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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Turquia pretende cooperar em projeto de estação de pesquisa lunar russo-chinês

 


A Agência Espacial Turca pretende cooperar com a Rússia e a China no projeto da Estação Científica Internacional na Lua, informou o presidente da agência, Serdar Huseyin Yildirim, à Sputnik.


"As perspectivas de nossa interação abrangem muitas áreas, incluindo produção industrial, trabalho conjunto em nossa missão lunar e o projeto russo-chinês da Estação Científica Internacional na Lua", afirmou o chefe da agência espacial, frisando que o órgão criou uma comissão específica para os projetos.

Yildirim ressaltou que a Rússia se já mostrou aberta e proativa com relação à cooperação em todos os pontos do programa espacial turco.
O projeto foi apresentado pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan em fevereiro de 2021 e inclui planos para construir uma base de lançamentos espaciais, enviar o primeiro astronauta turco ao espaço e lançar uma espaçonave à Lua em 2023.
Pessoas tiram foto do Chang'e-5 na Lua - Sputnik Brasil, 1920, 11.01.2022
Panorama internacional
China constrói Lua artificial que simula condições de baixa gravidade na Terra
No final de dezembro de 2021, a China e a Rússia anunciaram a antecipação em oito anos do plano de instalação de uma base lunar, em meio à corrida espacial com os Estados Unidos.

Segundo o vice-diretor da Administração Espacial Nacional da China (CNSA, na sigla em inglês), Wu Yanhua, o novo objetivo é posicionar a estação de pesquisa lunar até 2027. A previsão anterior era para 2035.

sábado, 8 de maio de 2021

Turquia acusa Israel de gerar 'terror' em operação policial contra palestinos na mesquita de Al-Aqsa

 


Ancara condena ataque da polícia israelense contra mesquita palestina e diz que tal ação é uma vergonha para o Estado judeu. Washington também se posicionou sobre o incidente, pedindo responsabilidade de ambos os lados.

A Turquia acusou Israel de desencadear "terror" sobre palestinos depois que a polícia israelense disparou balas de borracha e granadas de choque contra a mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, na noite desta sexta-feira (7), segundo a Reuters.

Os confrontos no terceiro local mais sagrado do Islã feriram 205 palestinos e 17 policiais israelenses, e ocorreram em meio à raiva crescente sobre o possível despejo de palestinos de casas em terras reivindicadas por colonos judeus durante toda a semana.

O porta-voz da presidência da Turquia, Ibrahim Kali, disse que os ataques israelenses eram uma vergonha para o Estado judeu e interpretou o conflito israelo-palestino como um caso de apartheid em uma publicação no Twitter.

​Que vergonha para Israel e aqueles que se calam diante dos ataques vergonhosos contra Masjid Al-Aqsa neste mês sagrado de jejum. A Palestina e os palestinos não estão sozinhos. Apelamos a todos para que se levantem contra as políticas de ocupação e agressão deste estado de apartheid.

O diretor de Comunicações da Presidência da Turquia, Fahrettin Altun, declarou que Israel está violando os direitos humanos e "pagaria o preço", já que os partidos da oposição ecoaram a condenação do governo em um raro sinal de unidade, segundo a mídia.

"Atacar pessoas inocentes orando é claramente terror. Vemos que esses ataques aos palestinos são contra os direitos humanos mais fundamentais", disse Altun.

Os Estados Unidos também se pronunciaram sobre os conflitos, dizendo que era "crítico" para ambos os lados restaurarem a calma em meio a vários dias de confrontos em Jerusalém Oriental, e pediram "responsabilidade" para diminuir as tensões, segundo reportou o The Times of Israel.

"À medida que entramos em um período delicado nos próximos dias, será fundamental para todos os lados garantirem a calma e agirem com responsabilidade para diminuir as tensões e evitar o confronto", disse Jalina Porter, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA citada pela mídia.

As tensões entre israelenses e palestinos, que já vêm elevadas desde o lançamento de foguetes a partir da Faixa de Gaza no final de abril, aumentaram ontem (7), antes de uma audiência que poderá resultar na expulsão de famílias palestinas de Sheikh Jarrah, um bairro onde colonos judeus apoiados por um tribunal israelense ocuparam algumas casas.

Ao todo, é esperado que 58 residentes, incluindo 17 crianças, sejam deslocados.

sábado, 10 de abril de 2021

Erdogan e Zelensky confirmam parceria estratégica entre Turquia e Ucrânia

 


O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou, após conversas com seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, que Ancara e Kiev concordaram em continuar sua "parceria estratégica", tendo como prioridade a garantia da segurança na região do mar Negro.

