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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

OTAN envia navio de guerra holandês para monitorar situação nas águas do mar Báltico

 


Para fiscalização, Aliança Atlântica encaminha navio de guerra para região. No final do mês, Dinamarca enviará uma fragata com uma tripulação de 160 pessoas para mesma localidade.

Nesta segunda-feira (17), a OTAN enviou o navio de guerra holandês, HNLMS Rotterdam, para as águas do mar Báltico a fim de monitorar a situação na região, informou o portal de notícias ERR, citando o serviço de imprensa da Aliança Atlântica.

"A OTAN enviou o navio de guerra holandês HNLMS Rotterdam para o Mar Báltico. O navio está na costa da Suécia", informou.

Por sua vez, Magnus Christiansson, investigador da Escola de Defesa Nacional da Suécia, disse em declarações ao portal que a chegada do navio se deve à situação de segurança na Europa, em particular, à suposta intensificação da atividade militar russa perto das fronteiras da Ucrânia.

"A OTAN está se adaptando às ações agressivas e imprevisíveis da Rússia e está fortalecendo a cooperação com a Suécia e a Finlândia no mar Báltico", disse Christiansson.

A Dinamarca também enviará uma fragata com uma tripulação de 160 pessoas para patrulhar as águas no final deste mês e quatro aviões de combate adicionais para a Lituânia, relata a mídia.
Efetivos das Forças Armadas ucranianas durante exercícios militares na região de Kharkov, Ucrânia, foto publicada em 20 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.01.2022
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Ontem (16), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que após a reunificação da Alemanha foi feita uma promessa não oficial de que a OTAN não faria nenhum tipo de expansão para o leste, no entanto, o contrário está sendo observado.

Ainda segundo o porta-voz, Moscou quer ver uma atitude séria do Ocidente quanto às preocupações da Rússia sobre avanço da OTAN. O governo russo não quer gastar um mês ou um ano com negociações em que os lados só indicam suas divergências, informou.

"Formou-se uma situação crítica em torno das [...] preocupações nacionais da Rússia. [...] Se virmos vontade política por parte de Washington para tentar de alguma maneira considerar [as preocupações da Rússia] e discutir isso conosco, isso será uma base para continuar. Se continuarmos recebendo respostas no sentido 'não, isso não se discute', isso será uma razão para pessimismo", disse.

Nas negociações realizadas na semana passada em Genebra, Bruxelas e Viena, os EUA e seus aliados rejeitaram as propostas da Rússia sobre garantias de segurança, incluindo a não expansão da OTAN para o leste.
Dois soldados franceses (esquerda) e um soldado dos EUA, parte da Força Internacional de Apoio à Segurança (ISAF), liderada pela OTAN, montam guarda no local de um ataque com carro-bomba na área de Pol-e-Charkhi, em Cabul, em 10 de fevereiro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 16.01.2022
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domingo, 1 de novembro de 2020

Japão considera implantar sistema antimíssil Aegis em navio e não em terra, diz mídia

 


O Japão está considerando utilizar um navio de grande tonelagem como alternativa à instalação em terra do sistema antimíssil dos EUA Aegis, a fim de conter as ameaças de mísseis da Coreia do Norte.

Fontes do governo japonês afirmaram ao jornal  The Japan Times que o Ministério da Defesa está estudando a utilização de um navio de 9.000 toneladas para nele instalar o sistema Aegis, cuja implantação em terra foi descartada.

O país asiático deverá tomar uma decisão em meados de novembro, após receber o relatório provisório de duas empresas privadas que estão avaliando o assunto.

O Ministério da Defesa do país considera duas opções possíveis: a remodelação de navios do setor privado para implantar neles o sistema Aegis e a construção de navios destinados ao sistema.



Sistema de defesa antimíssil Aegis Ashore

Apesar do plano japonês, fonte do Ministério acredita que o país esteja adotando uma "medida desesperada" devido à repentina decisão de interromper o programa original.

