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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Chefe de Defesa dos EUA ordena envio de 800 soldados e 20 helicópteros à região do Báltico

 


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, determinou o envio de 800 soldados e 20 helicópteros AH-64 que já se encontram na Europa à região do Báltico, em meio às tensões em torno da situação na Ucrânia, informou a agência Reuters nesta terça-feira (22).

O movimento é uma resposta à decisão da Rússia de manter tropas em Belarus, conforme anunciou o presidente Joe Biden em declaração na Casa Branca um pouco antes, nesta terça-feira (22).
Os EUA também estão enviando oito F-35 da Alemanha para o flanco leste da OTAN e 12 helicópteros Apache da Grécia para a Polônia, segundo a mídia.

"Esse adicional está sendo reposicionado para tranquilizar nossos aliados da OTAN, deter qualquer potencial agressão contra os Estados-membros da organização e treinar com as forças da nação anfitriã", disse o alto funcionário de Defesa dos EUA, garantindo que nenhuma das novas forças sairia dos Estados Unidos.

Os EUA ressaltaram ainda que continuarão a fornecer assistência defensiva à Ucrânia.

O presidente dos EUA anunciou, nesta terça-feira (22), o que ele chamou de primeira parcela de sanções econômicas contra a Rússia, em resposta ao reconhecimento de Moscou das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk.
A decisão afeta um banco militar russo e a dívida soberana do país, além de "elites russas e suas famílias".
Biden também disse que trabalhou com o chanceler alemão Olaf Scholz para garantir que o gasoduto Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), que traria gás natural liquefeito da Rússia para a Alemanha, não seja aberto.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, assina decretos que reconhecem a independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, 21 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2022
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Especialista: Rússia reconheceu repúblicas de Donbass após Ocidente ignorar exigências de segurança


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

OTAN envia navio de guerra holandês para monitorar situação nas águas do mar Báltico

 


Para fiscalização, Aliança Atlântica encaminha navio de guerra para região. No final do mês, Dinamarca enviará uma fragata com uma tripulação de 160 pessoas para mesma localidade.

Nesta segunda-feira (17), a OTAN enviou o navio de guerra holandês, HNLMS Rotterdam, para as águas do mar Báltico a fim de monitorar a situação na região, informou o portal de notícias ERR, citando o serviço de imprensa da Aliança Atlântica.

"A OTAN enviou o navio de guerra holandês HNLMS Rotterdam para o Mar Báltico. O navio está na costa da Suécia", informou.

Por sua vez, Magnus Christiansson, investigador da Escola de Defesa Nacional da Suécia, disse em declarações ao portal que a chegada do navio se deve à situação de segurança na Europa, em particular, à suposta intensificação da atividade militar russa perto das fronteiras da Ucrânia.

"A OTAN está se adaptando às ações agressivas e imprevisíveis da Rússia e está fortalecendo a cooperação com a Suécia e a Finlândia no mar Báltico", disse Christiansson.

A Dinamarca também enviará uma fragata com uma tripulação de 160 pessoas para patrulhar as águas no final deste mês e quatro aviões de combate adicionais para a Lituânia, relata a mídia.
Efetivos das Forças Armadas ucranianas durante exercícios militares na região de Kharkov, Ucrânia, foto publicada em 20 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 17.01.2022
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Ontem (16), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que após a reunificação da Alemanha foi feita uma promessa não oficial de que a OTAN não faria nenhum tipo de expansão para o leste, no entanto, o contrário está sendo observado.

Ainda segundo o porta-voz, Moscou quer ver uma atitude séria do Ocidente quanto às preocupações da Rússia sobre avanço da OTAN. O governo russo não quer gastar um mês ou um ano com negociações em que os lados só indicam suas divergências, informou.

"Formou-se uma situação crítica em torno das [...] preocupações nacionais da Rússia. [...] Se virmos vontade política por parte de Washington para tentar de alguma maneira considerar [as preocupações da Rússia] e discutir isso conosco, isso será uma base para continuar. Se continuarmos recebendo respostas no sentido 'não, isso não se discute', isso será uma razão para pessimismo", disse.

