Guimarães esbanjou boa forma ao compartilhar um clique de biquíni, no Instagram, neste sábado. A apresentadora, de 67 anos, posou toda sorridente e exibiu a barriga chapada. 


"Bom fim de semana para todos! Férias, natureza, mar, mãe natureza", escreveu a apresentadora do 'É de Casa', da Globo. 


Nos comentários, os internautas elogiaram o corpão de Cissa. "Corpão violão, mulher brasileira", comentou um. "Gostosa que fala, né?!", publicou outro. 


O Dia

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

'Cabos de fibra ótica são vitais para a Internet hoje em dia', avalia engenheiro

 


Em entrevista à Sputnik Brasil, o professor Luiz Cláudio Schara Magalhães afirma que o novo cabo submarino entre Brasil e Portugal permitirá um caminho alternativo para o trânsito de dados e um maior número de conexões com a Europa.

O ministro das Comunicações do Brasil, Fábio Faria, anunciou nesta quinta-feira (10) o lançamento de um cabo submarino de fibra ótica que ligará a cidade de Fortaleza, no Ceará, com o munícipio de Sines, em Portugal.

Segundo Fábio Faria, o lançamento do cabo, que terá mais de seis mil quilômetros de comprimento, ocorrerá na próxima segunda-feira (14), com previsão de conclusão para o segundo trimestre de 2021.

A obra será feita pela empresa EllaLink, proprietária e operadora dos serviços que serão oferecidos pela fibra, e há previsão de expansão para as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, e também para conexões com a África, outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa.

"O cabo, em alguns lugares, chega a 5 quilômetros de profundidade. É algo impensável, inimaginável, mas agora nós vamos ter uma conexão direta com a Europa. É uma grande entrega do Ministério das Comunicações que vai ajudar o nosso país no escoamento de dados", afirmou Faria, segundo a Agência Brasil.

Luiz Cláudio Schara Magalhães, doutor em Computação pela Universidade de Illinois (EUA) e professor do Laboratório de Comunicação de Dados da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), explica em entrevista à Sputnik Brasil que os cabos submarinos são uma tecnologia bastante antiga, que existem no Brasil desde a década de 1850, quando foram instalados os primeiros cabos telegráficos no país.

O professor da UFF, que também participou do projeto CLARA, que fez a interligação por cabos submarinos de fibra ótica entre países da Europa e da América Latina, esclarece que, antigamente, os cabos carregavam sinais elétricos, que precisavam ser regenerados de tempos em tempos. Hoje, com a tecnologia da fibra ótica, os cabos transportam luz, o que permite que eles cheguem muito mais longe sem a necessidade de regeneração do sinal.

Luiz Cláudio assinala que, hoje em dia, os cabos de fibra ótica são cruciais para as comunicações, pois ele têm capacidade muito maior para o transporte de dados e, em comparação com os satélites, têm uma latência muito menor, ou seja, maior velocidade entre o envio de uma determinada mensagem de um ponto ao outro.

"Os satélites, atualmente, têm uma grande desvantagem sobre os cabos, principalmente os de fibra ótica, que é a latência que eles imprimem nas mensagens, ou seja, quando você manda uma mensagem via satélite, o sinal tem que subir 36 mil quilômetros até o satélite e depois descer a mesma distância, ao invés de seguir os seis mil quilômetros de um cabo entre o Brasil e a Europa, que é um décimo dessa distância. Mesmo na velocidade da luz, é necessário um determinado tempo para que a mensagem saia da origem e chegue no destino", comenta o especialista.

Apesar da vantagem sobre os satélites em relação ao tempo, Luiz Cláudio ressalta que a interligação de cabos continentais sempre foi uma tarefa cara e complicada.

"O lançamento do cabo é extremamente complexo e custa muito caro. É uma obra que tem data de início, mas é complicado saber quanto tempo vai realmente demorar, porque, se você encontra uma tempestade, por exemplo, você precisa interromper o lançamento do cabo porque, com o navio se mexendo, ele não permite um bom lançamento do cabo", explica o professor da UFF.

Por se tratar de uma obra cara e complexa, normalmente a passagem dos cabos é feita através de consórcios entre países ou empresas. Segundo Luiz Cláudio, os consórcios permitem que as partes envolvidas dividam os custos de instalação, o que também proporciona maior segurança. Além disso, a tecnologia de fibra ótica permite que um único cabo possa servir como meio de comunicação para diversas empresas, pois cada uma delas usa um comprimento de onda diferente e não há interferência entre elas.

"Em um cabo de fibra ótica, normalmente trafega a comunicação de várias empresas e, hoje em dia, se usa uma tecnologia em que são utilizadas diferentes frequências de luz, chamadas de lâmbidas, o comprimento das ondas, o que faz com que o cabo possa ser utilizado simultaneamente para várias comunicações, cada uma utilizando uma lâmbida diferente", esclarece o especialista.

Atualmente, qualquer informação que sai do Brasil rumo à Europa passa primeiro pelos Estados Unidos, para depois seguir em direção ao Velho Continente, um percurso que leva o dobro do tempo necessário em comparação com uma conexão direta entre as duas regiões.

EllaLeaksepisódio 6 está no ar! Se você está curioso para conhecer a robusta infraestrutura de aterragem de cabos submarinos que a EllaLink construiu em Sines, Portugal, não pode perder!

Luiz Cláudio lembra que, durante os primórdios da Internet, sequer havia conexão entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Quando alguém enviava um e-mail do Rio para São Paulo, ele tinha que passar primeiro pelos Estados Unidos para depois chegar a seu destino.

"A América do Sul também tinha esse problema. O Brasil, por exemplo, demorou muito tempo para fazer uma interligação com a Argentina, apesar de os países serem vizinhos. Então, a instalação dos cabos de fibra ótica submarinos permite a interligação entre os países de forma mais direta", avalia.

Para o professor do do Laboratório de Comunicação de Dados da Escola de Engenharia da UFF, o novo cabo que será instalado entre Brasil e Europa permitirá mais segurança nas comunicações entre os dois continentes, já que fornecerá uma alternativa. Hoje em dia, existe apenas o cabo Atlantis-2 ligando diretamente os dois continentes, sendo que o mesmo é utilizado quase que exclusivamente para transmissão de voz e telefonia.

"É importante a existência de caminhos alternativos, de vários cabos interligando Brasil e Europa, Brasil e EUA, Brasil e os demais países da América do Sul. Há mais de 20 anos houve um incêndio em um túnel em Nova York por onde passavam vários cabos internacionais, que se interconectavam em Nova York. Naquele momento, a Internet parou por causa de um incêndio em um túnel em Nova York. Então, ninguém quer depender de um único caminho entre dois pontos. Já existe um cabo entre Brasil e Europa, que é o Atlantis-2, e o novo cabo entre Brasil e Portugal será mais uma dessas interligações entre Brasil e Europa, o que é muito importante para permitir um caminho alternativo em caso de falhas e também para proporcionar maior número de conexões", conclui o especialista.

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