O sistema Aegis baseado em terra era originalmente destinado a ajudar a reduzir a carga de trabalho da Força Marítima de Autodefesa do Japão (MSDF, na sigla em inglês), já que a instituição está com o contingente reduzido.

Especialistas em defesa no país acreditam que a opção de um grande navio não fornecerá ao Japão o mesmo nível de segurança, já que uma plataforma em alto mar estaria em risco devido às condições climáticas, enquanto outros questionam os custos para o país que essa opção poderia representar.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Novo caça Gripen da FAB segue em navio rumo ao Brasil (FOTO)



O novo caça SAAB Gripen NG da Força Aérea Brasileira (FAB) foi flagrado a bordo do navio Elke a caminho do Brasil.

A aeronave Gripen F-39E, que será matriculada como FAB4100, segue rumo ao Brasil cruzando o Atlântico a bordo do navio cargueiro Elke.
A embarcação, que partiu da Suécia, deve chegar ao porto de Navegantes, em Santa Catarina, no dia 20 de setembro às sete horas da manhã, conforme o portal Marine Traffic.
De acordo com o portal Aeroin, a aeronave estaria sendo transportada por mar devido a ainda não estar certificada, além de não possuir uma sonda de reabastecimento, o que dificultaria a travessia do oceano Atlântico.
O cronograma de entrega do caça para a FAB segue para 2021. O Brasil contará com 36 caças Gripen E/F, que serão designados pela FAB como F-39.
Parte da produção dos caças será na Suécia, enquanto outra parte ocorrerá na planta da Embraer em Galvão Peixoto, interior de São Paulo.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Admiral Nakhimov russo poderia se tornar navio 'mais poderoso do mundo', escreve Forbes




H. I. Sutton, que escreveu o artigo, considera que a modernização em curso do cruzador de mísseis nuclear, construído durante a Guerra Fria, poderia o tornar mais potente do mundo.

O cruzador de mísseis nuclear pesado Admiral Nakhimov, da classe 1144.2 Orlan, o navio de guerra mais poderoso da Marinha da Rússia, se tornará ainda mais poderoso devido à modernização e ao rearmamento, de acordo com a revista Forbes.
O autor do artigo, H. I. Sutton, enfatiza que o navio, que se encontra em processo de modernização, é comparável em tamanho aos encouraçados dos EUA da classe Iowa, mas é significativamente superior a eles "em armamento e conceito".
"Com as mais novas armas e sensores, ele provavelmente se tornará o navio de guerra de superfície mais poderoso do mundo", afirma o jornalista.
Como o especialista salientou, os cruzadores gigantes da classe 1144.2 Orlan, construídos no final da Guerra Fria, eclipsam qualquer navio de guerra de superfície. Segundo ele, o navio está armado com "assassinos de porta-aviões", os mísseis supersônicos P-700. Além disso, o arsenal do navio inclui sistemas de defesa antiaérea S-300 e mísseis 9K33.

Armamento

Espera-se que o Admiral Nakhimov modernizado seja armado com o míssil antinavio hipersônico Tsirkon. "É uma arma ultramoderna que está se tornando um sistema prioritário para a Marinha russa em ressurgimento", descreve Sutton.
Ao mesmo tempo, ele observa que o Tsirkon é menor que o P-700, o que significa que o navio pode transportar mais mísseis hipersônicos.
O autor observa que não se sabe se o navio modernizado transportará o míssil de cruzeiro Kalibr de ataque terrestre ou o míssil Oniks antinavio e de ataque terrestre. "Mas como às vezes são carregados em intercâmbio com o Tsirkon, esta é uma possibilidade distinta." Isto daria ao Admiral Nakhimov uma maior capacidade de ataque terrestre do que a de seu navio-irmão Pyotr Velikiy.
Há indícios de que o Admiral Nakhimov poderá ser lançado muito em breve, diz H.I. Sutton.