Os dois líderes se encontraram neste sábado (10) na cidade turca de Istambul, onde ocorre o nono encontro do Conselho de Cooperação Estratégica de Alto Nível Turquia-Ucrânia.

"Tendo em mente as questões de defesa nacional e segurança, nós começamos a trabalhar no formato 2+2 [ministros da Defesa e chanceleres dos dois países]. Portanto, vamos intensificar a cooperação entre nossos países", disse Erdogan em coletiva de imprensa. 

O presidente turco aproveitou a ocasião para reafirmar sua posição de não reconhecer a reintegração da Crimeia à Rússia, ocorrida há sete anos após um referendo no qual a maioria esmagadora da população local decidiu pela separação da Ucrânia com o objetivo de voltar a fazer parte do território russo. 

​Sobre os enfrentamentos no leste ucraniano, o chefe de Estado da Turquia disse que ele e Zelensky acreditam que a instabilidade em Donbass pode ser resolvida através de esforços políticos e diplomáticos. Desde 2014, a região se encontra mergulhada em um conflito entre grupos independentistas e as forças de Kiev, e, nesta semana, testemunhou uma nova escalada da violência, em meio a um aumento da presença de tropas do Exército da Ucrânia naquela área.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Turquia não planeja pedir permissão dos EUA para testar sistemas S-400, afirma Erdogan

 


Ancara não planeja pedir autorização de Washington para testar os sistemas de defesa antiaérea S-400 comprados da Rússia, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Entre os dias 13 e 17 de outubro, as Forças Armadas da Turquia testaram o funcionamento de seus sistemas de defesa antiaérea S-400, de fabricação russa, perto da cidade de Sinop, localizada na costa do mar Negro.

"Sim, testes foram e estão sendo conduzidos em Sinop. E nós não estamos planejando pedir permissão dos EUA se podemos conduzi-los ou não. Isso quer dizer que estes senhores estão incomodados especialmente por ser um armamento pertencente à Rússia", disse o presidente turco a jornalistas.

Erdogan salientou que Ancara "está determinada em continuar [com os testes] como planejado".

Ao mesmo tempo, o presidente Erdogan assinalou que a Turquia não desiste da intenção de adquirir sistemas de mísseis Patriot dos EUA e está disposta a discutir este assunto com os colegas americanos.

Os Departamentos de Defesa e de Estado dos EUA condenaram o relatado teste de mísseis que ocorreu na Turquia perto da costa do mar Negro, o senador americano Jim Risch também desaprovou o teste.

"O teste do sistema de defesa de mísseis russo S-400 da Turquia é um comportamento inaceitável de um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Isso danifica mais a aliança e põe sob risco direto o F-35 e outros sistemas dos EUA e aliados da OTAN", declarou o senador americano Jim Risch, que chefia o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

sábado, 29 de agosto de 2020

Turquia anuncia manobras no Mediterrâneo em meio a tensões com Grécia



Turquia anunciou novos exercícios navais no Mediterrâneo Oriental de 29 de agosto a 11 de setembro em meio ao agravamento das relações com Grécia.

O país emitiu um aviso internacional a navegantes (Navtex) sobre exercícios de artilharia e recomendou às embarcações de outros países evitar a área das manobras.
As relações greco-turcas se agravaram depois que Ancara anunciou em 7 de agosto seus planos de reativar as atividades de exploração e extração de hidrocarbonetos no Mediterrâneo Oriental.
Tudo ocorreu após a Grécia firmar um acordo com o Egito de delimitação de fronteiras marítimas, que Ancara qualificou como ilícito e inválido.

© AP PHOTO / SEMIH ERSOZLER
Embarcação turca de prospecção sísmica Oruc Reis no mar Mediterâneo
No começo de agosto, Ancara informou que seu navio Oruc Reis começava estudos sísmicos no mar Mediterrâneo, em uma área que a Grécia considera sua zona econômica exclusiva. O país europeu colocou suas Forças Armadas em alerta máximo.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Grécia entra em alerta máximo após Turquia começar atividades em zona de disputa no Mediterrâneo



Aumenta a tensão entre a Grécia e a Turquia. Ancara deseja explorar uma plataforma continental no mar Mediterrâneo, mas Atenas considera as atividades não autorizadas e "ilegais".

