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domingo, 4 de abril de 2021

EUA desenvolvem interceptador para derrubar mísseis hipersônicos

 


No final de março, o Pentágono selecionou duas empresas para desenvolver um Interceptador de Próxima Geração (NGI, na sigla em inglês), capaz de abater mísseis hipersônicos, considerados insuperáveis.

Oficialmente, o objetivo do novo interceptador será combater a ameaça representada pelos mísseis nucleares da Coreia do Norte e potencialmente do Irã, conforme informação do Departamento de Defesa norte-americano.

Além disso, Washington espera que o NGI também seja capaz de neutralizar os mísseis balísticos intercontinentais mais avançados da Rússia e da China. O plano é que esses mísseis interceptores entrem em serviço em meados dos anos 2020 e se tornem o núcleo do sistema de defesa antimíssil dos EUA.

O programa NGI começou em abril de 2020, após a Agência de Defesa de Mísseis dos EUA (MDA, na sigla em inglês) ter solicitado propostas de projetos a diversas empresas, segundo a Reuters. 

No dia 30 de março, o Departamento da Defesa norte-americano firmou dois contratos separados com a Northrop Grumman e a Lockheed Martin no valor total de aproximadamente US$ 7,6 bilhões (R$ 43,3 bilhões), marcando a primeira aquisição importante da defesa sob a administração Biden.

"Com duas empresas envolvidas no projeto, a MDA maximizará os benefícios da concorrência para entregar o míssil de defesa nacional mais eficiente e confiável às tropas o mais rápido possível. Uma vez implantado, ele será capaz de superar as ameaças esperadas para a década de 2030 e posteriores", afirmou o vice-almirante John Hill, diretor da Agência de Defesa de Mísseis dos EUA.

Atualmente, o sistema nacional de defesa antimíssil dos EUA conta com aproximadamente 60 mísseis GMD, implantados no Alasca e na Califórnia. No entanto, os testes dos interceptadores revelaram sua baixa eficiência após derrubar apenas metade dos mísseis disparados em treinamentos.

Na última década, o Pentágono lançou o programa RKV para criar uma nova ogiva antimíssil e substituir os interceptadores cinéticos transatmosféricos existentes. O projeto de bilhões de dólares deveria ser completado em 2025, contudo, em agosto de 2020, o projeto foi cancelado por "problemas com o design dos produtos".

Foi então que o Pentágono anunciou o investimento na modernização da plataforma GMD, anunciando que necessitava de um interceptador completamente novo.

Até que a nova tecnologia seja implantada, Washington pretende fortalecer sua atual defesa antimíssil através de outras forças e meios.

Um dos meios poderia ser a utilização dos sistemas antimísseis de curto alcance baseados em terra (THAAD), já implantados, principalmente, na Coreia do Sul e Guam.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Pentágono planeja usar o espaço para abater mísseis hipersônicos



Militares americanos acreditam que o uso de sensores e satélites será fundamental para a detecção e interceptação de mísseis hipersônicos.

O plano se assemelha ao projeto Guerra nas Estrelas, desenvolvido ainda nos anos da Guerra Fria para abater mísseis inimigos a partir do espaço.
Desta vez, o Pentágono planeja usar satélites munidos com sensores e outras tecnologias de rastreamento para encontrar e abater mísseis voando a mais de cinco vezes a velocidade do som, publicou o canal de TV Fox News.
O plano também foi comentado pelo contra-almirante da Marinha dos EUA John Hill, diretor da Agência de Mísseis de Defesa americana.
"Temos que trabalhar com uma arquitetura de sensores [...] Porque [os mísseis] fazem manobras e são globais, você tem que ser capaz de rastreá-los em amplitude global. Isso leva a um arquitetura espacial, que é para onde estamos indo", publicou o Departamento de Defesa americano citando o contra-almirante.
Ainda de acordo com Hill, de início, os mísseis hipersônicos voam de forma semelhante aos mísseis balísticos. Mas, logo em seguinte, seu voo toma novas características que exigem que o rastreamento seja feito a partir do espaço, acrescentou.

Protótipo já existente

Para isso, os EUA já possuem um protótipo de satélite que poderá ser usado para o rastreamento de mísseis hipersônicos.
Durante os próximos anos, os EUA deverão colocar em órbita novos satélites com tecnologia semelhante, segundo Hill.
Ainda no ano passado, em entrevista ao portal Warrior Maven, o já aposentado tenente-general americano Trey Obering, disse:
"Precisamos ter satélites o suficiente. Precisamos construir uma constelação que possa rastrear estas armas. Nós teríamos que ter um número suficiente de satélites nas mesmas altitudes."
Além disso, Obering havia dito que os mísseis hipersônicos poderiam ser abatidos e que se, por um lado, seu voo é complexo, ele também é extremamente frágil.

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