Nas negociações realizadas na semana passada em Genebra, Bruxelas e Viena, os EUA e seus aliados rejeitaram as propostas da Rússia sobre garantias de segurança, incluindo a não expansão da OTAN para o leste.
Dois soldados franceses (esquerda) e um soldado dos EUA, parte da Força Internacional de Apoio à Segurança (ISAF), liderada pela OTAN, montam guarda no local de um ataque com carro-bomba na área de Pol-e-Charkhi, em Cabul, em 10 de fevereiro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 16.01.2022
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terça-feira, 9 de junho de 2020

Rússia venceria forças da OTAN no Báltico em menos de 60 horas, segundo Forbes



Após anúncio de possível redução das tropas dos EUA na Alemanha, especialista em defesa prevê que, em um hipotético confronto militar, a Rússia alcançaria vitória na zona do Báltico muito rapidamente.

O corte de 9.500 militares na força permanente de 34.500 soldados, marinheiros, aviadores e fuzileiros navais do Comando Europeu dos EUA (EUCOM, na sigla em inglês), inverteria os esforços do Pentágono nos últimos anos para reforçar a sua capacidade de defesa contra um eventual ataque russo, afirma o especialista em defesa David Axe.
Em artigo publicado na revista Forbes, Axe refere ser convicção dos analistas que um eventual ataque russo teria como alvo o flanco oriental da OTAN, onde a presença das tropas aliadas é menos significativa, tornando os países bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - particularmente vulneráveis.

Cortes de Obama e Trump

Para Axe, não está claro se os cortes de Trump irão realmente em frente. Tampouco ficaram definidas quais as unidades que a EUCOM poderia retirar.
Mas Axe não tem dúvidas: as medidas anunciadas surpreenderam os altos comandos militares norte-americanos e enfraqueceriam as defesas da OTAN.
"Durante décadas, o Exército [dos EUA] manteve forças pesadas na Europa, a fim de se defender contra a União Soviética e, posteriormente, contra a Rússia. Os níveis de forças diminuíram rapidamente após o fim da Guerra Fria", escreveu Axe.
A administração Obama acelerou esses cortes, ao ponto de as tropas implantadas permanentemente na Europa terem diminuído de 40 mil em 2011 para cerca de 25 mil em 2014.

EUA aumentam presença militar em 2014

Contudo, a situação na Ucrânia em 2014 levou Obama a procurar restaurar a capacidade de combate na Europa, alocando bilhões de dólares ao programa Iniciativa Europeia de Dissuasão, criada nesses anos, de aumento da presença militar dos EUA na Europa.
Malgrado este reforço estadunidense, o think-tank californiano RAND previu nessa época que as forças dos EUA e da OTAN na Europa seriam incapazes de derrotar um eventual e súbito ataque russo aos países bálticos.

© REUTERS / KACPER PEMPEL
Soldado polonês junto às bandeiras da OTAN, Polônia e EUA
Em 2016, o RAND simulou um ataque russo no Báltico. Neste cenário, o Exército russo ultrapassaria rapidamente as forças da OTAN e alcançaria as capitais da Estônia e Letônia no máximo em 60 horas.
A Rússia mantém forte presença de tanques próximo dos países bálticos da OTAN, capacidade bem superior à dos países da aliança, com a agravante de a maioria dos meios da OTAN serem veículos blindados norte-americanos em rotação temporária, segundo Axe.
"Mas, em vez de aumentar suas forças na Europa, Trump parece estar disposto a diminuir a presença dos EUA no continente europeu. Os membros orientais da OTAN provavelmente ficarão mais vulneráveis após os cortes. Com a presença militar norte-americana diminuindo, a Rússia pode não precisar de 60 horas para ocupar o Báltico. É provável que ela possa fazê-lo muito mais rapidamente", concluiu David Axe.

Posição de Moscou

Vale recordar que a Rússia tem reiterado sistematicamente que nunca atacará nenhum país da OTAN, acrescentando que a Aliança está bem ciente disso.
Para a diplomacia russa, a suposta ameaça de Moscou é um pretexto para implantar mais equipamentos e tropas perto das fronteiras russas. A este respeito, Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o fortalecimento da OTAN na Europa.

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