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sábado, 8 de agosto de 2020

FOTO mostraria construção rápida de 3º navio anfíbio da China



Marinha chinesa está construindo frota de navios anfíbios mais rápido do que os EUA, ao passo que seu terceiro navio da classe Type 075 poderia ficar pronto já em outubro, afirma especialista militar.

A classe em questão é capaz de carregar helicópteros que podem transportar tropas e material até a terra firme.
Segundo afirmou o especialista militar H. I. Sutton, na revista Forbes, tais navios são geralmente os vasos de guerra mais poderosos em muitas marinhas, além de serem bastante cobiçados.
No caminho de sua construção está a China que, poucos meses após o início do primeiro teste de mar de seu segundo representante da classe, deverá completar a construção do terceiro já em outubro.
Novo artigo: nova inteligência mostra que China está construindo mais navios de assalto Type 075. Um ano atrás eles não tinham quaisquer LHD [navios porta-helicópteros, na sigla em inglês]. No período de um ano eles vão ser a segunda maior frota de LHD no mundo. Também com os [navios] de 40.000 toneladas. Crescimento impressionante
Comparando as forças navais da China e dos EUA, Sutton disse que o gigante asiático está construindo navios anfíbios mais rápido, embora os EUA não pareçam estar em uma corrida.
"A rápida construção de navios da Marinha da China é difícil de ser acompanhada. Seus navios de assalto são conhecidos como Type 075 LHD. Eles já lançaram dois no ano passado. Agora, imagens emergiram na mídia social de língua chinesa que, talvez sem intenção, revelam mais um [navio]", afirmou o especialista.
Desta forma, o navio poderá ser montado em apenas seis meses ainda em doca seca. Embora os prazos de construção de navios da Marinha dos EUA possam variar, Sutton afirma que estes demoram mais.
"Por comparação, o segundo navio de assalto da classe America da Marinha dos EUA, o USS Tripoli, teve seu batimento de quilha em junho de 2014 e foi lançado à água em maio de 2017. Dois anos e dez meses depois", explicou.
A construção da embarcação chinesa está sendo conduzida no estaleiro de Hudong-Zhonghua, em Xangai.

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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Navio russo deixa marca na história da navegação mundial



Pela primeira vez na história da navegação, um navio de grande capacidade com gás GNL percorreu a Rota Marítima do Norte, partindo da península de Yamal em maio e concluindo a rota na China em junho.

Habitualmente, o tráfego marítimo no porto de Sabetta, no extremo norte da Rússia, começa no mês de julho. No entanto, o navio de grande capacidade Christophe de Margerie partiu deste porto setentrional em meados de maio com destino ao porto chinês de Jiangsu.
Inesperadamente, o navio levou apenas três semanas para percorrer a rota, tendo chegado ao seu destino no dia 10 de junho.
Segundo a Rossiyskaya Gazeta, durante o percurso, a tripulação do navio coletou diversos dados sobre a situação do gelo ao longo da rota para incluí-los no planejamento logístico de futuros projetos de desenvolvimento e navegação dos navios árticos.

© SPUTNIK / ALEKSEI DRUZHININ
Navio-tanque Christophe de Margerie
Vale ressaltar que o navio Christophe de Margerie não navegou sozinho. À sua frente, seguia o quebra-gelo nuclear Yamal devido ao fato de, nesta época do ano, as condições do gelo ainda serem complicadas na região.
Ainda assim, a chegada antecipada do navio é considerada um importante avanço para a Rússia, que demonstrou grande potencial para transportar cargas através dos mares do Ártico.
Atualmente, centenas de embarcações passam por esta rota a cada ano. Antes, a Rota Marítima do Norte era considerada inviável, sendo preciso muito tempo para a percorrer, mesmo com a ajuda de quebra-gelos.
No entanto, nos últimos 30 anos, devido às alterações climáticas, a situação mudou, com o gelo sendo reduzido gradualmente nesta região.

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