A Grécia foi colocada em alerta máximo na segunda-feira (10) após a Turquia enviar o navio de pesquisa Oruc Reis para exploração de recursos energéticos em uma área do Mediterrâneo oriental que os gregos consideram deles. Atenas pediu a Ancara que ponha fim às suas "ações ilegais que minam a paz e a segurança na região", informa a agência AP.
A Turquia havia anunciado, também na segunda-feira (10), que o Oruc Reis e duas embarcações de apoio conduziriam uma exploração sísmica em uma área entre a Grécia e o Chipre até 23 de agosto. Na semana passada, a Turquia anunciou que realizaria exercícios de tiro em uma área próxima, a sudoeste da costa turca, entre a Turquia e a ilha de Rodes, Grécia.

© SPUTNIK / ALEXEI DANICHEV
Antiga acrópole na cidade de Lindos na costa leste da ilha grega de Rodes
"A Grécia não aceitará qualquer chantagem. Ela vai defender sua soberania e seus direitos soberanos", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Grécia em um comunicado reproduzido pela AP. "Pedimos à Turquia que termine imediatamente suas ações ilegais que minam a paz e a segurança na região." Os militares gregos foram colocados em alerta, enquanto o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis convocou o Conselho de Segurança Nacional do governo.

Resposta turca

Em resposta, Ancara emitiu uma mensagem de segurança marítima, conhecida como Navtex, informando que o estudo sísmico está sendo realizado na plataforma continental da Turquia. Por sua vez, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan advertiu que Turquia não limitaria esforços de exploração offshore ao seu território imediato.
"Vamos nos unir como países mediterrâneos. Vamos encontrar uma fórmula que seja aceitável para todos, que proteja os direitos de todos", pediu Erdogan, ao mesmo tempo que afirmou estar "sempre" pronto "para resolver os litígios com diálogo e justiça."

© AFP 2020 / VELI GURGAH
Província de Mersin, Turquia, na costa do mar Mediterrâneo

O imbróglio

O centro da questão é definir se as ilhas devem ser incluídas no cálculo da plataforma continental e das zonas marítimas de interesse econômico de um país. A Turquia garante que não devem ser incluídas, posição que, segundo a Grécia, que tem milhares de ilhas e ilhéus nos mares Egeu e Jônico, viola o direito internacional.
Em julho, Atenas recordou que há 46 anos, em 20 de julho de 1974, a Turquia invadiu o Chipre e ocupou um terço da ilha.
Grécia e Turquia estão em desacordo há décadas em um leque variado de questões e estiveram à beira da guerra pelo menos três vezes desde meados da década de 1970, uma delas sobre direitos de exploração de perfuração. Recentes descobertas de gás natural e planos de perfuração no leste do mar Mediterrâneo provocaram uma renovação das tensões.

sábado, 11 de julho de 2020

Erdogan diz que conversão de Basílica de Santa Sofia em mesquita tornará Turquia mais 'forte'



A decisão de converter Hagia Sophia, também conhecida como Basílica de Santa Sofia, em mesquita, tornará a Turquia mais forte, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. 

Além disso, o chefe de Estado afirmou que a medida foi tomada com base na opinião da população turca, não importando o que outros países pensam sobre a questão. 
"Tomamos a decisão de mudar o status da Hagia Sophia baseado na opinião de nosso povo, e não daqueles que falam coisas sobre nós", declarou Erdogan neste sábado (11) para a emissora NTV.
Na sexta-feira (10), o Conselho de Estado da Turquia anulou decreto de 1934 que converteu Hagia Sophia em um museu, permitindo que ela seja transformada em uma mesquita. Um decreto presidencial abriu o local para muçulmanos rezarem. 
Antes de 1934, Hagia Sophia, que fica localizada em Istambul, foi uma catedral cristã ortodoxa e depois uma mesquita
Durante o pronunciamento, Erdogan afirmou que o país continuaria a "seguir no caminho certo, a fim de construir uma Turquia poderosa e forte". O presidente anunciou seu desejo de converter Hagia Sophia em mesquita em 2019. 

© SPUTNIK / BURCU OKUTAN
Hagia Sophia, também conhecida como Basílica de Santa Sofia, em Istambul

Críticas da comunidade internacional

O templo é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e uma das principais atrações turísticas de Istambul. 
A mudança de status da Basílica de Santa Sofia, localizada na parte europeia de Istambul, gerou críticas da comunidade internacional, como, por exemplo, da Unesco, União Europeia e Estados Unidos, assim como de cristãos por todo o mundo. 
Igreja Ortodoxa Russa lamentou que a Ancara tenha ignorado apelos para preservar o local como um museu. 
Segundo o governo turco, o acesso ao local continuará aberto a todos.

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