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sábado, 15 de maio de 2021

'Parar Israel é dívida de honra', diz Erdogan ao prometer apoio a palestinos em Jerusalém

 


A Turquia vai apoiar os palestinos em Jerusalém com tanta determinação como apoiou o Azerbaijão em Nagorno-Karabakh, anunciou nesta sexta-feira (14) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Nós ficamos enfurecidos com pressão do Estado terrorista de Israel que ultrapassou todos os limites. Como apoiamos a luta do Azerbaijão pela libertação de suas terras ocupadas, hoje, nós, com a mesma sensação, damos início a ações contra opressão nas cidades palestinas e em Jerusalém. A mesma determinação com a qual defendemos nossa fronteira síria", declarou o presidente da Turquia em discurso transmitido em rede nacional pela celebração muçulmana Eid al-Fitr.

Erdogan revelou ter conversado com presidentes e líderes de governos de 19 países para tratar da situação na Faixa de Gaza.

"Parar Israel é uma dívida de honra", acentuou Erdogan, exortando a comunidade internacional e a Organização das Nações Unidas a reagirem, pois, se não fizerem nada, "consequências horríveis serão inevitáveis".

Manifestante pró-palestina pega bandeira com imagem do presidente turco Tayyip Erdogan enquanto seu carro passa perto do consultado israelense em Istambul, Turquia, 12 de maio de 2021
© REUTERS / DILARA SENKAYA
Manifestante pró-palestina pega bandeira com imagem do presidente turco Tayyip Erdogan enquanto seu carro passa perto do consultado israelense em Istambul, Turquia, 12 de maio de 2021

O presidente turco também ressaltou que Ancara não aguentará a agressão israelense contra Palestina, mesmo que todo o mundo demonstre indiferença.

"Os que se silenciarem sobre o massacre e o desrespeito de Israel, ou abertamente agirem em defesa do acontecido, devem saber que, em um momento, será a vez deles", afirmou.

A situação na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza palestina se agravou na noite de segunda-feira (10). Ao todo, 1.800 foguetes foram disparados quase sem parar em direção a zonas habitacionais de Israel, provocando a morte de seis civis e um soldado israelenses. Cerca de 300 foguetes explodiram dentro do enclave palestino, declararam forças israelenses.

Em resposta, o Exército de Israel atacou a Faixa de Gaza, atingindo alvos de movimentos palestinos do Hamas e da Jihad Islâmica. Mais de quatro mil prédios e residências foram destruídos, e o abastecimento de eletricidade foi interrompido no enclave.

sábado, 10 de abril de 2021

Erdogan e Zelensky confirmam parceria estratégica entre Turquia e Ucrânia

 


O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou, após conversas com seu homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, que Ancara e Kiev concordaram em continuar sua "parceria estratégica", tendo como prioridade a garantia da segurança na região do mar Negro.

Os dois líderes se encontraram neste sábado (10) na cidade turca de Istambul, onde ocorre o nono encontro do Conselho de Cooperação Estratégica de Alto Nível Turquia-Ucrânia.

"Tendo em mente as questões de defesa nacional e segurança, nós começamos a trabalhar no formato 2+2 [ministros da Defesa e chanceleres dos dois países]. Portanto, vamos intensificar a cooperação entre nossos países", disse Erdogan em coletiva de imprensa. 

O presidente turco aproveitou a ocasião para reafirmar sua posição de não reconhecer a reintegração da Crimeia à Rússia, ocorrida há sete anos após um referendo no qual a maioria esmagadora da população local decidiu pela separação da Ucrânia com o objetivo de voltar a fazer parte do território russo. 

​Sobre os enfrentamentos no leste ucraniano, o chefe de Estado da Turquia disse que ele e Zelensky acreditam que a instabilidade em Donbass pode ser resolvida através de esforços políticos e diplomáticos. Desde 2014, a região se encontra mergulhada em um conflito entre grupos independentistas e as forças de Kiev, e, nesta semana, testemunhou uma nova escalada da violência, em meio a um aumento da presença de tropas do Exército da Ucrânia naquela área.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Turquia não planeja pedir permissão dos EUA para testar sistemas S-400, afirma Erdogan

 


Ancara não planeja pedir autorização de Washington para testar os sistemas de defesa antiaérea S-400 comprados da Rússia, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Entre os dias 13 e 17 de outubro, as Forças Armadas da Turquia testaram o funcionamento de seus sistemas de defesa antiaérea S-400, de fabricação russa, perto da cidade de Sinop, localizada na costa do mar Negro.

"Sim, testes foram e estão sendo conduzidos em Sinop. E nós não estamos planejando pedir permissão dos EUA se podemos conduzi-los ou não. Isso quer dizer que estes senhores estão incomodados especialmente por ser um armamento pertencente à Rússia", disse o presidente turco a jornalistas.

Erdogan salientou que Ancara "está determinada em continuar [com os testes] como planejado".

Ao mesmo tempo, o presidente Erdogan assinalou que a Turquia não desiste da intenção de adquirir sistemas de mísseis Patriot dos EUA e está disposta a discutir este assunto com os colegas americanos.

Os Departamentos de Defesa e de Estado dos EUA condenaram o relatado teste de mísseis que ocorreu na Turquia perto da costa do mar Negro, o senador americano Jim Risch também desaprovou o teste.

"O teste do sistema de defesa de mísseis russo S-400 da Turquia é um comportamento inaceitável de um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Isso danifica mais a aliança e põe sob risco direto o F-35 e outros sistemas dos EUA e aliados da OTAN", declarou o senador americano Jim Risch, que chefia o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA.

sábado, 11 de julho de 2020

Erdogan diz que conversão de Basílica de Santa Sofia em mesquita tornará Turquia mais 'forte'



A decisão de converter Hagia Sophia, também conhecida como Basílica de Santa Sofia, em mesquita, tornará a Turquia mais forte, disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. 

Além disso, o chefe de Estado afirmou que a medida foi tomada com base na opinião da população turca, não importando o que outros países pensam sobre a questão. 
"Tomamos a decisão de mudar o status da Hagia Sophia baseado na opinião de nosso povo, e não daqueles que falam coisas sobre nós", declarou Erdogan neste sábado (11) para a emissora NTV.
Na sexta-feira (10), o Conselho de Estado da Turquia anulou decreto de 1934 que converteu Hagia Sophia em um museu, permitindo que ela seja transformada em uma mesquita. Um decreto presidencial abriu o local para muçulmanos rezarem. 
Antes de 1934, Hagia Sophia, que fica localizada em Istambul, foi uma catedral cristã ortodoxa e depois uma mesquita
Durante o pronunciamento, Erdogan afirmou que o país continuaria a "seguir no caminho certo, a fim de construir uma Turquia poderosa e forte". O presidente anunciou seu desejo de converter Hagia Sophia em mesquita em 2019. 

© SPUTNIK / BURCU OKUTAN
Hagia Sophia, também conhecida como Basílica de Santa Sofia, em Istambul

Críticas da comunidade internacional

O templo é Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e uma das principais atrações turísticas de Istambul. 
A mudança de status da Basílica de Santa Sofia, localizada na parte europeia de Istambul, gerou críticas da comunidade internacional, como, por exemplo, da Unesco, União Europeia e Estados Unidos, assim como de cristãos por todo o mundo. 
Igreja Ortodoxa Russa lamentou que a Ancara tenha ignorado apelos para preservar o local como um museu. 
Segundo o governo turco, o acesso ao local continuará aberto a todos.

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